quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Maratona Caixa de Santa Catarina - ventãããão

Não, não corri a maratona...nem deu vontade, para ser bem sincera. Mas a prova foi muito interessante. Aliás, quando a Caixa Econômica participa, tenho visto que costuma dar certo.
A inscrição era meio cara, mas pelo kit, valeu muito a pena: camiseta da Fila, linda, meias da fila, uma toalhinha e porta-número!
Sendo a corrida no dia 30, dia 29 era dia de nhoque da fortuna, e assim foi meu jantar de massas, no Di Bernardi, que adoro, e estava show!
A largada era na Passarela Nego Quirido (sim, com i), boa escolha, porque tem bastante espaço e arquibancada para quem quiser assistir. Além disso, a largada era separada, primeiro para quem correria a maratona (iniciando pela elite, mas parece que teve um intrometido que tentou largar junto), e uma hora depois o pessoal de 10km (como eu) e 5km. Para completar, havia indicação dos paces pretendidos, embora sem qualquer fiscalização, e marcadores de ritmo.
Encontrei muitos conhecidos, era uma boa prova para iniciantes, porque basicamente plana, e com o povo da terrinha...
No meu caso, que eram 10km, a largada foi pontual, e sem maiores tumultos, porque apesar de iniciar na saída da Passarela, logo chegávamos à avenida larga em direção ao sul da ilha.
Correr dentro do túnel logo de início é legal demais, o povo todo gritando lá dentro e passando pelos maratonistas que já estavam no sentido contrário.
Clima aparentemente super agradável, sol que aparecia e sumia, temperatura amena.
Até iniciar os segundos 5km. O que era aquele vento nordeste?!! Típico de Floripa, era de derrubar magrinho! E não dá trégua, fica difícil demais correr, a não ser para quem já está acostumado. Eu já estive, mas morando em Blumenau, vento é algo que não me pertence. O vento é meu pior inimigo, disparado. Fico com dor de ouvido, me perco nas passadas, é horrível. Até segui a dica de um amigo experiente, passadas mais curtas, corpo inclinado para frente, dizer palavrão (essa foi ideia minha, só para liberar a energia), mas ainda assim foi sofrido. Imagina para quem ia correr mais de 15km assim?!
Quando entrei de novo no túnel, que alívio, parecia que estava descendo uma ladeira, porque não tinha o ventão.
Mas aí já estava terminando, era a descida final rumo à chegada, tudo muito bem sinalizado, organizado, medido e só alegria. Boa hidratação ao longo do percurso, farta, aliás.
Na chegada, agradável surpresa: além de isotônico, salada de frutas, devidamente embalada e fechada! Sei que nem todo mundo confia nos produtos manipulados, frutas, se estão frescas, etc, mas eu estava com uma fome, e pareceu tudo bem limpinho...
Como eu tinha acesso ao espaço da CEF, lá tinha um baita café da manhã, muitos sucos, e visão privilegiada da chegada dos corredores. Assim, esperei por ali o queniano seguido de perto do Adriano Bastos, brasileiro top. A chegada deles foi beeem emocionante, adorei.
Só que para mim não tinha acabado, porque meu treino de domingo eram 20km. Então, depois das frutas e do suco, bora para mais dez km, na direção oposta à do percurso da prova, encontrando os maratonistas e o vento nordeste...de novo. Mas aí estava sem pressa, era para terminar mesmo,  fui contra o vento na ida, ou seja, a volta foi mais agradável, e ainda vi vários conhecidos correndo.
Quando eu estava na beira-mar norte, nos 10km parte dois, vi uma placa indicando 28km da maratona...Devo confessar que só de olhar me deu um cansaço...nossa, mais 14km!!! Não, mais 14 e cento e poucos metros!!! Naquele momento vi que ainda não estou pronta para nada disso. E olha que adoro Floripa, correr lá, e todo aquele marzão para olhar.
Fiquei feliz porque corri meus 20km e terminei bem, inteira, feliz e endorfinada. E cansada.
Na prova, meu tempo foi bem ruinzinho, mais de 49', gosto e consigo fazer abaixo de 48', mas corri com a sabedoria de quem ia dobrar o trajeto, então não podia me acabar. Fiquei satisfeita por ter conseguido fazer isso, achei que não era capaz de deixar minha competitividade de lado nessas circunstâncias.
Afinal, estou treinando para o moutain do da Lagoa da Conceição...mas isso é assunto para o próximo post, e aí vamos falar de aventura!!

sábado, 15 de setembro de 2012

Viva la Republica Argentina? SIMMMM

Ah, saudades de escrever!!! Não tive mais tempo, e estou cheia de novidades (algumas já ficando velhas).
Vou começar pela mais recente...Fui correr a meia maratona de Buenos Aires, no dia 09 de setembro. Só tinha corrido uma meia maratona, a de NY, em março do ano passado, e como já escrevi, gostei mais por ser onde foi, do que propriamente pela distância, achei tudo muito demorado. Tanto que não tinha corrido 21,1km novamente desde então.
Mas gosto muito de Buenos Aires, e quando me disseram que o percurso era plano, fiquei tentada. Viagem curta, emendando com o feriado de 7 de setembro... Mas o maior impulso foi o convite da Simone para irmos juntas, como nossa "viagem de meninas" que planejávamos fazer há tempo. E ainda por cima para correr...perfeito!
Claro que tenho muita sorte porque meu marido não foge da raia e ficou com as crianças para que eu pudesse viajar os três dias. EEEEEE, brigadão, mor!
Foi uma experiência bem diferente da meia de NY. Embora meus treinos direcionados para fazer a distância não estivessem apurados como ano passado, de lá para cá corri muitas provas, e tenho mais experiência como corredora, além de conhecer melhor meu corpo e meus limites. Além disso, a parte de suplementação e alimentação pré e pós prova também já está mais incorporada à minha rotina.
Ah, e agora tenho o gps, que não tinha ano passado!!!
No sábado, já pedimos no hotel um taxi para ir para o local da largada, para garantir. Ainda bem, porque soube de muita gente que teve dificuldade para conseguir taxi na manhã da prova.
O problema do café da manhã sempre existe... No hotel começava às 7h, e sairíamos às 6h30min. Então, no sábado de manhã já pegamos uns pãezinhos e mel e levamos para o quarto. Segundo a Simone, estávamos exercendo nosso direito, já que o café da manhã do domingo estava pago e não íamos aproveitar adequadamente. E não é? Compramos um pacote de lombinho canadense, a proteína embutida mais inofensiva que encontramos, e suco de maçã. Tínhamos ainda banana passa. E foi isso que nos alimentou.
O kit? Pois então, ouvimos dizer que poderíamos ter dificuldade em conseguir a camiseta do nosso tamanho se fôssemos buscar só no sábado de manhã, que era o que teríamos que fazer. Então pedi para a querida Paula para buscar para nós, entregando o que era exigido. Tudo bem tranquilo. Obrigadíssima, Paula, mais uma vez.
A camiseta é linda mesmo, da Adidas, e a feminina é um pouco diferente da masculina. Dentro da sacola vinha ainda a nova linha da Gatorade, com a bebida pré atividade, com BCAA e tudo o mais (bem gostosa, foi o que tomei a caminho da largada), um para durante e o pós prova chamado recover, com whey (que também entregaram na chegada da prova, quente). Pena que, como não buscamos o kit, não pudemos personalizar a camiseta, o que era possível, e acho muito legal.
No domingo estava uns 7 graus quando fomos para a largada, frio, mas tolerável. Corri de bermuda, polaina de compressão, top, regata justa para aquecer mais e manguito de lã, com o qual fiquei a prova inteira. Tênis Vomero 7, ótimo, nenhum incômodo, e para isso o gel preventivo de calos e bolhas da Granado deve ter contribuído. Se tivesse corrido com luvas teria sido melhor ainda, minhas mãos ficaram congeladas até o final da prova. Frio nos ombros eu senti, porque é muito osso e pouca carne, mas nada horrível.
Tinha guarda volumes, mas com filas enormes, então, quando finalmente entregamos as sacolas, já estava na hora da largada, que efetivamente não atrasou, mesmo tendo muita gente ainda guardando as coisas.
E aí era aquela correria para tentar achar o "curral" adequado, conforme o pace. Eram poucas as divisões, e sem qualquer controle para entrar em cada um. Tá, uma bagunça. Mais de 15 mil corredores, precisa de mais organização.
É muito simples e já falei sobre isso: se a largada é bem organizada pelo pace, com bastante divisão, baias controladas, os rápidos largam na frente e logo estarão longe, sem gerar tumulto.
Do jeito que foi, meu primeiro quilômetro foi em 5'47", costurando pelas ruas, porque era tudo trancado, e nem todas as ruas são largas, então com frequência ao longo do percurso tinha aquela "afunilada", então manter o ritmo não era fácil.
Mas já vou parar de reclamar e falar do que era bom, que era a maior parte. Realmente, era plano praticamente todo o percurso, com duas subidas leves. E que percurso LINDO! É um city tour, passa por tudo que a cidade tem de mais bonito, Casa Rosada, Teatro Colón, Obelisco...
Quando saí daqui, tinha a expectativa de baixar o meu tempo nos 21km, para pelo menos 1h50min, quem sabe menos.
Lá, com o cansaço de andar, o vinho que não deveria ter tomado, mais a largada marcha ré... passei a achar que não recuperaria. E, sinceramente, de um ponto em diante, nem fiz mais questão, porque não queria era que acabasse nunca!
Os primeiros dez km nem senti, de tão gostoso que estava. Um rapaz argentino sem gps me acompanhou a prova toda, fomos marcando o ritmo um do outro, em silêncio, mas ele conhecia o percurso e ajudou bastante, além de não me deixar andar nos postos de hidratação (consegui tomar água sem caminhar!!!).
Os pontos de hidratação foram conforme o previsto, inclusive com isotônico.
Não cheguei a fazer tudo como a nutri e o treinador mandaram, eram três géis de carboidrato e só dei conta de dois (com o frio tenho dificuldade em digerir aquele negócio).
Lá pelo km 18, fiquei até triste porque ia terminar, e no 17 tinha batido um ventão!!! Estava com pace médio de 5'15"/5'20", e no estado alfa, de que as pernas vão sem cansar, rumo ao infinito. Poderia ter acelerado para baixar o tempo, mas estava tão bom o sol, a corrida, que pela primeira vez na minha vida de corredora achei bem melhor correr mais devagar e fazer aquele momento render o máximo possível (pois então, quem é essa?).
E assim fechei em 1h52', muito feliz, porque ainda baixei de NY (1h56"). Mais feliz ainda ficou a Simone, que fez em 1h50', para orgulho da nação!
Tinha o tal Gatorade recover no final, e muitos stands, que nem cheguei a entrar para ver. Mas sei que tinha massagem e alongamento com professor, por exemplo.
Triste foi conseguir taxi para voltar para o hotel, depois de correr, já com validade vencida... Demorou um bocado. Mas sempre tem um perrengue, nada grave.
Depois daquele banho quentinho que não tem preço, o almoço merecido da corredora, com a companhia perfeita e direito a panqueca de doce de leite argentino,  no restaurante perto do hotel que, para completar,  dava desconto de 30% para quem chegasse antes das 13h...uhu!!!
Desta vez gostei bem mais dos 21km, e fiquei com vontade de fazer outra em breve, não pretendo esperar mais um ano e meio, e aí vou baixar o tempo.
De resto, Buenos Aires estava linda como sempre, cara como nunca!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pais que correm


O pai da minha amiga Vanessa corre com ela por aí, em treinos e  até em provas, participou do Beto Carrero. E ele corre bem, corre há muito tempo, antes de gps existir, quando era só calçar o tênis (sem essa de pisada neutra, supinada, pronada) e correr. Eu acho o máximo ele correr com ela; aliás, acho o máximo pais que correm com os filhos.
Li uma reportagem sobre isso na contra relógio, o pai que já correu diversas maratonas, e incentivou os filhos, que agora correm junto, como é importante esse estímulo, e mais uma forma de aproximar pais e filhos, de maneira altamente saudável.
Fora que deve ter a preparação para a corrida, a combinação prévia, pode vir um lanche depois, as impressões do treino, comemoração por terminar bem uma prova, tudo isso é comunicação e aproximação entre eles.
Logo se percebe que não é o meu caso. Meu pai não corre. Até alguns anos atrás, nem caminhava. Depois que ficou doente por conta do cigarro (sim, ele fumava), passou a caminhar,e  andava de bicicleta quando morava em cidade litorânea. Mas até então, realmente eu tinha um pai fumante e sedentário. Hoje em dia ele é bem ativo, caminha sempre que pode, nunca bebeu, e não fuma mais. E é um gênio, devo dizer, acho que a pessoa mais inteligente que conheço.
Embora ele não seja fã de esportes, sempre gostou que eu fizesse, apoiava o balé, incentivava muito a natação, e não fez pouco caso quando comecei a correr. Acho que ele não entendeu bem de onde saiu essa vontade de correr, mas não se opôs, nem me achou maluca (se achou, disfarçou bem). Isso porque no colégio eu fugia da educação física, gostava mesmo era da minha natação, mas nunca fui boa em esportes coletivos, me achava magrela e desajeitada (talvez porque eu fosse), e meu pai me deixava bem à vontade quanto a esse tipo de coisa, diferente da parte do estudo, em que era rigorosíssimo.
Um dia ele veio na minha casa ver o Arthur, e, enquanto o pequeno dormia, ele quis ver minhas medalhas de provas de corrida. Peguei todas e expliquei cada prova, o trajeto, como funciona uma prova, como me preparo, a alimentação, os treinos, a turma, e percebi que dali em diante tudo mudou.
Meu pai ficou orgulhoso de mim como corredora!! Acho que isso aconteceu também porque ele entendeu como é, viu como me faz bem, e agora ele fala para todo mundo as provas de que eu participo, quantos quilômetros são, quando ganho troféu, que eu faço meia maratona, mas maratona não, e então não sou maratonista...é muito legal, sinto ele participando mais da minha vida.
E isso prova que mesmo não tendo gente na família que corria ou corre, de gerações anteriores, é possível tomar gosto pela corrida.
Quando vejo o Rodrigo, organizador do nosso grupo de corrida, levando o filho dele de pouco mais de tres anos nas provas, acho o máximo, eles cruzam juntos a linha de chegada, o pequeno devidamente uniformizado, é sintonia total. Vi muitos pais cruzando a linha de chegada do Iron Man com seus filhos no colo, como meu amigo Márcio. Mais legal do que isso será quando não chegarem no colo, e sim correndo junto com os pais.
Eu tento fazer isso com o Arthur, mas mãe que corre é diferente. Pai que corre é o máximo, mãe que corre...foi correr. E tem sempre alguém que inclina a cabeça de lado e faz aquele "ah...deixou o pequeno em casa"...
E tem o fato de ser a mamãezinha, por enquanto. O Arthur tem quase a idade do filho do Rodrigo, mas quando vai me esperar no final de uma prova, mesmo tendo gritado "mamãe" quando eu estava passando, é só eu aparecer na frente dele que ele quer...colo!!! E estou eu lá, esbaforida, suada, cansada. Nada disso importa para o detentor do amor incondicional, embora diga :"Voce está suada, tem que secar".
Quando tem prova, ele fica animado, quando ganho troféu ele vai receber comigo, faz questão, mesmo que lá no pódio fique com vergonha das fotos, mas fica desfilando depois. E agora sempre pergunta se tem troféu além da medalha, ele não entendeu bem ainda o negócio...
E tem a camiseta da "currida", como ele chama. Para ele, é roupa de festa, a que ele escolhe para usar quando digo que temos um aniversário. Nessa hora que vejo que ele considera algo importante.
Então, com a mamãe é a corrida, e com o papai serão outras atividades, é bom demais envolver a família na corrida!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Maratona Beto Carrero

Gosto de provas em equipe, como já falei antes. E a Volta à Ilha é uma prova especial, com trechos difíceis, um dia inteiro na função, correria até os postos de troca, etc.
Beto Carrero é uma maratona em equipe de revezamento, mas é totalmente diferente. É uma festa. E este ano, foi uma festa noturna. E que festa!
As pessoas foram chegando à tarde, para a largada marcada para as 18h30min. Nós fomos em mais de trinta pessoas, distribuídas em quartetos, octetos e duplas. Eu estava no quarteto feminino com a Clenir "Bolt", Giovana e Grazi "ultra". Todo mundo com a mesma energia boa.
Este ano a largada foi no kartódromo, o que achei bem interessante. O lugar é bonito e bem iluminado, com bastante espaço para as tendas das equipes e para a entrega de bastão.
Ai, o bastão...Já estava acostumada com a pulseira magnética, que a gente só transfere e fica no pulso. Ou o chip de colocar no tênis. Mas bastão de isopor com chip...para segurar na mão...por essa não esperava. Se eu soubesse, teria levado mais um porta-número, porque o tal bastão era um tubo com um buraco no meio, tanto que tinha uma fita pendurada. Era leve, mas voce tinha que correr com aquele treco na mão. Para quem fez cinco quilômetros não atrapalhou, mas para quem fez 21km direto, não deve ter sido fácil pegar água, abrir o copo, etc, tudo com o objeto na mão. Teve quem pendurasse no pescoço, amarrasse no corpo...A justificativa foi a precisão de rapidez do resultado, o organizador disse que ano passado teve muitos problemas com os chips. Então, se é para melhorar a qualidade do evento, ok.
O kit desta prova é um assunto à parte. A inscrição é cara, e ir buscar o kit é um empenho (obrigada, Rodrigo, nosso super tudo), mas vale a pena. Camiseta Adidas de verdade, este ano azul, liiiiinda (me favorece bem mais do que a cor marca-texto do ano passado), garrafinha gatorade, aquela que não dura muito, então é bom ter várias, toalhinha de rosto, e a mochila Gatorade, este ano mais bonita e prática do que ano passado também.
Independentemente de ser à noite a prova, é um encontro de corredores, porque vai gente de todo o estado, e de outros estados também. Voce encontra as equipes de sempre e pessoas que estão estreando em uma corrida (ótima ideia), com direito a torcida da equipe!! Isso já faz do evento uma festa.
Achei a ideia de ser noturna a prova original, mas vai precisar de algumas melhorias. Para o rendimento da corrida é bem melhor, porque o parque não está em funcionamento, então não tem aquela horda de famílias passando no meio do percurso, com cara de "o que se passa?". Por outro lado, não dá para levar a família, porque não tem o que fazer enquanto a gente corre. E, por estar fechado o parque, há poucos banheiros. Os químicos, além da sujeira que ficam depois de um tempo, são apertados para trocar de roupa, e só sobrou o banheiro da lanchonete do kartódromo.
Eu, particularmente, não gostei do percurso, achei muito cheio de curvas, e como não enxergo bem à noite (coisas de míope), corri tensa, tendo que olhar para o chão direto, e não era tudo bem sinalizado. A propaganda era de que o parque estaria bem iluminado, mas não foi o que achamos na equipe. Alguns trechos estavam bem escuros, e os corredores ainda tinham que se afunilar para conseguir vencer as curvas. Como o dia foi de sol, a noite estava linda, uma lua amarela enorme no céu, e temperatura perfeita para correr, fresquinho e o percurso todo seco.
Quanto ao desempenho...já dá para ver pela foto a nossa alegria, mas não foi tão simples assim, pelo menos não para mim.
Por conta de uns problemas que estou tendo em outra área da vida, meus treinos não têm rendido tanto, e tem sido mais difícil vencê-los. As provas, o encontro com os amigos, isso que me alegra. Nem por isso eu precisava ter feito tudo errado como fiz.
Depois de um treino de tiros incrível na quarta-feira, que me encheu de confiança, sexta-feira, dia anterior à prova, saí às onze e meia da manhã (erro número 1), no sol sem boné (nº2), para correr 14km (erro 3 que vale por uns dez), no anel viário, local que sempre corro, que é asfalto, passa um monte de caminhão, e não tem nem uma sombrinha (nº4). Tinha tudo para dar errado, e deu. Fui 4km e senti que tinha que começar a voltar para terminar na esteira, e no km 7 quebrei total, fiquei desidratada, tinha levado isotônico que ficou quente (erro 5), comecei a ficar com dor no quadril, um horror. O que me movia é que estava perto do local de trabalho de um parceiro de corrida de outra equipe e que é um amigo valioso, o Mateus, e consegui ir até lá para ele me dar água e uma sombra para eu me recuperar.
Fui trotando de volta para a academia, com dor e frustrada. Fim de treino.
Não satisfeita, fui dirigindo a Floripa e voltei à noite, numa cerração absurda. Mais tensão nos ombros. Acordei cedo no sábado (eu e o Arthur...), não dormi depois do almoço, e fui para Penha.
Nossa estratégia este ano era de nos alternarmos para correr os 10km, correndo 5km por vez, para tentar reduzir o tempo. Ano passado ficamos em quarto lugar nos quartetos femininos por um minuto, então fomos para tentar algo melhor.
Para quem larga, tem a tal volta de apresentação, 600m a mais, que servem para completar os 42km. E eu era a primeira da equipe, com torcida ali vibrando, aquela energia da largada que eu adoro, ainda mais numa prova assim, que tem os que largam e os outros membros da equipe na torcida, todo mundo gritando, um show!
Só que aí larguei muito forte, porque estava empolgada, fiz o primeiro km em 4'10", toda felizinha. E então todos os erros do dia anterior cobraram seu preço...Quando terminei esse primeiro trecho, estava bem mal, e demorei para me recuperar, o que não é comum para mim, e isso me assustou. Meu quadril doía, eu estava totalmente atordoada, o ar não voltava, muito ruim.
Fiz um bom tempo, a Grazi também, a Giovana também, e a Clenir fez um tempo excelente. Fiquei com medo de estragar o grupo, porque eu não conseguiria fazer em menos de 25' o trecho seguinte, e estava com medo de quebrar. Sempre vamos com espírito de diversão, claro, completar a prova, mas dessa vez, pela parcial dos primeiros trechos, percebemos que tínhamos chance de trofeu, então não dava para arriscar.
Super Grazi, pessoa que triplicou o trecho na Volta à Ilha, correu mais 5km e eu fiquei lá só na torcida...não vou esquecer, parceira...
E tudo valeu a pena, porque chegamos em segundo lugar entre os quartetos femininos, com 3h06min. O quarteto masculino que chegou em primeiro lugar completou a prova em 2h13min, sensacional!
Esse troféu vale muito, porque é resultado de parceria, companheirismo e amizade, além de treino e dedicação.
Este final de semana tem a maratona de Blumenau, super rápida, no domingo, dia dos pais, muitos amigos vão. Eu vou na rústica de 7km, depois eu conto.
E o Bolt? aiai...não canso de ver correndo...semana que vem falo das olimpíadas, porque enquanto estão acontecendo eu fico emocional e nada racional.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Corrida solitária ou solidária?

Frase usual: a corrida é um esporte solitário. Em parte é verdade, e nisso está uma de suas vantagens, é um tempo só da pessoa, relaxamento, para ouvir respiração, batimentos, organizar as ideias...Correr em grupo também é bom, e tem gente que detesta correr sozinho. Mas a superação, a melhora de marcas, aumento de distância, a conquista, é mais individual.
Só que ontem participei de algo diferente em termos de corrida, e quero compartilhar. O Daniel, treinador da minha amiga Simone, é ultramaratonista. E ele decidiu fazer uma corrida de 24 horas. Sim, ele correndo 24 horas. Tá, coisa de maluco, também acho. Mas não era por ele, e sim em prol da Associação Blumenauense na Luta contra o Câncer - Ablucan. Ultramaluco do bem, então.
Funcionava assim: ele ia correr das 15h de sábado às 15h de domingo, fazendo sempre o mesmo percurso, de aproximadamente 5km, no centro de Blumenau. Isso para chamar a atenção e as pessoas doarem valores para a associação, apoiando a corrida, e, querendo, correr junto com ele e com quem estivesse na hora, no mesmo percurso, além de doar.
Claro que naquele horário em que todo mundo costuma correr, final de tarde, de manhã, tinha bastante gente. Duro mesmo era acompanhar de madrugada, no frio que estava, e ainda chovendo no sábado!
E mais uma vez percebi que medidas simples podem ajudar as pessoas. Não que correr 24 horas tenha alguma coisa de simples. Mas eu, assim como muita gente,  já ia treinar no final de semana mesmo, então por que não fazer aquele percurso e ajudar quem precisa? Simples assim.
Talvez eu não fosse fazer o depósito se visse uma propaganda na televisão. Da maneira como foi feito, pude pensar no assunto, e fui atingida em cheio pela vontade de participar, pude encontrar os amigos corredores e variar a companhia também, porque estavam corredores de diversos grupos, todos unidos pela mesma causa. O Leo, que é do meu grupo, foi correr à meia noite, depois de comermos pizza na casa de outro amigo. Assim como ele, sei que mais gente foi, para dar uma força.
Acho que podia ter sido até mais divulgado pelo Daniel e sua equipe, poderíamos ter organizado pelotões para correr em revezamento e chamado mais gente com antecedência.
O Daniel não conseguiu correr as 24horas, teve desidratação, ao que eu soube, mas como não sei detalhes, melhor não falar no assunto.
O interessante é que depois que soube que ele tinha parado, eu, por exemplo, me senti ainda mais motivada a correr lá, porque afinal de contas tinha que valer a pena o esforço dele, que foi até a exaustão, e tínhamos que manter a causa de pé, certo? No final, havia corredores solidários à Ablucan, ao Daniel, e a todos que estavam correndo.
Parabéns pela iniciativa, que uniu corredores, fortalecendo o esporte.
E vambora treinar!! Boa semana!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Meia maratona Bela Vista - prova familiar

Saudades de escrever! Devo confessar que tenho treinado pouco nas últimas semanas por conta de uns problemas e para ficar com Arthurzinho, e a falta de treino também reduz a inspiração...Mas aí vem uma prova e a gente se anima de novo.
Ontem foi a Meia Maratona do Clube Bela Vista, uma prova super tradicional na região, que é de iniciativa do clube  que lhe dá nome, localizado em Gaspar e todo mundo de Blumenau frequenta.
Esta foi sua 28ª edição, e contempla, além da meia maratona, a prova de inverno, de 6km, marcha atlética, maratoninha, caminhada, e este ano também era possível fazer a meia em duplas, que já comentei que acho uma boa ideia.
É uma prova super família, ótima para iniciantes, porque tem várias possibilidades de percurso, e por começar e terminar no clube, é possível levar a família para acompanhar. A banda da polícia militar toca o hino nacional, tem candidato correndo e conversando com o eleitorado, é seguro, tem banheiros disponíveis razoavelmente limpos, a inscrição é simples de fazer, e é organizada a entrega dos kits (kit simples, camiseta em tamanho estranho e sacolinha, proporcional ao valor da inscrição).
Nem por isso a prova é fraca, vem muita gente de fora, o que se explica também pelo fato de ter premiação em dinheiro, e premiação por categorias, dando chance para mais gente.
Nem tudo é perfeito, claro. As largadas são juntas, com exceção dos cadeirantes (também inovação deste ano a inclusão da categoria, parabéns), então o pessoal da meia corre com o pessoal de 6km...aiai. 
Álém disso, não vi tapete leitor de chip na largada, só na chegada, então creio que, mais uma vez, foi o tempo bruto que contou. Este ano, como já conheço a prova, fui bem para a frente e larguei colada na elite, super metida.
O percurso é bom, os aclives são os existentes na cidade, mas nada de morros, ou seja, boa prova para fazer tempo. No meu caso, que eram só 6km, o percurso era todo de asfalto.
A largada era às 8h30min, ótimo horário para o inverno. O  sol foi aparecendo, e eu achei a temperatura boa, frio mas nada horrível. Corri de short, porque não sinto tanto frio nas pernas e não gosto de fazer prova de calça, mas usei polaina de compressão, que sempre aquece, e manguitos nos braços, que fiquei durante todo o percurso.
Como não estava treinando nas duas últimas semanas como deveria, minha expectativa era baixa, e também por isso escolhi o menor percurso, pensando: vou lá, faço logo, termino logo e espero meus amigos da meia maratona chegarem, e aí já posso ir para casa esperar o pessoal para o churrasco de confraternização.
E com esse espírito eu larguei, e fui forte no primeiro e segundo quilômetros, agora estou conseguindo largar melhor sem achar que vou morrer depois. Tive que dar uma reduzida na velocidade no aclive, que é pelo terceiro quilômetro, e no quarto quilômetro, eu acho, encontrei meu treinador com outra aluna e ele gritou: tá em quinto!! Fiz que não para ele, não só porque não gosto de pensar nisso, mas porque não acreditei mesmo. Pelo meu ritmo, calculei fazer um tempo pior do que ano passado, quando fiquei em sétimo lugar. Ah, sim, nesta prova, a premiação vai até o quinto lugar, e, no caso da prova de inverno (6km), não há premiação por categoria, só na meia maratona.
Por via das dúvidas, dei uma olhadinha para trás no quilômetro seguinte, e vi que estava razoavelmente tranquila, mas ainda assim no último quilômetro dei um sprint leve, favorecida pela descida até a chegada.
Eu estava ouvindo música no ipod, então ouvia o narrador/locutor/animador gritar, mas não entendia o que ele dizia, só estranhei  que estenderam faixa para eu passar...Fiz em pouco mais de 28min, quase um minuto a mais do que ano passado. humpf.
Depois que terminei, hidratei, e tal, fui para o lado de fora, corredor da chegada, dar a força final para os amigos, o que é muito legal de fazer, e assim fui recebendo a Grazi, a Amanda, depois a Simone, que baixou o tempo da meia maratona de NY, uhu!, as meninas estavam poderosas.
Esse pessoal de meia não é fraco, o primeiro lugar ficou com um tanzaniano que fez em 1h05min39seg, impressionante. Entre as mulheres, também uma gringa, que fez em 1h16min49seg, ambos da mesma equipe.
Enfim, todo mundo chegou, beleza, posso ir embora? Ha, na verdade eu realmente fiquei em quinto lugar, e esperei a premiação, no ginásio, cheio de pompa e circunstância!!
Foi, mais uma vez, emocionante. A quarta colocada, Simone Barbosa, encontro em várias provas, ela sempre lá no pódio, fiquei feliz. Arthur, devidamente uniformizado, subiu comigo no pódio, mas na hora ficou meio tenso com tanta gente.
Depois confraternização em casa, com os melhores parceiros de corrida do mundo.
Começa uma nova semana. Impressionante o que é a pessoa ser competitiva. Um troféuzinho e já voltei a me empolgar, e...bora treinar!!!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Próximas provas na região

O mês de julho é de férias para algumas pessoas. Ótimo, mais tempo para treinar!
Quanto às provas, dia 15 de julho tem a meia de Sampa, que é considerada uma prova rápida, que também tem 10km e 5,5km. Como é prova da O2, quem fez a meia de Floripa tem desconto na inscrição, e os assinantes têm os descontos e benefícios usuais (www.meiadesampa.com.br). Não é em Santa Catarina, mas acho importante mencionar. Nem vou falar da maratona do Rio porque as inscrições estão esgotadas há tempo.
Dia 22 tem a meia maratona do Clube Bela Vista, que fica em Gaspar, mas bem na saída de Blumenau. O percurso é predominantemente plano, respeitada a geografia das duas cidades, Blumenau e Gaspar. O que achei interessante este ano é a possibilidade de fazer a prova em dupla. Além disso, tem a rústica de 6km, que eu gosto, é praticamente plana, boa para fazer tempo.
É uma prova simples e tradicional de Blumenau, sem muitas frescuras, e a queixa que tenho do ano passado é que não tinha tapete para contar tempo líquido, então quem não largou na frente, teve todo o tempo até o portal contado como prova. Péssimo, mas este ano o site está tão mais organizado que espero que seja diferente. (www.meiamaratonabelavista.com.br).
Dia 29 tem a Corrida rústica Volta à Lagoa da Conceição em Floripa, que deve ser uma bela prova e acredito que para iniciantes, melhor ainda, porque é só de 5km e 10km, e pelo que consta no site, pode até fazer em dupla. A inscrição é barata (R$ 40,00 até o dia da prova). Nâo consegui entender muito bem, pelo regulamento, qual é exatamente o percurso, mas sai da frente de uma academia (Power Fit) e chega lá de volta, estou imaginando que vá pela avenida das Rendeiras. Ah, e tem premiação de troféu por categoria, super democrático! (www.acorsj.com.br)
Já em agosto, dia 04, tem Maratona de Revezamento Beto Carrero, mas as inscrições são até 19 de julho, pelo site. O valor da inscrição é alto (está em R$ 130,00 por pessoa e subindo...), e dá direito a um passaporte para o parque, que pode ser utilizado em qualquer dia de agosto e é transferível. Devo dizer que o kit é excelente.
São 42,2km que podem ser feitos em dupla, quarteto ou octeto, e o percurso é dentro do parque, como no ano passado.
A novidade é que a prova será noturna, largando às 17h45min. Eu estou adorando, acho que pode ser incrível, e é um diferencial. Eu fiz ano passado e adorei, mesmo com uns contratempos no meu quarteto. Vai muita gente, e o astral é show, porque voce conversa e se diverte enquanto espera sua vez.
Dia 12 de agosto é a maratona de Blumenau, o retorno de  uma prova que já foi tradicional nacionalmente, toda plana, que vai do trevo de Itajaí, passa por Ilhota e Gaspar, e chega em Blumenau. Para quem quer baixar tempo e aproveitar e passear pela região, vale a pena. E tem a distância alternativa de 7km. Vai ser disponibilizado ônibus para o local da largada (importante, já que não é o mesmo da chegada), e a largada será em ondas. (www.correbrasil.com.br).
Dia 18 de agosto é para aventureiros, porque acontece a prova K42 Bombinhas, considerada por alguns como a prova mais difícil do Brasil. Tem de tudo: areia, trilha, lama, grama, morro, pedra, encosta... Deve ser incrível, porque passa por praias que são lindas demais. Tem o percurso de 12km, que vou fazer, e que já não é moleza, pelo que vi, também aventura total, mas vale a pena pela aventura e pelo visual, já que passa por Quatro Ilhas, uma das praias mais lindas do Brasil. (www.bombinhasrunners.com.br).
Ficou já cansado só de pensar? Tem mais, dia 25 de agosto tem Mountain Do Praia do Rosa, em Imbituba, essa individual, e também de aventura, no padrão Moutain Do...Tem 18km, 9km e 4km, e a largada é à tarde, 15h. Além desse diferencial, tem local para recreação de crianças durante a prova. (www.mountain.do.com.br).
Que gostoso poder escolher dentre tantas provas legais! Fora as menos conhecidas, mas no site www.corridassc.com.br tem todo o calendário dos dois meses em Santa Catarina. Para quem está atrás do maraturismo, vou fazer outro post. Até...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Toda distância merece respeito

É assim: aquele casal de namorados está junto há algum tempo, e as pessoas começam a perguntar: quando sai esse casamento? ou pelo menos quando vão noivar? e eles casam, e em dois meses as pessoas começam a perguntar: quando vem o bebê? nasce o primeiro filho, e a criança nem desmamou e o povo: e o irmãozinho, quando vem?
Voce conhece essa história?
Pois é, é assim que eu me sinto quando me perguntam quando vou correr uma  maratona, ou mesmo outra meia maratona. Que pressão pela distância! Então, imagina quem começou a correr agora, e está nos 5km, com muito orgulho?!
O sujeito finalmente começa a correr, está feliz porque corre meia hora direto, sem caminhar, e já tem gente querendo que corra maratona, trilhas, etc. Faz duas provas de 5km e na seguinte tem alguém para perguntar: Agora chega, né, vamos para os 10?
É possível que o corredor de 5km hoje queira ser um maratonista amanhã. Mas pode ser que não, pode ser que queira correr pequenas distâncias sempre. E isso não o desqualifica como corredor.
Claro que estou falando um pouco em causa própria. Eu adoro correr provas de 10km, mas tem gente que não se conforma com isso! Gosto de velocidade, de testar limite, de treinar para essa prova, com treinos fortes, tiros...
Já falei antes que é importante ter objetivo. O meu é baixar tempo em 10km ou distâncias semelhantes, e não correr grandes distâncias. Pelo menos não agora. Acho interessante correr uma meia maratona por ano, para treinar rodagem maior e garantir resistência. Mas escolho muuuito bem, e sem correr risco de ser chamada de metida, quero uma bela paisagem que me seduza durante aquelas quase duas horas que vou passar correndo.
Além disso, nem todo mundo tem tempo para fazer treinos longos mais de uma vez por semana, e nem por isso está treinando menos, só está treinando diferente. Quem pretende correr maratona precisa ter tempo disponível para treinar, além da disposição.
Admiro quem faz ultramaratona, mas não tem nada a ver comigo. E admiro muitíssimo o Samuel Ribeiro. Sabe quem é? o corredor que ganhou os 5km na meia de Floripa, fazendo o percurso em menos de 15 minutos. Sabe por que? Porque eu sinto na pele como é difícil baixar um minuto do tempo em uma prova de cinco e de dez quilômetros. E o treino dele deve ser muito puxado.
Diminuir em um, dois, até cinco minutos o tempo de uma meia maratona não é tão difícil quanto reduzir dois minutos uma prova de 10km depois que voce já está treinado. Claro, no início, faz em uma hora, e em menos de seis meses já faz em 50 minutos. E é aí que começa a ficar difícil...ser um corredor sub-50' nos 10km é um baita desafio.
Correr 5km, 10km, 21km, 42km, 52 km(em Urubici, no maior frio), aventura, tudo é válido, o que interessa é correr da maneira que mais te estimular, e especialmente, te fizer feliz!


terça-feira, 19 de junho de 2012

Meia maratona de Floripa

Domingo, dia 17, aconteceu a meia maratona de Floripa, prova diferente da meia maratona internacional de Florianópolis, em março deste ano.
Esta era organizada pela O2  e com a Asics patrocinando, o que garante qualidade dos kits. E realmente a organização pré-prova estava, para mim, impecável. A inscrição é simples de fazer, e para quem já fez outras provas e está cadastrado, mais fácil ainda, inclusive para fazer inscrição para outras pessoas, como fiz para uma amiga. E é enviado e-mail de confirmação depois do pagamento.
A entrega dos kits é ótima, porque são muitas pessoas para entregar o número de peito e chip (evitando a correria e as filas no dia da prova para retirada do chip),  todos sabem as informações necessárias, e encaminham para a retirada do kit, que, sim, vem com a camiseta no tamanho que voce escolheu. Quem é assinante da revista O2 tem direito à personalização free da camiseta, e o staff te avisa disso quando entrega o número de peito. A personalização foi rápida e eficiente. A camiseta, verde escura com preto, de manga comprida, é linda, assim como a sacolinha, de um tecido bem superior ao que normalmente se vê. Também se ganha um gel de carboidrato da Accel, que é dos melhores, na minha opinião, e a touca. Ai, a touca era feia. Parecia tão bonitinha na foto, mas o tecido era meio de touca de natação, impossível de usar, ainda mais as mulheres. Só meu filho de dois anos para ficar fofo usando aquilo, sem parecer de torcida organizada de alguns times.
A largada é por pelotões, conforme o ritmo/pace. E funcionou, pelo menos no meu caso. Existiam entradas específicas para cada pelotão, e eu vi uma moça da organização pedir para uma pessoa de outro pelotão se retirar e ir para a entrada correta, o que eu acho bem justo. A largada pelos pelotões auxilia muito, são menos esbarrões e voce desvia de menos gente, já que, em tese, larga com quem corre em velocidade próxima à sua. Claro que pode haver alguma injustiça, a pessoa que está correndo pela primeira vez uma prova organizada por essa empresa não tem tempo comprovado em outra corrida, e acaba incluído no pelotão branco, que é o último. Mas o que conta é o tempo líquido, de maneira que os rápidos acabarão conseguindo marcar um bom tempo para a próxima.
Era uma verdadeira multidão, acho que a maior prova que já vi em Florianópolis. Eram previstas 5.000 inscrições, e o jornal falou algo em torno de sete mil corredores, todos saindo da beiramar continental, no bairro Estreito, um lugar muito bonito, e com espaço para aquecimento antes da prova, diferente da prova da Adidas em Curitiba.
Mas apesar de todas as boas regras, a largada atrasou. Muito, quase quinze minutos, o que é inadmissível, por várias razões. Cito o aquecimento, que fica totalmente prejudicado, porque eu fui para o meu pelotão faltando uns cinco minutos para o horário previsto para a largada (isso porque estava tudo organizado, senão teria ido antes), e com aquele povo todo, o máximo que dá para fazer são uns pulinhos, mas pular quase vinte minutos... Além disso, há a suplementação, que tem horário para ser ingerida, o termogênico, e, no caso do pelotão quênia, lá na frente, certamente existem rituais rigorosos para seguir.
Para se ter uma ideia, o primeiro colocado nos 5km fez o percurso praticamente no tempo de atraso da largada (14'44" - sim, menos de quinze minutos...).
E o povo se irrita, é natural, ficava lá o sujeito falando no microfone que estavam medindo o percurso (não dava para ter medido antes?) e pedindo animação da galera...nossa, tomou cada vaia!
Eu fiz 10km, minha distância favorita, e o percurso é lindo, embora tenha sido alterado do ano passado para esta edição. Ano passado corri na duas pontes, uma na ida e outra na volta, em um dia de sol (e sem vento) magnífico, de emocionar. Este ano era ida e volta na Ponte Pedro Ivo Campos, mas sempre lindo, claro, e a previsão de chuva torrencial não se confirmou, cairam uns pinguinhos durante a prova e só. Temperatura ótima, mas quem correu de manga comprida deve ter sentido calor.
Percentualmente falando, provavelmente a meia maratona era predominantemente plana. Mas os dez quilômetros não eram. Não adianta, Florianópolis não é uma cidade plana, só se o percurso for inteiro na baira-mar norte, indo e voltando até completar a quilometragem.
Tinha a subida na ponte na ida, e na volta a subida do elevado novo e da ponte novamente, já nos 3km finais. Aquela ponte parece não ter fim quando se está correndo (rápido), e confesso que apreciei bem mais a paisagem na ida do que na volta. E embora não seja muito íngreme, é constante. Manter o pace naquela subida não era fácil. O final do percurso era descida e depois plano, muito bom.
Eu larguei com velocidade, queria ultrapassar para ter mais espaço, e consegui manter um bom ritmo, salvo na volta pela ponte, que dei uma caída. Não quebrei nem perdi o pace, mas depois não consegui dar aquela acelerada final, já não tinha mais de onde tirar forças, tanto que fui ultrapassada faltando quinhentos metros para a chegada, deu até uma tristeza...
Água, isotônico e frutas na chegada, em quantidade, e linda medalha.
Fiz em 47'27" (sim, de novo...), o que, nesse percurso, considerei um bom tempo, e não posso reclamar, fui a sétima mulher dentre mais de quatrocentas no 10k, e a segunda da categoria. Com exceção da sexta colocada (a que me ultrapassou), as cinco primeiras fizeram em menos de 43', ou seja, não é para o meu bico. A primeira colocada fez em 41'17".
Sou da  opinião de que, em provas grandes como essa (acho que já falei sobre isso em relação ao circuito Adidas), em que são tantos inscritos e não há prêmio em dinheiro, e considerando o valor nada módico das inscrições, poderia haver premiação com troféus pelo menos até o quinto lugar, como aconteceu na meia maratona internacional de Florianópolis. E uma premiação até terceiro lugar por categoria, só com troféus também, coisa simples, ou medalha especial, iria incentivar em muito os atletas amadores que são mais competitivos.
Foi uma boa prova, vi muitos conhecidos, gente estreando em competição, como a Cláudia, fazendo seus primeiros 5km, felicíssima com sua medalha. Isso vicia, amiga, e é bom demais! Vamos para as próximas!








quarta-feira, 6 de junho de 2012

Correr no inverno


Odeio inverno, odeio frio, odeio chuva de inverno (de verão só gosto da que dura meia horinha no final do dia), e acho que roupa de inverno, casacão, etc., só é charmosa nos primeiros três dias. Depois, já deprime.
Ótima maneira de começar o post, não? Isso é para ninguém ler e no final ficar dizendo:"ah, mas ela gosta de inverno, por isso acha bom correr".
Então não é por isso que acho bom. Mas sou meio Polyana mesmo, gosto de fazer do limão a limonada, e tudo isso. Assim, acho que também tem suas vantagens em correr no inverno.
O mais difícil, para mim, é a adaptação. Eu custo a acreditar que realmente esfriou e talvez eu precise de uma manga comprida e até de uma calça para correr. E não creio que, apesar de escuro, já é dia lá fora. Dá uma tristeza.
Duro levantar da cama. Na verdade, decidir levantar. Eu acho que no frio o melhor é treinar de manhã, para não correr o risco de desistir ao longo do dia, a não ser que não haja opção. E de qualquer jeito vou ter que levantar para cuidar do meu filho e trabalhar, só talvez tenha que ser um pouco antes do que precisaria. E muuuuuito antes do que gostaria.
Eu nunca me arrependi de ter levantado e ido correr, só de não ter ido. Porque depois que se começa, a sensação é a de sempre, ou seja, ótima. E suar no inverno é uma boa sensação também, porque é diferente. Fora que depois de correr tomar banho é excelente ideia; já quando se fica sentado no sofá...
Eu acho que o rendimento é melhor no frio, e isso me deixa até melancólica, porque adoro correr no verão, debaixo de sol. Mas eu pude perceber isso quando corri em NY a 2 graus - positivos. O cansaço demora mais para aparecer, a pressão não cai como no verão, voce não se sente desidratando tanto (o que não significa que não esteja perdendo água, mas a sensação é diferente).
Mas se você é daquelas pessoas que tem mais dificuldade em ser feliz no inverno (como eu), principalmente quando chove, faça adaptações no treino.
Correr na rua é muito bom, mas quando está frio e chovendo, a esteira é bem mais simpática. Lá dentro da academia está quentinho e confortável.
Eu aproveito para fazer treino de tiros de velocidade, ou um corretivo, tentando prestar atenção na passada, fixando a velocidade na esteira para poder concentrar na postura, no movimento dos braços, enfim, tudo aquilo que na rua é mais difícil de fazer. Ah, e se estiver passando Friends na tv, aqueles episódios que já vi umas dez vezes, num instantinho corri meia hora. E aí mais um episódio já faz uma hora...
Todos os treinos têm vantagens e desvantagens. Muito chato fazer um longão na esteira? Nâo faça, converse com o treinador para trocar o dia. Ou convide alguém que também acha isso para usar a esteira ao lado, e vão conversando, como se fosse na rua. Nâo é igual, mas ajuda a passar o tempo também.
Se quiser sofrer um pouco para se preparar para uma prova difícil, como o Desafrio de Urubici (em que tudo pode acontecer, como estar 2 graus abaixo de zero e chovendo), então vá para a rua, mas devidamente equipado: manga comprida ou manguito, calça, ou pelo menos uma meia de compressão, e, especialmente, faça um bom aquecimento, para não se machucar ou ficar doente. Não acho graça sofrer mais do que o necessário. E nem todos os treinos precisam ser assim, porque treino é treino, prova é prova. No dia da prova a adrenalina resolve vários problemas.
Compre um tênis novo, uma calça de compressão, algo que te dê vontade de correr, como brinquedo novo que a gente ganha e quer brincar logo.
Trace uma meta, escolhendo uma prova bem legal que exija treino, como uma meia maratona, uma prova noturna, baixar o tempo repetindo uma prova que fez no ano anterior, ganhar da sua amiga, tudo é válido para motivar.
E, por fim, no meu caso, uso o meu mantra: "o que eu sou no verão é resultado do que eu faço no inverno". E aí cada um decide como quer estar no verão...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Blumenau 10k - ano 2


Ano passado participei da primeira edição da Blumenau 10k, que teve também percurso de 5km. Primeiro ano a procura é sempre pequena, ainda não há muita divulgação, mas foi uma prova bem organizada, percurso interessante porque passa pelo centro de Blumenau, rua Quinze de Novembro, Beira-Rio, passa na frente da Vila Germânica, enfim, pontos turísticos e conhecidos. São diversos aclives, nada muito íngreme, mas o suficiente para exigir um pouco mais, e o clima é favorável, ano passado foi em agosto.
A largada é em frente ao Shopping localizado no centro da cidade, então tem lugar para estacionar (é aberto o estacionamento, e quem participa da prova não paga), facilidade para pegar o kit (na loja Centauro), banheiro dentro do shopping para usar.
Fui correr 10km, estava treinando, o dia estava perfeito, com sol e friozinho, e fiz um bom tempo, acabando em 2º lugar na minha categoria, em 12º no geral feminino.
Então, anunciada a segunda edição, achei uma boa ideia fazer, porque é o mesmo percurso, ou seja, ótima oportunidade para ver como evoluiu a performance.
O kit é meio pobre, mas ano passado a camiseta era mais bonita e de melhor qualidade, a deste ano ficou muito a desejar.
Inovaram quanto ao chip, foi também aquele descartável da meia maratona de Balneário Camboriú, mas desta vez vinha em um envelope com instruções de como colocar. Já me senti mais segura, e não ter que tirar no final da prova para receber a medalha é sempre interessante. Outra vantagem de receber logo é que não precisa chegar mais cedo para a prova, já levei o número comigo também.
Desta vez a prova foi em maio, depois de uma semana de calor, mas no domingo dia 27 estava gostoso, fresquinho de manhã, e o sol foi aparecendo. Sim, era o mesmo dia do ironman em Floripa (próximo post). Na minha modesta opinião, isso não fez muita diferença no número de participantes em Blumenau, porque o corredor que faz 10k e 5k é, em geral, beeeem diferente de quem faz triatlo a ponto de participar do ironman. Claro, sempre tem a plateia, mas eu também fui para Floripa assistir uma parte da prova depois de correr em Blu. Vantagens de uma prova que dura 17 horas (sim, sim.).
Tanto assim que logo percebi que havia muito mais gente para correr do que no ano passado.
A diferença foi no número de fotógrafos, porque quase todo mundo daqueles sites de fotos de provas estava em Floripa. Eu vi dois fotógrafos no percurso.
Eu larguei muito bem, favorecida pela descida da Rua Sete de Setembro, e soltei as pernas. Na rua Quinze achei que as pernas pesaram, tive que reduzir, mas pelo sexto quilômetro recuperei a vontade, tomei um pouquinho de isotonico, joguei uma agua nos pulsos, e já fui melhor.
No retorno perto da vila germânica uma pessoa da organização disse que eu estava em quinto lugar, pódio geral.
Eu estava bem, mas mantendo ritmo. A menina que vinha atrás de mim ouviu, e, pelo jeito, ela estava se guardando, porque me passou exatamente antes de iniciar a subida da Rua Sete, ou seja, os 2km finais, que são em aclive médio. E ali ela já estava na minha frente.
Nos últimos duzentos metros eu ainda forcei bastante, mas não consegui, e cheguei QUATRO segundos depois dela. Voce deve estar pensando: "então dava para pegar". É o que também acho, foi minha mente que não permitiu, e não minhas pernas.
Fiz praticamente o mesmo tempo do ano passado, alguns segundos a mais.
Isso me deixou um pouco desapontada, esperava ter evoluído mais. O meu tempo foi bom, 47'29", para um percurso que não era plano, desempenho muito melhor do que a Track and Field, que fiz em 48'08" num percurso plano.
E, ficando em sexto lugar (subi várias posições em relação ao ano passado), fiquei em primeiro lugar da categoria, ótimo. Pela primeira vez, eu e a minha amiga e irmã de alma Simone ficamos no mesmo pódio, ela em terceiro lugar, fiquei super orgulhosa.
E é uma delícia levar o troféu para casa, sempre é.
Vários companheiros de grupo de corrida melhoraram seus tempos (o André, nosso queniano loiro, voou).
É uma festa a premiação, justamente por ser na praça de alimentação do Shopping, muita gente conhecida, divertido demais.
Havia distribuição de água em vários pontos, mas só isso. No final um saquinho com frutas, mas faltou um isotônico para completar.
Quando fui ver os resultados, porém, no site chip timing, percebi que para a colocação/premiação consideraram os tempos brutos dos corredores. Isso significa que quem largou na frente teve muita vantagem, e provavelmente nem sabia disso. O normal é contar o tempo líquido, ou seja, de quando o corredor passou debaixo do portal de largada - pisando no tapete que lê o chip - até sua chegada, no mesmo local, o que significa que, às vezes, voce chega antes de outro corredor, mas na classificação ele fez um tempo inferior, porque largou mais atrás.
No meu caso, isso não fez diferença, porque larguei na frente e a diferença foi pequena, mas pelo que vi, teve gente que se prejudicou.
Espero pela terceira edição, cada vez melhor. E ano que vem meu tempo vai ser menor, podem anotar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Treinos

Participar de provas é muito, muito bom. Mas é, na verdade, o bônus, ou o prêmio pelos treinos feitos.
Não tem muita graça participar de uma prova e não conseguir terminar, ou ficar com dores horríveis, por exemplo, porque faltou treino.
É pelo treino que você vai descobrindo a distância que gosta de correr, a velocidade, o piso, a altimetria...É ótimo quando voce se sai bem numa prova, do jeito que queria, e percebe que é porque treinou. Isso é o normal. E os próximos treinos serão melhores, porque voce está motivado. 
No treino voce adquire velocidade, força, resistência, e se diverte. Sim, porque para mim a ideia é sempre essa, mesmo que não dê certo todas as vezes. E ainda que não se divirta, no final do treino vem a maravilhosa endorfina.
Bom mesmo é ter alguém competente (como eu tenho) para montar uma planilha de treinos, que leva em consideração as características pessoais, o tipo de corpo, os objetivos do corredor, as provas que tem em vista...
Se não tiver quem prepare a planilha, as revistas especializadas trazem boas, e como têm que servir a todas as pessoas, não costumam ser muito pesadas, todo mundo dá conta. E são direcionadas ao objetivo do corredor. Para iniciantes, a Revista Sports Life de abril tem uma boa planilha, e a Revista O2 do mês de maio é dedicada a incentivar a prática da corrida.
Quem corre tem que ter objetivos. Senão o treino fica morto, vai perdendo a graça.
Só sair correndo não faz ninguém evoluir, não oferece desafios (ou oferece demais, quando a pessoa não conhece seus limites), e mesmo para quem corre só para emagrecer, depois de um tempo, nem isso mais vai acontecer, porque o corpo se acostuma aos estímulos sempre iguais e não reage mais.
Em geral, para quem corre ou pretende correr três vezes na semana, o primeiro treino vai ser de uma distância próxima à que você tenha como objetivo para prova, com velocidade idem, geralmente progressiva; o segundo, de tiros, ou seja, treino de velocidade, com várias séris de curta distância (no máximo 1km, em geral), alternando com intervalos (pequenos) de descanso, e uma distância final menor, e o terceiro, o chamado treino longo, ou seja, uma distância maior, para adquirir resistência.
Tem gente que tem objetivos mais ousados, como participar de provas de longa distância,  corrida de aventura (Montain Do, por exemplo), uma prova super diferente, como o Desafrio de Urubici, que são 52 quilômetros, sendo 26 subindo o Morro da Igreja (ponto mais alto de Santa Catarina), e 26 descendo. Para esses, o treino será diferenciado, e três vezes na semana pode ser pouco.
Isso significa, portanto, que não só é preciso adaptar o treino aos seus objetivos, como o inverso também. No meu caso, enquanto meu filho ainda for pequeno, não me atrevo a alçar vôos muito altos, como o triathlon (mesmo o short, que é o que eu gostaria), ou até mais de uma meia maratona por ano, porque isso implicaria em um treino que ocuparia mais tempo do que é possível na minha agenda atual.
E quando voce tem uma planilha e não consegue cumprir nunca, acaba desanimando, então ela tem que ser possível ao que voce pode fazer, e adequada aos objetivos.
Ah, está ruim? Escolhe gente muito legal para fazer o treino longo junto, como eu tento fazer. Sábado terminei achando meus 13km muito fáceis perto dos 21km da Giovana, que começou há pouco tempo e já corre muito, e dos 30km das super guerreiras Amanda e Grazi, que estão treinando para a maratona do Rio.
É, às vezes quando chega minha planilha dá um arrepio só de olhar. Então eu faço o seguinte: penso que quem elaborou a planilha me conhece, e leio o treino do dia, não os treinos do mês, porque se eles estão lá, é porque, na hora certa, vou ser capaz de fazer.
E vambora correr.





quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vale a pena usar GPS para correr?

Como já disse, nunca me entendi com monitor cardíaco. O troço captava os batimentos dos vizinhos, não o meu! De repente surtava, apagava tudo, um horror. Fora a aflição daquilo me coçando por baixo do top.
Mas o pior era o medo que me dava, eu ficava toda preocupada com os batimentos, e nem prestava atenção no meu corpo, se aquele ritmo cardíaco, às vezes tão alto, correspondia ao meu cansaço, ao que eu sentia que podia fazer. E descobri que não, a não usar o frequencímetro, e sim seguir os sinais da respiração, as pernas e do coração, funciona bem melhor para mim. Mas porque aprendi a me conhecer e aos meus limites, e não só treinando, mas me submetendo a exames.
Já o gps revolucionou a minha corrida.
Sim, é possível correr sem GPS. Mas com ele é bem melhor.
O GPS te permite saber a distância percorrida, a velocidade (no meu caso, o pace, ou seja, quantos minutos para fazer um km) e, na maioria dos modelos, ainda há o frequencímetro, então acompanha também o ritmo cardíaco.
Quando fiz testes de vo2, lactato, etc. (coisas pra outra conversa), pude descobrir as velocidades que são mais adequadas para mim conforme meus objetivos, e sem o GPS eu só poderia correr na esteira para seguir uma planilha que respeitasse isso.
Existem vários modelos no mercado, mas na minha modesta (e nada profissional) opinião, os da Garmin ainda são os melhores, porque é marca especializada em GPS.
Os modelos são todos um tanto quanto parecidos hoje em dia, mas o preço é variado, e atualmente a moda é ser touch, ou seja, tudo na telinha (minúscula) do mostrador, com um toque de nada você aciona (ou desativa) tudo.
Confesso que ainda prefiro alguns botões para apertar e saber o que estou fazendo, mas isso é questão de gosto. Como eu não sou a mais coordenada, só de correr já acabo tocando em algum dos botões, e já muda tudo na tela, tenho que mexer para voltar à tela anterior...e isso atrasa a vida do corredor. Tem que ser tudo fácil, simples de ser acionado enquanto voce corre.
O meu modelo é o 410 forerunner, ótimo. Alguns comandos são touch, e outros têm botão. Fácil de manusear, vem com o guia rápido para quem quer só sair correndo. O 610 é mais moderno, todo touch. E o 910 é para triatletas, mais completo. E tem o 110, bem básico, para iniciantes, diz meu treinador que é muito bom.
E você pode aproveitar tudo o que o GPS oferece: passar os dados da corrida para  o computador (programa próprio), e acompanhar os treinos, que é o mais importante para buscar evolução.
Eu acho ótimo poder ver depois como foi meu primeiro quilômetro, o último, em qual eu fui mais fraca, em qual fui melhor... E tudo isso aparece, com altimetria, distância percorrida, etc. Ah, sim, as calorias gastas também aparecem...
Existe ainda um corredor virtual, que você pode programar para te acompanhar, de modo que você segue o ritmo dele, por exemplo.
Escolha um modelo à prova d'agua mesmo que não pretenda usar nadando, porque o suor encharca o aparelho, melhor garantir.
Durante os treinos, vá se acostumando a olhar para o GPS para acompanhar seu pace, mas não todo o tempo, o objetivo não é que você fique travado pelo equipamento.
Eu, por exemplo, já fui vítima de sabotagem... de mim mesma! Cismei com um pace, e cada vez que reduzia, ou seja, que eu corria mais rápido, em vez de tentar um pouquinho, ficava tensa e voltava para meu ritmo, e isso também não é bom. Tanto que alguns treinadores recomendam um treino por semana sem GPS nem monitor, uma corrida em livre, seguindo só os sinais do corpo, para no final ver quantos km deram, e aí calcular a velocidade.
No site http://www.garmin.com/, escolha Brazil e virá tudo em português, com descrião dos modelos.
Se puder viajar e comprar nos Estados Unidos, aproveite, a diferença de preço é muito grande.
Eu considero um excelente investimento.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Que tal correr uma meia maratona em dupla?

Depois de duas semanas de muito trabalho, volto a escrever, cheia de assunto.
Começo pela meia maratona de Balneário Camboriú que aconteceu dia 13, no domingo do Dia das Mães.
Quanto à escolha do dia, não achei ruim. Vi muitas famílias completas,  justamente porque, sendo dia das mães, todos quiseram ficar juntos. Mães corredoras estavam felizes em fazer o que gostam (era o meu caso), e papais cuidavam das crianças enquanto isso, baita presentão!
O que acho interessante nessa prova é a possibilidade de fazer em dupla, e então cada um corre 10,5km. Para quem ainda não tem coragem de se aventurar em uma meia maratona completa, mas quer sentir o clima, tanto da meia maratona quanto de correr em equipe de revezamento,  e já corre 10km,  é uma ótima opção.
O dia estava perfeito, sol brilhando e friozinho de manhã cedo.
É uma prova bem organizada, correr em Balneário Camboriú é ótimo, o percurso era quase todo de asfalto (o restante era um calçamento novo), bom para quem quer correr na praia sem precisar correr na areia.
O kit tem uma camiseta de ótima qualidade, e é isso.
A largada foi às 07h35min, bem razoável, e a justificativa do pequeno atraso foi a necessidade de conferir se os chips estavam ok. Aliás, esse foi o defeitinho da prova, o chip era uma tira de plástico para prender no tênis, ficava como uma argola meio pendurada no cadarço, com a sensação de que ia cair, me deu aflição.
No caso das duplas, os dois corredores da dupla tinham o chip, e não havia troca ou entrega de alguma coisa no momento da passagem de um para outro, o que, imagino, poderia ter causado alguma confusão.
A passagem de um corredor para outro era no topo do Morro da Rainha, o que significa que a subida do morro (a 18 graus, puxado, mas são 300m) é no final do percurso do primeiro corredor, que chegava beeeem cansado.
Eu formei dupla mista, com um colega do grupo de corrida, e era a segunda corredora, então larguei descendo o morro. Com aquele dia lindo, a adrenalina da espera (estava lá desde sete da manhã), vontade de correr vendo todo mundo passando...Fui com tudo, me achando o papaléguas. E assim fui nos quatro primeiros quilômetros, com um pace excelente, de média de 4'30'' o km.
O visual era deslumbrante, descia em direção à Praia Brava de Itajaí, e por ela continuava, é linda demais! O mar estava muuuito azul, acho que me perdi naquela beleza toda.
Faltando em torno de 2km para o final, também tinha a subida do morro, voltando para a praia de Balneário Camboriú, e o sol já mais forte. Era menos inclinada a subida (em torno de 13 graus), e um pouquinho mais extensa (uns 400m), e eu a essas alturas já tinha "quebrado", ou seja, tive que reduzir bem o ritmo a partir do sexto quilômetro, porque estava demais para mim depois de duas semanas treinando pouco.
E confesso que me senti me arrastando no último quilômetro, parecia que não ia terminar nunca, e eu não achava no ipod uma música que me empurrasse, não foi o melhor final de prova que já tive. 
Mas pela diversão valeu muitíssimo. O Felipe fez o trecho dele no tempo que se propôs (e continuou correndo depois), eu fiz em mais do que estou acostumada, mas feliz porque testei meus limites justamente em uma prova que fui para curtir, sem estresse. 
Frutas, muita água e isotônico (sem mesquinharia) no final, uma tenda coberta no meio da praia para o pessoal ter onde ficar, com cadeiras, muito bom.
Muita gente estava fazendo os 21km sozinho, que é o mais comum, mas muitas duplas fizeram, especialmente duplas mistas. 
Na hora de escolher a dupla, você deve ter claro qual é o objetivo da prova: competir ou se divertir. 
Se for competir, a escolha deve ser de alguém que tem o mesmo ritmo (se mulher) ou um mais forte do que você, especialmente se for um homem, e aí as afinidades pessoais nem contam muito, é mais uma parceria para buscar resultados, e um sabe que o outro está na expectativa. Isso, como eu já disse antes, dá uma motivação extra. Claro, se voce tiver alguém assim que ainda por cima é seu amigo/amiga, namorado/namorada, filho/filha, treinador (ainda faço uma prova em dupla com o meu), melhor ainda!
Se o objetivo for diversão, escolha pelo coração, pode ser alguém que está querendo iniciar os 10km e ainda não teve oportunidade, um amigo querido demais, mas que corre em ritmo de passeio...e vocês podem programar para passar juntos na linha de chegada, a foto fica linda! 
E voce ainda pode se surpreender, como aconteceu comigo ano passado,  quando corri em dupla com a linda e querida Michele no Parador 10 milhas. 
Eu tinha vindo de uma competição pesada, estava querendo me divertir vendo um lindo visual e com alguém com quem tivesse amizade, e ela estava tão preocupada em não me decepcionar, em não atrasar a dupla , que chegamos em segundo lugar nas duplas femininas!!
Corrida é isso...
Para quem quiser experimentar, a meia maratona de Curitiba também tem a opção de fazer em dupla, vai ser no dia 24 de junho (www.meiamaratonadecuritiba.com.br). 


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Track & Field em Floripa


Eu já tinha listado essa prova como uma das imperdíveis, e não é só pelo kit. Mas o kit é lindo e ótimo, e merece comentários. Camiseta T&F, ou seja, malha excelente (Preta com dourado este ano), par de meias da mesma marca, e este ano não tinha boné nem viseira, era uma toalhinha e cadarço com elástico para os tênis (vou aprender como usar e depois conto). Tudo na sacolinha patrocinada pela Caixa, feita com plástico de garrafa pet. Ponto para eles. É cara a inscrição? Depende. Com os R$ 80,00 que paguei, não compraria a camiseta, toalhinha, meia e cadarço. Então, não acho caro.
A entrega do kit é ótima, porque é na loja do shopping, durante três dias antes, ou seja, não há tumulto nem correria, e é gente que conhece os produtos que separa e entrega.
A entrega do chip começa cedo, então também não forma quase fila.
Depois de um sábado super chuvoso e frio, tinha gente pensando em desistir, que eu sei. Mas o domingo amanheceu gostoso, um nubladinho com cara de que ia aparecer o sol, que de fato nos brindou já no final da prova.
Tem 5km e 10km de prova. O mesmo trajeto, de modo que quem correr 10km dá duas voltas, que é uma coisa que não curto muito.
Mas o trajeto é plano, na avenida beiramar norte, saindo da frente do Shoppíng Iguatemi, então eu considero a prova ideal para uma estreia por quem estiver começando a correr.
Muita gente bonita,  banheiro dentro do shopping, e ainda tem o espaço kids, onde eles cuidam das crianças durante a prova, e mesmo os filhos de corredores que não ficarem lá direto ganham a camiseta idêntica da prova. É a segunda do Arthur, e ele adora, se sente incluído.
Largada pontual, coisa rara, e além de divisão por tempo, havia marcadores de ritmo durante a corrida, que eu acho muito interessante, principalmente para quem não tem gps para saber a velocidade. Voce mira no sujeito com a camiseta 5', 5'30'', e vai sempre com ele, que mantém seu pace.
A largada, como qualquer prova maiorzinha, é aquela confusão, muita gente junta, e nem todo mundo respeita o seu "curral", mas como é na larga avenida, rapidamente o povo se espalha e já abre espaço.
Sendo  prova de estreia de muitos, tem gente que chega a caminhar em algum ponto do percurso, por isso é importante que haja espaço para todos.
E é daquelas provas em que voce encontra todo mundo conhecido, muito bom. A vantagem do percurso é que dá para ver um monte de gente durante e prova, fica todo mundo berrando o nome do amigo, mandando beijo, é bom demais, parecia campanha!
Encontrei várias pessoas especiais, como minha ex-aluna e para sempre amiga Marly, terminando sua primeira prova, superação total, fiquei muito orgulhosa. O fotógrafo Ricardo, fazendo 5km pela primeira vez, com aquela cara de quem se encheu de endorfina no final...medalha no peito...
Quanto a mim, eu tenho o objetivo de baixar meu tempo nos 10km, e o objetivo próximo era para menos de 47'. Achei que essa era uma boa prova. De novo.
Mas na semana passada tive dor de garganta, acho que gripei, não fiz os treinos que estavam na planilha, trabalhei muito (já que não conseguia treinar quase), fiquei bem cansada, e sem empregada...enfim, foi tudo mais difícil. Ah, sim, e não tomei o remédio direitinho (coisa feia).
Então tive que reduzir a expectativa. Como eu digo, quero correr sempre, então não posso me acabar por uma prova, que não é mais importante do ano.
Nossa delegação foi a maior possível, era gente de laranjão para todos os lados, e isso ajuda bastante a estimular.
Ainda tive quem me puxasse,  gritos de incentivo do outro lado da pista, e um desafio...e isso foi bem importante, porque foi sofrida a prova. Minha respiração estava difícil, tive até umas tosses, e me sentia terrivelmente cansada por causa do corpo debilitado.
Mas fui. Não estava calor, nem frio, nem chovendo, então não dava para ficar reclamando e lamentando. Terminei em 48'04 segundo a organização (ou seja, objetivo adiado totalmente), 3º lugar da categoria e 16º entre as mulheres. Está ótimo para as condições do dia. Na hora que terminei achei suficiente, depois achei ruim o meu tempo, depois que vi o resultado final fiquei feliz de novo. Porque é assim mesmo.
Como T&F é prova super alto astral, a mega empolgada Rita tinha levado até espumante, brindamos todos da equipe no final, uma delícia!
Agora é treinar para a próxima. No meu caso é a meia de Balneário Camboriú, que pretendo fazer em dupla, tem um baita morro para subir, vambora. Mas também tem percurso de 5km para fazer, e lá é bem gostoso.
Para quem não compete, agora é treinar. Pensando no objetivo, qualquer que seja. Vamos falar sobre isso esta semana.





quarta-feira, 25 de abril de 2012

Corri a meia-maratona de NY!

Era uma sexta-feira, e depois do almoço eu abri o site correr pelo mundo, que adoro, só para ficar me deliciando e desejando as provas que quero fazer em outros países. Normal. Então abri o link da meia maratona de NY, e era o último dia de inscrição para o sorteio de uma vaga. Sim, sorteio da vaga, porque as vagas são limitadas, e existem algumas maneiras de adquirir a sua: participar das outras provas da NYRunners, ter índice comprovado, contribuir para a caridade (são várias instituições inscritas), vagas garantidas por uma agência de turismo cadastrada (eu não sabia, na época), e...sorteio das vagas remanescentes.
Nâo sei se era muita vontade, se foi a taça de vinho do almoço, mas me inscrevi para o sorteio. Voce paga uma taxa, que é abatida depois do valor da inscrição se for sorteada, e espera. E foi  que eu fiz, achando tudo muito divertido. Sim, porque nunca pensei que fosse ser sorteada.
Mas fui. Demorou mais de um mês para o sorteio, e eles não divulgam a data exata. Eu até tinha parado de pensar no assunto, e recebi o email: Congratulations!!
Eu nunca tinha corrido meia maratona. Já tinha entrado no mundo das provas de 10km com tranquilidade quanto à distância, mas acho que meu maior treino tinha sido de 12km, tido como longão até aquele momento. E para dizer a verdade, nunca tive muita vontade de correr 21km. Mas NY...
Eu adoro a cidade, adoro ir para lá, adoro tudo lá. Então correr lá tem, sim, tudo a ver comigo.
Só faltava treinar...hahaha.
Avisei ao meu treinador, e ele montou a planilha, porque eu tinha aproximadamente três meses para ficar pronta.
Era um treino bem mais pesado do que eu estava acostumada, e comecei em dezembro, quando todo mundo está reduzindo ritmo.
Corri dia 24 de dezembro, corri dia 31 de dezembro (com muitas buzinas passando por mim), corri o verão todo, corri no carnaval, segui à risca. Segui também as orientações da nutricionista, mais caxias do que nunca. É que já que era para ir, também não queria passar vergonha. Meu maior longo foi de 18km, que terminei me sentindo bem.
Comecei pensando em terminar a prova como objetivo. Mas na inscrição tem que dizer em quanto tempo pretende terminar, por causa do local da largada, e coloquei menos de duas horas. Então essa era a meta.
Acho a vida de "maraturista" maravilhosa, viajar para correr, correr para viajar...sonho!!
O pior era treinar no calorão de janeiro e fevereiro (em Blumenau, inclusive), sabendo que a prova seria no frio.
Marquei a viagem para sexta-feira anterior à corrida (que foi em um domingo), o que foi ótimo, porque pude descansar antes (programas mais calmos), e depois da corrida fiquei uma semana, só alegria. Recomendo.
Nas duas noites anteriores, macarrão com molho vermelho, e com cuidado para não comer nada muito diferente, passar mal do estômago estava fora de cogitação.
Meu bebê na época com pouco mais de um ano, ficou em Blumenau, com  minha amiga-irmã Simone. Não era nem lugar nem clima para ele ir, ninguém ia aproveitar direito, e era só uma semana, ele ficou super bem, melhor do que eu sem ele. Marido foi junto, e foi fundamental o apoio dele, logístico e emocional, porque no final a gente quer muito abraçar alguém que ama.
A prova é muito bem organizada, desde a retirada do kit. A fila funciona, está tudo em ordem, conforme o número de inscrição, e eles colocam em voce a pulseirinha de identificação, para ter certeza de que é voce que vai correr, e a cor define o seu "curral". Sim, é esse o nome, é daquelas largadas por pace. Se voce não chegar até determinado horário no dia da prova, larga com os mais lentos no final.
Na retirada do kit tem uma feira de artigos esportivos, o preço é ótimo, vale muito a pena. Comprei meu garmin mais barato, e muito gel de carboidrato (gostosos, nunca mais achei...).
No sábado, fiz o percurso do hotel até a largada, para ver o tempo que levava, considerando andar até a estação de metrô, caminhada até o local propriamente dito, tinha que pensar em tudo.
Separei a roupa para correr, tudo já conhecido (não se estreia roupa nem calçado em dia de prova): short (porque não gosto de correr de calça), top, manguito (de lã, emprestado do treinador), camiseta, meia de compressão, meia, casaco. Todo mundo me dizia para levar um casaco velho porque durante a prova tira e eles recolhem e levam para abrigos. Então tá.
No domingo, acordei cedão, tinha comprado coisas para tomar de café da manhã (o mais próximo do que a nutri mandou), e lá fomos eu e meu marido. Achei melhor ir também de luvas, uma faixa na cabela para esquentar as orelhas, e o boné. Sim, inspetora bugiganga total. E o casacão por cima. Sim, muuuito frio. Dois graus. Positivos, oba!
Tem guarda-volumes, deixei o casacão e a calça que estava por cima lá. Mas levei e deixei junto uma muda de roupa, completa, inclusive meias, para depois da prova, porque não sabia como estaria, e quanto tempo levaria para voltar ao hotel. Melhor prevenir.
Eles controlam para ver se voce vai para o curral certo, tem banheiro químico (muita vontade por causa do frio), e a largada é no horário. Para o pelotão quenia lá na frente, para os mortais leva uns dez minutos. Tudo bem, a gente fica ali, todo mundo juntinho...15.000 pessoas correndo.
O frio era grande mesmo. Não tirei o casaco, não consegui. Nem dobrei o manguito. Só tirei as luvas, e ainda assim porque não conseguia abrir o gel de carboidrato. Levei dois quilômetros para começar a sentir minhas pernas. Mas não estava muito preocupada. Dei a maior sorte, deu sol, o dia estava lindo. No dia seguinte choveu, e depois nevou!!!
O percurso é maravilhoso, Central Park, sai  de lá (já comecei a chorar ali) e vai até o Times Square (mais choro), segue até a avenida que margeia o Rio Hudson e de lá seguia até o Battery Park, este ano mudou para o Seaport. Durante o percurso, bandas, cantores, DJs, até escola de samba tinha. A organização recomenda enfaticamente que não use fones de ouvido, e nem precisa mesmo.
A hidratação existe de verdade, copos abertos, e tem isotônico em alguns pontos, e gel em um deles. Segui o roteiro de hidratação e gel da nutricionista, e me senti bem a prova toda.
Correr no frio é totalmente diferente, porque voce não sente que está suando, até parece que não está, cansa menos, gostei.
Eu nem sou muito fã dos americanos, mas tive que reconhecer como eles valorizam essas provas. Muita gente nas ruas, incentivando, "go, runners", é muito legal.
Eu ainda não tinha gps, então ia confiando na marcação da prova, em milhas, enrolado para mim, mas eu tinha muita noção do tempo por quilômetro, e sabia que estava indo bem.
A chegada é algo à parte, voce vê o portal e tudo se transforma, e quando passa é indescritível. Sim, chorei muito (claro), aquela sensação de missão cumprida.
Recebi medalha, uma capa térmica, kit com água, maçã, e um biscoitinho, e aí percebe que, na verdade, suou. E o suor esfria, e a pessoa gela. Não havia o que passasse meu frio. Então troquei a roupa completa, casacão, e fui tomar um café bem quente, aí esquentou.
Foi uma das experiências mais legais que já tive, digo que foi uma das coisas mais sensacionais que já fiz. Comprei as fotos oficiais, vale muito a pena. A da minha apresentação no perfil do blog é de lá. Nao é linda, mas representa um momento muito importante na minha vida de corredora.
Passei a semana toda com a pulseirinha, porque várias lojas e restaurantes dão descontos para os corredores. Além disso, criei apego, não queria tirar. Depois do café, fomos procurar um lugar para o brunch de domingo, comemorando com "mimosa", bebida de espumante e suco de laranja, delícia.
Mas confesso, não adorei correr 21km. Continuo preferindo provas menores, até porque não tenho tempo para treinar direto para meia maratona. Pareço metida, mas só pretendo correr meia maratona quando for uma prova especial, que para mim significa fora do país, porque aí vale o empenho (para viajar e para correr). Claro que voltei pensando na de Paris, de Berlim, todas as grandes, mas isso vai ser mais para frente.
Ah, sim, terminei a prova em 1h56min23seg, honroso 4291 lugar. Primeira terça parte dos corredores. 1547 entre as mulheres, e 203 na faixa etária. Feliz demais!








segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sim, os tênis são diferentes...

E não dá para usar qualquer um para correr. Parece frescura, conversa de marca de tênis para vender, mas não é. O tênis errado ou de má qualidade pode causar problemas nos joelhos, coluna, lesões...camelô, por exemplo, nem pensar.
Eu não sabia nada sobre tipo de pisada, tênis para treino, para prova, minimalista, tudo o que existe. E ainda sei muito pouco. Mas procuro me informar, porque descobri que realmente faz diferença para o rendimento e para o conforto, durante e depois da corrida. Nâo tem graça passar dois dias sofrendo com bolhas nos pés.
É útil saber o tipo de pisada. Acredito que existem duas maneiras melhores do que aquela indicação caseira de pisar o pé molhado em um jornal e pagar o mico de ficar tentando decifrar a pisada. A primeira é buscar uma loja de artigos esportivos que tenha o equipamento adequado. É rápido e funciona. Algumas filiais da Centauro têm, e no stand da Adidas no local do kit do Circuito das Estações também, e é de graça fazer o teste.
A outra opção, se voce tiver um treinador de corrida, é pedir para que filme você correndo na esteira, por trás, porque assistindo juntos vocês perceberão facilmente o tipo de pisada, além de ver outros "defeitos" de movimentos que podem tentar corrigir.
Sem aprofundar o assunto, a pisada pode ser supinada, neutra e pronada. O supinador pisa para fora, o pronador pisa para dentro, e o neutro pisa com a parte inteira da frente do pé (tem um desenho bem explicativo no site www.tenisdecorrida.com.br). Então, enquanto não souber o tipo de pisada, o mais garantido é usar um tênis para pisada neutra, o que é ótimo, porque são muitos os modelos.
O tênis tem que ser específico para corrida, por causa do amortecimento, da flexibilidade, e até do peso. A corrida é um esporte de impacto, então força articulações, joelhos, calcanhar.
E sim, existem tênis para correr que não são caros.
O ideal é ter um tênis para treinos e um para provas. E quem faz bastante trilhas, deve procurar um mais específico também.
O tênis para treinar é aquele que não machuca, confortável o suficiente para usar por um bom tempo, e que voce não fica louco para tirar quando termina o treino. Se você corre todos os dias (o que já não acho boa ideia para quem é amador), tem que ter dois tênis, para alternar o uso, não só para não deformar, mas porque o cheiro dentro vai ficar insuportável...
Para provas, normalmente se escolhe um tênis mais leve, que auxilie no desempenho, mesmo em provas mais longas como meia maratona.
Quando for escolher o tênis, não tem jeito: tem que experimentar, dar uma caminhada na loja, de preferência até uma corridinha, sem pressa para escolher, mesmo com cara feia do vendedor. Com o tempo, você vai conhecer melhor os seus pés, sua pisada, suas características durante a corrida.
As revistas especializadas costumam trazer, ao menos duas vezes por ano, uma seleção de tênis para corrida, escolhidos entre os lançamentos das marcas mais famosas. Essa seleção é bastante útil, e é feita conforme o tipo de pisada. Este mês tem na Contra Relógio. 
Qual a melhor marca? E qual o melhor tênis? o que fizer voce se sentir mais confortável, o que não machucar, o que te ajudar no impulso da corrida.
Alguns são liiiiindos, mas não se consegue correr mais de dois quilômetros porque faz bolha atrás, no calcanhar, ou aperta os dedos na frente, ou simplesmente não é para a sua pisada e voce fica com dor nos pés.
Outros são meio sem graça, mas quando você começa a correr, parece que está pisando em nuvens. Fica com o feio.
Eu adoro comprar tênis, ah, se tivesse mais verba...
E vou experimentando. Meus pés são finos, então eu calço normalmente 36, e o tênis tem que ser 37 (recomenda-se que o tênis seja um número maior do que o que normalmente usa. No caso da numeração americana, às vezes meio número é suficiente).
Uma amiga adorou um tênis que era largo na frente porque não apertava os dedos dela (pé gordinho). Pois é, meus dedos ficaram dançando dentro do tênis, e fiz bolhas. Em compensação, ano passado, na Maratona de revezamento do Beto Carreiro (delícia de prova), como estava chovendo bastante, resolvi ir com um tênis velhinho, que era 36. Péssima escolha, quando terminei a prova a unha do dedão já estava roxa, doía muito, e perdi a infeliz alguns meses depois.
Em relação às marcas, eu usava um Mizuno quando comecei a correr, e parecia bom. Até eu experimentar um Asics, que encaixava muito melhor, e era bem mais macio. Desde então, nunca mais me acertei com nenhum modelo da Mizuno. E eu provo de vez em quando.
Gosto tanto do meu Gel Kayano 17 da Asics que tenho dois. Iguais. Coisa de virginiana. E ele suporta treinos longos, de tiros, provas...Diz o fabricante que o modelo 18 está mais leve, o que o aproximará da perfeição para mim.
Sempre tive cisma com os tênis da Nike por causa daquele que tem as molas, um atentado aos pés. Mas mudei de ideia ao conhecer a linha Lunar: Lunar Fly, Lunar Glide, Lunar Eclipse. Leves, mas mantendo amortecimento, são ótimos  inclusive para correr na praia, não aderem, e fiz trilha com eles, não escorregaram também. E o preço é muito bom. Defeito? provavelmente não vai ter a mesma durabilidade do meu Asics, mas como o preço é menor, é boa relação custo-benefício.
Também gosto da Saucony, mas é um tênis mais duro.
Como não sou patrocinada por nenhuma marca, não ganho para falar bem (nem mal) de nenhum, só passo a minha experiência. E isso é muito individual.
Os tênis minimalistas, que estão na moda, pregam o oposto do que falei até agora, porque buscam justamente aproximar o corredor do solo, manter a passada o mais natural possível e próxima da corrida descalço. Ainda tenho certa resistência a eles, porque acho que tantos anos de pesquisas na busca das melhores tecnologias de amortecimento (para não forçar coluna, joelhos, etc), não podem ter sido em vão, se simplesmente voce poderia apenas correr descalço. Ainda não me convenceram, ainda mais aquela "luva de pés" (que ainda por cima é feio demais).
Pelo que li, os atletas de alta performance podem se dar muito bem com os tênis minimalistas, porque já correm numa pisada natural, e fazem isso há muito tempo.
Mas uma pessoa acima do peso, que começou a correr agora, justamente para emagrecer, e ainda vai se conhecer como corredor, não deve arriscar, melhor procurar um tênis com bom amortecimento, porque para os iniciantes tem que estar tudo certinho para não desanimar. E uma dor no joelho no primeiro mês de treino desanima qualquer um.
Então minha dica é: experimente o máximo possível, e não vá atrás do seu amigo que comprou um tênis ótimo e barato sem provar o calçado, porque cada corredor tem suas características individuais, os pés são diferentes. Se tiver um amigo que vai para os EUA em breve, e é daqueles que trazem encomendas (só os muito especiais fazem isso, né, Simone?), vale a pena pedir um, porque a diferença de preço é absurda. Mas sugiro fazer o seguinte: vá em alguma loja, prove os modelos que te interessam, e escolha o que o amigo vai trazer, porque ele não pode ter essa responsabilidade.
Se não dá, as lojas da internet (Procorrer, Centauro, etc) têm ótimas condições de pagamento também.
E quando chega aquele tênis que escolhi cuidadosamente, com aquele cheirinho de novo, pareço criança na noite de Natal, feliz, feliz, e o melhor: dá uma vontade de sair para correr naquele instante, anima demais! Quem sabe isso acontece com voce também?!