sábado, 15 de setembro de 2012

Viva la Republica Argentina? SIMMMM

Ah, saudades de escrever!!! Não tive mais tempo, e estou cheia de novidades (algumas já ficando velhas).
Vou começar pela mais recente...Fui correr a meia maratona de Buenos Aires, no dia 09 de setembro. Só tinha corrido uma meia maratona, a de NY, em março do ano passado, e como já escrevi, gostei mais por ser onde foi, do que propriamente pela distância, achei tudo muito demorado. Tanto que não tinha corrido 21,1km novamente desde então.
Mas gosto muito de Buenos Aires, e quando me disseram que o percurso era plano, fiquei tentada. Viagem curta, emendando com o feriado de 7 de setembro... Mas o maior impulso foi o convite da Simone para irmos juntas, como nossa "viagem de meninas" que planejávamos fazer há tempo. E ainda por cima para correr...perfeito!
Claro que tenho muita sorte porque meu marido não foge da raia e ficou com as crianças para que eu pudesse viajar os três dias. EEEEEE, brigadão, mor!
Foi uma experiência bem diferente da meia de NY. Embora meus treinos direcionados para fazer a distância não estivessem apurados como ano passado, de lá para cá corri muitas provas, e tenho mais experiência como corredora, além de conhecer melhor meu corpo e meus limites. Além disso, a parte de suplementação e alimentação pré e pós prova também já está mais incorporada à minha rotina.
Ah, e agora tenho o gps, que não tinha ano passado!!!
No sábado, já pedimos no hotel um taxi para ir para o local da largada, para garantir. Ainda bem, porque soube de muita gente que teve dificuldade para conseguir taxi na manhã da prova.
O problema do café da manhã sempre existe... No hotel começava às 7h, e sairíamos às 6h30min. Então, no sábado de manhã já pegamos uns pãezinhos e mel e levamos para o quarto. Segundo a Simone, estávamos exercendo nosso direito, já que o café da manhã do domingo estava pago e não íamos aproveitar adequadamente. E não é? Compramos um pacote de lombinho canadense, a proteína embutida mais inofensiva que encontramos, e suco de maçã. Tínhamos ainda banana passa. E foi isso que nos alimentou.
O kit? Pois então, ouvimos dizer que poderíamos ter dificuldade em conseguir a camiseta do nosso tamanho se fôssemos buscar só no sábado de manhã, que era o que teríamos que fazer. Então pedi para a querida Paula para buscar para nós, entregando o que era exigido. Tudo bem tranquilo. Obrigadíssima, Paula, mais uma vez.
A camiseta é linda mesmo, da Adidas, e a feminina é um pouco diferente da masculina. Dentro da sacola vinha ainda a nova linha da Gatorade, com a bebida pré atividade, com BCAA e tudo o mais (bem gostosa, foi o que tomei a caminho da largada), um para durante e o pós prova chamado recover, com whey (que também entregaram na chegada da prova, quente). Pena que, como não buscamos o kit, não pudemos personalizar a camiseta, o que era possível, e acho muito legal.
No domingo estava uns 7 graus quando fomos para a largada, frio, mas tolerável. Corri de bermuda, polaina de compressão, top, regata justa para aquecer mais e manguito de lã, com o qual fiquei a prova inteira. Tênis Vomero 7, ótimo, nenhum incômodo, e para isso o gel preventivo de calos e bolhas da Granado deve ter contribuído. Se tivesse corrido com luvas teria sido melhor ainda, minhas mãos ficaram congeladas até o final da prova. Frio nos ombros eu senti, porque é muito osso e pouca carne, mas nada horrível.
Tinha guarda volumes, mas com filas enormes, então, quando finalmente entregamos as sacolas, já estava na hora da largada, que efetivamente não atrasou, mesmo tendo muita gente ainda guardando as coisas.
E aí era aquela correria para tentar achar o "curral" adequado, conforme o pace. Eram poucas as divisões, e sem qualquer controle para entrar em cada um. Tá, uma bagunça. Mais de 15 mil corredores, precisa de mais organização.
É muito simples e já falei sobre isso: se a largada é bem organizada pelo pace, com bastante divisão, baias controladas, os rápidos largam na frente e logo estarão longe, sem gerar tumulto.
Do jeito que foi, meu primeiro quilômetro foi em 5'47", costurando pelas ruas, porque era tudo trancado, e nem todas as ruas são largas, então com frequência ao longo do percurso tinha aquela "afunilada", então manter o ritmo não era fácil.
Mas já vou parar de reclamar e falar do que era bom, que era a maior parte. Realmente, era plano praticamente todo o percurso, com duas subidas leves. E que percurso LINDO! É um city tour, passa por tudo que a cidade tem de mais bonito, Casa Rosada, Teatro Colón, Obelisco...
Quando saí daqui, tinha a expectativa de baixar o meu tempo nos 21km, para pelo menos 1h50min, quem sabe menos.
Lá, com o cansaço de andar, o vinho que não deveria ter tomado, mais a largada marcha ré... passei a achar que não recuperaria. E, sinceramente, de um ponto em diante, nem fiz mais questão, porque não queria era que acabasse nunca!
Os primeiros dez km nem senti, de tão gostoso que estava. Um rapaz argentino sem gps me acompanhou a prova toda, fomos marcando o ritmo um do outro, em silêncio, mas ele conhecia o percurso e ajudou bastante, além de não me deixar andar nos postos de hidratação (consegui tomar água sem caminhar!!!).
Os pontos de hidratação foram conforme o previsto, inclusive com isotônico.
Não cheguei a fazer tudo como a nutri e o treinador mandaram, eram três géis de carboidrato e só dei conta de dois (com o frio tenho dificuldade em digerir aquele negócio).
Lá pelo km 18, fiquei até triste porque ia terminar, e no 17 tinha batido um ventão!!! Estava com pace médio de 5'15"/5'20", e no estado alfa, de que as pernas vão sem cansar, rumo ao infinito. Poderia ter acelerado para baixar o tempo, mas estava tão bom o sol, a corrida, que pela primeira vez na minha vida de corredora achei bem melhor correr mais devagar e fazer aquele momento render o máximo possível (pois então, quem é essa?).
E assim fechei em 1h52', muito feliz, porque ainda baixei de NY (1h56"). Mais feliz ainda ficou a Simone, que fez em 1h50', para orgulho da nação!
Tinha o tal Gatorade recover no final, e muitos stands, que nem cheguei a entrar para ver. Mas sei que tinha massagem e alongamento com professor, por exemplo.
Triste foi conseguir taxi para voltar para o hotel, depois de correr, já com validade vencida... Demorou um bocado. Mas sempre tem um perrengue, nada grave.
Depois daquele banho quentinho que não tem preço, o almoço merecido da corredora, com a companhia perfeita e direito a panqueca de doce de leite argentino,  no restaurante perto do hotel que, para completar,  dava desconto de 30% para quem chegasse antes das 13h...uhu!!!
Desta vez gostei bem mais dos 21km, e fiquei com vontade de fazer outra em breve, não pretendo esperar mais um ano e meio, e aí vou baixar o tempo.
De resto, Buenos Aires estava linda como sempre, cara como nunca!