quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Qual é a sua preguiça?

Preguiça, pelos dicionários, é: característica ou atitude que demonstra pouca disposição para o trabalho, ou aversão ao trabalho. Está também relacionada com negligência, indolência, mandriice, demora ou lentidão em praticar qualquer ação. Alguém se identifica? Ah, vai. Quem nunca?
Vamos pular a parte que diz respeito  ao trabalho, e vamos ao que nos interessa aqui. Demora ou lentidão para praticar uma ação...relacionada à corrida, naturalmente. 
Quando pensamos em preguiça nessa área, geralmente é para correr, certo? Então, quero mostrar que existem outras formas de preguiça, que podem nos prejudicar ainda mais.
A preguiça mais comum, acredito, é aquela de manhã, de acordar, levantar e ir correr. Mais do que preguiça, é falta de coragem mesmo. A gente vive é na inércia,e  a cama está sempre tão boa, e normalmente dormimos menos do que gostaríamos...é muito tentador ficar mais um pouquinho, né? Nããããããooooo!!
Eu, sinceramente, tenho poucas vezes este sentimento. Na verdade, tenho tanta certeza de que serei mais feliz depois de correr, que isso é mais motivador do que ficar na cama. Até porque, se não for correr, o certinho  é levantar do mesmo jeito e fazer outras coisas que são necessárias, como trabalhar, arrumar casa...nossa, correr é bem mais divertido. 
O negócio para espantar a preguiça da manhã é deixar tudo mais ou menos separado e organizado mentalmente para levantar e, sem pensar, fazer o que é necessário, no automático. E aí, quando perceber, está correndo, e ficando só mais feliz, e tornando o dia melhor. Dá para ver que eu gosto mesmo é de correr de manhã, não?
E a minha preguiça física é maior no final do dia, porque mistura com cansaço. Já trabalhei, tenho que cuidar da minha família, é o horário que posso ficar com Arthur, então me organizar para correr à noite é sempre mais difícil. E também tem que deixar tudo separado, arrumado, porque se sentar no sofá...já era. Isso é estatístico. Ainda mais se parecer que vai chover. Correr na chuva ok, sair para correr na chuva torrencial...sei não.
Nas férias é pior ainda. No verão eu bebo no almoço. Vinho rosé, espumante, Magners...alguma coisa vou beber. E não quero que isso vire um problema porque tenho que pagar o treino no final do dia. Prefiro ter a consciência tranquila de ter treinado e dali em diante não penso mais nisso. Claro que tem gente que prefere ou só pode correr no final do dia. O importante é não ter preguiça de arrumar as coisas e nem de correr. É que o meu lema é: não deixe para correr à noite se pode correr de manhã com certeza. Sabe? é a certeza...
Mas estou falando isso para chegar em outro ponto da preguiça: de pensar. De se organizar. Acho que essa é a pior, porque prejudica tudo. Se você prefere deixar para ver a planilha só na hora, pensar no horário que vai sair para correr no próprio dia, "ver como o dia se desenrola"...já era. 
Tem mais uma situação. Essa é pior, porque aparentemente a gente foi super disciplinado, e fez questão de manter o treino. Você sai na sexta-feira à noite, volta tarde e meio drinks, bota o despertador porque pensa, afinal de contas, que sábado é o dia do longo e ninguém mandou sair na sexta, ué. E ainda fica se achando o cdf da planilha. Mas será que vale a pena? Você efetivamente levanta, mas não acorda, se arruma, esquece coisas, como levar água ou dinheiro, porque está dormindo ainda, e faz um lixo de treino, suando álcool e se arrastando. Só fica feliz porque acabou, e às vezes nem consegue fazer tudo. E o resto do dia é estranho. 
Ah, entreguei o treino, o que importa é que está feito. Discordo. Se você pensar um pouco, vai concluir que é melhor descansar no sábado, ceder à inércia, e deixar o treino para domingo. Ou dessa vez ir à tardinha, ou à noite. O treino vai sair melhor e você não vai se sentir culpado por ter saído na sexta. Porque sair também é legal. Mas isso exige que você não tenha preguiça de pensar e de estabelecer o que é mais razoável e melhor para você, seu treino, e sua saúde. 
Claro, pode acontecer de você sair para correr no único horário que pode, tipo 11h num dia de verão, porque tem compromissos familiares ou de trabalho, ou mesmo porque dormiu mais, e o treino não sair bom. Me acontece direto. Odeio correr com sol a pino, mas se não tenho opção, prefiro pensar que fiz um treino de sofrimento, me preparando para o pior. Mas fiz isso como escolha consciente, e era o possível nas circunstâncias. Ou seja, planejamento para isso, levando mais água, um dinheiro de emergência, e, por que não, reduzindo um pouco a quilometragem, se for necessário.  
O mesmo acontece com as prioridades. Eu percebi que ano passado, de novo, eu tive preguiça de pensar nas minhas metas e nos meus objetivos de corrida. Por que? Não sei. Talvez porque eu adore fazer provas, só que fazer muitas provas tira a gente do rumo para atingir os resultados que pretende nas provas alvo. 
Claro que é bem mais fácil sair da preguiça quando tem prova. A gente levanta com mais vontade, sabe que vai ter gente, que a hidratação está garantida, usa o tênis favorito...prova é sempre mais tentador do que treino. Mas muita prova significa perda de treino, já que mesmo na prova que é para ser treino a pessoa fica louca e corre competindo. 
Para mim, isso também foi preguiça. Preguiça de ir treinar, de pensar no que era mais importante naquele momento, e escolher fazer prova. 
Se eu tenho prova de 10km no domingo, não tem longo de 14km no sábado, que era importante para a meia maratona dali a um mês, e os 14km eram em um ritmo totalmente diferente dos 10km da prova. Além disso, tendo prova domingo, e não treino, a musculação de sexta é leve e de membros superiores. E musculação é fundamental para o corredor se manter forte!
A preguiça de estabelecer metas também é ruim. Você fica naquela planilha sem rumo, se inscreve nas provas porque são legais, porque o pessoal vai, porque tem visual, sem pensar muito se você quer realmente correr aquela distância, naquele terreno, naquela época do ano. Fora que não evolui nada, me desculpe.
Concluindo: às vezes, não ir treinar não é sinal de preguiça, e sim de sabedoria e autoconhecimento. Preguiça pode ser sair de casa para correr só para cumprir uma tabela que você nem sabe a finalidade. E vez ou outra, deixar a preguiça física vencer, e ficar em casa, com a família, curtindo até mais tarde da manhã, e recalcular a rota do dia...também vale. Para os outros dias, tenha muita motivação de sair da cama para correr, ver o mar, se sentir em contato comigo mesma, meditar, ter novas ideias, clarear a mente...Vença a preguiça mental e corra!! 








terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Oba, São Silvestre! Eu fiz!

Pegadinha...hahahaha! Já perdi a conta de quantas pessoas me perguntam, todos os anos, no final de novembro, começo de dezembro, se vou correr a São Silvestre. Porque é óbvio que eu iria, afinal de contas, eu corro e, inclusive, para alguns, corro loucamente. Várias pessoas acham que correr de verdade é participar da São Silvestre. Entendo. É a prova de corrida de referência brasileira. Orgulho nacional ter uma prova de rua de expressão mundial como essa, em São Paulo, e em pleno dia 31 de dezembro!  A única pessoa que acha normal eu não correr a São Silvestre é minha mãe, porque ela pensa que é uma maratona (assim como milhares de pessoas), e incrivelmente ela sabe que eu não corro maratona, pelo menos por enquanto. Muitos não se conformam que não vou. O que realmente é de estranhar, porque a prova é de 15km, a distância que acho top. Mas vamos chegar lá. Tenho meus motivos, embora adore a prova pela sua existência.
Não pertencendo a uma família de atletas, minhas recordações da São Silvestre são aquelas pouco relacionadas à corrida em si. Eu passei muitos finais de ano na casa da minha avó em Criciuma, e lembro dos meus pais jogando canastra com minha avó e seu marido (meu avô emprestado, maravilhoso), até que chegasse a meia-noite, e a São Silvestre era a atração principal. Sou do tempo em que não havia quenianos nem etíopes como corredores master picas das galáxias. A gente torcia para a Rosa Mota, portuguesa (adorava torcer para os colonizadores). Era à noite, e era completamente distante da minha realidade de vida. Mas era o máximo, eu esperava ansiosamente. Além disso, havia também o fato de termos morado em São Paulo, de maneira que meus pais acompanhavam a prova para dar a localização e recordarmos das ruas em que se passava correndo, e isso era muito diferente de passar de carro, enfim. Isso realmente me deu aquele sentimento bom, de simpatia, pela prova, mesmo não entendendo nadaaaaa de corrida.  
Estava dando uma olhada na evolução da prova, e houve mudanças de distância e de percurso. Imaginem que a prova chegou a ser de 8.900, ou seja, menos de 9km! Isso faz ruir o papo de alguns de que só maratona vale como prova importante. Por outro lado, todo mundo adora falar sobre as subidas, para dar aquela valorizada na dificuldade...Adoro. 
Mas o que me chamou a atenção foi a participação feminina, que na década de 90 era na média de 800 mulheres, para mais de 8000 homens!! Em 2010. foram 21000 homens para 3000 mulheres, impressionante a diferença! Além da participação das mulheres realmente ter crescido na última década, acho que a falta de informações sobre a prova (distância, por exemplo), também pode afastar algumas. 
Na década de 80, a predominância era de sul americanos, com muitos equatorianos, sendo o Rolando Vera o destaque, ganhando de 1986 a 1989. Além deles, havia outros portugueses, como o Carlos Lopes, que ganhou várias vezes. Na década de 90 é que vieram os quenianos, e aí, o Paul Tergat dominou por muito tempo, era um nome que eu ouvia direto, eu achava ele tão magrinho... 
Em 1989 a corrida passou a ser à tarde. Na época isso foi legal para mim porque eu já queria aproveitar o Reveillon e não assistir corrida, e à tarde do dia 31 ninguém tem nada para fazer. Ou seja, eu continuava assistindo na TV.
Mas pensando agora, como corredora, que coisa horrorosa, correr às três da tarde do dia 31 de dezembro, que calooooorrrrrr!!!
Faz muito sentido os africanos passarem a ganhar tudo, né?
A partir de 2000 veio ele, nosso heroi Marilson, e o Franck Caldeira também ganhou!! Dessa época lembro pouco, até eu começar a correr realmente me afastei como plateia, mas Marilson salvou em 2010, e dali em diante, só africanos, sendo a prova de manhã, que acho mais digno.
Lembro que uma coisa que eu sempre pensei foi que realmente era um problema para mim passar o reveillon em São Paulo. Sorry, leitores, adoro a cidade, mas para a virada, quero litoral (ohhh, que diferente). Ta, Paris também serve kkkkk.  
Virando corredora, o que mudou? seria um sonho a São Silvestre?
Assistindo a prova, a largada, os vídeos que os conhecidos mandam, vendo as muitas muuuuitas fotos do pessoal, eu fico emocionada, sim. Acho lindo de se ver. 
Eu fiz um combinado com o marido. Quando fui sorteada para a meia de NY, ele topou ir se eu prometesse não inventar de ir na São Silvestre por 5 anos. Achei justo. Acabou o período sabático, eu poderia planejar. Mas tenho uns problemas operacionais, que acho que muitas mulheres também têm, e que reduz nossa participação (atualmente não mais divulgada no site oficial). A principal é familiar, é um esquema complexo conciliar a família (formada por muitos pequenos núcleos, tem pai de um lado, mãe de outro, sogra de outro, sogro de outro), para Natal e Ano Novo. Passar o ano novo em uma viagem incrível seria algo bem aceito na família. Só que ir para São Paulo para uma corrida (não importa qual seja), na minha família, não é considerado uma viagem incrível...Só mais uma das minhas esquisitices. Nada que eu não supere, mas então tem que ser algo que eu deseje. Deixar o filho ou levar o filho? Outra questão a resolver. Se levar, levar para a prova? são 15km, não vai demorar tanto também, mas é uma multidão. Se não levar, esquematizar com vovó...
Por uns dois anos, muita gente conhecida minha foi, e aí até pensei. Mas o Everton, meu então treinador e a pessoa que melhor me conhece como corredora, disse que eu não ia gostar. E quando vejo o mar de gente, aquele monte de pipoca, povo fantasiado, percebo que ele tem razão. Não dá para correr por boa parte da prova, é o que me disseram, e custo a crer que seja de outra forma. E eu definitivamente me irrito quando não posso correr, não importa o quão legal seja. Porque a verdade é que eu me prepararia para a prova, e 15km com subida no calor  requer a preparação, gosto de fazer com dignidade. Daí chegar lá e dar com o furdúncio, não sei se vou curtir...pelo menos ainda não. No futuro, eu mais relax, sem me importar em caminhar e atrasar o tempo final em 5 minutos...quem sabe?
Devo reconhecer que é mais uma das minhas chatices. Uma prova tão incrível, e eu não quero ir. Sorry. E correr a São Silvestre tem um aspecto motivacional ótimo: você se obriga a treinar no final do ano, não tem outra opção. Não dá para abandonar tudo e esperar o ano seguinte. 
Eu prefiro ter uma prova em fevereiro para fazer, que já me mantenha motivada, mas posso também dar uma relaxada entre Natal e Ano Novo, treinando mais de leve, compatibilizando com o teor sanguíneo do meu álcool. 
Respeito e admiro demais o pessoal que foi correr a São Silvestre. Quem quiser, me conta como foi a experiência. Acho que tenho medo de me frustrar, e isso me barra.
Agora o ano já virou, hora de pensar as provas para montar e planejar os treinos. De leve, como a semana merece. Planejar ainda não é realizar. Tenho umas ideias a esse respeito, depois conto.
Um lindo 2017 para todos, de força nas pernas e na cabeça! 








terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Querido Papai Noel...

Será que me comportei bem este ano? Como corredora? Como atleta? Eu tinha metas, com certeza. Mas não adianta ter metas sem estabelecer o plano para alcançá-las; planejamento é tudo. E ainda podem acontecer problemas na execução do plano. 
Além disso, eu vivo recalculando a rota, porque aparecem imprevistos, relacionados ou não à corrida. Tem o período de excesso de trabalho, de filho precisando de mais atenção...e tem as novas rotas, que eu mesma crio.
Vejam, a gente inventou o Mulheres que Correm, treino  voltado para o empoderamento feminino, e por causa do treino (lindo) de maio em BC a Gabi Manssur, promotora de justiça, me convidou para ser a líder do treino de 10 anos da lei Maria da Penha, em agosto, que foi uma das experiências mais emocionantes da minha vida. Com os dois, vimos como seria legal fazer em Blumenau, e foi assim, em novembro. Mas eles exigiram de todas as organizadoras tempo, energia...e embora tenha, em geral, bastante da segunda, o primeiro é luxo, de modo que tenho que tirar de alguma outra atividade para poder cuidar disso. Não posso tirar do trabalho nem da família. Tirei da vida social (que já não é das mais movimentadas em geral), e acabou sobrando para a natação, e muitas vezes para a musculação. Tudo para que não sobrasse para a corrida. 
Será que adiantou? Foi uma boa troca? Quanto ao MQC (mulheres que correm), valeu muito a pena, não vejo a hora de levar o treino para outros lugares, fazer mais uma edição em BC e alguma coisa diferente em Blumenau, quero muito que o máximo de mulheres possam sentir o que a gente sente, mas sei que tenho que estabelecer um tempo limite de dedicação para não me perder nos meus projetos pessoais. É que  foi tão gratificante botar mais mulheres para correr, lembrar algumas que já corriam como é bom estar lá, trazer a felicidade para quem não conhecia...
Voltando ao meu comportamento do ano. Mais uma vez, eu me propus a fazer algumas provas e fiz muito mais. Tracei metas abertas, quanto a tempo e provas, e analisando agora as postagens (que não foram de todas as provas), evidentemente me passei. Mais uma vez.
Infelizmente, querido Papai Noel, parece que não me comportei tão bem assim. A meia maratona para a qual eu fui mais bem preparada, a de Florianópolis em novembro, terminei  um minuto a mais do que eu queria, e foi por falta de suplementação adequada durante a prova. Calculei errado o tempo do gel, e quebrei por três quilômetros, o suficiente para estragar o objetivo. 
Então, Noel. Não cumpri à risca os treinos de musculação, e acho que isso foi crucial para que a canelite me pegasse de jeito. Corredor é um bichinho ruim, quando tem pouco tempo, sempre quer usar para correr, e não para os outros treinos paralelos que fortalecem o corpo para a corrida. Tendo pouco tempo no horário da natação, adeus, natação. Com a musculação, além disso, tinha a questão de ter provas no final de semana. Já tinha que ser um treino beeem leve ou só de membros superiores (quando teve), porque não podia ficar cansada para a prova. 
Ah, sim, querido Santa (o Claus), novamente acabei fazendo provas buscando resultado mesmo quando eram só para treino. Olhava quem estava, já conheço algumas da categoria, tentava perceber como eu me sentia, e aí, já viu, né? Botou o número de peito a pessoa enlouquece, trofeu, trofeu, trofeu, medalha, medalha, medalha. 
Como grupo, tivemos a questão de buscar a vaga para o Volta à Ilha. Isso tira o foco do projeto pessoal de tempo em prova, e gera um novo tipo de ansiedade. Só que eu já sei que isso vai ter que acontecer, porque não temos vaga garantida, e esqueço de colocar no planejamento. 
Tinha uma meta principal individual, que era  baixar o tempo na prova de 10km novamente,mas só assim, e isso não deu certo. Devia ter estabelecido o quanto. Pelo menos como meta básica, e depois, se fosse o caso, adaptar. Já aprendi.
Eu não consegui ir treinar com a turma da Gamboa na praia, o horário é ingrato para mim. Basicamente cumpri planilha. Cumpri bonitinha, até a canelite pegar, porque sou cdf e me esforço mesmo. Mas  teve um preço, e como o meu treino é no melhor horário - aquele, o que dá, cada dia um diferente - nunca era quando todo mundo estava na praia treinando. Isso significou fazer pouco os exercícios educativos, ter pouca análise do Diogo da minha técnica (ou a falta dela)...e isso é mau...
Pensando no Natal e em mostrar a fofa que eu fui,  no final do ano busquei o resgate. Fui ao médico, Dr. Gustavo é show, passei a fazer liberação miofascial séria, e voltei para o Pilates. É aquela história: não arrumei tempo quando não estava lesionada, para prevenir, tive que arrumar depois da canelite já instalada. 
Faz muita diferença o pilates, e por mais que eu continue não curtindo (para ser querida), sei o efeito positivo que traz, e trato como remédio. A Marcela, fisioterapeuta corredora, entende do babado como poucos, e me passa os exercícios certos para o que eu preciso. Tem paciência mas não me dá moleza. 
A natação dançou mais uma vez, mas porque o pilates agora é melhor para mim. Aí é que está. As famosas prioridades. E descobri que o trabalho do ano passado do pilates, mais a musculação bem feita este ano com o Rodrigo, já me deixaram mais flexível e forte do que eu era, beeeem mais. Assim, já não detesto tanto os exercícios, talvez  porque consigo fazer hahahahahaha. 
Ok, estou sendo bem rigorosa comigo mesma. Devo reconhecer que  eu  não me passei nos treinos (se a planilha diz 12km, eu faço 12km, e não 16km...), nem matei treinos (5 tiros são 5, não 3), e sempre  tentei acertar obedecendo ao mestre. Aprendi muito este ano em relação a controlar o pace e manter regularidade nos km, consegui largar mais devagar e não quebrar nas provas importantes, fiquei bem feliz.
 Foi mais uma etapa no processo de autoconhecimento, e tenho que me esforçar para não me autoboicotar, o meu maior exercício tem que ser o mental, do quero, posso, consigo, sou phodastica (dureza).  E celebro cada conquista, como tem que ser, sendo mais generosa com meus resultados de treinos e de provas, conforme as circunstâncias. 
Então vamos combinar que eu fiquei na média, fui uma boa menina, e mereço uma canela nova e mais uma chance. Estou me dedicando a isso, e a ter  o corpo do jeito que eu gosto, que não combina necessariamente com o padrão esperado de uma corredora e de uma moça delicada, porque essa eu nunca serei. Sempre serei coxuda, gosto de ser forte, e é com esse material que tenho que trabalhar. Não tem tênis novo nem saia vivian bogus que compensem a saúde e o bem estar para correr e se olhar no espelho com satisfação. Certo? 
 Para mim, que não curto muito o Natal, espírito natalino é amor no coração em relação a todo o mundo, mesmo. E é isso que desejo, que cada um consiga sentir amor, e que ele se transforme em energia e se espalhe por aí. 
Um Feliz Natal para todo mundo.



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Empoderadas em Blumenau


Ai, que blogueira fuleira que não posta as novidades...eu estava cuidando dos acontecimentos e de todo o resto da vida que tenho que dar conta, mas com uma parte do cérebro aqui, pensando em quanta coisa legal conseguimos fazer em tão pouco tempo desde que pensei no treino feminino e virou o nosso Mulheres que Correm. 
Quando pensamos em fazer a  edição do Treino Coletivo Mulheres que Correm em Blumenau tínhamos o sentimento de que seria bem legal, mas não fomos capazes de imaginar a energia que teríamos ali.
Tivemos muita gente maravilhosa que acreditou na ideia de empoderamento feminino pela corrida e que embarcou conosco na nossa viagem. Os apoiadores e patrocinadores, mais uma vez, tinham a nossa cara: viver  bem os momentos felizes, que se tornam memoráveis.
Uma das coisas que sempre pensamos sobre o treino era a ideia de cada uma poder ir lá e projetar seu desejo da forma que quisesse: começar a correr, correr finalmente uma distância específica, correr com outras pessoas, fazer amizades na corrida, correr com alguém junto, melhorar seu tempo, melhorar sua saúde, emagrecer correndo, e sempre encontrar a felicidade pelo caminho. Sabemos que na corrida, especialmente em dia de prova, tem vezes que a felicidade vem só no final, seja pelo objetivo cumprido, seja pelo fim do sofrimento (quando é isso que acontece), seja simplesmente pelo processo químico de produção da endorfina.
E se você pode literalmente aproveitar aquele momento pós corrida, o da celebração, realmente celebrando...muuuito melhor, não é? Isso que queremos!!
A verdade é que a maioria de nós não tem vida de atleta. Porque estamos muito ocupadas tendo vida de mulher polva, que dá conta de muitas atividades, e quer que a corrida esteja entre elas. Nem sempre, portanto, pode ser uma prioridade. Eu sempre falo que se você quer correr, tem que tratar como compromisso. Daqueles que não pode faltar. Depois que a gente sai para correr, tudo faz sentido, e ninguém se arrepende de ir, só de ter ficado em casa. 
Claro que podemos e devemos nos inspirar e aproveitar muito da vida das atletas profissionais, o que inclui uma boa alimentação, de qualidade, conforme sua proposta conversada e orientada por nutricionista para os seus objetivos. Regularidade de treinos, planilha bem feita, disciplina...e tem o sono. Ah, o sono. Todo atleta fala em entrevista que dorme bastante, porque o descanso faz parte do treino. A gente até descansa, no sentido de fazer dia off, mas não tem off da vida de mãe, nem de profissional, de esposa, de namorada, de filha...o cansaço é outro. E as horas de sono são geralmente as sacrificadas. Na verdade, quando eu vou dormir, não é porque tenho consciência da importância do repouso. Estou é exausta mesmo!
A gente usa o que consegue, e inveja o resto. Mas não tudo. Importante lembrar que elas vivem disso e os resultados esperados são sempre os melhores possíveis (às vezes impossíveis). E não tem chopinho com amigas, nem um show até de madrugada, nem ficar de salto sambando, porque o pé tem que estar perfeito e pronto para os tênis. 
E o que isso tem a ver com o nosso treino? Tudooooo!!!
Nós temos a corrida como a nossa alegria! Nosso momento, nossa terapia, nossa meditação, nosso encontro com amigas. E isso combina com o resto da nossa vida. Mulheres que correm são mulheres que comem, que bebem (se quiserem), que celebram. Também são mulheres que choram, que se frustram, que mudam de ideia.
E o treino é para essas mulheres reais. Tem iogurte Bem Livre, cheio de probióticos, tem Barrinha de proteína natureba total da Leite Vivo, tem bolo delicia sem veneno da Mascavo, salada de frutas da Cia da Saúde, espaço no Bier Vila para nossa bagunça organizada, tem nutri Kátia, tem Lojas Hardt com suas opções mara e atendimento show... e também tem espumante da Decanter, cosméticos para nos segurar mais tempo lindas, da Jeunesse e da Mimos da Beleza, tem cerveja Maniacs...fora aqueles que simplesmente acreditam no empoderamento através da corrida, como a Unica Locadora. Mas somos nós, querendo tudo o que for possível. E isso é o que merecemos.
Nossa intenção é sempre fazer algo que seja como gostaríamos de ter. Quando vi o kit pronto, pensei: nossa, como eu quero participar disso. Quando montamos tudo para esperar as corredoras, pensei a mesma coisa. E ver todas chegando, alongando e aquecendo com a Grazi e sua competência incrível,..só aumenta a vontade. Ana Ruschel comandando o microfone, e todas com aquela vida toda...ah, que sentimento indescritível. Isso tudo só foi possível porque temos Giovana, a BAP, que cria a arte toda e faz tudo ficar com cara de magia e glamour. Como merecemos. No final, aqueles rostos suados com a cara da loucura que é autoexplicativa. 
Espero que todas tenham gostado, e se divertido, e também descoberto coisas novas sobre si mesmas. Tivemos várias estreantes, devidamente aplaudidas ao final, porque descobriram que são mulheres que correm!! 
O treino foi no feriado do dia 2 de novembro. Sim, é um feriado triste, dia de Finados. Eu acredito que aqueles que não estão mais aqui conosco querem mais é que a gente celebre a vida, com todo o respeito. Podemos render nossas homenagens, e mostrar que aproveitamos o tempo em que estamos por aqui. 
Um treino assim renova as energias e nos mostra que podemos tentar uma prova nova, distãncia diferente, cidade diferente, forçar mais ou menos...o treino é o momento da descoberta para a evolução. Eu penso assim.
Muito obrigada a todas que foram e ano que vem teremos mais, com certeza. Nossas mentes fervilham de ideias. Quem também tiver, me conta, adoro novos olhares. 
Agora é hora de dar aquela reduzida, eu estou bem cansada do ano, mas não tão cansada para dispensar comemoração.  
E depois dessa eu volto para os assuntos pendentes...meia maratona de Florianópolis, corrida em Itapema...nunca é tarde para falar de correr. A canelite está quase boa, mas tenho que cuidar ainda, que bom que este ano não tenho mais muitas aventuras. 
Enquete final antes dos próximos: onde você gostaria de um treino feminino de corrida em 2017? 
Beijos, boa semana!!





segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Da série Coisas que a Corrida faz por Você: Mountain Do Lagoa 2016

Aconteceu comigo este ano algo muito diferente, uma surpresa para mim: fui convidada para integrar um quarteto misto para correr o Mountain Do da Lagoa, uma das provas mais lindas e com melhor astral que conheço. Ou seja, convite para ser a menina do quarteto, porque em quarteto misto competitivo só tem uma menina, que, em geral, corre muito bem. Assim que fui convidada essa parte não foi bem esclarecida, mas com o passar do tempo vim a descobrir que era essa a intenção, que eu fosse forte também porque o quarteto era forte. 
Num primeiro momento, fiquei realmente lisonjeada, por ter sido lembrada pela professora Edna, da natação, como alguém que poderia fazer parte do grupo dos fortes. Depois acordei para a vida e veio o desespero. Minha velha síndrome da impostora (sou uma fraude). Avisei então que não era isso tudo na corrida, só esforçada, tanto que fui rebaixada para o segundo quarteto, o que era mais modesto quanto ao pódio, isto é, menos pressão, embora altamente competitivo, tipo aqueles que correm por fora na disputa. Assim, foi muito incrível me sentir corredora de elite sendo convidada para o grupo hahahahaha. 
Foi a terceira vez na vida que havia pressão numa prova de equipe. A primeira foi uma Maratona Express e a outra foi no Divas Venezianas, ambas para conquistar vaga no Volta à Ilha.
Mas agora era totalmente diferente, já que eu não conhecia a equipe. Na verdade, ninguém do quarteto. Corajosos, eles, né?
Fui adicionada ao grupo de whatts com todos os atletas, a maioria vinda da academia Estação Azul, de Itajaí, muitos profissionais de educação física e era um pessoal bem animado para treinar. E de sangue nos olhos também. Eles postavam os treinos e era algo  impressionante. 
Foram combinados muitos treinos, todos voltados ao tipo de prova que é o MD: aventura, areia, subida, ralação. Eu não pude ir a NENHUM. Show, parceiraça eu. Mas realmente não dava certo, os horários não batiam. Os sábados marcados foram em dias de aula na pós, e os domingos quando eu estava em outro lugar, Floripa ou Blumenau, troço  impressionante. 
Fui fazendo meus treinos, e nem sabia quais seriam os trechos, então caprichei na subida da Rainha, corrida na areia, o que dava na região. Não consegui nem ir a Taquaras para dar aquela forçada. 
E o povo correndo e confraternizando...Depois descobri que além de mim, mais uns dois ou três não foram em nada também. Ufa. 
Isso porque o Team V8 Praia Brava era composto de 4 equipes, sendo três quartetos e um octeto, este feminino. Uma galera, mais o staff, com camiseta de patrocinador e tudo, bem diferente do que estou acostumada.
E eu só postando meus treinos no grupo para eles saberem que eu estava treinando, não era uma mentira. No meio disso, veio uma canelite ruinzinha, diagnosticada em ressonância, com dor , que me fez reduzir o volume de treino semanal consideravelmente, mas felizmente não precisei parar, fui fazendo fortalecimento da panturrilha, liberação, alongamento, gelo, tudo o que era possível, e segurando a vontade louca de sair correndo. Cumpri aquela planilha com treinos toscos de 3km leves...mas melhor assim e poder voltar. Avisei ao quarteto, para  saberem que a menos de um mês da prova eu não estava 100%, ou seja, não daria tempo de estar no nível que gostaria. Fiquei triste por tudo, inclusive pelo MD mas não só, porque eu realmente venho evoluindo e estava chegando onde queria nos meus tempos de 10km. E uma lesão é balde de água fria, sempre um recomeço. 
Enfim, fizeram a reunião definitiva (que eu não pude estar) e escolheram os meus trechos, que eu aceitaria mesmo que fossem os piores, porque quem não participa não tem direito a opinião. Mas até achei bons para os meus treinos, eram o 4 e o 5, com bosque e areia, praticamente, totalizando pouco mais de 12km. Só que fazendo os dois juntos, dobrando, a moleza não é tão grande. 
Como não bastasse, eu estou envolvida com o próximo treino Mulheres que Correm (esperando as meninas em Blu dia 02),  mais o trabalho dobrado porque estou sozinha na Unidade Judiciária com o colega em férias, e ainda as aulas na pós, então demorei para ligar o modo on do Mountain Do. Só ia treinando como dava e pensando que no final dá tudo certo (porque dá).
Mas quando foi chegando mais perto, eu, com essa minha necessidade de comunicação e integração com as pessoas (quase uma doença), criei o grupo no whatts do nosso quarteto, para pelo menos conversarmos só nós. Foi ótimo. O Fabiano logo entrou na minha de compartilhar (acho que ele também gosta de um papo). O Felipe também foi contando como ia fazer, só o Gabriel que se manifestou pouco. Tão pouco que dois dias antes da prova ele saiu do grupo porque não poderia ir no dia da prova. Emocionalmente não fiquei abalada porque eu só tinha visto a foto dele, mas como corredora acelerei os batimentos. Como assim, perder o corredor na semana da prova?
Mas, como convidada que era, realmente o problema não era meu, tanto que foi resolvido sem mim kkkk. Minha função era definitivamente só ir correr. Foi alterado o outro quarteto, e um dos corredores deles veio para nós, o Xilipoca (oi? sim, sim, mas para a mãe dele é o Felipe). Logo percebi que ele era animado também. 
Então o Fabiano disse que não tínhamos carro para deslocamento na prova, nem apoio. Daí deu um apavoro.
Uma das muitas lições que aprendi na corrida é que, em prova de equipe, tão importante quanto correr bem é ter uma boa logistica. A equipe não é só composta por quem corre, precisamos de staff. Basicamente em todas as vezes que corri Volta à Ilha, alguém não conseguiu chegar antes do colega que fazia o trecho, que, depois de se matar correndo, tinha que esperar o parceiro. Isso porque nós sempre tentamos fazer a melhor logística possível,  temos motoristas incríveis (e praticamente surdo-mudos, como o Walter, marido da Gio, que escuta cada coisa...), mas tem o trânsito, o dia de sol, Floripa, muitas variáveis. 
Também o Fabiano (eu acho) resolveu isso, A Helenita (que eu não conhecia também) cedeu o carro dela, e apareceu um anjo motorista, o Angelo. 
Depois dessa semana cheia de emoções, combinamos de eu ir com eles para Floripa na sexta-feira.  
Dali em diante eu entrei em um novo grupo, com teoricamente desconhecidos. E aí vem mais algo incrível da corrida. Você conhece pessoas que são muito diferentes de você, mas graças à democracia que a corrida tem, todo mundo se entende rapidamente. 
Que pessoal gente boa!!! Sou muuuuito sortuda. Conheci a Simone, a Vanessa, a Lari, a Helenita, o monstro da corrida Chico e sua querida esposa Suely, pessoas que me receberam como se me conhecessem por toda uma vida! Gente que gosta de correr, mas especialmente gosta de viver com a corrida na sua vida! E em menos de 12 horas, você parece conhecer aquele povo há séculos! Só a corrida proporciona momentos assim. 
Choveu a semana toda, mas eu sabia (mais uma vez) que no sábado não choveria, não importava o que a previsão dissesse. Deu sol. Um dia delicioso alternando sol e nuvens, para a gente não morrer de calor direto. 
O Angelo foi o nosso apoio de carro, motorista, psicólogo, incentivador. Meu quarteto era fora de série, Felipe, Xili e Fabiano, guris que correm com muita determinação e me receberam com compreensão, logo sacando o poço de ansiedade em que eu me encontrava. 
Ah, e a corrida?  Então, dobrei o 4 e o 5. Isoladamente, 6km cada um, sem altimetria, seriam tranquilos. O 4 é do bosque, com areia de praia inicialmente e depois praia do Moçambique. O 5 pega estrada de areia, depois duna e um riozinho para "molhar o pé" no final. 
Mas o cérebro da gente não é bobo. Então meu corpo estava com a programação de 12km, e não de 6+ 6. E isso já muda tudo. Você sai para fazer 6km com uma velocidade, e para fazer 12km, com outra. Não podia quebrar antes de chegar no trecho 5. O bosque, que eu acho um lugar bacana para correr, tem as melhores fotos, estava com todas as pinhas no chão. TODAS. Prontinhas para receber pés para virar. Tive que tomar mais cuidado. Pensei comigo que segurar no bosque para soltar na praia era uma boa. Errrrrrrroooouuuuu. A areia do Moçambique estava movediça. Aqueles 2km não passavam. Tinha vento contra, e o pé afundava no que era areia de mar. Só não chorei porque  percebi que todo mundo estava na mesma, era uma corrida em fila indiana, não mudaram quase as posições. Ninguém me ultrapassou, e eu só ultrapassei os insanes (que fazem sozinhos os 65km, então em geral o ritmo é menor). Acabando essa belezura, tinha uma areia fofa que eu já estava amando, e então iniciava o 5. Na praia também pensei que ia tirar o atraso na estrada que viria (uma areia batida), mas aquela praia me cansou, demorei para encaixar o ritmo, e meu sonho de fazer em 1h05 me abandonou sem dó. 
Depois tinha a duna, pequena, e que normalmente eu acharia divertida, mas no final já não é tão interessante, e o riozinho...sim, um riozinho para molhar os pés, como diz a descrição do percurso. Na verdade, por causa da chuva, a água vinha até o joelho, então correr não era opção. Geladaaaaaa a água. Ai, que legal, refresca...ha ha ha. Saindo da água, os pés, já no fim, pesavam toneladas!. Mas realmente era o fim, e terminei em 1h13 alto. Não fiquei nada feliz, fui para o carro pedindo desculpas e realmente chateada. Mas depois, conversando com outras pessoas, lembrei o básico de prova de aventura: o teu pace é bom ou ruim considerando o dos outros no mesmo trecho, e não a sua expectativa e a realidade. 
Comparar os 12km (deu menos) do MD com meu treino de 12km na orla de BC, que fiz em 1h01min, é injusto e uma burrice. Eu esperava ter ido melhor, verdade, e acho que uns 3 minutos a menos poderia ter feito, mas não muito melhor do que isso, e isso não renderia um trofeu. Não este ano, com aquela praia. E comparando com os outros, percebo que cochilei mesmo no 4, devia ter forçado mais, fiquei com medo de quebrar e não aproveitei o que tinha de espaço para soltar. Os meninos foram  muito bem, fiquei realmente honrada em ter participado do grupo. 
Ficam, como sempre, as experiências e alegrias das companhias no carro, nos postos de troca enquanto a gente espera o companheiro, da largada e chegada, aquela ansiedade gostosa de prova assim, e todo mundo que conheci.  
Nosso quarteto fechou em 9 lugar, eu achei lindo demais, um feito incrível para mim, eram 26 quartetos mistos. Claro que já terminei pensando em estrategia para o próximo ano, acho que teria rendido melhor se não fosse dobrado o trecho, e sim algo como o 1 e o 5. Mas se fosse eles, procurava uma mais caruda e menos medrosa para ser a menina do grupo...
Essa foi a última prova de aventura do ano, agora só asfalto e areia. Esse tipo de prova, para eu curtir, tem que ser bem especial. Já sei que não adianta fazer MD Costão do Santinho, por exemplo, porque não curti, mas  da Praia do Rosa foi a melhor em muitos anos. Se eu fizer muitas dessas, me irrito. Agora bora treinar velocidade e força de novo, que os desafios do ano não acabaram. 
E dia 2 de novembro tem treino lindo Mulheres que Correm em Blumenau. As inscrições terminaram muito rápido! Estamos preparando uma manhã muito especial para todas. Ainda vou falar sobre isso aqui.
Chega que ficou imenso, bons treinos!!






domingo, 18 de setembro de 2016

TPP - tensão pré prova. Como lidar?

Você chega no local da prova, encontra conhecidos, e aquele negócio: e aí, nervoso? e a pessoa diz: não, estou tranqüilo, só vou fazer como treino hoje. Mentcheeeeeeraaaaaa!! Não adianta. Treino é treino, prova é prova. Tem um elemento químico que as diferencia totalmente: a adrenalina. Treino difícil gera ansiedade, sim, mas não adrenalina. Botou o número no peito, não é mais treino. Ir até o local da largada já vai dando o frio na barriga, facilmente transformável em barulhos seguidos de dor de barriga.Corredor tem dor de barriga, é fato. 
E não tem absolutamente nada a ver com o que se comeu no dia anterior, porque foi, provavelmente, o de sempre. 
E o nervosismo também não tem a ver com falta de treino. Às vezes, pelo contrário, o treino certinho é que dá a ansiedade de fazer uma boa prova, que corresponda a ele. 
O pré prova tem o descanso, a alimentação, a hidratação, a preparação mental. 
Como boa virginiana, tenho meus rituais pré prova que preciso seguir, mas que naturalmente são alterados de tempos em tempos. A alimentação é algo bem importante, e a hidratação também. Fica tudo armazenado na mente. Se eu não bebo bastante água na véspera de uma prova um pouco mais longa, já acordo me achando a desidratada, e tudo o que acontecer terá sido culpa da falta de água no dia anterior.
Quando eu ainda comia trigo, tinha a massa da noite anterior, que, sinceramente, nunca me pareceu tão maravilhosa assim, a não ser pela segurança de ser algo que eu já estava acostumada e a falta de ideia melhor. Fora que ninguém precisa de meio quilo de macarrão na véspera de correr 10km. Mas também tem o fato de poder se reunir com amigos para essa refeição pré prova, que é bem legal. 
Tem a bebida alcoólica. Há quem não beba nada nem na semana da prova. Isso não me pertence, porque faço muita prova, em média duas por mês. E não fico essas duas semanas sem minha tacinha de vinho. Já fiquei o mês anterior à prova sem beber vinho. Foi para a meia maratona de NY. Sinceramente, não percebi a diferença que esperava. Então eu bebo menos, especialmente em caso de prova mais longa, inclusive pelos treinos, mas uma tacinha de vinho na véspera já faz parte da minha vida. 
O café da manhã é realmente o dilema. Já testei muitos alimentos, nem todos bem sucedidos. A questão é que quando algo dá certo, a gente quer comer sempre aquilo. Portanto, tem que ser não algo fácil, mas viável. Digo isso porque é ruim você descobrir que o melhor café da manhã pré prova é composto de crepioca, se você faz várias provas em outros locais, onde não tem como garantir tal alimento. Fácil mesmo é comer pão, essa é a verdade. Ou como diz a Rita, "como duas bananas e posso correr uma maratona".  Mas eu não sou do fácil, não é mesmo?
Quando eu comia pão, logo descobri que os integrais para café pré prova não eram boa ideia. O melhor era o pão de milho, aquele seven boys. Com algo salgado por cima, nunca doce, para não roubar a energia antes da prova. Banana me dá um mal estar tremendo, só posso comer depois de correr, nunca antes.
Depois que deixei o pão, e realmente ele não me faz falta, fui fazendo testes. Os possíveis, ou seja, aqueles que depois eu possa manter.
Deixa esclarecer o seguinte: eu me habituei, já desde ano passado, a comer pouco antes de treinar, seja corrida, natação, musculação...me sentia super pesada, e meu corpo ficava ali se ocupando da digestão em vez de me dar energia. Isso porque eu não acordo às 5h30min para tomar café uma hora e meia antes de treinar. Passei a fazer algumas experiências, devidamente monitoradas pela nutricionista, e até 6km eu vou só com meu café com óleo de coco, e dá bem certo. Isso também para uma musculação tranquila e especialmente para a natação. Comer antes de nadar é a treva.
Mas para sair para 8km já é diferente. Sou lowcarb, então vou de ovos ou algo com oleaginosa, pão lowcarb... Paçoca é maravilhoso para mim. 
E para acima de 10km, ou treinos de tiros, vou de carbos do bem. Claro que tudo isso vale mais para treino, porque para prova, inclusive de 5km, como  vou precisar de energia para explosão, mesmo adaptada ao estilo lowcarb, o que me dá a velocidade necessária é um carbo bom. 
Engraçado que há alegria em comer no pré treino. Só que no dia da prova, comer dois pães de queijo já me embrulha o estômago. E tenho que comer 3 para não ter fome. Porque aí sim levanto bem mais cedo para comer e não passar mal.  
Ah, mas é a intolerância à lactose? Descobri que até 3 pães de queijo meu corpo não se importa nos km seguintes.E isso é ótimo, porque é fácil achar pão de queijo em qualquer cidade em que eu for correr no Brasil, em geral. Ainda assim, quando a largada é cedo, como aconteceu nas 10 milhas de São Paulo, para garantir eu levei para o hotel um pão de queijo grande na noite anterior. Pensa num troço ruim no dia seguinte? Nem consegui terminar. E tive fome durante a prova. Sim, fome. Devia ter levado uma paçoca. 
Também funciona meu salgado de maromba, com batata doce e frango, ou uma coxinha de batata doce com frango. Levei para Nova Veneza e me salvou. Corredor é marmiteiro, não adianta. Inclusive porque as provas são em horário incompatível com os cafés da manhã de hoteis, salvo os hoteis oficiais, que não existem para qualquer prova. 
Fora a parte da comida, tem a roupa. Eu preciso visualizar tudo o que vou usar na noite anterior. Preciso de uma superfície onde colocarei o que pretendo usar. Ou seja, pelo menos dois de cada item, para decidir quando acordar. Dois tops, dois shorts, o manguito, vai que está frio, a manga longa para sair de casa, a meia, a outra meia, a de compressão, e assim vai...tenho que olhar bem. Ainda assim já esqueci garrafinha de água dentro do congelador na hora de sair. 
Tem prova que o kit já tem o chip, então coloco à noite. Em outras, ainda tem que buscar o chip cedo.
A gente organiza para ir  com viseira, e acorda com chuva. Reprogramar é importante, prefiro boné quando chove. O básico do check list é o tenis certo, número e chip. O resto se ajeita. 
E o sono? Ah, o sono. A gente tem tanta preguiça de levantar de um sono gostoso em dia de treino. Mas no dia da prova nem dorme. Bom, eu durmo super mal, em geral. Mesmo que não seja uma prova alvo. Tenho um sonho recorrente: erro o caminho. Na real, isso já aconteceu. Duas vezes. Na primeira, eu vi a chegada, mirei e fui, mas tinha um contorninho para fazer. Nada grave, só perdi uns segundos finais. Fiquei com aquela cara de bicho furioso. Na segunda, fui induzida por outros corredores que faziam em dupla, e ninguém da organização orientava. Mas também não foi super grave. Conheço gente que em prova de aventura foi parar em locais bem diferentes do que era o previsto. Mas o sonho me persegue.
Em Floripa, é comum eu sonhar que escuto a buzina da largada e ainda estou na cama. Isso porque geralmente fico na casa da minha mãe, que é bem perto da maioria das largadas.
Faz falta dormir bem? Faz. Eu acordo várias vezes, olho no relógio, é bem ruim. Invejo quem não passa por isso.
Tem que acordar cedo o suficiente para ir ao banheiro e se garantir antes de sair. Mas se dormir muito tarde, eu não tenho vontade de numero 2, e tem que ter. É fundamental. Em algum momento vai dar a vontade, não adianta. E se for no local, só sobra o banheiro eca químico, no qual você não se senta. Agachamento isométrico. Sem mais...
Mas, na Volta à Ilha, geralmente durmo tarde porque tem muita coisa para preparar, acordo mega cedo, e tenho muita energia, porque a adrenalina, aquela que te deixa pilhada, está lá para cumprir esse papel também, de te mover para a frente, com disposição. E é impressionante como podemos superar isso tudo e pensar que no final tudo acaba bem, e tem alguma coisa muito legal te esperando. Junto com a endorfina.
E prova à tarde ou à noite? Muda o dia todo!! Essa me dá tilt total, porque tem almoço, dependendo da prova (como Beto Carrero), um lanche antes. Nessas, na verdade, eu passo o dia tensa, mas o restante da preparação é o mesmo, e o que penso é que tudo  beleza, porque tem o vinho (ou a cerveja para quem curte) depois da prova noturna, que geralmente é em sábado, e aí o finde está só começando! 
Quem mais fica com tpp? me conta os sintomas!













quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Viajar para correr e correr na nova casa

Antes, quando eu dizia que ia correr em casa, era em Floripa. Mesmo quando eu morava em Blumenau. Vejam, a cidade me recebeu muito bem, fui muito feliz e fiz amigos incríveis, na corrida e fora dela, durante o tempo em que morei em Blumenau. Mas era difícil considerar minha casa. Coisas de peixeira, sabe? O mar. Sem o mar eu fico perdida. Adorei morar em Brasília. Moraria novamente, cidade incrível, feita para virginianas, com suas quadras, números e lógica perfeita. Clima bom para a pele e para o cabelo. Tinha o lago Paranoá...mas não era o mar. Difícil considerar home um lugar sem o mar. 
Agora eu tenho o mar. Agora, correr em casa é correr em Balneário Camboriú. Aqui é minha casa. Mas também vale correr na Praia Brava, que é geograficamente em Itajaí, mas para mim, continuação de casa, vizinhança. Afinal, meus treinos são subir o morro da rainha, e, descendo, já é praia brava. Ali é extensão, e tenho corrido muito lá.
Como sabem, adoro viajar para correr. Sempre que planejo uma viagem, acabo dando uma olhadinha nas provas da região. E, se não sei bem para onde viajar, escolho pela prova do final de semana. 
Comecei a correr quando morava em Brasília. Sem orientação, sem planilha, para desestressar dos estudos e do fato de estar quase sempre sozinha. É seco? é. É calor? é. Mas eu não conhecia outra realidade, então não achava nada demais. Era ótimo passar o ano bronzeada, para dizer a verdade. Mas naquela época não era como agora, não havia tantas provas de corrida, nem eram tão divulgadas, e nem eu tão interessada. Então eu corria nas quadras, no parque da cidade, na esteira se não sobrasse opção. 
Pois eis que me dei conta de que nunca fiz uma prova em Brasília. Ótimo, porque ir para Brasília é bem mais fácil do que para Berlim, onde também nunca corri. Adoro passear na cidade, e ainda tenho hospedagem com uma amiga sensacional que fiz por lá, a carioca menos carioca que conheço, Maria Rosa. 
Fomos para comemorar meu aniversário, no final de semana anterior a ele. Sim, viajar no aniversário e correr no aniversário são sempre meus objetivos,e  se puder juntá-los, como no caso, tenho a comemoração perfeita.
Mas eu estranhei o clima e o ar, não vou negar. Muito tempo se passou desde que voltei de lá, mais de dez anos, e fui fazer o Circuito das Estações. Ao contrário do sul, lá larga às 8h, tarde considerando que às 7 e meia já está acima de 25°.Ninguém parecia se importar, só eu. Bem feito, haole.
Quis fazer uma prova tradicional porque a organização, quando a gente está viajando, é importante. Kit corretamente entregue, na Centauro, sem tumultos. Linda bandana, camiseta de qualidade. Ah, nem tudo é perfeito. Encomendei, como sempre faço, a personalização da camiseta, e na hora me escrevem o nome com I. Ah, pessoas, só quem já passou sabe como é chato esse negócio de errarem o nome da gente. E, no caso da camiseta, a gente informa na inscrição, então claro que não escrevi meu nome errado, eles que mandaram o transfer errado. E aí eu reclamei, até porque ela não me mostrou antes do decalque, e a mocinha disse: puxa, que droga. E foi isso. Ja fui mais estressada...
Mas a largada organizadíssima, muito espaço (Brasília é assim, tem espaço), e tudo aconteceu dentro do horário. Poucas tendas, não sei se por normas ou por opção.
As pessoas pensam que Brasília é uma cidade plana. É um planalto, e boa parte dela fica no plano. Mas vai lá correr no Eixo Monumental, onde ficam os ministérios e termina na praça dos Três Poderes (ou começa), e aí conversaremos sobre planície e planalto. Larguei, e mantendo um pace excelente, comecei uma subida sem perceber. Só notei quando me faltou o ar e eu achei que era a altitude cobrando seu preço. Até era, mas quando olhei para trás, vi a inclinação. Não é um morro, mas é uma subida, não íngreme, mas constante. De mais de 2km. 
Eu, que fui para fazer um tempo legal e ser feliz, mudei a meta para terminar a prova. Sem dignidade, só terminar. Porque quando acabei de subir e vi a ambulância, tive pensamentos sombrios.
Depois eram mais de 2km de descidinha, fazia a volta e, então, claro, a subidinha de volta. Mas aí eu estava mais preparada, não gastei energia desnecessariamente na descida anterior.
Nunca tinha visto tanta gente caminhando numa prova. Pensei que, por serem de lá, todos estariam acostumados. Talvez estejam, mas ainda assim foi necessário reduzir beeeem o ritmo. Quando eu passava alguém, sabia que a pessoa não me pegaria, ninguém conseguia melhorar o pace. Sendo assim, quando era ultrapassada, sabia que não pegaria. Não tem sombra, minha gente, só sol no lombo. E o suor evapora rápido pela secura. Eu, que estou acostumada a tomar pouca água em prova atualmente, tive que rever os conceitos e aceitar sempre que tinha. Se não fosse o gel que levei para tomar no km 5, não sei se teria terminado o percurso. 
Na descida de 2km final é que realmente percebi que terminaria a prova sem morrer. Aquela subida inicial me assustou, e demorei, mas  encaixei melhor a corrida. Acho que se eu morasse lá ainda faria as quatro estações do circuito, dá para melhorar muito o desempenho conhecendo o local. Não foi uma prova de tempo, mas depois do susto inicial, tive alegria. Tinha um sol lindo, estava onde queria, como queria. Correr ao lado do memorial JK, um dos meus lugares favoritos, foi bem especial. Consegui, apesar de não estar confortável, ver a paisagem que eu queria, que eu sonhei em ver. E isso é o que vale. 
Marido foi junto, me filmou, estava comigo no final, aquele final que a gente fica meio perdida quando não conhece ninguém, e na volta ainda assisti à maratona olímpica. Eta alegria total!!

 Essa é para quem acha que é tudo planinho...



Na volta, semana após o aniversário, corrida em casa, Circuito Brisas. Podem zoar, lá fui eu fazer prova feminina de novo. Não curto muito. Eu ganhei a inscrição, cortesia da Caixa, e as meninas da Gamboa iam, além de ser, bem, em casa. 
Organização da Corre Brasil, mimos no kit, botei no instagram. Mas a qualidade das camisetas deixa muito a desejar. A regata é péssima, não dá para usar. Uma pena.
Eu adoro mochilinha, nas provas da Ativo, ou O2, sempre tem, a gente usa tanto depois...valorizo. No Brisas não tinha. Mas legal pegar o kit no Brava Sushi, com uns agrados para as meninas, não cheguei a usar, mas paquitagem às vezes é legal, Mulheres que Correm sabem disso, e valorizamos!! Quem não quer ser bem tratada?!
Uma coisa que gostei é que não tinha pacer namorado, amigo, treinador, dessa vez. Pelo menos não tão descaradamente, o que torna tudo mais honesto. Mulheres disputando com mulheres, sem homens velozes dando ritmo.
A largada era meio apertada, e mesmo estando acostumada a correr na região, o percurso tem muita lajota, e como é praia, muita areia por cima, para desenvolver a velocidade é ruim. Ali é território conhecido, o que me facilita a vida, mas também para quase todas as outras, muitas locais correndo. Duas voltas de 5km, não é o meu favorito, mas fazer um percurso de 10km com o mesmo nível dos 5km é realmente difícil, não tem tanto espaço, vide prova da Unimed que virou de aventura para os 10km. 
Fui para fazer um bom tempo, baixar dos 50' e desencantar de vez, e me esforcei. Fez calor, não estava facinho, mas era uma prova gostosa, com gente conhecida, boa energia, sabem?
Então, acho que eu faria em menos de 50 minutos. E fiz, em menos de 48. Mas não eram 10km. Não posso mentir e dizer que fiz os 10km em 47'52" líquidos, porque eu fiz esse tempo, mas corri 9km700, aproximadamente. Parece bobagem, mas 300 metros é margem de erro do ibope, Correndo com pace de 5' por km, daria um minuto e trinta a mais. Mas nunca saberei quanto daria, fico meio louca da vida. A parte boa é que rolou um trofeu de categoria mesmo assim, terceiro lugar, e, o mais importante, a categoria era de dez anos,e  não de cinco, e isso faz muita diferença, considerando que era de 35-44, e estou na segunda metade dessa conta. 
Para mim, uma grande diferença entre correr fora e em casa é o peso, a pressão. Em casa, eu me sinto mais pressionada, sim, fico beeeem mais nervosa e quero ter um desempenho melhor. Viajando, faz parte do passeio, tudo é lucro. 
Fiquei super feliz porque o Diogo estava no final da primeira volta de 5km, me botou a maior pilha, e depois quando estava chegando também, veio junto, foi gritando,e  eu estava, sinceramente, quebrada, me deu um super cansaço nos 2 últimos km, não sobrou nada. E ele nem me deu bola kkkkk. Fico mega feliz quando o treinador acompanha, está lá na chegada, valoriza o empenho e o trabalho conjunto. 
Foi uma manhã deliciosa com o pessoal, e isso compensa a tal pressão. Ter amigos para abraçar no final da prova é muito bom!
Vamos em frente, que tenho mais assuntos para compartilhar! beijos e bons treinos!