segunda-feira, 30 de abril de 2012

Track & Field em Floripa


Eu já tinha listado essa prova como uma das imperdíveis, e não é só pelo kit. Mas o kit é lindo e ótimo, e merece comentários. Camiseta T&F, ou seja, malha excelente (Preta com dourado este ano), par de meias da mesma marca, e este ano não tinha boné nem viseira, era uma toalhinha e cadarço com elástico para os tênis (vou aprender como usar e depois conto). Tudo na sacolinha patrocinada pela Caixa, feita com plástico de garrafa pet. Ponto para eles. É cara a inscrição? Depende. Com os R$ 80,00 que paguei, não compraria a camiseta, toalhinha, meia e cadarço. Então, não acho caro.
A entrega do kit é ótima, porque é na loja do shopping, durante três dias antes, ou seja, não há tumulto nem correria, e é gente que conhece os produtos que separa e entrega.
A entrega do chip começa cedo, então também não forma quase fila.
Depois de um sábado super chuvoso e frio, tinha gente pensando em desistir, que eu sei. Mas o domingo amanheceu gostoso, um nubladinho com cara de que ia aparecer o sol, que de fato nos brindou já no final da prova.
Tem 5km e 10km de prova. O mesmo trajeto, de modo que quem correr 10km dá duas voltas, que é uma coisa que não curto muito.
Mas o trajeto é plano, na avenida beiramar norte, saindo da frente do Shoppíng Iguatemi, então eu considero a prova ideal para uma estreia por quem estiver começando a correr.
Muita gente bonita,  banheiro dentro do shopping, e ainda tem o espaço kids, onde eles cuidam das crianças durante a prova, e mesmo os filhos de corredores que não ficarem lá direto ganham a camiseta idêntica da prova. É a segunda do Arthur, e ele adora, se sente incluído.
Largada pontual, coisa rara, e além de divisão por tempo, havia marcadores de ritmo durante a corrida, que eu acho muito interessante, principalmente para quem não tem gps para saber a velocidade. Voce mira no sujeito com a camiseta 5', 5'30'', e vai sempre com ele, que mantém seu pace.
A largada, como qualquer prova maiorzinha, é aquela confusão, muita gente junta, e nem todo mundo respeita o seu "curral", mas como é na larga avenida, rapidamente o povo se espalha e já abre espaço.
Sendo  prova de estreia de muitos, tem gente que chega a caminhar em algum ponto do percurso, por isso é importante que haja espaço para todos.
E é daquelas provas em que voce encontra todo mundo conhecido, muito bom. A vantagem do percurso é que dá para ver um monte de gente durante e prova, fica todo mundo berrando o nome do amigo, mandando beijo, é bom demais, parecia campanha!
Encontrei várias pessoas especiais, como minha ex-aluna e para sempre amiga Marly, terminando sua primeira prova, superação total, fiquei muito orgulhosa. O fotógrafo Ricardo, fazendo 5km pela primeira vez, com aquela cara de quem se encheu de endorfina no final...medalha no peito...
Quanto a mim, eu tenho o objetivo de baixar meu tempo nos 10km, e o objetivo próximo era para menos de 47'. Achei que essa era uma boa prova. De novo.
Mas na semana passada tive dor de garganta, acho que gripei, não fiz os treinos que estavam na planilha, trabalhei muito (já que não conseguia treinar quase), fiquei bem cansada, e sem empregada...enfim, foi tudo mais difícil. Ah, sim, e não tomei o remédio direitinho (coisa feia).
Então tive que reduzir a expectativa. Como eu digo, quero correr sempre, então não posso me acabar por uma prova, que não é mais importante do ano.
Nossa delegação foi a maior possível, era gente de laranjão para todos os lados, e isso ajuda bastante a estimular.
Ainda tive quem me puxasse,  gritos de incentivo do outro lado da pista, e um desafio...e isso foi bem importante, porque foi sofrida a prova. Minha respiração estava difícil, tive até umas tosses, e me sentia terrivelmente cansada por causa do corpo debilitado.
Mas fui. Não estava calor, nem frio, nem chovendo, então não dava para ficar reclamando e lamentando. Terminei em 48'04 segundo a organização (ou seja, objetivo adiado totalmente), 3º lugar da categoria e 16º entre as mulheres. Está ótimo para as condições do dia. Na hora que terminei achei suficiente, depois achei ruim o meu tempo, depois que vi o resultado final fiquei feliz de novo. Porque é assim mesmo.
Como T&F é prova super alto astral, a mega empolgada Rita tinha levado até espumante, brindamos todos da equipe no final, uma delícia!
Agora é treinar para a próxima. No meu caso é a meia de Balneário Camboriú, que pretendo fazer em dupla, tem um baita morro para subir, vambora. Mas também tem percurso de 5km para fazer, e lá é bem gostoso.
Para quem não compete, agora é treinar. Pensando no objetivo, qualquer que seja. Vamos falar sobre isso esta semana.





quarta-feira, 25 de abril de 2012

Corri a meia-maratona de NY!

Era uma sexta-feira, e depois do almoço eu abri o site correr pelo mundo, que adoro, só para ficar me deliciando e desejando as provas que quero fazer em outros países. Normal. Então abri o link da meia maratona de NY, e era o último dia de inscrição para o sorteio de uma vaga. Sim, sorteio da vaga, porque as vagas são limitadas, e existem algumas maneiras de adquirir a sua: participar das outras provas da NYRunners, ter índice comprovado, contribuir para a caridade (são várias instituições inscritas), vagas garantidas por uma agência de turismo cadastrada (eu não sabia, na época), e...sorteio das vagas remanescentes.
Nâo sei se era muita vontade, se foi a taça de vinho do almoço, mas me inscrevi para o sorteio. Voce paga uma taxa, que é abatida depois do valor da inscrição se for sorteada, e espera. E foi  que eu fiz, achando tudo muito divertido. Sim, porque nunca pensei que fosse ser sorteada.
Mas fui. Demorou mais de um mês para o sorteio, e eles não divulgam a data exata. Eu até tinha parado de pensar no assunto, e recebi o email: Congratulations!!
Eu nunca tinha corrido meia maratona. Já tinha entrado no mundo das provas de 10km com tranquilidade quanto à distância, mas acho que meu maior treino tinha sido de 12km, tido como longão até aquele momento. E para dizer a verdade, nunca tive muita vontade de correr 21km. Mas NY...
Eu adoro a cidade, adoro ir para lá, adoro tudo lá. Então correr lá tem, sim, tudo a ver comigo.
Só faltava treinar...hahaha.
Avisei ao meu treinador, e ele montou a planilha, porque eu tinha aproximadamente três meses para ficar pronta.
Era um treino bem mais pesado do que eu estava acostumada, e comecei em dezembro, quando todo mundo está reduzindo ritmo.
Corri dia 24 de dezembro, corri dia 31 de dezembro (com muitas buzinas passando por mim), corri o verão todo, corri no carnaval, segui à risca. Segui também as orientações da nutricionista, mais caxias do que nunca. É que já que era para ir, também não queria passar vergonha. Meu maior longo foi de 18km, que terminei me sentindo bem.
Comecei pensando em terminar a prova como objetivo. Mas na inscrição tem que dizer em quanto tempo pretende terminar, por causa do local da largada, e coloquei menos de duas horas. Então essa era a meta.
Acho a vida de "maraturista" maravilhosa, viajar para correr, correr para viajar...sonho!!
O pior era treinar no calorão de janeiro e fevereiro (em Blumenau, inclusive), sabendo que a prova seria no frio.
Marquei a viagem para sexta-feira anterior à corrida (que foi em um domingo), o que foi ótimo, porque pude descansar antes (programas mais calmos), e depois da corrida fiquei uma semana, só alegria. Recomendo.
Nas duas noites anteriores, macarrão com molho vermelho, e com cuidado para não comer nada muito diferente, passar mal do estômago estava fora de cogitação.
Meu bebê na época com pouco mais de um ano, ficou em Blumenau, com  minha amiga-irmã Simone. Não era nem lugar nem clima para ele ir, ninguém ia aproveitar direito, e era só uma semana, ele ficou super bem, melhor do que eu sem ele. Marido foi junto, e foi fundamental o apoio dele, logístico e emocional, porque no final a gente quer muito abraçar alguém que ama.
A prova é muito bem organizada, desde a retirada do kit. A fila funciona, está tudo em ordem, conforme o número de inscrição, e eles colocam em voce a pulseirinha de identificação, para ter certeza de que é voce que vai correr, e a cor define o seu "curral". Sim, é esse o nome, é daquelas largadas por pace. Se voce não chegar até determinado horário no dia da prova, larga com os mais lentos no final.
Na retirada do kit tem uma feira de artigos esportivos, o preço é ótimo, vale muito a pena. Comprei meu garmin mais barato, e muito gel de carboidrato (gostosos, nunca mais achei...).
No sábado, fiz o percurso do hotel até a largada, para ver o tempo que levava, considerando andar até a estação de metrô, caminhada até o local propriamente dito, tinha que pensar em tudo.
Separei a roupa para correr, tudo já conhecido (não se estreia roupa nem calçado em dia de prova): short (porque não gosto de correr de calça), top, manguito (de lã, emprestado do treinador), camiseta, meia de compressão, meia, casaco. Todo mundo me dizia para levar um casaco velho porque durante a prova tira e eles recolhem e levam para abrigos. Então tá.
No domingo, acordei cedão, tinha comprado coisas para tomar de café da manhã (o mais próximo do que a nutri mandou), e lá fomos eu e meu marido. Achei melhor ir também de luvas, uma faixa na cabela para esquentar as orelhas, e o boné. Sim, inspetora bugiganga total. E o casacão por cima. Sim, muuuito frio. Dois graus. Positivos, oba!
Tem guarda-volumes, deixei o casacão e a calça que estava por cima lá. Mas levei e deixei junto uma muda de roupa, completa, inclusive meias, para depois da prova, porque não sabia como estaria, e quanto tempo levaria para voltar ao hotel. Melhor prevenir.
Eles controlam para ver se voce vai para o curral certo, tem banheiro químico (muita vontade por causa do frio), e a largada é no horário. Para o pelotão quenia lá na frente, para os mortais leva uns dez minutos. Tudo bem, a gente fica ali, todo mundo juntinho...15.000 pessoas correndo.
O frio era grande mesmo. Não tirei o casaco, não consegui. Nem dobrei o manguito. Só tirei as luvas, e ainda assim porque não conseguia abrir o gel de carboidrato. Levei dois quilômetros para começar a sentir minhas pernas. Mas não estava muito preocupada. Dei a maior sorte, deu sol, o dia estava lindo. No dia seguinte choveu, e depois nevou!!!
O percurso é maravilhoso, Central Park, sai  de lá (já comecei a chorar ali) e vai até o Times Square (mais choro), segue até a avenida que margeia o Rio Hudson e de lá seguia até o Battery Park, este ano mudou para o Seaport. Durante o percurso, bandas, cantores, DJs, até escola de samba tinha. A organização recomenda enfaticamente que não use fones de ouvido, e nem precisa mesmo.
A hidratação existe de verdade, copos abertos, e tem isotônico em alguns pontos, e gel em um deles. Segui o roteiro de hidratação e gel da nutricionista, e me senti bem a prova toda.
Correr no frio é totalmente diferente, porque voce não sente que está suando, até parece que não está, cansa menos, gostei.
Eu nem sou muito fã dos americanos, mas tive que reconhecer como eles valorizam essas provas. Muita gente nas ruas, incentivando, "go, runners", é muito legal.
Eu ainda não tinha gps, então ia confiando na marcação da prova, em milhas, enrolado para mim, mas eu tinha muita noção do tempo por quilômetro, e sabia que estava indo bem.
A chegada é algo à parte, voce vê o portal e tudo se transforma, e quando passa é indescritível. Sim, chorei muito (claro), aquela sensação de missão cumprida.
Recebi medalha, uma capa térmica, kit com água, maçã, e um biscoitinho, e aí percebe que, na verdade, suou. E o suor esfria, e a pessoa gela. Não havia o que passasse meu frio. Então troquei a roupa completa, casacão, e fui tomar um café bem quente, aí esquentou.
Foi uma das experiências mais legais que já tive, digo que foi uma das coisas mais sensacionais que já fiz. Comprei as fotos oficiais, vale muito a pena. A da minha apresentação no perfil do blog é de lá. Nao é linda, mas representa um momento muito importante na minha vida de corredora.
Passei a semana toda com a pulseirinha, porque várias lojas e restaurantes dão descontos para os corredores. Além disso, criei apego, não queria tirar. Depois do café, fomos procurar um lugar para o brunch de domingo, comemorando com "mimosa", bebida de espumante e suco de laranja, delícia.
Mas confesso, não adorei correr 21km. Continuo preferindo provas menores, até porque não tenho tempo para treinar direto para meia maratona. Pareço metida, mas só pretendo correr meia maratona quando for uma prova especial, que para mim significa fora do país, porque aí vale o empenho (para viajar e para correr). Claro que voltei pensando na de Paris, de Berlim, todas as grandes, mas isso vai ser mais para frente.
Ah, sim, terminei a prova em 1h56min23seg, honroso 4291 lugar. Primeira terça parte dos corredores. 1547 entre as mulheres, e 203 na faixa etária. Feliz demais!








segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sim, os tênis são diferentes...

E não dá para usar qualquer um para correr. Parece frescura, conversa de marca de tênis para vender, mas não é. O tênis errado ou de má qualidade pode causar problemas nos joelhos, coluna, lesões...camelô, por exemplo, nem pensar.
Eu não sabia nada sobre tipo de pisada, tênis para treino, para prova, minimalista, tudo o que existe. E ainda sei muito pouco. Mas procuro me informar, porque descobri que realmente faz diferença para o rendimento e para o conforto, durante e depois da corrida. Nâo tem graça passar dois dias sofrendo com bolhas nos pés.
É útil saber o tipo de pisada. Acredito que existem duas maneiras melhores do que aquela indicação caseira de pisar o pé molhado em um jornal e pagar o mico de ficar tentando decifrar a pisada. A primeira é buscar uma loja de artigos esportivos que tenha o equipamento adequado. É rápido e funciona. Algumas filiais da Centauro têm, e no stand da Adidas no local do kit do Circuito das Estações também, e é de graça fazer o teste.
A outra opção, se voce tiver um treinador de corrida, é pedir para que filme você correndo na esteira, por trás, porque assistindo juntos vocês perceberão facilmente o tipo de pisada, além de ver outros "defeitos" de movimentos que podem tentar corrigir.
Sem aprofundar o assunto, a pisada pode ser supinada, neutra e pronada. O supinador pisa para fora, o pronador pisa para dentro, e o neutro pisa com a parte inteira da frente do pé (tem um desenho bem explicativo no site www.tenisdecorrida.com.br). Então, enquanto não souber o tipo de pisada, o mais garantido é usar um tênis para pisada neutra, o que é ótimo, porque são muitos os modelos.
O tênis tem que ser específico para corrida, por causa do amortecimento, da flexibilidade, e até do peso. A corrida é um esporte de impacto, então força articulações, joelhos, calcanhar.
E sim, existem tênis para correr que não são caros.
O ideal é ter um tênis para treinos e um para provas. E quem faz bastante trilhas, deve procurar um mais específico também.
O tênis para treinar é aquele que não machuca, confortável o suficiente para usar por um bom tempo, e que voce não fica louco para tirar quando termina o treino. Se você corre todos os dias (o que já não acho boa ideia para quem é amador), tem que ter dois tênis, para alternar o uso, não só para não deformar, mas porque o cheiro dentro vai ficar insuportável...
Para provas, normalmente se escolhe um tênis mais leve, que auxilie no desempenho, mesmo em provas mais longas como meia maratona.
Quando for escolher o tênis, não tem jeito: tem que experimentar, dar uma caminhada na loja, de preferência até uma corridinha, sem pressa para escolher, mesmo com cara feia do vendedor. Com o tempo, você vai conhecer melhor os seus pés, sua pisada, suas características durante a corrida.
As revistas especializadas costumam trazer, ao menos duas vezes por ano, uma seleção de tênis para corrida, escolhidos entre os lançamentos das marcas mais famosas. Essa seleção é bastante útil, e é feita conforme o tipo de pisada. Este mês tem na Contra Relógio. 
Qual a melhor marca? E qual o melhor tênis? o que fizer voce se sentir mais confortável, o que não machucar, o que te ajudar no impulso da corrida.
Alguns são liiiiindos, mas não se consegue correr mais de dois quilômetros porque faz bolha atrás, no calcanhar, ou aperta os dedos na frente, ou simplesmente não é para a sua pisada e voce fica com dor nos pés.
Outros são meio sem graça, mas quando você começa a correr, parece que está pisando em nuvens. Fica com o feio.
Eu adoro comprar tênis, ah, se tivesse mais verba...
E vou experimentando. Meus pés são finos, então eu calço normalmente 36, e o tênis tem que ser 37 (recomenda-se que o tênis seja um número maior do que o que normalmente usa. No caso da numeração americana, às vezes meio número é suficiente).
Uma amiga adorou um tênis que era largo na frente porque não apertava os dedos dela (pé gordinho). Pois é, meus dedos ficaram dançando dentro do tênis, e fiz bolhas. Em compensação, ano passado, na Maratona de revezamento do Beto Carreiro (delícia de prova), como estava chovendo bastante, resolvi ir com um tênis velhinho, que era 36. Péssima escolha, quando terminei a prova a unha do dedão já estava roxa, doía muito, e perdi a infeliz alguns meses depois.
Em relação às marcas, eu usava um Mizuno quando comecei a correr, e parecia bom. Até eu experimentar um Asics, que encaixava muito melhor, e era bem mais macio. Desde então, nunca mais me acertei com nenhum modelo da Mizuno. E eu provo de vez em quando.
Gosto tanto do meu Gel Kayano 17 da Asics que tenho dois. Iguais. Coisa de virginiana. E ele suporta treinos longos, de tiros, provas...Diz o fabricante que o modelo 18 está mais leve, o que o aproximará da perfeição para mim.
Sempre tive cisma com os tênis da Nike por causa daquele que tem as molas, um atentado aos pés. Mas mudei de ideia ao conhecer a linha Lunar: Lunar Fly, Lunar Glide, Lunar Eclipse. Leves, mas mantendo amortecimento, são ótimos  inclusive para correr na praia, não aderem, e fiz trilha com eles, não escorregaram também. E o preço é muito bom. Defeito? provavelmente não vai ter a mesma durabilidade do meu Asics, mas como o preço é menor, é boa relação custo-benefício.
Também gosto da Saucony, mas é um tênis mais duro.
Como não sou patrocinada por nenhuma marca, não ganho para falar bem (nem mal) de nenhum, só passo a minha experiência. E isso é muito individual.
Os tênis minimalistas, que estão na moda, pregam o oposto do que falei até agora, porque buscam justamente aproximar o corredor do solo, manter a passada o mais natural possível e próxima da corrida descalço. Ainda tenho certa resistência a eles, porque acho que tantos anos de pesquisas na busca das melhores tecnologias de amortecimento (para não forçar coluna, joelhos, etc), não podem ter sido em vão, se simplesmente voce poderia apenas correr descalço. Ainda não me convenceram, ainda mais aquela "luva de pés" (que ainda por cima é feio demais).
Pelo que li, os atletas de alta performance podem se dar muito bem com os tênis minimalistas, porque já correm numa pisada natural, e fazem isso há muito tempo.
Mas uma pessoa acima do peso, que começou a correr agora, justamente para emagrecer, e ainda vai se conhecer como corredor, não deve arriscar, melhor procurar um tênis com bom amortecimento, porque para os iniciantes tem que estar tudo certinho para não desanimar. E uma dor no joelho no primeiro mês de treino desanima qualquer um.
Então minha dica é: experimente o máximo possível, e não vá atrás do seu amigo que comprou um tênis ótimo e barato sem provar o calçado, porque cada corredor tem suas características individuais, os pés são diferentes. Se tiver um amigo que vai para os EUA em breve, e é daqueles que trazem encomendas (só os muito especiais fazem isso, né, Simone?), vale a pena pedir um, porque a diferença de preço é absurda. Mas sugiro fazer o seguinte: vá em alguma loja, prove os modelos que te interessam, e escolha o que o amigo vai trazer, porque ele não pode ter essa responsabilidade.
Se não dá, as lojas da internet (Procorrer, Centauro, etc) têm ótimas condições de pagamento também.
E quando chega aquele tênis que escolhi cuidadosamente, com aquele cheirinho de novo, pareço criança na noite de Natal, feliz, feliz, e o melhor: dá uma vontade de sair para correr naquele instante, anima demais! Quem sabe isso acontece com voce também?!








quarta-feira, 18 de abril de 2012

Eu sei porque eu corro!

Essa é a minha cara no final do segundo trecho da Volta à Ilha, aquele que foi bom. É por ficar nesse êxtase que eu corro. É por saber que vou ficar assim que vou mesmo nos dias de preguiça.
Bom é descobrir que não sou maluca (pelo menos não sozinha) por me sentir e pensar assim. A monja Coen, que tem 64 anos, deu uma entrevista para a Revista O2 sensacional, vale a pena ler. Ela começou a correr, e gostei deste trecho: "...porque o corpo saudável é a mente saudável. A mente e o corpo não estão separados, eles são uma unidade. Quando voce trabalha o seu corpo, está trabalhando sua mente".
Finalizando a Volta à Ilha, ficamos na honrosa 146ª posição nas categorias de participação, dentre as 241 que completaram e não foram desclassificadas (contei 23 desclassificadas). Fizemos a prova em aproximadamente 13h35', mas como tivemos uma penalidade de quinze minutos, o resultado líquido foi 13h50'41'', muito bom.A equipe campeã (competição) fez em 8 horas e pouquinho, quase chegamos lá, hahahaha!! Por essas e outras estamos na participação apenas...
Finalizaada a prova, vamos aos próximos desafios. Dia 29 tem Track and Field em Floripa, 5km e 10km, percurso plano, excelente e funcional kit (nao é só lindo), e tem que se inscrever logo. Só devo dizer  que, sendo o mesmo percurso do ano passado, não tem quase vista para o mar, só mangue.
Dia 13 de maio tem meia maratona de Balneário Camboriú, cujo percurso tem subida, mas a boa notícia é que dá para fazer em duplas, e tem prova de 5km.
Ainda de bom para este mês, recomendo a leitura da Revista Contra Relógio, com reportagens muito interessantes sobre provas importantes como a meia maratona de NY e a meia maratona de Paris, entre outras.
E para terminar por hoje, mais monja Coen: "Os olhos veem, os ouvidos escutam, as narinas cheiram, a lingua sente. Chega um momento em que a corrida é isso. Voce pode até estar conversando com alguém, mas tem um momento que o silêncio acontece. Quando isso acontece, é a mesma coisa que na meditação verdadeira: voce entra em alfa."
É por isso que eu corro!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Que prova!!


É muito difícil definir a Volta à Ilha. O mais próximo é: UAU!!
19 seções, 400 equipes, 3700 altetas de toda a parte.
Uma das coisas que aprendi desde o ano passado nessa prova é a reduzir o espírito competitivo, porque você está pela equipe e para a equipe. E no nosso caso, equipe de participação, então é só corrida contra o tempo, já que temos horário para terminar. Mas não tem como ficar querendo ultrapassar as pessoas, marcar tempo bom, nada disso, porque tudo pode acontecer, são muitos os imprevistos.
Bom, para começar, as largadas são várias, começando às quatro e quinze da manhã, e as equipes largam de quinze em quinze minutos, conforme o tipo de equipe, digamos assim, que a organização define. É ótimo, funciona muito bem porque não tem tumulto. Este ano largamos às seis horas, até que foi tarde.
Ano passado meu filho era muito pequeno, e a largada foi mais cedo, não consegui estar lá na hora. Mas adorei, não perco mais. É muito legal. Primeiro, porque os atletas estão indo para lá, em grupos, ainda é noite, e está todo mundo sorrindo. E também porque é muito incentivo para o primeiro atleta ter os companheiros lá. Na hora nem estava chovendo, mas ao longo do dia tivemos momentos de chuva, nada muito forte.
Com essa largada em ondas, é praticamente impossível voce saber em que posição a sua equipe está ao longo da prova. Ou seja, mais uma vez, esquecer o espírito competitivo.
Nós nos organizamos na medida do possível, o Rodrigo é nosso coordenador, batalhou por mais patrocínio, nossa camisa ficou bonita (e suuuuper discreta, como podem ver na foto...kkkk), ele soube dividir bem os trechos, fizemos reunião, eu me ofereci para fazer almoço (salada de macarrão, com sustância, sem essa de sanduíche), e todo mundo treinando.
Outra característica da prova: por mais que voce ache que conhece os trechos, sempre podem estar diferentes. Se der sol é de um jeito, se chover é de outro, se cair o vento sul é diferente também. Exemplo: tem muita areia fofa nos trechos. Em alguns, como choveu no dia anterior, a areia ficou batida, muito mais fácil. Mas no Morro do Sertão, o trecho considerado mais difícil da prova (pela organização), quando chove...fica beeeem pior.
E então fomos nós. Preparei as marmitas do almoço e fui para o posto de troca do meu primeiro trecho, o 7, que foi um trecho novo, não tinha ano passado, então não havia referências.
Mas estava lá: muito, muito difícil, na descrição.
Era muito, muito, muito, muito mais difícil do que eu imaginei. Meu consolo é que vi desespero em muitos olhos além dos meus!
Começava bem, até o sexto quilômetro era praia, calçamento, asfalto, eu estava bem, bom pace, apurando o passo porque sabia que na trilha do morro não conseguiria ter velocidade.
E então chegou a trilha. E era de chão batido que choveu, com pedras, e estreita. E sobe. Sobe. Sobe. Eu não olho lá para cima, só olho para o que está acima do nariz, para não desanimar.
Era bem pior do que a trail running, porque era mais íngreme e mais longa, não terminava nunca. Para quem conhece Floripa, era o morro da Praia Brava, mas pelo morro mesmo, que quando a gente olha parece só mata com árvores.
Eu até subi bem, porque não me estresso em subidas, não penso muito e vou indo. Muita gente parava para descansar, mas eu não parei, não senti necessidade e tenho medo de depois ficar paralisada.
Mais ou menos na metade da subida estavam três bombeiros, estilo paramédicos. Que beleza, tudo o que eu queria era a certeza de que a própria organização da prova sabia que era meio kamikaze o negócio.
E então vem a descida...que para mim é bem pior, já disse que sou medrosa, e lá era muito forte, muitas pedras, escorregadio demais por causa da chuva. Começa a dar uma tristeza, porque aqueles que descansaram na subida, que eu passei, que eu tinha ultrapassado láááá na corrida no asfalto, estão vindo, passando por mim, pedindo licença, gente aos pulinhos, lépidos, e eu toda atrapalhada naquela lama com pedra com folhas no chão.
Parecia que não ia terminar nunca, uma vontade de chorar...mas não chorei até chegar e entregar para o próximo da equipe.
Quando saí da trilha, era descer o resto do asfalto e terminar na praia,  eu estava muito acabada. Minha maior frustração é a queixa de sempre, e tenho que realmente aprender: eu não conseguia correr, e eu gosto mesmo é de correr. Quando entreguei, estava cansada de tudo, e chorei um bocado, além de xingar o mundo todo, coitado do Rodrigo que escolheu o trecho para mim.
Logo em seguida vim a saber que muita gente se machucou, cortou pescoço, braço, perna, gente que rolou, e eu lá, inteirinha, graças à minha, digamos, cautela...rs
Na hora que terminei, devo confessar que pensei que não queria nunca mais correr, que não iria aguentar o novo trecho à tarde, que tinha sido a última, que a equipe iria se desclassificar...
Mas nada foi assim. E eu fui me recuperando, almocei, beijei um pouquinho meu bebê, e lá fomos nós (eu e marido motorista, coitado), para o posto de troca na Praia da Armação, morro das pedras. Pelo menos este trecho era o mesmo do ano passado, só que eles aumentaram a parte inicial de areia fofa. Sinceramente, àquelas alturas, nem parecia ruim.
E eu corri bem. Mantive meu pace, respiração encaixada, pernas se movimentando a contento, muito bom. Nada como um péssimo primeiro trecho para valorizar o segundo. E cheguei ótima, o Charles me esperando para fazer o morro do Sertão, e eu feliz com meu desempenho, a foto acima é com a Juju, minha enteada, depois desse percurso. Ela, aliás, foi super parceira o dia todo.
Dali fui para o aeroporto, outro posto de troca, para ver se estava tudo ok, se precisavam de algo. E fui para o último posto de troca com a Rita, a corredora do último trecho, super parceira. E na hora decidi que ia correr com ela. O pace dela não é alto, estávamos meio temerosos com o tempo para finalizar a prova (são detalhes para outro post, mas para esse eu preciso de autorização do grupo porque não foi comigo que aconteceram as coisas sinistras da prova), e eu me sentia muito bem.
Acho que eu tinha medo de perder a chegada, como aconteceu ano passado.
E então fomos. Eu, Rita e Amanda, que também resolveu acompanhar.
Lindo percurso, baía Sul em Floripa, vista para a ponte Hercílio Luz e o mar direto, ventinho sul para refrescar, e as três juntas bem contentes correndo.
A chegada é realmente emocionante, todos da equipe vêm ao encontro de quem está correndo, e passam todos juntos pelo tapete vermelho, tem muita gente vendo, o locutor anuncia a equipe, fala todos os nomes, e depois entregam as medalhas. A medalha é linda linda linda!!! E a sensação é a melhor possível.
Acho que vou ter mais o que falar da prova, mas queria logo compartilhar.
Muito obrigada ao Rodrigo por me chamar de novo, à Amanda pela organização, e em nome deles agradeço a toda a equipe Master Fiedler Adventure pela nossa maravilhosa aventura. Que venha a próxima!!








terça-feira, 10 de abril de 2012

Volta à Ilha, oba!!

Como eu já tinha mencionado, dia 14, sábado,  é a Volta à Ilha, uma prova de revezamento em Floripa. Mas antes de falar da prova, quero falar sobre grupos de corrida.
A corrida é democrática. Pode correr sozinho, pode correr com alguém.
Eu corria sozinha. Sempre achei ótimo, porque é o meu momento, quando posso esvaziar a mente, permitindo que boas ideias entrem nela, já solucionei vários processos durante treinos na rua, lembrei onde tinha guardado coisas ja tidas como perdidas, aniversários, me conectei com as batidas do meu coração e minhas passadas, enfim, é quando sou só eu.
Mas ano passado, treinando para a meia maratona de NY, já fiz alguns treinos com outras pessoas, os mais longos. E gostei. Conheço gente que detesta, e gente que só se animou a começar a correr porque era em um grupo. Correndo o risco de ser meio brega, é uma maneira ótima de fazer amigos, e com muitos pontos em comum.
Depois que voltei de NY  fui convidada para integrar a equipe da Volta à Ilha, uma equipe de participação, ou seja, não estávamos competindo. Ainda assim, tem tempo máximo para completar a prova.
Meu treinador que me convidou, voto de confiança total, para ocupar o lugar da esposa dele, querida amiga Amanda, que tinha se lesionado e não poderia correr os trechos que planejou. Ou seja, minha vaga era temporária. E eu nem conhecia bem o grupo todo.
Para dizer a verdade, não sei dizer exatamente quando isso aconteceu, mas de repente, lá estava eu, participando de treinos com o grupo, que já era maior do que a equipe da Volta à  Ilha, e desde então, só vem aumentando o número de integrantes e o vínculo que nos une. Tem a hidratação durante e no final dos treinos e das provas, as fofocas durante (mulher é assim, duas coisas ao mesmo tempo), os imprevistos, a hidratação etílica especial em dias especiais...
Depois de algum tempo treinando muitas vezes sozinha, e algumas em grupo, sei que gosto de correr com mais pessoas em treino longo. Há algumas semanas, por exemplo, tenho absoluta certeza de que só corri 16km porque estava com um pessoal muito animado e parceiro. O treino da planilha era de 12km,  e alguém me disse: "quem corre 12km, corre 16km". E foi ótimo, obrigada, Yan e Leo.
Mas só sei fazer treino de tiros (alta velocidade e pouca distância, com intervalo de descanso)  sozinha, e na esteira, bem sob controle absoluto mesmo. Na semana passada corri com o "queniano loiro" do meu grupo, e me deu um gás danado, ele é ótimo para puxar a gente. Mas só eu e ele, e na esteira, um ao lado do outro, chegando a lugar nenhum, kkkkk!
Na verdade, quando voce corre em grupo, na minha opinião, é mais difícil evoluir, porque voce não quer ser o último, normalmente, mas não vai querer passar todo mundo e ficar sozinho lá na frente, porque perde um pouco  do objetivo. Então, os treinos ficam parecidos, o pace parecido. Variam a paisagem, o percurso, e é beeeem mais fácil completar o trecho.
Claro, correr com rapazes e conseguir manter o pace com eles é bom demais. Mas às vezes tenho a nítida impressão de que eles estão sendo gentis em me acompanhar.
E quando o grupo é grande, não adianta, não dá para correr todo mundo junto, vão se formando os pelotões, e isso sim é ótimo, porque voce vai encontrando "a sua turma" dentro do grupo.
E então vem a Volta à Ilha. Na prática, os meus percursos eu corri sozinha, claro. Mas eu sabia que tinha alguém me esperando e contando com o meu tempo para iniciar seu trajeto, e isso me fez dar o melhor de mim. Não pude dar o apoio necessário a todos, oferecer carona, estar presente na largada, porque meu filho era muito pequeno ainda, mas este ano quero participar mais.
Sim, eles gostaram de mim, e fui integrada à equipe para este ano!!  Vou fazer dois trechos, o 7 e o 15, classificados pela organização como "muito, muito difícil" e "difícil", respectivamente. Depois vou contar como foi...
Mas devo dizer que o melhor de tudo é que este ano não tenho apenas parceiros de corrida, tenho amigos, porque o grupo se fortaleceu, e me integrei. E sinceramente, isso tem sido muito importante para mim, são amizades preciosas.
Chega de emoção. Estou doida para falar de tênis de corrida e planilhas, até amanhã! 








quarta-feira, 4 de abril de 2012

Apetrechos para corrida

Eu digo que a corrida é fácil de praticar porque só precisa de um tênis. E de protetor solar. Mas com o tempo, realmente comecei a achar que precisava de mais umas "coisinhas"... É só dar uma olhada: tem o boné, tem o óculos, tem o relógio esquisito, tem coisas presas na minha cintura...e nem estou usando meias de compressão nem ouvindo música no ipod dessa vez.
Quando comecei, nem relógio eu usava, e como já falei, tentei o frequencímetro, mas não nos entendemos.
Quando corri a meia maratona de NY, só sabia o que já tinha percorrido pela marcação na prova, aliás, perfeita, como tudo lá. Muitas provas que eu fiz tinham apenas a marcação dos 5km, e algumas, nem isso!
Então descobri o gps...como é bom saber bem certinho a distância percorrida e o pace. Não sei usar nem metade de tudo o que o meu querido Garmin me oferece, mas ele me diz a quanto estou e o que já corri. Depois os dados são transferidos para o computador, e posso comparar cada quilômetro do treino, ver o pace médio, ai que brincadeira divertida!! Mas não é só isso, é ótimo para avaliar o treino e a prova, e com isso planejar os próximos.
Não gosto de prender o número na camiseta, nunca gostei. Me atrapalho com os alfinetes, fica torto, me incomoda (devo ser muito chata). Então minha amiga Danielle ultrawoman trouxe um porta número para mim. Maravilhoso, prende como um cinto, me deixou mais confortável. Tem também o porta chip, vou experimentar.
Nem sempre corro ouvindo música, depende da prova, do meu humor, da distância...Nas provas em trilhas e praias, apesar da tentação, prefiro não usar, porque quero ouvir os barulhos, os outros, sei lá. Mas tem gente que só se move com música, então beleza,  tem mp3 para todos os gostos, e tem que prender, ou usar o porta-ipod, iphone, etc. Se é para ouvir musica, prepare uma boa play-list, porque ficar procurando a música certa também atrapalha na hora da prova, e distrai. Música para cantar junto nem pensar, guardo para o banho.
Meia de compressão é ótimo, funciona. Mas dá um calorão, então no verão...difícil. A polaina (sim, o nome é polaina, mas não parece com a de balé), que cobre só parte da perna, e não o pé, tenho gostado. Não é que precise usar, mas dá conforto para as pernas, principalmente em treinos longos e de subida. E ajuda na recuperação. Não, não fica bonito.
As meias, para correr, devem ser confortaveis, especialmente no calcanhar e na parte dos dedos, mas os kits com três das marcas conhecidas está ótimo. tem gente que passa vaselina entre os dedos, eu descobri um gel protetor de bolhas e calos que estou gostando.
Gosto de boné, segura o suor e protege não apenas do sol, mas também da chuva nos olhos. Mas me recuso a comprar, fico esperando os que ganho nos kits.
Os óculos escuros são próprios para corrida. Percebi que fazem diferença. São mais confortáveis, não apertam atrás das orelhas, e as tais lentes polarizadas são sensacionais mesmo. São caros, mas eu comprei um modelo masculino da Oakley que posso usar na rua também.
Os tênis merecem um post especial, muita coisa legal para dizer. Mas o principal é que não te apertem. E sejam próprios para corrida. Não é frescura, usar o tênis errado dá lesão.
Mulher tem que usar top firme para os seios. Não costumo falar de marcas, mas acho os da Adidas os melhores.
Short de corrida é muito individual, tem que ir testando para ver o que gosta. Embora a maioria dos homens use short solto, conheço vários que preferem as bermudas de ciclismo, mais firmes e com bolsinho (e que valorizam beeem mais quem usa, na minha opinião.
Eu achava que tinha que usar os shorts de corrida larguinhos com forro embaixo, mas nunca achei confortáveis. Gosto mesmo é de compressão, então agora uso os mais justos. Mas se as suas coxas se encostam, tem que usar o justo com um solto por cima, senão dá assadura mesmo. Tudo para ficar confortável e não desviar a atenção do que interessa: a corrida.
Não consigo correr de calça, mas este ano vou tentar de novo no inverno, uma de compressão. Em NY passei muuuuito frio porque fui de short.
A saia é fofa para as meninas, mas confesso que nunca tive muito respeito por quem usava em prova, até ver minhas queridas amigas de Blumenau usando e se saindo muitíssimo bem, obrigada, e a primeira colocada da trail running (eu fui a segunda), com sua saia cinza...
E a hidratação...eu não confio em hidratação de prova.
Na trail running, subi a pior trilha que imaginei sem nem um copinho de água, porque confiei que teria no percurso. Então aprendi. Sempre tenho pelo menos a minha menor garrafinha, que coloco dentro da minha menor pochete, feita de neoprene, que fica bem grudada no corpo e não cabe mais nada dentro, mal e mal a chave do carro e um gel de carboidrato. Agora tenho um cinto de hidratação que não fica rodando na cintura, vou testar, parece ótimo.
Vejam bem, muitas coisitas...
Ainda tem protetor de nariz (nunca tentei), fitas, muitos outros apetrechos e acessórios. Tudo custa dinheiro, mas é investimento no desempenho, se isso realmente fizer voce se sentir mais confiante e perceber a diferença.
Mas, sinceramente, queniano não usa nada disso. Usa as pernas. Longas pernas, e muita vontade de vencer.


terça-feira, 3 de abril de 2012

E quando não dá certo?

Eu sempre quis correr uma prova do Circuito das Estações Adidas. Parecia tão legal, tanta gente, kit lindo, medalhas que formam uma mandala se você correr as quatro estações, este ano o tema é o Cubismo, que adoro, a primeira prova era Picasso, lindo, percursos só de 5km e 10km, mas amador...
A organização pré-prova é ótima. A entrega dos kits tem um sistema que funciona, e principalmente, você recebe o que escolheu (minha questão de sempre sobre as camisetas) quando se inscreveu. Eba, baby look!!!
Eu não escolhi camiseta personalizada. Minha amiga que escolheu ficou lá esperando eles gravarem na hora. Não entendi. Se já escolheu e pagou na inscrição, deveria estar pronta. Peguei o kit para outra amiga (mediante autorização por escrito que eles retiveram, como tem que ser), e ela tinha comprado o boné, mas não me avisou, e não estava na sacolinha, também tinha que pedir na hora. Ops.
Tenho treinado forte, ou pelo menos estou tentando, e achei que era uma boa oportunidade para baixar meu tempo em 5km e não me cansar muito antes da Volta à Ilha, próxima prova. Péssima escolha.
É uma prova imensa, com muitos participantes, com uma largada só para as duas distâncias. Até existe uma divisão de largada por pelotão, mas, sinceramente, não me pareceu que o pessoal tenha respeitado isso, porque eu fui até o pelotão azul, o mais próximo do meu pace, e lá estavam casais de mãos dadas, pessoas mais velhas que só queriam largar na frente por causa do tumulto atrás, e pela horda de gente que ultrapassei no primeiro quilômetro, que não é o meu forte, acho que nem todo mundo entendeu o que era pelotão, pace, etc.
A largada era no Jockey Club de Curitiba. Eu tinha que largar aquecida, mas era impossível, porque não tinha onde correr lá dentro, pela quantidade de barracas, tendas de assessorias esportivas, e corredores, claro.
Mas para iniciantes é muito interessante, porque tem aquele astral todo de corrida grande, pessoas de todos os tipos, super democrática, como a corrida deve ser.
Só não é prova para fazer bom tempo. Pena que descobri lá, e não antes. Minha amiga Flávia, anfitriã em Curitiba, disse que a prova se equipara a uma balada, só que esportiva, ou seja, é para ver, ser visto, curtir a prova...
Na minha opinião, pela quantidade de inscritos, deveria haver premiação até o quinto lugar. Ideal mesmo seria uma premiação também por categoria, para empolgar mais o pessoal, um troféu, um chaveirinho Adidas, e já teria mais gente satisfeita.
Demorei mais de dois minutos para chegar no portal da largada, e na saída do parque para a avenida, dá aquela afunilada básica. Eu não sou exatamente miúda, então para ultrapassar tenho que tomar cuidado para não levar ninguém junto, e era muuuuuita gente para ultrapassar.
Cinco quilômetros é prova ultra rápida, tem que largar em velocidade run e apertar ainda mais o passo. Mas não deu certo dessa vez. Sorry, pessoal, fiquei nos 23'15'', bem longe dos 21' desejados.
Não bastasse isso, no site meu tempo está totalmente errado, tanto o bruto quanto o líquido, o que me faz pensar que eles leram o chip errado. 
Para completar, dormi pouco e mal na noite anterior, o que me atrapalha muito. Então, não era meu dia. É isso que quero dizer hoje. Nem sempre é o nosso dia. Não é para desistir nem desanimar. Pode curtir a fossa do dia (fiquei uma chata o dia todo), mas depois é pensar na próxima, e voltar para os treinos. 
Ah, o kit é realmente maravilhoso: camiseta perfeita, linda garrafinha, toalhinha no final da prova, sacolinha fofa. Mas não tem kit que compense o resto.