terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Que venha 2014!!

Então é isso. Já era. 2013 acabou. Quem correu, correu, quem não correu, só ano que vem. Oba, tem ano que vem!! E já começa daqui a pouco!!
Acho que a semana é boa para pensar no que a gente fez em 2013, tentar lembrar dos projetos e metas (aqueles da primeira semana de 2013), e ver o que deu certo e o que não deu. 
Quando pensar no que não conseguiu fazer, pense também se não exigiu demais. Ou se desejou sem um planejamento, sem um objetivo concreto. Uma coisa é ter o objetivo de emagrecer, outra é planejar a ida à nutricionista e pensar na atividade física que agrada. A resolução era correr, mas "não deu tempo". Quando resolveu correr, pensou em que horário faria isso? Correu duas vezes e odiou, vai continuar tentando ou quem sabe mudar o plano e fazer dança contemporânea?
Tem gente que  diz para mim: "meu projeto de ano-novo é correr como você, mas é tão difícil". Não, não. Corra como você, e não como eu nem qualquer outra pessoa! Simplesmente corra, e não olhe muito para trás! Toda mudança traz desconforto inicial, faz parte. Superado, pronto, o que quer que tenha sido iniciado vai se incorporar à rotina.
Se for correr, pense numa prova de corrida para fazer, sempre dou a dica, porque anima muito mais a treinar. 
Arrumando meu armário, organizei as camisetas das provas do ano. Foram 18 (na foto abaixo estão faltando a da Volta à Ilha, do Triathlon do Sagu e a da meia de Floripa, de manga comprida). Isso significa que meu projeto de 2013 de fazer uma prova por mês fracassou totalmente. Ops. Mas nessas camisetas estão também as de triathlon (duas, com orgulho), e de travessia (só achei a da Ilha das Cabras). E tem também as corridas de aventura e em equipe, como Volta à Ilha e k42. 
Olho para as camisetas, e, independentemente de serem feias, usáveis, lindas, cada uma me traz uma recordação diferente: melhorei o tempo, não consegui melhorar o tempo, fiz no exterior, o dia estava lindo, chovia horrores, estava doente, quebrei, ganhei trofeu...Todas as provas foram importantes em algum nível e me trouxeram aprendizado.
Devem servir agora para eu estabelecer o norte para 2014. O que eu quero para minha vida de atleta? Difícil responder, porque abri meu leque de opções com a natação levada mais a sério, a bike e o triathlon. Fora as distâncias. Continuo sendo, na essência, corredora. Sei disso porque é quando me sinto mais competitiva. Mas os novos desafios são tããão interessantes...quem diria que eu faria uma prova de triathlon?
Só que é como eu já disse: não é pensar no que eu gostaria de fazer, e achar que pode ser uma resolução/meta  para 2014. Tem que ser possível, dentro da minha rotina que inclui trabalho, marido, filho, casa. Estabelecer metas impossíveis gera inevitável frustração, e não estou nem um pouco interessada em ter isso no currículo do ano que nem iniciou ainda.
Tentei escolher a prova favorita do ano, a que me deu mais prazer, para me ajudar a definir o futuro, mas ainda assim é duro, porque foram emoções diferentes em cada uma: teve superação, resultado, desafio novo...
Prova rápida ou mais longa? Já consegui definir que provas de 5km me deixam infeliz. Pronto, uma a menos.
Continuo sem vontade de fazer uma maratona. Outro item a menos.
Já a meia maratona me interessa cada vez mais, acho que 16km (10 milhas) são show, a acredito nos meus 10km...eu acho...rs. Corridas de aventura? só bem selecionadas. Em equipe? Dupla é o limite para 2014. 
Secar ou continuar forte?
O que eu sei é que não sirvo para ficar parada, fico infeliz. E preciso de metas na corrida também, o triathlon ainda é um bebê na minha vida, estou na fase de conseguir concluir cada treino e cada prova e isso me deixar feliz. Fora o empenho que é levar a tralha toda para os lugares. Correr é prático, especialmente para as mães. Qualquer viagem que a gente faz é só levar um par de tênis que já pode se inscrever em uma prova, bom demais.
Pretendo pensar nos próximos dias sobre isso. Levando em conta o meu jeito competitivo, o prazer que o exercício me dá, as amizades que me proporciona, o tempo e o dinheiro que eu tenho disponível e que quero usar para isso, o que o Arthur fica mais feliz em me acompanhar, o que mantém minha família mais unida...
E pensar nisso, sinceramente, já é um prazer. Venha 2014, estou te esperando.
Desejo um ótimo e produtivo 2014 para os leitores do blog, obrigada pela companhia, foi uma honra saber que cada um tirou um pedaço do seu tempo para ler meus desabafos e minhas alegrias. Compartilhar é a melhor parte. E saber que posso servir, de algum modo, como exemplo positivo, é muito gratificante e muita responsabilidade.















quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Espírito Natalino

Não sou uma pessoa muito natalina. Gosto de avisar porque isso explica o fato de eu não ficar mandando lindos votos de Feliz Natal para todo mundo, com figuras e desenhos, por todos os meios possíveis: facebook, sms, whatsapp, etc.
Acho que este foi o primeiro ano em que não fui correr no dia 24, final de tarde. Costumo ir, para relaxar e ja aplacar a culpa da comilança que geralmente me aguarda.
Não fui porque ajudei minha mãe com os complementos da ceia (fiquei encarregada da salada-oba-, arroz com amendoas e espumante - sim, muito chique-, e uma torta de panettone com sorvete - tãããooo difícil), e estava calor demais, não tive forças.
Tive um tempinho para pensar no espirito natalino e a corrida. Porque o resto todo mundo já sabe, escreve e deseja. Como aqui nosso assunto é esse, quis focar, até para exercitar esse negócio de Natal que todo mundo adora, e que para mim é estranho desde que não tenho meus avós vivos - e aí já se vão quase vinte anos. 
Na verdade, sempre me pareceu estranho eleger um dia para que a fraternidade, solidariedade e amor ao próximo estejam realmente presentes e sejam importantes. Sim, o símbolo é necessário para a lembrança, especialmente porque celebramos o nascimento de Jesus. Mas isso faz parte da minha cisma com os dias especificos, como dia da Mulher, etc. 
Pensando em tudo isso, cheguei à seguinte conclusão: na vida do corredor, o espírito natalino está nos pequenos gestos, porque, como já disse antes, a corrida e um esporte solitário, mas também é solidário e de muita parceria e amizade.
Fraternidade e solidariedade? 
Estão: naquela prova em que você quebra total e um amigo que está melhor do que você resolve te acompanhar para você não parar; no parceiro que te acompanha no último km de corrida do primeiro triathlon da vida (depois de ele mesmo ter feito tudo); no atleta super experiente que te dá muuuitas dicas preciosas antes de uma prova importante; no desconhecido que para de correr, junta a tua garrafinha do chão e corre para te entregar, no meio da prova; no desconhecido que compartilha gel, isotônico, água; na "torcida" gritando palavras de incentivo quando você passa; no que atrasa o treino (ou a prova) para te ajudar; no treinador que te acompanha na prova importante; na amiga que topa fazer dupla em uma prova mesmo achando que vai ser um papelão; na parceira de equipe que vai correr mesmo doente, para não deixar a equipe na mão; na companheira que corre mais um trecho para a outra poder se recuperar; no namorado da amiga que dá carona e vira staff de toda uma equipe, e ele nem corre; na amiga que, grávida, não pode participar da prova, mas ainda assim organiza toda a equipe e  vai de staff; naquela amiga que corre ao lado gritando que, sim, você vai terminar a prova; naquele amigo que fica sabendo que furtaram teus tênis e te dá um igualzinho de presente...
Pois então, tudo isso eu vi durante o  ano de 2013, na minha vida de atleta, e muito mais. É o que mostra que a gente pode ter esperança no mundo. A campanha de doação de tênis foi um exemplo disso. Vamos transferir todo esse sentimento que da um calorzinho no coração para todos os aspectos da nossa vida?
Feliz Natal!

sábado, 21 de dezembro de 2013

EEEE, Férias!!!!

Ou recesso, está valendo, o que importa mesmo é poder descansar. 
Engraçado que quando eu penso em férias, penso no tempo que vou ter para correr, nadar e pedalar...bommmmm!
Mas o tempo off faz parte de qualquer processo de treino adequado para quem tem objetivos a alcançar. É difícil parar, eu bem sei...até porque a gente rala o ano inteiro não só pelo desempenho, no meu caso, mas também pela estética, e parar dá a impressão de que estamos botando tudo a perder, bem quando a comilança é maior!!!
Então em vez de parar, vamos fazer assim: variar, reduzir, relaxar. A corrida progressiva da planilha vira uma corridinha na praia acelerando um pouco no final (se der), a natação no mar é beeem mais gostosa do que na piscina, então qualquer hora sem vento é boa, e o pedal...bom, levar o Arthur para comer um açaí em Jurerê, ir na padaria...delicia de treino!!!
Para quem normalmente só corre como aeróbico, quem sabe umas voltinhas de bike (vale mountain bike, vale ate caloi ceci)? Caminhada na areia fofa também pode ser bom. Correr atras de criança, apostar corrida com os pequenos, jogar para cima no mar, ensinar a pegar onda...nossa, dá um cansaço!!
Eu gosto de treinar de manhã quando estou em férias, na praia ou em casa mesmo. Porque pode aparecer uma espumante irresistível no almoço, ou uma cerveja tãããão gelada que é a única coisa que mata a sede. Isso é suficiente para a tarde ser perdida. Além disso, chuvas de verão são no final do dia, então você planeja aquela corrida boa, e cai o maior toró antes de você sair (se for durante a corrida, lava a alma).
Fora a consciência. Correu, nadou de manhã? Missão cumprida, daí o dia começa. 
Já as pedaladas à tarde são passeio.
E a dieta? Adaptações também são necessárias. Em vez de dia do lixo (porque aí todos correm o risco de entrar na categoria, especialmente de hoje até dia 02 de janeiro), que tal refeições do lixo ao longo do dia, regulando um pouco o numero de calorias?
Um bom café da manhã, mais proteico e com menos carbo, já que ficar deitado na cadeira de praia não é exatamente um queimador de calorias. Mas se treinar, ainda que de leve, já pode pensar em colocar uma colher de aveia em flocos, além da chia, em um shake feito com banana congelada e Ades original ou sabor frapê de coco. Fica bom demais! Senão, omelete com ervas e uma cebola refogada,  e até o pão de queijo funcional, receita ali ao lado.
Dali em diante, fazer escolhas: almoço ou jantar punk? Os dois? então tá, mas no dia seguinte tem que compensar. Melhor mesmo é fazer o almoço mais gordinho, e o jantar mais leve, mas a gente sabe que é a partir do anoitecer que as coisas acontecem no verão, então, considerando o calor, um saladão no almoço com um peixinho.
Tem mesmo que regular? Não, não tem. Mas não vale reclamar que engordou depois.
Bebidas alcoolicas? Para quem gosta, o verão é muito propício. Férias dão a sensação de liberdade: posso tomar cerveja e tirar uma soneca depois, uhuuu!
Destilados eu já não consigo mais tomar, nem capirinha, e acho muito doce. Sorte minha, eu sei. Mas o vinho rosé geladinho...não resisto, nem quero. Troco frouxo um sorvete calórico por duas taças de vinho. 
Alias, experimente bater no liquidificador dois scoops de whey (escolhe um mais gostosinho), 100ml de água, 4 pedras de gelo e uma colher cheia de goma xantana (tem em loja de produtos naturais, e pode usar depois para fazer pão sem gluten). É ruim de bater por causa do gelo, mas no final já sai uma pasta compacta. Congelador por duas horas, e você tem um sorvete proteico! Gelatina diet, depois de pronta, batida no liquidificador com iogurte também é bom demais!!
Está dificil resistir? Vai logo tomar o sorvete de menta com chocolate para ficar feliz e não pensar mais nisso.
Isso que acho importante, fazer as escolhas, e tentar manter o foco, lembrar que o mundo não acaba dia 02, e é possível comer muitas coisas gostosas que não são tão gordas, mas também dizer não para um camarão a milanesa pode ser considerado crime e você ser tachada de pessoa esquisita!! Ama muito? então come, só não precisa comer um quilo.
Frutas de verão, como melancia, que hidratam e são pouco calóricas, ótimas. Dica: bata no liquidificador melancia, pedras de gelo ou água gelada, e um pouquinho de canela. Fica uma delícia! Ou gengibre, eu também adoro!
E sempre lembrar que o que engorda, mesmo, não é o que a gente come entre Natal e Ano Novo, e sim entre o Ano Novo e o Natal. Se, durante o ano todo,  você conseguiu criar bons hábitos alimentares, não pensar gordo, e se preocupar com a saúde, um pé na jaca agora não vai botar tudo a perder. 
E correr faz parte da diversão, e não do sacrifício.
Bom final de semana!!



  

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Triathlon, segunda missão: um novo mundo

Triathlon do Sagu. Quem não esta familiarizado deve achar muuuito estranho o nome. E é. No último sábado, no congresso técnico que precede a prova, fiquei sabendo que o doce começou como uma gentileza da Marla, esposa do Waldemaro (triatleta top), aos então poucos triatletas que participaram de um meio iron simulado, há mais de dez anos, substituindo medalhas e trofeus. Hoje continua sendo uma gentileza, mas agora em grau muito maior, pelo volume de gente.
Participei ano passado em equipe, fui a corredora, a Grazi nadou e a Deise pedalou. Naquele dia, deu uma coceirinha para fazer tudo, porque o clima era tão legal, as pessoas pareciam estar curtindo tanto...Acho que é por isso que pode ser feito em equipe, para a gente ver como é legal.
Então, muita água rolou, asfalto foi pisado, iniciei minha vida na bike, acabei fazendo o GP, e criei coragem para me inscrever no Sagu, solo. A prova é triathlon olímpico 1500m natação, 40km de bike e 10km de corrida. Sim, na cidade que não tem mar, então a natação é na piscina do Sesi, em círculos, meio tumultuada, e muito divertido. Se pensar em distância, em uma piscina de 25m (50 ida e volta), são 30 voltas; o pedal é como ir de Blumenau até o trevo de Itajaí, indo pela Rodovia Gov. Jorge Lacerda, e a corrida corresponde a sair do shoppig newmarkt, descendo a rua sete de setembro, passando pela Beira Rio e rua Martin Luther até quase o final, em direção ao parque, dar mais uma voltinha, e retornar ao shopping. Agora parece bastante coisa, não é? Basicamente, o dobro do que fiz no GP de Balneário Camboriu. Para mim, ainda é grande coisa, um novo desafio. 
A prova é toda organizada pelo pessoal daqui, atualmente pela ABTRI, associação blumenauense de triathlon, com um pessoal guerreiro, aquela gente que faz, sabe?
Vão atrás de patrocínio, compram o que é necessário, conseguem as autorizações, e tudo dá certo.
Trata-se, contudo, de um evento predominantemente de confraternização e divulgação do esporte em Blumenau. Isso quer dizer que não tem premiação, e, este ano, sequer foram anunciados os resultados. Isso porque não tem controle de tempo e distância, em tese cada um conta o seu, embora tenha um pessoal dando uma força. Este ano foram estagiários de Educação Física da Uniasselvi, capitaneados pelo amigão Mateus Moreira, que estará ano que vem como atleta na prova, é o que espero.
O pessoal da FETRISC também vem dar um suporte, e isso é ótimo, porque eles deixam a coisa com cara mais séria. Eu, que não estou acostumada às regras relativas à transição, aprendo muito: quando pode montar na bike na T1 (primeira transição), quando pode tirar o capacete e sair correndo na T2, entre muitas outras coisas.
Este ano teve até um kit bem legal, camiseta linda, gel, barra de proteina, garrafinha, Black Wish (melhor energético ever), cupom de desconto, e na hora ainda ganhamos touca de natação. Como disse o presidente da Abtri, meu amigo Astério, quem é atleta sabe do que atleta gosta num kit.
Eu fui abençoada nesse evento. Não tive tempo para treinar o necessário, especialmente na bike. Foram as aulas indoor e um treino sério na rua com a speed antes da prova. Nunca, repito, nunca, tinha pedalado os 40km da prova, mas incrivelmente estava tranquila, porque fui com a firme intenção de ver se dava conta.
Para a natação estava relaxada em relação à distância, mas não a velocidade, porque meu treino não é voltado para isso.
E a corrida...bom, tinha que contar com meus treinos recentes e os da memória, e torcer para as pernas funcionarem depois do resto.
E lá fomos nós. Eu e a Grazi Rodolfo, únicas mulheres fazendo sozinhas. Uhu! Alguém tem que começar, não é? Tenho certeza de que ano que vem seremos em muito mais.
Everton, o coach, resolveu me acompanhar na prova, e isso mudou tudo, porque me deu muito mais segurança, especialmente para pedalar.
O pré prova, aqueles minutos que antecedem o início, são os mais divertidos, é o momento confraternização total, e mais uma vez fui muito bem recebida pelos excelentes triatletas que temos aqui, todos dispostos a dar dicas e ajudar, dando o maior apoio.
Na natação, claro que não tem como nadar junto com alguém, eram baterias largando a cada quinze segundos, e aquela confusão do povo na água, mas, sinceramente, ainda assim, nadar na  piscina é bem mais tranquilo, me sinto mais segura, naturalmente. Durante a natação, como sempre, achei que estava sendo muuuuito lerda, mas quando saí e olhei o garmin, 29'38", mesmo a distância sendo um pouco menos dos 1500m oficiais, fiquei feliz, até porque, ao contrário do que imaginava (de verdade), não fui a última a sair da piscina, e sei que fiz todo o percurso, me preocupei bastante com a contagem das voltas e em não perder a técnica pelo desespero.
Na bike, comecei insegura demais, porque a falta de manha para troca de marchas e curvas (o que não tem na aula indoor) ficou muito evidente. Por isso a participação do Everton foi importante, ele foi na minha frente (colei no vácuo da bike dele), e ia me dando as diretrizes. Como eram cinco voltas no mesmo circuito, a primeira foi péssima, a segunda regular, e assim fui melhorando e me sentindo mais segura. As pernas ficaram firmes, só me senti o peso na ultima volta mesmo. 
Quando larguei a bike, estava seca para correr, e as pernas molinhas...nos primeiros 5km estava me sentindo muito bem, só ia, velocidade constante, regular. Depois o sol apareceu, senti o peso das distâncias, e ter alguém correndo junto foi bem importante para não desanimar. Deu certo, terminei, e cheguei bem, embora nos últimos 500m tenha dado um quase desespero (não chegava nunca).
Muita hidratação, gente dando suporte, e a melhor torcida do mundo: as meninas Grazi, Giovana, depois a Bruna, e tantas outras, gritando no posto a cada volta, fiquei emocionada com o carinho. Fora quem não grita mas a gente sente a vibração.
No final, estavam lá meus amores me esperando, e o famoso sagu, que peguei para a Amanda, porque eu não gosto (que absurdo, né? todo mundo gosta de sagu).
O melhor de tudo foi ter conseguido. Não me importava com o tempo que levaria, até porque não tinha nenhum parâmetro de comparação, só queria sentir o olímpico, e, como dr. Fábio sempre disse, foi a distância perfeita para mim. Nem tão grande a ponto de eu ficar entediada porque não tem fim, e nem tão curta de maneira que eu fique achando que poderia ter feito mais. Adorei. Isso porque meu pedal foi bem ruinzinho, tenho noção do ponto fraco, e ja sei o que treinar. 
Agora sim, missão cumprida, vamos fazer treinos light para preparar para os muitos festejos...
E pensar nas conquistas de 2013, traçar as metas para 2014...adoro uma retrospectiva. 




terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Acredite!!

Sim, esse é o título. O motivo está no final, momento autoajuda.
Então estamos encerrando 2013. Cada um escolhe sua forma de encerrar: treino coletivo, treino de morte,  morros, uma prova bem bacana, uma aventura...Mas eu acho legal fazer um encerramento, porque gosto de símbolos. "A última prova do ano", sabe?
A minha última prova de competição, e de muitas pessoas que conheço aqui em Blumenau, foi  a Corrida de Natal, realizada no último domingo.
Foi necessária uma boa dose de imaginação dos organizadores para tentar nos fazer esquecer que moramos nos trópicos, e não no hemisfério norte...E deu certo.
Uma ótima organização de prova, preço justo, esquema track and field e Blumenau 10k: estacionamento de shopping, banheiro de shopping, conforto básico.
Kit interessante, alem da camiseta (de um tecido bem macio) vinha uma simpática taça com o simbolo do shopping Park Europeu, mais uns brindezinhos. Ah, sim, e o gorro do Papai Noel, porque a ideia era fazer uma corrida festiva, estilo norte americano, pessoal fantasiado,e  tal.
Até que vingou, varias meninas (nem tão meninas) estavam de mamãe noel, teve até premiação para melhor fantasia. A Dianne, que eu adoro, foi de elfo, com um gorro verde, tranças, orelhas pontudas, e meias listradas, um espetáculo lá do alto dos seus 1,75!!! 
Eu não consigo nem pensar nisso, ja sou cheia das mandingas para correr, acho que deve parecer que tenho TOC, fazendo sempre do mesmo jeito, e tem que ser daquele jeito. Colocar um gorro na cabeça implica em alterar o penteado, roupas diferentes podem tolher movimentos...é, coisa de gente meio doida.
Enfim, tinha Papai Noel e ajudantes, e tinha até neve artificial, aquela  espuminha, e, olhando aquele monte de gente de gorrinho vermelho, a neve, ficou um clima legal mesmo.
Muitas equipes presentes com tendas, adoro, acho que dá um astral especial para a prova, ainda mais quando não é em uma cidade grande,  as pessoas se conhecem, vão conversar nas tendas das outras equipes, porque corrida é isso aí, esporte individual, mas muito agregador, incrível!
O percurso era complicado de estruturar, não tinha como escapar de vias movimentadas, mas havia um bom policiamento e marcação do trecho, além do pessoal de apoio.
Mas estava calor. Calor de Blumenau, aquele, inferno na terra. E não só calor. Úmido. Ameaçou chover mas não choveu, a nuvem de água ficou pairando sobre as nossas cabeças enquanto corríamos. Pelo menos não deu sol o dia todo, não vinha calor do asfalto. 
Duas distâncias: 6km e 10,5km. Olha, para quem não corre com frequência, devo dizer que 500m, no final, fazem uma baita diferença. Inclusive no tempo programado para terminar a prova.
Seis km são ótimos para quem quer finalmente aumentar dos 5km com cautela. Vi muitos iniciantes, gente que corre há pouco tempo, gente voltando a correr, que beleza.
Eu, sinceramente, não fui para fazer um tempo bom, fui para terminar. Sério. Quase nem fui. Dei até uma cochilada à tarde, acordei super preguiçosa, fui mais pela participação, tinha pago, e era o treino de domingo, afinal. Mas estava com dor no quadril, sábado tinha sofrido bastante, e não queria me lesionar.
Mas é aquele negócio: prova é prova, estavam lá parceiras ótimas,  extremamente competitivas (Giani, Clenir, Simone...), que já fazem a gente querer se esforçar um pouco mais, e eu me senti bem na prova, porque consegui manter um bom ritmo, sem me estressar.
Uma coisa que fiz que gostei foi não olhar no garmin quanto tempo já tinha acumulado, só a distância. Olhava cada km e ritmo, mas não o total, ou seja, realmente mais relaxada a cada km que me mantinha firme. 
Hidratação boa, peguei em todos os postos, para tomar e para jogar no corpo, extremamente necessário.
O percurso era cheio de aclives, e nem tantos declives...subidinhas bem duras, e eu já sabia que uma inclinação esperava no final, bem naquele momento que a gente pensa que se fossem só 10km, e não mais 500m, já teria terminado.
La pelo km 6 encontrei um advogado de Pomerode, o Tarcisio, e corremos juntos dali em diante. Foi ótimo, eu estava precisando de companhia para dar uma animada, ele também queria terminar dignamente, mantivemos um ritmo bom, até o último km, ele estava melhor do que eu e foi.
A parte mais linda foi chegar com o Arthur. Como dava uma voltinha para a chegada (aquelas voltinhas de quando a gente pensa que já chegou), eu o vi e Péricles disse que ele queria chegar comigo, então faltando uns 50 metros lá veio ele me acompanhar...espera. Acompanhar não, me ultrapassar, e chegar quase antes de mim!!! Super feliz, lindo lindo, tanto que pedi para a moça dar a medalha direto para ele.
Eu não esperava nada, até porque achei meu tempo bem ruinzinho, mas depois vi que na verdade foram 10,900, em 54'35" (ou 54'32" pelo tempo do chiptiming), então, naquelas condições, percurso que não era plano, calor para todo mundo...ótimo!
Tão ótimo que fiquei em quinto lugar geral, para minha surpresa! O troféu é uma graça, em formato de pinheiro, e o pódio foi um sucesso, as meninas foram super bem!! Vanessa, Camila, Simone, Giani, Clenir,  Michelle, show de bola, todas lá!! 
Tinha premiação por categoria, parabéns aos organizadores, fizeram muito mais gente feliz com seu desempenho.
Lembrei que vi a quarta colocada chegando uns cinco metros na minha frente, mas como não achava que tinha chance de pódio, nem me preocupei com ela. Olhando no chiptiming descobri que fizemos exatamente o mesmo tempo líquido, ela só teve tempo bruto menor do que o meu...faz parte.
O que lamentei é que o pessoal não acreditou que tinha chance. Foi quase todo mundo embora antes da premiação...uma pena. Já acho triste não ter gente da equipe lá para aplaudir quando a gente ganha trofeu, fico com invejinha do pessoal que ganha e tem toda uma torcida, eu costumo ficar, ate nas provas da O2, Track and Field (isso, as que não tenho chance alguma). Mas tudo bem, faz parte, normalmente nas provas daqui ficamos eu,  a Clenir, a Simone, a Lilian...não só porque nos esforçamos e demos o melhor (como um monte de gente), mas porque, além de esperançosas, somos curiosas, e vamos lá na organização perguntar como ficaram as colocações.
Na premiação por categorias, só da para ter certeza na hora mesmo, é com emoção. Com isso, o Arthur recebeu o trofeu pela Vanessa (essa se deu bem, fotos lindas), quase que eu recebi o da Camila (ela ouviu ao longe e veio correndo), Rodrigo ficou com o da Michele. Não é a mesma coisa receber depois...então, meninas, acreditem! Quando a prova fica difícil por alguma razão externa (clima, altimetria...), penso que,  se está ruim para mim, está para as outras também!
A Fernanda que resolveu ficar, estava super emocionada com seu primeiro pódio, valeu a pena!!
E agora? ah, pois é, domingo tem o triathlon Copa do Sagu, que é só brincadeira, não tem competição (de verdade, porque não vão divulgar os resultados), mas tenho que dar conta de terminar, mesmo treinando pouquíssimo de bike...espero conseguir sem fazer um fiasco.
E aí sim, encerro o ano, para depois fazer um balanço de 2013 com vocês e traçar as metas para 2014. O que será que nos espera?








quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O milagre do verão

Tem uma frase/quadrinho ou assemelhado, que eu li no facebook, acho que o Dr. Fabio foi quem postou primeiro, que diz algo mais ou menos assim: "Se já está dificil para quem treina, imagina para quem está confiando só no gel redutor", em uma referência à busca da boa forma física e seus métodos, especialmente quando vai chegando o verão.
Então, acho que algumas dessas pessoas que usaram gel redutor o ano inteiro (e só fizeram isso) descobriram que não funcionou...choque total, não é? Não falo aqui de quem fez massagem modeladora, tratamentos estéticos com todo tipo de tecnologia, métodos alternativos (passivos). Falo de quem só passou o gel redutor, aquele que dá um geladão quando a gente passa, e depois esquenta, sabe? 
Como eu descobri? Esta semana reparei que apareceram pessoas novas na academia, inclusive algumas tentando fazer aula de bike, a aula de bike do Everton, que é punk, maravilhosamente punk. Pessoas olhando para os aparelhos da musculação com uma interrogação na testa...
Aquelas pessoas que se matriculam em final de novembro, dezembro, na busca, a essas alturas desesperada, por um corpão para desfilar na praia, piscina, festas de verão... Engraçado que algumas pessoas que começaram agora a se exercitar, realmente acham que vão estar gostosas até o ano-novo. Porque a ideia não é só emagrecer, que até é possível em pouco tempo, dizem, usando dietas radicais e meio malucas, perdendo muita água, sem muita saúde, mas é possível. Não, não. O negócio é secar e definir (e tirar a celulite, no caso das mulheres), aquilo que muitas mulheres e homens passaram o ano inteiro buscando, com dedicação, afinco, e, para alguns, sacrifício.
Claro, algum sacrifício sempre existe, ou na restrição de certos alimentos, ou na atividade física, já que muita gente que detesta se exercitar o faz assim mesmo, pela saúde e pela estética. E quase ninguém realmente é "magra de ruim", comendo tudo o que não pode. 
Eu adoro a parte do exercício, que sorte, e tento me divertir o máximo possível com a parte boa da dieta (que existe, sim), e sublimar a parte desagradável (mantras do tipo "eu não preciso desse pão, nem do doce agora").
O negócio é que isso é um estilo de vida, ao qual você adere para buscar o seu melhor. Você se reeduca na alimentação, escolhe o que vai fazer de exercício com seu corpo, e pronto. Não tem mais muito o que pensar, tem que colocar no piloto automático e ir em frente, mesmo que seja carregando marmitas ou comendo uma lata de atum no meio da tarde. Atenção, eu não sou do tipo que passa fome, não serve para mim, fico triste demais e sem energia, então vou adequando o que posso comer para saciar, dentro do permitido, adaptando receitas e criando umas coisinhas diferentes, com ajuda da Nadia e de muitas pesquisas. 
Eventualmente você vai enfiar o pé na jaca, em dias de lixo, passar uma (ou duas, ou três) semanas sem treinar adequadamente (ou sem treinar nada), porque está viajando, lesionou,  está cheio de trabalho,  o filho ficou doente, enjoou daquilo e está experimentando outras atividades...Mas aquela é a sua vida, e você logo volta para ela, porque escolheu, e faz parte das prioridades ser saudável e de quebra ficar bonita. 
Sendo assim, quando alguém que manteve os dois pés em uma jaca gigante durante 10 meses do ano (e do anterior, e do anterior a esse), e não tem nenhuma intenção em manter  atividade física depois do carnaval, sinceramente acredita que vai ficar com o corpo desejado em trinta ou quarenta dias...só não é ofensivo porque é engraçado. 
O pior é que isso inclusive é prometido pelas revistas femininas, geralmente com a chamada "operação biquini", "emagrecimento a jato", 5kg em uma semana, tudo firme...isso com poucos exercícios e uma dieta com  nome, digamos, interessante, inventado por algum americano, ou super restritiva. São tão boas essas dietas que mais de 35% dos americanos são obesos...claro que não vou generalizar, acho que de tudo se aproveita alguma coisa, eu sempre busco receitas interessantes nesses livros, adaptações, mas acho que todo mundo já sabe que não adianta nada o radicalismo  e mesmo a dieta sem uma mudança na mente, pensamento magro, mudança de estilo de vida. E adaptação das dietas ao que você gosta, por que não?
Como  li em algum comentário da Lidiane Barbosa, culinarista funcional, a pessoa que sempre comeu  bolo (cheio de recheio e cobertura) com refrigerante  à tarde não vai trocar por uma maçã com canela assada com chia por cima. E se trocar, é claro que não vai rolar por mais de uma semana, e o retorno será cheio de ansiedade pelas coisas "proibidas"!! Tem que trocar, e deixar bonito, apetitoso e gostoso!
E eu vejo gente que se esforçou e se dedicou o ano inteiro, e ainda assim, ainda não está exatamente como gostaria. Eu não estou (normal, virginiana nunca está). Mas nem por isso desmereço minhas conquistas. E como correr, pedalar, nadar, pegar peso, me fazem muito feliz, o caminho é bom demais. 
Sim, o verão esta chegando...não é que seja tarde demais, e eu super incentivo quem está começando, porque antes agora do que nunca, mas é aproveitar a chance e mudar tudo, porque milagre não existe. Posso estar sendo meio azeda, mas pode acontecer até de a pessoa inicialmente ganhar peso fazendo a atividade física, seja por aumentar a massa magra, seja porque passa a comer mais. E aí vai se frustrar, dizer que não adianta nada. Bom, perseverança é um ponto crucial.
O bom mesmo é se dedicar o ano todo, manter, e agora, quando chegarem todas as maravilhosas e gordinhas comemorações, poder participar com gosto, sem exageros para depois não se arrepender, mas com uma relaxada na dieta e na rotina de treinos. Nadar no mar, ir de bike com o filho até a padaria, caminhar com os pés na beira do mar...isto também vale. Um descanso merecido para o guerreiro. 





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Pódio da dupla e novidades

Ai, que atrasada, que abandono aos leitores...sorry. Muito trabalho, até em outra cidade, então embolou o meio de campo, como diz meu pai.
Tudo bem que nem precisava ter pressa, porque meus fieis leitores tiveram o privilégio de poder saber mais sobre os carboidratos  com a Kátia.
Lendo o post dela, e fazendo minhas pesquisas e experiências culinárias (namorando a culinária funcional), vou começar a postar umas receitinhas por aqui também, porque muita gente pede quando eu coloco no facebook, e aqui posso colocar fotos, contextualizar a receita, enfim...
Antes disso, tenho que contar sobre  o GP Running 20k, que foi lá no dia 16 de novembro. Que prova legal!
Organizada pela SB5, foi a terceira edição deste ano. É uma prova de aventura, com variações de terreno. Os 20km podiam ser completados sozinho, em dupla ou quarteto. Ótimo, porque tinha aslfalto, morro, trilha, praia, calçamento...ou seja, para todos os gostos. Menos para quem só gosta de correr no asfalto e no plano, porque isso não tinha por mais de, digamos, quinhentos metros.
Kit show, com garrafa grande, daquelas que cabe na bike, porta número e uma camiseta linda, rosa para as meninas (nem gosto de rosa, mas essa e linda), cinza escuro para os meninos. Karin, também juíza corredora, foi super parceira e pegou os kits na sexta-feira. O trânsito estava péssimo, eu não chegaria a tempo.
Tinha dado aquele sol lindo no feriado dia 15, mas no sábado ficou fresquinho e nublou total. Ou seja, perfeito para correr uma prova dessas.
A largada era na praia de Taquaras, no asfalto, e seguia para trilha, até Estaleiro. De lá, trilha mais fechada e depois morro na Interpraias, praia, e mais uma subida básica, a da Praia do Pinho. Ui.
Fui em dupla com a Simone. Nossa primeira prova em dupla oficial. Oficial porque já completamos juntas várias provas, mas individualmente, só acompanhando uma a outra. Dessa vez, não. Ela largou e depois de 10km sofridos foi a minha vez de continuar.
Largada pontual, lá foi a Si. O posto de troca era ótimo, no Estaleiro, com hidratação.
Eu gostei muito do meu trecho. Foi sofrido, porque já larguei em subida da trilha, que não era íngreme, só não acabava nunca. Passei por vários lugares da prova do Parador, que fiz em 2011 em dupla com a Michele, inclusive a trilha, cuja descida eu agora já conhecia, e como não tinha chovido, mesmo com cascalhos e pedras, dava para correr. Incrivelmente, eu estava bem corajosa na descida, larguei mesmo, e deu tudo certo.
Agora, a praia...ai. Era só areia fofa, muito fofa, sem ter para onde fugir. Eu ficava me lembrando da Joaquina, de Jurerê, e era tão diferente! Aqueles 600m não acabavam nunca. Quando vi o morro da praia do Pinho, lá na frente, e todo o seu asfalto naquela subida super íngreme, fiquei aliviada, então imaginem!
Ficamos em segundo lugar na dupla feminina, passamos juntas no portal, e foi muito emocionante. A Si na primeira prova de aventura pós-lesão, dando conta total.
Para nós é sempre uma superação esse tipo de prova, porque o treino para a prova é a própria prova! Não temos treinos na região, no mesmo percurso, como muita gente que mora lá perto.
As provas da SB 5 são muito bem organizadas, de boa qualidade. E com pódio é sempre mais gostoso.
Agora é reta final, poucas provas. 
Dia 08, próximo domingo, tem travessia no Canto Grande (revezamento) e prova noturna do Shopping Park Europeu, com duas distâncias: 6 e 10,5km (os 500m podem parecer pouco, mas no final da prova não é bem assim, e são pelo menos mais 2 minutos correndo). Vamos ver se eles conseguem montar uma estrutura legal como as provas de Track and Field e Blumenau 10k, com a maravilhosa premiação por categoria para animar a turma.
Para muitos, a ultima prova do ano. Tem gp running celebration dia 28 de dezembro em Balneário Camboriú, para quem quiser encerrar o ano com charme em 5km à noite, e muita festa (e muita fila, eu acho...).
E os treinos, a partir de agora, com tantas confraternizações de final de ano? tantos compromisso sociais? Aiaiai, difícil né? Qual o seu truque para não enfiar muitos pés em muitas jacas antes da sexta-feira chegar?
Agora, que pretendo escrever mais no blog, adianto o assunto de amanhã: adoro revista feminina prometendo "torrar" os quilos excedentes para o verão!!! #sqn#
beijos







domingo, 17 de novembro de 2013

Finalmente: Dia da Nutri!!! - -Como Utilizar os carboidratos no seu treino - Por Katia Dieckmann

Leitores queridos, eu adoro meus treinos, minhas planilhas, minhas provas. Mas aprendi a dar o mesmo valor à alimentação adequada e bem orientada que dou à atividade física bem orientada e bem feita. Devo ser uma chata quando o assunto é nutrição, mas não me importo, porque acredito que a gente é o que a gente come. Escorregões todos temos, mas umas regrinhas, um norte, temos que seguir, especialmente pela saúde, e tento passar isso para a minha família.
Para isso existem excelentes profissionais, inclusive especializadas na nutrição esportiva, para os atletas amadores e profissionais. Com a dieta adequada (e dieta não é sinônimo de redução de calorias, pura e simplesmente), você tem mais disposição e rende mais nas suas atividades físicas e no seu dia-a-dia.
Há tempos venho pensando em dar uma incrementada aqui no blog com dicas de nutrição, mas só posso falar por mim, como já fiz antes, com base nas minhas pesquisas. Assim, convidei uma nutricionista de alto nível e muito, mas muito querida, para fazer participação especial periodicamente aqui no bloguito. 
E finalmente o dia chegou de ela começar a compartilhar seus conhecimentos conosco. Até porque, tudo a ver iniciar a semana falando de nutrição. 
Importante lembrar que ela vai expor suas opiniões baseadas nos seus estudos e no seu conhecimento, ou seja, liberdade total, e isso nem sempre vai fechar exatamente com o que eu sigo no meu momento de vida.
Estão prontos? Vamos lá, ao primeiro Dia da Nutri:

"Como utilizar os carboidratos no seu treino!!
Olá, meu nome é Katia, sou nutricionista e fui convidada pela Andréa para participar do super blog dela. Uma honra! Porque ela é um exemplo de dedicação, foco e disciplina. Aliás, como todo atleta ou praticante de atividade física regular que obtém como resultado o sucesso. E para iniciarmos a nossa conversa vou falar sobre os carboidratos.
Bom, vamos começar pelo básico. Devemos ter uma alimentação balanceada, ou seja, o famoso prato colorido. Com carboidrato (arroz integral, batata, aipim, macarrão), proteínas (carnes, ovos, leguminosas), gorduras (azeite de oliva, óleos vegetais) e vitaminas e minerais (frutas e verduras).
O organismo precisa de substratos para funcionar, porque mesmo se ficarmos o dia todo dormindo, estaremos gastando energia. O cérebro aceita apenas como substrato o carboidrato. Por isto que as dietas que eliminam o carboidrato fazem com que as pessoas tenham aquele “bom humor”. Os nossos queridinhos músculos também armazenam os carboidratos em forma de glicose (glicogênio) em média 400g o equivalente a 1600kcal, como no fígado (gligogênio hepático), em média 100g (400kcal) e no sangue, 3g (12kcal). Portanto, os carboidratos são fontes de energia, porque durante a atividade física intensa a energia que está armazenada, o glicogênio, aciona a contração muscular.
Você sabia que uma dieta sem carboidratos ou caso você fique 24hs sem comer (em jejum), reduz drasticamente as suas reservas? Mas tenho uma boa notícia. Cardápios ricos em carboidratos por vários dias duplicam as reservas. Sim é por este motivo que os cardápios pré competição são ricos em carboidratos....
Durante a prática de atividade física prolongada ou pesada o fígado tem o papel de enviar glicose ao sangue para que não haja falta (hipoglicemia), mas os estoques são baixos. Mesmo porque os estoques de glicogênio muscular também estarão esgotando por causa das contrações musculares, ocasionando fadiga, queda no rendimento e até hipoglicemia, caso o atleta ou praticante de atividade física não tenha se alimentado adequadamente antes dos treinos e a cada 60minutos caso o treino seja acima de 2 horas.
Mas cuidado com as quantidades sem orientação, porque em excesso ele se transforma em gordurinhas, algo indesejável por qualquer ser humano!!!!
Falando nas gordurinhas, os carboidratos ativam o fracionamento das gorduras, facilitando o organismo a utilizar a gordura como fonte de energia.
Agora você pergunta: o quê comer? E o glúten que falam tanto!!!! Bom só para deixar claro que carboidrato é uma coisa e glúten é outra !!! O glúten é uma proteína encontrada nos cereais como trigo, cevada, centeio e aveia e que algumas pessoas sentem alguns sinais e sintomas desconfortáveis.
Mas hoje você precisa entender sobre índice glicêmico!!! Fará diferença nos seus treinos. Para ser bem simples, Índice Glicêmico (IG) é a quantidade de carboidratos que contém em um alimento e a sua capacidade (alta, média ou baixa) de elevar a glicose no sangue. Portanto alimentos com IG alto tem a capacidade de em 15 a 20 minutos elevar os níveis de glicose sanguínea, já os alimentos com IG médio elevam em 30 a 40 minutos e os com IG baixo elevam em 40 a 50 minutos.
Agora vamos organizar tudo e resumir!!!! Antes dos treinos devemos comer carboidratos de baixo e médio IG, porque senão faltará energia no meio da atividade. Aqui entram os pães e biscoitos integrais, frutas com fibra tipo aveia ou granola, arroz e macarrão integral, raízes como aipim e batata doce. Para quem treina mais de uma hora o ideal é ingerir entre a transição da atividade física carboidrato de alto IG como: pão branco, frutas, goiabada, carbo gel, bebidas isotônicas, sucos de frutas. Quando terminar a atividade física deve-se ingerir carboidratos de alto IG como pão branco, bolos simples, frutas, sucos de frutas, arroz branco, macarrão. Assim não faltará carboidrato durante o treino e após, quando ocorre a “janela aberta”. Assim, consumindo o carboidrato correto você aumentará a absorção e vai garantir as reservas de glicogênio no músculo e fígado. Consequentemente, treinos sem fadiga e recuperação adequada.
Portanto, invista nos carboidratos corretos e na próxima conversaremos mais sobre alimentação na atividade física e algumas surpresinhas. Beijos Katia Dieckmann."

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Entrega dos tênis, dia de Festa!!!

Hoje foi o dia da coroação da nossa campanha Tênis Velho, Corredor Novo.
Daniel e Maicon, da Wellness, parceiros nota mil, foram comigo na Fundação Municipal de Desportos de Blumenau hoje à tarde para a entrega dos tênis arrecadados.
Como sempre, fomos super bem recebidos pelo João Cesar e pelo pessoal da Fundação, que estavam nos esperando juntamente com alguns dos atletas beneficiados pelos projetos da Fundação.
Eles me falaram dos destaques do grupo, e de como eles estão se empenhando, não só para os Jogos Abertos, mas também para outros torneios de atletismo no Brasil e no exterior. Blumenau realmente é destaque nacional.
Estavam lá a Simone Barbosa, uma corredora top que encontro sempre nas provas (ela na minha frente, naturalmente), e o Paraíba, aquele que sempre que vai ganha, sabe? Sempre que o vejo, ele está voltando do percurso em que ainda estou indo...
Foi chamado um atleta de cada gênero para receber, de forma simbólica, os pares de tênis, vejam abaixo a Letícia e o Vitor. Depois será feita a distribuição adequada, levando em conta o tamanho correto, necessidades, etc.
Fiquei muito feliz com o resultado, no final das contas tivemos mais de cem pares doados, perdemos a conta porque várias pessoas entregaram após o encerramento, ou seja, sem concorrer ao tênis novo. Agradeço hoje, simbolizando os demais doadores, ao Giovanni Olsson, meu colega juiz de Chapecó, que mandou três pares tamanho 44/45, oba! Ele fez a maior ginástica para que eu recebesse os pares, e tamanhos grande são mais do que bem vindos nesse mundo de meninos com pezões.
Acho que nossa campanha atingiu o seu objetivo principal, de efetivamente compartilhar com quem tem dificuldades para comprar e tem potencial para correr. Além disso, eu acho que sempre ajuda a dar mais visibilidade ao esporte em geral, e ao atletismo em particular. De quebra, ainda fiz amigos novos e descobri a solidariedade e parceria de pessoas incríveis.
Mais uma vez obrigada a todos que participaram, que doaram, que divulgaram. 
E vamos torcer pelos nossos atletas blumenauenses.
O João me convidou para a meia maratona de Blumenau, dia 24 de novembro, e estendo o convite a todos, tem corrida rústica de 5km também, e a chegada promete ser emocionante, no SESI em plena realização dos Jogos Abertos.
E os treinos de final de semana? Com alegria, porque é para ser feliz!!!






quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Qual seu mantra?

Estou lendo a revista Runners deste mês, e está excelente. Tenho  o hábito (não é lindo, confesso), de dobrar a ponta das páginas que quero reler, ou arrancar (se for uma receita, por exemplo), ou recomendar para alguém, etc. E na edição de novembro fiz muuuuitas dobras.
Para terem ideia, o rapaz da capa, Alexander,  estava no K42 de Bombinhas do ano passado, e fui apresentada a ele por um parceiro de corrida, o Charles. O Alexander revolucionou a vida dele com a corrida, e viaja por aí correndo, muito legal.
Uma das reportagens mais interessantes é sobre exercícios para a mente se fortalecer durante a corrida, e você ter o foco necessário para alcançar os objetivos. Em resumo, afastar os pensamentos ruins e destrutivos que te paralisam em uma prova, especialmente naquela que voce quer muito ir bem, e está em um dia bom, mas trava.
Diz a jornalista (que contratou um psicólogo do esporte) que é preciso realmente exercitar a mente, e nem todo mundo funciona apenas com pensamentos positivos (algo como "eu quero, eu posso, eu consigo", "a dor não me paralisa", ou outra frase impactante), que, sendo forçados só na hora da dor, ou do desânimo total, não surtem o efeito desejado. Assim, são várias as etapas até você descobrir o que funciona no seu caso. Isso depende, inclusive, de qual é o problema: larga muito rápido na empolgação da galera e quebra? reduz a velocidade no final porque tem medo de não terminar? quando vê uma subida ou descida lembra de alguma lesão?
Então, são os mantras. Acho que em algum momento de uma prova todo mundo precisou de um.
Não sou a pessoa mais otimista do mundo, meus pensamentos não são agradaveis em dia de prova. Estabeleço  metas, treino para isso, e no dia da prova é muito comum que eu só consiga pensar no que pode dar errado, que estou com fome, ou sem fome, que está frio, ou calor...e principalmente, que não é meu dia de chegar lá. Sei que isso é uma defesa minha, na verdade, para estar realmente preparada para  o caso de dar errado. Mas sei lá, não parece muito bom, não é?
Tenho tentado, assim, mudar os pensamentos, e a reportagem em questão fala justamente de como não é adequado você ir competir apenas pensando no resultado que espera. Isso impede até que você se concentre nos esforços necessários para a prova em si.
Vejam como acontece de a pessoa ir bem justamente numa prova que não era seu foco do momento, mas estava se preparando, treinando adequadamente, e no dia estava relaxada e feliz.
No caso do GP de triathlon, por exemplo, eu não tinha pressão alguma a não ser terminar a prova. E tinha tão claro na minha mente que eu conseguiria, porque treinei para isso, que nem por um instante eu achei que não daria certo.
Eu descobri uma coisa que funciona para mim. Na meia maratona, eu divido a prova em 3 partes, três corridas de sete km cada. Então, quando é dada a largada, eu só preciso correr 7km em um ritmo confortável. No sexto, tomo gel de carbo, e no sétimo penso que são só mais sete, agora em um ritmo mais fortinho, mas afinal já estou aquecida. E no 12º tomo mais um gel, blox, e tal, tudo sem caminhar, porque ninguém caminha correndo só sete km. E então já está lá o14º, e aí realmente só faltam sete. Avalio como estou, para ver se só tenho que administrar para manter o ritmo ou se dá para apertar um pouquinho. Só penso no quanto falta de verdade depois do 11ºkm, para faltar menos da metade. Claro que não vai dar certo em todas as provas, posso ter dores, pode estar um calorão, muitas variáveis, mas procuro manter isso na minha cabecinha.
Mas isso só é possível porque já me conheço o suficiente para saber que gosto de corrida em ritmo progressivo, e na meia maratona dá para controlar o ritmo, corrigir postura, mudar de ideia sobre o ritmo. Sendo assim, se eu largar muito rápido, não vai dar certo o plano. E eu nunca quero quebrar recordes em meia maratona, só fazer melhor do que a anterior.
E com isso descobri o quanto é legal a prova de 10 milhas, como eu já comentei. Eu divido em 5km +5km +6km, com um diferencial: no 10º, eu penso: só faltam seis!!!
Domingo passado foi a prova de revezamento da Unimed em Floripa, que podia ser em dupla, quarteto, ou individual, revezando com ninguém. Eram 16km.
Quanto mais eu penso, mais descubro o quanto não sou boa em provas em equipe, pelo nervosismo que me dá em ter gente dependendo de meu desempenho e eu dependendo do desempenho de outras pessoas, será que dá para entender? Tenho até dor de barriga. Acho que prova em equipe é para quem não é nada competitiva, vai só pela diversão, ou suuuper competitiva, e nesse caso todos da equipe tem que ter o mesmo estilo, para a coisa funcionar e ninguém cobrar mais do que o outro pode fazer.
Enfim, voltando à prova, inscrição barata para quem tem Unimed, prova na beiramar norte em Floripa, kit com camiseta de anão gordo (ou qualquer outro tamanho se você demorasse para buscar o kit), mas tinha squeeze, viseira, barrinha gostosa e bolsa térmica (diferente).
Tudo bem organizado, priorizando as equipes/duplas, o que era esperado, e o astral excelente.
Mas o clima...nossa. Quando acordei às seis da manhã, estava chovendo e já tinha um vento absurdo para o horário, até para Florianopolis. Dessa vez até eu pensei: "realmente, nós corredores, temos problemas". Em seguida, me arrumei e fui, porque isso nunca me paralisa. Meu objetivo? Inicialmente, baixar o tempo da prova anterior da distância, que foi 1h26min. Lá na hora, terminar feliz, quando percebi o ventão.
Largada pontual, todo mundo junto, duplas, individuais, equipes, paciência. Durante a prova, chuva. Mas muita chuva em alguns momentos. Com o vento. E eu achei uma delícia. Hâ?! Pois é. Nada como uma prova relax para te dar toda a felicidade que a corrida pode trazer. Graças ao dr. Fábio, voltei a ouvir música nas provas mais longas, ajuda demais a animar. E distrai do que perturba. Inclusive da chuva e do vento, e os fones protegem os ouvidos. Incrivelmente eu pensava:"é, faz parte, não se manda na natureza mesmo, o negócio é curtir". E foi o que fiz. Rindo. Me senti bem do começo ao fim, encontrei muita gente conhecida, principalmente no revezamento, aproveitando a oportunidade de fazer 4km em uma prova, por exemplo, e começar ou recomeçar.
O tempo final foi excelente para mim, 1h25min (no meu garmin, foi 1h24'59"), com um detalhe: foram 16km600m. Eu olhei no garmin nos 16km e estava em menos de 1h23, então fiquei super feliz. O mais legal: 5º lugar geral feminino!!! Ah, um pódio mais generoso que fosse atéo  5º lugar, ou uma premiação por categoria...mas não tinha, que pena.
Sabem o que falta agora? eu conseguir criar um bom mantra para prova de 10km. Não funciona o de 5km+5km, não adianta. Só me irrito porque corri muito rápido os primeiros 5km, e não tenho lastro nos dois ultimos km para dar aquela acelerada necessária. Esse negócio de a maioria dos percursos ser de duas voltas, me irrita, e acabo me vendo contando as meninas na segunda volta, vindo do outro lado, e isso só me deixa infeliz. Ideias?
E agora, qual a próxima prova? Não sei ainda. Não vou fazer a meia maratona de Blumenau, já fiz minhas "meias" do ano, mas super  estimulo o pessoal que queira, acho que vai ser emocionante a chegada no Sesi em plenos Jogos Abertos. Dia 16 tem GP de corrida em Taquaras, 20km com possibilidade de revezamento, parece bom, e dia 17 tem travessia, tentação.
Dia 17 tem uma corrida da solidariedade em Floripa, parece boa opção, dêem uma olhada no calendário do corridassc com link aqui ao lado.
Para o povo triatleta ou que quer iniciar, dia 15 de dezembro tem a famosa prova do Sagu em Blumenau, uma espécie de treino competitivo (sim, estranho), de astral excelente, com distância olímpica. É uma ótima oportunidade para experimentar o esporte, ou apenas uma das modalidades, já que pode revezamento também e o clima é de confraternização. Informãções no site da ABTRI.
Ah, estou devendo a coluna da Nutri, Kátia quis fazer alterações, e ela é a convidada de honra, faz o que quiser...
Até lá, vamos treinar!!





quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Acompanhar - uma experiência diferente

Domingo teve meia maratona de Pomerode. Corrida super tradicional da região, que junta corredores não só do estado, mas também do Paraná, de São Paulo...vi ônibus trazendo atletas, muito legal.
A prova tem ainda corrida rústica de 6km, então fica realmente muito democrática. 
A rústica de 6km em 2010 foi minha primeira prova de corrida pós nascimento do Arthur. Ele estava com febre, eu nem queria ir, mas de manhã cedo o Péricles foi vê-lo e disse que tinha baixado, acabei indo. De todo jeito, estava meio tensa e queria acabar logo, intuição de mãe. Sim, claro que ele continuava com um febrão, e quando liguei para o Péricles, ele já estava a caminho para me buscar e irmos ao pronto atendimento com o pequeno. Ele quis me poupar para eu correr...
Achei super organizada, a largada é separada para não dar tumulto,  na praça logo depois do portal da cidade,  lugar lindo que parece saido de conto de fadas, e não uma cidade real. 
Não fui em 2011 e voltei em 2012, acho cada vez mais organizado. O percurso dos 6km é meio cruel, tem subida, paralelepípedo e estrada de chão, para compensar a pouca distância, e só um posto de hidratação. Entendo, o foco é a meia, que vai pela estrada asfaltada rumo à BR 470, retorna, faz um desvio e a chegada é ao lado do teatro da cidade.
Tinha muita gente este ano, fiquei impressionada. A hidratação no final inclui chope, que também é distribuído em um dos postos de hidratação do caminho, super divertido, e alto astral. Tem bandinha alemã também animando o percurso, é uma prova diferente e bem regional, vale a pena. Fora que depois dá para ir ao zoo de Pomerode, que é lindo, agora tem o parque com dinossauros, e depois aquela paradinha na Torten Paradise para uma cuca...delícia!!
Este ano vivi uma experiência nova. Não estava na planilha fazer os 21km, e os 6km me deixam muito nervosa, fico louca louca. Assim, fui de bike, com a Camila, desde o posto na BR, até a chegada do pessoal. Assim eu treinei e acompanhei os corredores amigos. 
Não era a unica. Encontrei vários ciclistas de staff, inclusive treinadores como o Juliano Torquato, da T4 daqui de Blu acompanhando seus atletas.
É muito diferente olhar uma corrida de fora. Achei que fosse ter vontade de estar ali com  o pessoal, mas não tive. Fiquei feliz com minha evolução mental, consegui manter o foco e não ficar frustrada por não participar. Já me conscientizei (finalmente) de que não posso estar em tudo. Vários amigos de GP da semana passada estavam correndo, e acho legal se estava nos planos, mas para mim seria sacrificado e desnecessário.
E de bike você está no fresquinho, até venta, e eu via o povo sofrendo naquele calor. Sim, porque depois de dias e mais uma noite praticamente inteira de chuva, abriu aquele dia lindo de sol, com o vapor quente brotando do asfalto...hum...que quentinho...
Nos dois ultimos quilômetros, surpresa!! Dois morrinhos para terminar "bem", sendo que o segundo, no paralelepípedo. Ali, pelo menos, meu gel de carbo levado para entregar a atletas necessitados foi solicitado, por um amigo de um amigo. A chegada e animadíssima.
Vi que varias pessoas quebraram e não conseguiram alcançar as marcas pretendidas, mas é como eu digo quando estou nessas provas de sofrimento: estava ruim para mim, estava ruim para todo mundo, ninguém (salvo quenianos) se beneficia daquele bafo quente. Não acho que Pomerode seja a melhor prova para baixar tempo ou até estrear na distância. Taís, Paula, Michele, Bruna Lenzi, Carol, Mille, vocês foram ótimas, estava duro para todas, garanto, eu vi o sofrimento do povo pelo caminho.
Gostei da experiência, e foi ótimo para eu ver que essa meia maratona não vai me fazer feliz, e só faço essa distância na alegria da paisagem ou do recorde de tempo (vide Bela Vista).
Mas  não vou mentir, claro que é beeeeem mais legal correr! 
Mudando do saco para o tenis, sexta feira foi a entrega solene do Asics Noosa Tri para o Jefferson Erchmann, ganhador no sorteio da nossa campanha Tenis Velho, Corredor Novo. O Daniel e o Franklin, da Wellness, super apoiadora, fizeram as honras, registradas na foto. Espero que voce seja feliz por muitos km com esse tenis, Jefferson!!
A entrega dos tênis doados será dia 08 de novembro, no auditorio da Fundação, quando chegar mais perto anuncio, está todo mundo convidado desde já.
E para completar a semana, sexta-feira será o primeiro dia da nutri Kátia aqui no blog, feito com o maior carinho, venham visitar!!
beijo e bons treinos!!


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Estreia no Triathlon

Então foi isso, fiz minha primeira prova de triathlon!!! Isso não me torna triatleta, mas...dei muitos pulinhos!
A sensação é muito diferente do final de uma prova de corrida. E a pessoa descobre muitas coisas sobre si, inclusive músculos até então desconhecidos...
Uma coisa que confirmei é que sou uma corredora que nada e consegue pedalar. Descoberta dolorosa. 
Mas vamos começar pelo começo.
Estou treinando há alguns meses, sendo que a bike daquele meu jeito alternativo, e os treinos de corrida ficaram alterados. A natação é que não muda, porque não tem opção.
Fiz a inscrição para modalidade mountain bike, porque não estava segura na speed, e meu objetivo, quando me propus a fazer a prova (muito antes da inscrição, portanto), era terminar, e me sentindo bem.
O kit já é divertido, touca, garrafinha, camiseta, e cheio de numeros, para a bike, capacete, peito, e tatuagens removiveis para os braços, em vez de desenhar os números, como já vi muitas vezes.
Embora estivesse treinando e minha dieta também tenha se alterado por conta da prova, confesso que semana passada bateu um desespero. Estava trabalhando em Floripa, a semana toda com colegas em um hotel, sem meus amores por perto, treinando de forma bem mais, digamos, natural e improvisada.
A corrida: solta na rua, forte na praia, e vice-versa, no horário em que era possível, a distância que desse tempo. 
Natação no mar da Praia dos Ingleses, experiência altamente mal sucedida, correnteza, rebentação violenta, solidão, horrível; natação na praia da Daniela, meu mar do verão de toda uma vida, beeem melhor, água gelada, só eu na praia (não é força de expressão). Meu principal objetivo era usar a roupa de borracha para ver como me sentia, se me acostumava, e para isso foi bom. Foi bom para ver que tenho muito para aprender.
Levei muito tempo para colocar a roupa, eu suava no final, ofegante, e rindo da minha pessoa. Para tirar, nem de longe foi a velocidade necessária para uma transição real. E me deu certa aflição, uma angústia, aquilo me apertando, prendendo os movimentos. Acho que é questão de hábito, não vou desistir.
E a bike? Então. Não pedalei.
A dieta foi posta  à prova, e me saí bem, não cedi às inúmeras tentações dos inúmeros coffe break do evento que eu estava. Mas foi bem solitário, e comecei a me questionar se estava pronta, pensei em desistir, mas perguntei para o Everton, e ele disse que eu conseguiria. E se ele diz, eu acredito. Ele me treina e me acompanha e, sinceramente, às vezes sabe melhor do que eu se estou ou não preparada.
Sábado de manhã consegui pedalar, inclusive como meio de transporte, e assim fui eu para Balneário Camboriú, fazer um sprint ou short triathlon, no qual são 750m de natação, 20km de bike e 5km de corrida. Engraçado que falando separadamente é tudo pouquinho...vai fazer em seguida!
Ah, sim, nesse caso, a bike tinha o famoso e temido Morro da Rainha em Balneário, duas vezes para ter certeza de que a pessoa é doida mesmo para ter se metido nessa.
Aconteceu de novo: cheguei no local da largada no domingo (que tinha mudado para o horário de verão, me tiraram uma hora de sono, como se eu pudesse perder isso), na área de transição, e encontrei o pessoal gente boa do triathlon de Blumenau. E eu era a unica mulher. É sempre nessa hora que penso: "o que mesmo eu vim fazer aqui"?
Mas eles me receberam tão bem, de novo, me ajudaram e deram dicas preciosas (Robson, muito obrigada), fui mimada de verdade. E as namoradas e esposas lá, apoiando e fotografando, umas queridas.
Everton coach encheu os pneus, emprestou um negocinho para a garrafa de hidratação, me ajudou a preparar o garmin (gps) para a prova toda, é super legal, conta transição e tudo, me lembrou que valeu o investimento. 
Deixei tudo separado, capacete para cima com o que eu ia precisar dentro, numero mais afastado para depois, organizadinha mesmo para não me perder (muito).
Levei a roupa de borracha, mas na hora decidi não usar. O tempo que eu poderia ganhar nadando eu perderia tirando o negócio, e pagando mico.
A agua estava fria, mas não gelada, e muita gente foi direto com o macaquinho de triathlon (inclusive a elite, me inspirei, hahaha), então me senti mais segura indo assim também.
A largada feminina é separada, oba, e eu estava beeeem nervosa. Tentei concentrar nos mantras básicos: uma coisa de cada vez, agora vou nadar, o resto não importa. Mas não é fácil.
A natação foi péssima. Eu parecia uma pata meio choca, não acertei a respiração, fiquei angustiada, não chegava na primeira boia, aquela maldita, foi muito difícil, parecia outra pessoa, alguém que aprendeu a nadar ano passado. Nos últimos 500metros acertei o passo, ou braçada coordenada. Muito tarde. Eca. Achei meu tempo horrível, 21min, mas depois fui olhar melhor, e vi que nadei 970 metros. Nossa, na hora apavorei, porque confirmei que tinha nadado totalmente torta. Ontem recebi a feliz notícia de que realmente o percurso dava em torno de 1000 metros. Daí pelo menos o tempo que levei foi o meu normal da piscina, embora não tenha sido bonito de se ver.
A transição? É aquela hora em que a gente sai da água, atordoada pela natação, corre até a bike (qual? onde? cade? quem sou eu?), calça o tenis (porque não uso sapatilha), hidrata e come,  põe capacete e vai embora, subindo na bike depois do tapete. Beleza. Agora como foi para mim.
Eu sentei, sequei um pouco o pé, estou começando, afinal, engoli um waffer feito para treino de bike (ele era tão gostoso, mas na hora me embuchou), tomei meu suco de uva já preso na bike, e, "apenas" quase 5 minutos depois, já estava pedalando o meu trator.
Era isso que parecia minha MB no meio das lindas speed, contra relógio, etc e tal.
Ali consegui concentrar que era minha escolha, e que eu não competia com eles, e deu certo. Fui, sem pensar muito, ate chegar no morro. Na minha inocência, comecei pedalando, e fui indo, até ter vontade de chorar e lembrar que aquela era a primeira subida, e tinha mais uma, além da subida de volta. Assim, desci da magrela e a conduzi carinhosamente morro acima, trocando o lugar da dor, das coxas para as panturrilhas, que cantavam em alemão. Lembrei dos treinos no portal da saxônia.
Depois é descida, a primeira vez cautelosa, a segunda enlouquecida. Ah, que sensação de liberdade que dá a bike! Bom demais!!! A segunda subida não foi pior, porque me preparei psicologicamente desde a primeira. E, diferente do Felipe, Sukita e Zanichelli, não fui um dia antes conhecer o morro maldito, porque só ia me entristecer. Fui achando que seria tão péssimo e horrível, que até que subi confiante.
Tudo bem que uma hora perguntei para o fiscal se eu era a última, mas ele disse que não, iupiii!
Não deram 20km, deram quase 17km, e eu fiz no tempo que estava esperando, quase uma hora.
Nessa transição fui rápida, um minutinho só para trocar capacete pelo boné (meu cabelo estava um espetáculo), pegar um gel (de comer) e colocar o numero na cintura (vantagem de não ter que tirar sapatilha e botar tenis). E saí correndo. Mesmo. Rápido. Para ser sincera, eu estava com uma vontade louca de correr! Minhas pernas estavam bem, me sentia aquecida.
Dali em diante era piloto automático. O único pensamento foi: faltam só 5km de corrida. Não pensa. Corre. E depois disso só fui. Parecia que estava  trotando, mas não foi o que o garmin apontou  depois (na hora eu não olhava valocidade nem pace, só distancia e tempo acumulado). Fiquei entre 5'05" e 5'20" de pace, achei totalmente excelente. E ultrapassei váááárias pessoas, incrivel, inclusive homens!! 
Astério me acompanhou durante uma volta na corrida, pessoal dava força no retorno, e Sukita me buscou no final da terceira e última volta. Foi muito importante para mim, porque ali eu ja estava sentindo umas pontadas de dor na coxa, coisa diferente, e ele foi ali ao lado, dizendo que estava tudo certo, e que faltava pouco. 
Quando eu vi aquela chegada comecei a rir, um riso de alívio, de felicidade, de missão cumprida. E depois do riso, um choro bem gostoso, de emoção mesmo, de sensação de que eu posso (Sukita deu ombro, coitado, se ferrou).
Fiz em 1h47min, o máximo possível eram 2h. Não fui a última mesmo, e inclusive cheguei antes de trios de revezamento e de meninas de speed (graças à corrida). Mas para ir beeem, falta muito chão.
Não vou falar da organização do evento porque eu nunca tinha feito, não tenho parâmetros de comparação. Mas a contagem de tempo e posterior premiação deram problema, a coisa ficou bem enrolada. Hidratação só na corrida, e frutas e isotonico no final, acho que é assim que funciona.
Como tinham pouquíssimas meninas na categoria mountain bike, ainda descolei um trofeu, que fui buscar no final porque perdi a chamada da premiação. Tudo bem, estava tomando um solzinho com a familia, afinal levei todo mundo para lá.
De quebra conheci varias meninas que estavam estreando também, nervosas como eu, e conheci a Josi, que foi a primeira colocada de MB, e é leitora assídua do nosso bloguito. Linda ela, e com tres filhos, sendo os mais novos, gêmeos!!! Olha nós ali, ela é top!
Assim que cheguei, se me perguntassem se eu queria fazer outro, não saberia o que responder. A sensação de terminar é incrível, e naquela hora realmente me achei bem corajosa por decidir tentar, treinar e fazer acontecer. Mas ainda assim, é sofrido, e exige além de treino, concentração e organização, é muita coisa para pensar. 
Só que no final do dia eu já estava planejando minhas travessias para melhorar meu nado no mar na pressão (porque no mar da Daniela, treinando, só eu, é fácil), e pensando que bike é treino, treino, treino. E que mb foi bom para estrear, mas não quero mais ficar lá para o final, só assistindo me ultrapassarem.
Engraçado que nem dei (tanta) importância para meu cabelo medonho e o fato de ir pedalar encharcada de água salgada, e depois correr, tudo com a mesma roupa. Nem lembrei que eu achava meio eca. Nada importava. Tanto que não passei filtro solar (sim, feio, buu para mim), achei que ia derreter e não precisava, mas fiquei com marcas estranhas, inclusive do meu número no braço, bem feito.
O dia seguinte? Dolorida, cansada, meio moída, mas nada tão diferente do habitualmente sentido depois de meia maratona, por exemplo, k42...quero dizer, não é dor de lesão, nem de nada de errado, só o normal do esforço intenso. Até porque eu estava seguindo a dieta adequada, suplementação, e me esforcei para fazer tudo certo antes e depois para ter uma boa recuperação. 
Gostei da experiência.  Sei que nem tudo o que o esporte pode oferecer me pertence, exige uma dedicação que não posso nem estou disposta a empenhar por enquanto.
Agora pelo menos eu sei que eu posso, eu consigo. Tem que treinar. E bastante, ainda mais se quiser aumentar as distâncias, mas a parte do treino, sou obrigada a confessar, é a parte mais legal do show. Lembrei da Dani dizendo que dia de iron é dia de festa. Com as devidas proporções, foi minha festa realmente,repleta de convidados especiais.
E vamos aos avisos paroquiais: tem Balneário Night Run dia 02 à noite, uma prova muito legal na areia, dia 03 tem uma corrida da Unimed em Floripa com 16km, mas que pode ser feita em equipe, dia 16 tem corrida GP em BC e dia 24 é a meia maratona de Blumenau, confiram o calendário de provas nos links ali em cima.
E por fim, para o final de semana e a proxima, novidades: entrega do tênis Noosa ao ganhador do sorteio, e a estreia de uma participação especial: com coluna fixa no blog para informações e dicas nutricionais, uma profissional que entende do assunto e orienta varios atletas de Blumenau:  Kátia Kegel Dieckmann, que além de competente é uma pessoa muito querida. Aguardem...
Final de semana chegando, é treino longo!! Bons treinos e boa prova para quem vai para Pomerode domingo!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

We have a Winner!!

No sábado, final do dia, o Marcio Nunes, assessor especial para assuntos sérios de informatica deste blog (que é, portanto, muito chique), inseriu os numeros cadastrados da nossa campanha no sistema de sorteios on line, e tcham tcham tcham tchammmmm!!!
O sorteado foi o numero 62,  Jefferson Erchmann. Parabéns!!!!
Ele já foi avisado por email, eu precisava conferir o número, e agora é oficialmente o felizardo que vai levar o Gel Noosa Tri 8 que foi comprado na Korrer com um mega desconto, e com a preciosa colaboração dos parceiros Blue Wish, Wellness Treinamento Funcional, ABTRI, Acquasports, Krabu, Taty's Estetic Hair e Sportlife, cada um pagando uma cota.
Como esta semana estou trabalhando fora de Blumenau, vamos fazer a entrega solene semana que vem, postarei aqui.
Estamos contabilizando as doações para marcar também a entrega na Fundação semana que vem, estou ansiosa. Temos mais de 70 pares de tenis para doar, além de roupas. Feliz, bem feliz.
Aprendi muitas coisas nesse processo todo da campanha. E conheci melhor várias pessoas. Algumas passei a admirar muito, outras me causaram espanto...O mais importante foi perceber que a solidariedade está nas ações simples, mas ainda estamos pouco acostumados a nos desfazer das nossas coisas, e  a participar de ações solidarias que exijam algo diverso de entregar moedas num pedágio no semáforo sábado de manhã. Sair da zona de conforto é complicado.
Fiquei muito contente com a repercussão na midia, que inclusive me pareceu sinceramente surpresa com a iniciativa. Claro que a cobertura aconteceu graças à querida amiga Ana Paula Ruschel, que mostrou a ideia para pessoas legais como a Regina Almeida e o pessoal da CBN e da Radio Nereu, além do Santa. 
Meus parceiros se empenharam, e o pessoal do Grupo Blumenau Águas Abertas, de natação, também fez doações, muito bom.
Além de todos a quem sempre agradeço, esperei terminar a campanha para falar que sem o Péricles, meu marido e companheiro, isso não teria acontecido. A ideia inicial brotou de uma brainstorm nossa, falando do blog, de como eu compro tênis e abandono os velhos ainda usáveis, e que muita gente devia estar na mesma situação. E falamos dos atletas da Fundação, e a coisa toda foi sendo construída, até pensarmos em fazer um sorteio no final, e buscar parcerias. Obrigada, mor, sem voce nem teria blog, afinal de contas.
Como se fosse pouco para o final de semana, teve Track and Field em Balneário Camboriu. 
A estrutura, perfeita como sempre: camiseta linda, kit show, com meia, garrafinha, barrinhas, etc. Entrega organizada na loja, com personalização em caso de compras acima de certo valor (sempre personalizo, não sei o que acontece...).  Desta vez usufruí mais, porque pela primeira vez deixei Arthur no espaço kids, e ele adorou! As monitoras eram atenciosas e carinhosas, ele ficou todo feliz com sua camiseta que depois personalizou (mais uma para a coleção). 
Obrigada mais uma vez à Caixa Econômica, com seu lauto café da manhã pós-prova, além da cortesia de sempre. Luana do Prado, você sabe investir nos atletas!!
Saímos de Blumenau seis e meia da manhã, e em BC abriu um sol quente, daqueles que precede a chuva, eu não contava com isso. 
A gente sabe que o percurso tem que sair e voltar para o Shopping, e tal, mas desta vez a vista era bem ruinzinha. Sou (bem) acostumada à beiramar norte, e dessa vez...Ruas mal  pavimentadas, esburacadas, marginal da BR101, pouco espaço para correr em algumas ruas, idas e voltas, curvas, muitas curvas, e até aclives, que não são comuns nas provas sempre planas da "franquia". Não deram 10km nem no meu nem no gps de  ninguém, acho que era difícil medir. Deram menos uns bons metros, e os 5km, segundo o pessoal, tinha mais...ops. 
Não corri bem, de novo (reclamona, de novo). Eu e a TF, né? Mas tem coisas que eu pelo menos identifiquei: meu treino tem sido bem pesado por causa do triathlon, e não é mais focado só na corrida. Além disso, sei que gosto de largar bem, e também sei que isso só é possível aquecendo antes, e não deu tempo. Então basicamente saí muito rápido sem ter aquecido antes, quebrei lá pelo km 4 e depois tive que tentar recuperar o prejuízo.
Fiquei orgulhosa foi da Simone, e a ela, todos os louros: voltando ainda da lesão, treinando de boa, sem expectativas, foi, correu e me esperou ainda. Corremos juntas os últimos quilômetros, eu triste porque não conseguia acelerar mais, e ela mantendo um ritmo ótimo  para quem não estava preocupada com performance (sei, Tita, sei...). Tenho certeza de que ela poderia ter me deixado para trás se quisesse.
Fica o incentivo a quem tem que parar por um tempo: há volta, e volta forte!
Muitas meninas fortes correndo, mais um pódio feminino todo abaixo dos 40', uau, né? 
Fiquei em terceiro lugar da categoria, a Simone em segundo, com 48'28", e diferença de milésimos entre nós duas. 
Esta semana o treino é diferente, fora do meu ambiente e não posso facilitar. Tenho planilha para cumprir aqui em Floripa, entre as palestras e atividades de trabalho. O tempo não é muito, e as condições estão longe das ideais. Mas hoje paguei meus 12km com gosto, vendo o mar e com o vento (forte) da praia dos Ingleses no rosto. Delícia!!
Mais novidades esta semana, aguardem...












terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sim, acontece de dar errado...mas ainda assim chateia

Então, campanha dos tênis na reta final a mil, e a vida continua. Fui fazer a Corrida pela Paz em Floripa no domingo, estava marcada para aquele final de semana que deu enchente em Blumenau e choveu em toda parte, então adiaram para dia 06.
Fomos buscar o kit no sábado, era só de manhã, maior correria, e já não tinha camiseta do tamanho, porque muita gente tinha pego antes. 
Tinha uma premiação muito legal, notebook, bicicleta, final de semana em hotel, premiação por categoria, isso dá aquela valorizada, e atrai um pessoal bom, então nem me animei quanto a performance porque o objetivo era só treinar no sol gostoso, até planejei ir nadar depois (na praia, não na beiramar, só para deixar claro).
Largada dos 10km e dos 5km juntas, tudo bem, já estamos acostumados, mas da caminhada ao mesmo tempo? Não precisava...por mais que a organização peça para os caminhantes aguardarem mais atrás, nem todo mundo entende. Hidratação dos 2,5km so para quem já retornava dos 5km, para os de 10km só na metade mesmo. Tudo bem, mas não precisava, porque na chegada tinha água de sobra, não ia fazer tanta falta.
Mas isso é o de menos. O problema foi o final, e não o início.
Achei estranho que não tinha tapete leitor de chip no retorno dos 5km, nem em nenhum outro ponto de corte. Não que seja comum, mas era realmente muito fácil fazer a volta antes do retorno oficial e ninguém ter como aferir se voce efetivamente correu os 10km, já que só se marcava a largada e a chegada.
E aí é que está. Teve gente que realmente desistiu de correr 10km, apesar de inscrita, e voltou antes, de maneira que seu tempo na prova de 10km ficou suuuper baixo, tipo 26, 27 minutos, e a pessoa talvez não tenha corrido nem 5km!
O sistema do chiptiming ficou doidinho com tudo isso, e a classificação final, naturalmente, não funcionava, acabou ficando misturado também o pessoal de 5km e 10km, porque não foi feita a divisão de distâncias, ou o que quer que seja. A encrenca é que a premiação simplesmente não acontecia. 
Foi triste, porque da metade da prova em diante, percebi que  não tinha visto muitas meninas na minha frente (pelo retorno), então até me empolguei e dei uma acelerada, quando terminei fui me informar, e o rapaz me disse que eu tinha pódio, então decidi esperar. Ah, sim, e o Péricles foi buscar minha camiseta da prova, porque no regulamento dizia que para subir ao pódio tinha que estar com a camiseta. Eles recomendavam o uso durante a prova, mas eu não consegui, manga curta, gola justa demais, tamanho errado...
Para os pódios gerais até o tempo foi corrigido e foram entregues os prêmios e trofeus. E então, após a premiação masculina, pasmem: o organizador ou locutor que estava anunciando vem ao microfone dizer que o regulamento, na verdade, dizia que só podia ser premiado quem passasse o funil de chegada com a camiseta da prova, e disse ainda que o primeiro lugar masculino ia ter que devolver o premio. Hã? Vaia geral, fiasco. Ainda mais porque não havia como saber quem passou com a camiseta, não tinha filmagem nem fotos oficiais, ou seja, era só na base do dedo-duro.
Além de situações como a minha,  havia vários profissionais e mesmo amadores patrocinados, que são inclusive obrigados a utilizar a camiseta do patrocinador, e, na hora do pódio, colocaram a camiseta da prova por cima.
O senhor ao microfone acabou mudando de ideia e disse que "depois ia ver isso". Sei.
O pior ainda acho que não foi isso, foi a medição do percurso. Não dava 10km. E não era um desvio, uma diferença que é possível conforme você faz a curva (aliás, na beiramar é até difícil isso acontecer), mas uma diferença de mais de 500 metros!!
Eu corri menos de 9,5km. Ainda corri mais do que os outros, porque como ainda estava em 9km300m, mais ou menos, eu acelerei forte e achei que tinha um retorno, como na meia de Floripa, para fechar, e não fui para a chegada, fui para um portal, toda concentrada (toda otária, na verdade), então ainda tive que voltar, para pegar o funil. 
Eu fiz em 46'30", mas não tenho nem coragem de dizer que fiz meu melhor tempo em 10km, porque corri menos do que isso,  beeem menos. Posso dizer que foi meu melhor tempo em prova de 10km, se quiser disfarçar, mas não fiquei satisfeita. Fiquei decepcionada, porque era a corrida pela paz, e já estava todo mundo perdendo a paciência. Eu fiquei até onze e meia da manhã esperando, tomei o maior torrão nos ombros, e acabamos indo embora sem saber minha colocação.
Sei que acontecem problemas e falhas nas provas, mas tantas juntas, na mesma corrida, não tinha visto ainda. Descobri no site ontem que fiquei em terceiro lugar da categoria, vou descobrir agora como consigo pegar meu trofeu.
Valeu realmente pelo treino, porque quem foi para levar a sério se decepcionou. Imagina quem foi fazer sua primeira prova de dez km? Terminou achando que corre bem mais rápido do que imaginava (e aí vai se decepcionar nas próximas), ou também desanimou ao saber que não correu os planejados 10km, não sabendo qual é seu tempo nessa distância.
O melhor do final de semana, sem dúvida, foi conhecer a loja Korrer. Três andares de loja, com teste de pisada, ventilometria, espaço para massagem, para treino, variedade incrível de tênis, e profissionais em educação física atendendo, ou seja, não é como nas lojas grandes e multimarcas de esportes, nas quais o sujeito vende tênis, mas poderia estar vendendo parafuso, já que não conhece nenhum dos dois.  Vale a pena a visita. E não é jabá, mesmo que ele não fosse apoiador ia indicar, loja assim é difícil de encontrar.
Novidade no blog: à direita agora tem links de sites com calendários de provas. Coloquei vários, para tentar cobrir o máximo possível de organizadores. Eu sempre fico procurando em vários sites até achar a prova que quero. Então, em vez de ficar no google procurando data de prova, distância, etc, vem aqui no blog e clica nos links.
Esta semana ainda volto, muitas coisas acontecendo...
Até lá, vamos treinar, que o verão está chegando!!




segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CAMPANHA - RELEMBRANDO REGULAMENTO, DATAS E POSTOS - CADASTRE SEU NÚMERO!!


NOVO APOIADOR E POSTO DE COLETA: LOJA KORRER EM FLORIANÓPOLIS

(Rua Bocaíuva, 1973)

ALTERAÇÃO PARA DATA FINAL DE CADASTRO DOS NÚMEROS NO BLOG: 10 DE OUTUBRO, QUANDO TODOS SERÃO REUNIDOS NA ACADEMIA WELLNESS PARA CONTAGEM FINAL.

DATA DO SORTEIO SERÁ DIVULGADA NO DIA 10 DE OUTUBRO 

DATA DA ENTREGA DAS DOAÇÕES SERÁ DIVULGADA NO DIA 10 DE OUTUBRO

Regulamento


01.  Esta é uma campanha de doação de pares de tênis usados em bom estado para atletas, profissionais ou amadores, de baixa renda da cidade de Blumenau e região, de iniciativa do blog www.vidaeumacorrida.blogspot.com;
02.  As doações podem ser feitas por pessoas naturais ou jurídicas, que deverão se identificar no blog através do formulário próprio após a entrega dos produtos;
03.  As doações e cadastro no blog ocorrerão de 26 de agosto a 10 de outubro de 2013;
04.  Poderão ser doados, alem de tênis, roupas para prática de corrida e outros esportes, em bom estado de conservação e limpas;
05.  Ao final da campanha, será sorteado entre os números recebidos pelos doadores, o tênis Asics Gel Noosa Tri8, no valor de R$ 450,00, que poderá ser retirado na loja indicada no blog em até 30 dias após o sorteio;
06.  O ganhador do sorteio receberá também uma camiseta de corrida, cortesia de Taty’s Estetic Hair;
07.  Outros brindes poderão ser sorteados pelos apoiadores da campanha, o que será divulgado no blog;
08.  A data e local do sorteio serão divulgados no dia do término das doações, ocorrendo no prazo de quinze dias;
09.  5 postos de coleta em Blumenau:

  • Wellness Academia: Rua Sete de Setembro, 1574;
  • Taty’s Estetic Hair: Rua Angelo Dias, 200;
  •  Loja Sportlife: rua São Paulo, 1372;
  •  Pela ABTRI- Associação Blumenauense de Triathlon: Academia Acquasports - Rua Catharina Braun, 116 e loja  Krabu - Rua Curt Hering, 256;
10.  Poderão ser apresentados outros postos de coleta, inclusive em outras cidades, que serão informados no blog;
11.  O tênis a ser sorteado é oferecido  pelos apoiadores Wellness Academia, Taty’s Estetic Hair, Loja Sportlife, ABTRI e ainda Wish Energy Drink, que acreditam na campanha e no potencial de todos os jovens atletas;
12.  Para proceder à doação, o interessado deverá acessar o blog, conhecer o regulamento e fazer sua entrega em qualquer dos postos de coleta, onde receberá um número. Deverá informar no blog o número recebido para participar do sorteio, no formulário próprio;
13.  É entregue um número por doação;
14.  Não há limitação de doações, podendo cada pessoa fazer quantas doações quiser;
15.  Encerrada a campanha, todos os produtos recebidos serão entregues na Fundação Municipal de Desportos de Blumenau, para doação efetiva a atletas de menor renda e alunos da modalidade atletismo de Blumenau;
16.  A Fundação poderá destinar os produtos recebidos a entidades sem fins lucrativos que assistam jovens atletas ou estudantes, a seu critério;
17.  Encerrada a campanha, o blog divulgará a quantidade de produtos arrecadados e os apoiadores, e haverá a cobertura da entrega dos produtos.
18.  Não existe vinculação desta campanha a partidos políticos ou Administração Pública em nenhum nivel, e é uma campanha sem qualquer fim lucrativo.
19.  Dúvidas ou questões diversas que surgirem ao longo da campanha poderão ser trazidas ao site para resolução.

Blumenau, 26 de agosto de 2013.



Formulário para participar do sorteio