quarta-feira, 19 de junho de 2013

para não deixar de falar de Floripa...

Meia maratona de Floripa da O2. Mais do que uma prova de corrida, uma festa para corredores. É um evento. Dos grandes.Super kit, super estrutura.
Já foi no outro domingo, mas nesse tempo teve dia dos namorados, me empolguei...
Ainda assim, tenho (como sempre) umas palavrinhas sobre a prova.
Mudou o percurso. Nas duas primeiras edições, a largada era no estreito, bairro de Floripa que fica no continente, na nova beiramar continental, lugar lindo, todo novinho, sei que falei da prova ano passado, porque o mais legal era correr em cima das pontes que ligam a ilha ao continente.
Pois então, este ano foi tudo para a beiramar norte, no centro de Floripa, ou seja, muito semelhante à meia maratona da Caixa que aconteceu em março. 
Quando me inscrevi, quis fazer os 21km por causa do percurso, então foi uma decepção quando foi alterado, tanto que tentei mudar minha inscrição para 10km, mas não era mais possível. Tudo bem, já estava  me pseudo-preparando para os 21.
Muita gente reclamou da mudança, e acho que quanto mais gente reclamar, maior a chance de voltar ao que era...faço a minha parte.
No kit, o charme fica por conta da camiseta de manga longa, este ano voltou a ser boné e não touca (era ridicula, e não faz o frio todo que se espera), a sacolinha e um gelzinho de carbo.
Acho que por causa da mudança do percurso, a organização ficou confusa. E foram muuuuitos inscritos.
A largada foi ruim. Bem ruim.
Ficava lá o organizador no microfone a pedir para as pessoas respeitarem suas posições de largada  conforme o pace que pretendiam seguir, mas não havia controle nenhum, e sinceramente, sem isso, aqui no Brasil, vira tudo uma bagunça. Em provas assim, na inscrição a pessoa indica seu pace, recebe uma cor no numero, e só pode entrar no curral da sua cor.  
Pessoas que evidentemente nem sabem o que é pace estavam la no pelotão quênia, e isso é ruim para os rápidos e para os lentos atropelados. Como é prova de estreia de muita gente, até se justifica o desconhecimento, e essa é mais uma razão para a organização ser melhor. 
Eu fui para o meu curral, para os abaixo de 5'30", e larguei logo. Mas quem ficou assistindo disse que dez minutos depois do sinal de largada nem todos tinham passado pelo tapete, o que é um absurdo se não há largada por blocos como em várias provas do exterior.
Mais uma vez, não consigo entender por que as largadas para as três distâncias são simultâneas. Este ano eu estava tranquila porque ia correr 21km, mas para quem vai correr 5km ou 10km, demorar para largar e pegar tumulto no primeiro km é muito prejudicial ao rendimento.
Qual o problema em fazer largadas separadas pelas distâncias? Não posso acreditar que atrasaria mais do que do jeito que foi feito.
O dia estava perfeito para correr. Sol, friozinho gostoso, daqueles que depois vira calorzinho gostoso, e não tinha vento. Isso, quem é de Florianopolis sabe, é muito raro. Eu estava preocupada com o percurso porque ia para o lado sul da ilha, túnel, e na maratona da caixa do ano passado o vento era absurdo. Desta vez soprava uma leve e agradável brisa, sensacional.
Depois que voltava, seguia até quase o trevo para o norte da ilha, e retornava. Não é o melhor percurso do mundo, mas é praticamente todo à beiramar.
Não é plano como diz a propaganda. Tem que subir o elevado, e são diversos aclives. Mas é predominantemente plano, digamos assim.
A água no percurso era farta, mas achei pouca gente para entregar, ou meio atrapalhados, digamos assim.
Um posto com isotônico, depois da chegada do pessoal dos 10km, para garantir que era só para os da meia maratona. 
Não gostei da chegada, porque o último quilômetro é importante, e se espera uma reta. Mas não, a gente seguia quase um km na reta, que parecia ser a reta final, e então tinha uma voltinha - sim, uma voltinha, retorninho - para correr mais 300m até a chegada.
Na dispersão, isotonico - bom, banana e maçã.
A premiação foi meio triste. Iniciou logo, e como são só os três primeiros, é tudo muito rápido e, claro, são os tops que estão lá. Só os tops tops. A da Caixa, em março, premia até o 5ª colocado. Parece pouco, mas já dá uma animada, pelo menos eu sempre acho isso quando corro 10km ou 5km.
A inscrição é cara, a premiação é só troféu, que nem é tão bonito, e no final das contas fica bem pouca gente para prestigiar, nada emocionante.
Claro que uma premiação por categorias demanda mais trabalho, estrutura, tempo, e menos lucro. Muitas provas têm por categorias apenas para os 21km, pelo menos ja democratiza um pouco.
A organização deve chegar à conclusão de que não precisa, porque como está, o esquema funciona bem, pelo menos para eles. Falaram em 10 mil inscritos! Muitos, muitos iniciantes, e realmente é ótima para começar ou recomeçar. A foto oficial tinha plaquinha com a distância alcançada, mostrando a superação, isso é bem legal.
Bom também receber o resultado oficial no celular uma hora depois da chegada, e logo depois já estava tudo no site, e também por email, daí com colocação, geral e por categoria, além de receber a foto grátis, um mimo bem simpático.
Mas a prova não pode ser organizada de forma amadora, já que não é. 
Por outro lado, com o dia que fez, estava ótimo para correr. Eu esqueci o ipod, mas gostei de ouvir meus pensamentos, passos, respiração, e o que os outros falavam.
E estava bom demais. Adorei correr a distância dessa vez, me diverti a prova toda, curti a paisagem...
Fiz meu melhor tempo, 1h51min, 10ª da categoria, imagina, ótimo. E desta vez fiquei com vontade de fazer outra no segundo semestre e baixar meu tempo ainda mais. Pena que minhas unhas dos pés, que estavam crescendo tão bonitinhas, estão se despedindo de mim, mais uma vez...
Agora vem Urubici, o Desafrio, o pessoal está treinando fortíssimo. Não faço esta prova porque odeio passar frio, não me atrai, mas estarei torcendo para as duplas tops que estarão por lá. Parece que vai chover inclusive...ai.
Para os demais tem  a prova do CERENE, que tem uma função social importante de conscientização antidrogas, e nada como a atividade física para manter a mente e o corpo longe disso tudo mesmo. A novidade este ano é o acréscimo de uma distância, agora são 7,5km ou 12km.   A inscrição é baratinha, porque o foco é outro, e tem premiação em dinheiro e por categoria. 
O que ainda não me explicaram é por que os homens estão divididos em categorias de 5 em 5 anos e as mulheres de 8 em 8...
Ah, a prova tem morrinho, então tem que treinar.
E dia 29 tem Mountain Do Costão do Santinho, agora só individual, com várias distâncias. Padrão mountain do, show. E paisagem, mas os percursos são sempre duros.
E a partir deste mes pretendo postar os destaques das revistas especializadas, como O2, Runners e Contrarrelogio. Eu leio sempre e adoro, e cada uma tem seu destaque que pode interessar, de modo que vou fazer um resumão delas para ajudar a escolher qual comprar, quando for o caso.
Até mais, bora correr.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Casais correm...ou não

Já vou logo avisando, para quem ainda não sabe, que não sou uma pessoa fofa. 
Então, não acho linnndo nem faço "óin" quando vejo casais na linha de chegada de mãos dadas, um atrasando a corrida do outro. Acho mesmo isso, que correr de mãos dadas é desconfortável e inútil.
Vou dizer o que me emociona: é o cara (sim, o cara, não a menina, a mulher, e sim o cara) acordar junto com a namorada/esposa/mina/gata, no dia da prova de corrida que SÓ ELA vai fazer, tomar café com ela, ir junto na largada, e estar lá na chegada (pode fazer o que quiser no interim, inclusive tomar cerveja e olhar as meninas bonitas correndo). E sem cara feia. Só na parceria.
E digo o cara porque a gente vê mais meninas fazendo isso pelos seus homens do que o contrário...infelizmente. 
Para mim,  feliz não é a mulher que corre com o parceiro, é a mulher que corre tendo o apoio do parceiro. 
E é uma pena que nem sempre tenha,  porque se a mulher for correr com um bom clima para isso, com apoio, ela vai voltar do treino mais feliz, mais gostosa, mais realizada, e mais magra (não está, mas ela vai se sentir assim). E todo mundo ganha com isso.
Correr só porque o outro corre também não é um bom motivo, mas eu sou uma pessoa aristotélica, e não platônica, então o importante é correr, o motivo...cada um com o seu, e depois que a pessoa perceber os benefícios, terá seus próprios motivos.
Os dois correrem é ótimo, sinceramente. Porque conseguem entender dores, cansaços, treinos, temores um do outro. Além disso, ambos saberão que os tênis não são iguais, que existem pisadas e provas diferentes, com necessidades diferentes. Principalmente, a pessoa não vai te olhar com cara de E.T quando voce acordar as seis da manhã de um domingo para correr nem fazer cara de nojo para o whey. 
Nem sempre isso é possível, há quem não consiga fazer o outro gostar de correr, ou com que corra mesmo sem gostar. Em compensação, há quem tenha se conhecido por causa da corrida, em grupo de corrida (vejam o blog loverunning), ou em uma prova, e isso já é um ótimo começo. Os casais que correm juntos têm um certo charme, eu reconheço, e ir correr juntos é ótimo, desde que um respeite o ritmo do outro, e ninguém se violente para acompanhar o outro (correndo mais rápido ou mais devagar). Em resumo, não vale ficar magoadinho porque o outro corre diferente.
Por isso, embora eu adore o fato de que meu amor agora também corre, tendo consciência de ter incentivado, mas ele começou a correr porque em algum momento concluiu que seria bom para ele. Ou seja, com toda a razão do mundo, ele corre porque tem benefícios com isso, para a saúde, para a mente, para a vida.E isso me deixa muito feliz.
Para mim, o mais legal é  voce cruzar a linha de chegada e o teu amor estar lá, te esperando com sorriso no rosto e pronto para te dizer que voce foi suuuuper bem (mesmo que não tenha sido) e que está linda (o que é impossível depois de uma prova, mas é tão simpático...). Isso mostra carinho, cuidado, e isso é por nós.
Então, se teu amor não corre, não fique frustrada/o. Se te incentiva e reconhece o bem que te faz  correr, como isso te deixa feliz e ele ganha com isso...você é privilegiada, como eu.
E quem está sozinho, bora treinar, vai conhecer gente bem mais interessante do que na balada!!










sábado, 1 de junho de 2013

Iron people e nós

Domingo passado teve Ironman em Jurerê, Floripa. Para quem não sabe (eu não sabia muito bem até ano passado), é uma prova de triathlon, com 3.800 metros de natação no mar, 180km de ciclismo, e 42,195km de corrida. Sim, isso tudo. A gente fala que fazer uma maratona é muito, né? imagina depois de nadar e pedalar isso tudo?! Coisa de maluco? Sim, de muuuitos malucos.
Ano passado fui assistir a parte final da corrida, a chegada, em uma arena com arquibancada. É muito emocionante ver a coroação do esforço, do preparo, da dedicação de meses, e em alguns casos, anos, que permitem que o sujeito esteja ali. As famílias passando junto no portal de chegada, não só esposas, maridos e filhos, mas mães, pais, avós, todo mundo vibrando junto. Lindo mesmo.
O meu iron coach Everton fez ano passado e de novo este ano, e eu acompanhei a rotina de treinos dele.
E realmente, não é para qualquer um. Precisa treinar muito, e não só treinar, mas ter uma estrutura que permita o treino. Equipamentos (do ciclismo, por exemplo, são caríssimos, baita investimento), roupas adequadas, suplementação, disciplina, determinação, e muita compreensão de quem está perto. Por exemplo, dormir pouco não é uma opção, o cara tem que estar descansado para treinar bem. Ausências no final de semana, quando os treinos longos são possíveis...Dá uma certeza de que não é para mim...pelo menos não tão cedo.
Eu olhava, e, embora pareça que não tem nada a ver, lembrava do momento final da escrita da minha dissertação de mestrado, em que eu parecia um zumbi, e só tomava banho e comia para me manter viva e limpa, mas não estava nessa órbita. A mesma coisa quando estava fazendo concurso, estudando para a prova de sentença, com cara de louca. Só que no caso do iron, é o corpo que está sendo submetido de forma predominante. Mas é a mente que exerce uma força poderosa para o atleta se lembrar dos motivos de estar ali, do treino, e nunca pensar que não é capaz.
O Everton é um ótimo exemplo a ser seguido, porque ele treina pesado, se dedica, mas não reclama de cansaço,  não se acaba, não perde casamentos e aniversários, só não se passa nas ocasiões festivas, porque renúncias são necessárias em nome de  algo maior. Não da para chutar o balde e beber todas de quinta a domingo e achar que o treino vai render...
E depois de tudo, de 11 horas e quase quarenta minutos, ele chega bem, inteiro, contente, com cara de festa, com a Amanda, super iron wife, ao lado.
Tem gente que chega tão acabado, tão sofrido, mancando, que eu não consigo ver graça, ainda mais quando é atleta amador, que não ganha para aquilo, ou seja, é pelo prazer da conquista.
A Dani, minha colega master blaster top, fez de novo, e agora se superou totalmente, ela cresce na adversidade,  e mesmo com o joelho estourado fez um tempo maravilhoso e papou o 2º lugar da categoria.
É o máximo mesmo, e quem completa merece o título de ironman e ganhar nossa admiração.
Mas é o objetivo de cada um, certo? nem todos sonham com isso, ou gostam.
E aí é que está. O  ponto onde quero chegar é o da conquista.
Assim como admiro o Astério, um menino que vai muito longe no triathlon e que fez o primeiro iron dele em 10h15', também admiro demais a pessoa que finalmente decide tirar o traseiro do sofá, parar de ver a novela e reclamar que está gorda, que não conhece gente interessante, que não tem disposição, e começar a correr, e  ter coragem de fazer sua primeira prova de 5km. E terminar, mesmo que em 45 minutos.
Feliz, cansada, acabada, como termina todo mundo em dia de prova.
Plenamente realizada por sua conquista, com uma medalha que vai sempre lembrar que consegue.
Na próxima, vai tentar baixar o tempo, ou se sentir menos cansada, ou  aumentar o trajeto. Não importa.
O importante é ter coragem e atitude de se movimentar, de se mexer, de sair da inércia. E conquistar um objetivo.
Imagina quem tem algum problema físico, ou adquire uma lesão? Ter um objetivo é importantíssimo para seguir em frente, e a conquista vem, ainda que lentamente.
A Clenir Bolt, digo, Bof, ano passado se lesionou feio (jogando futebol, tsc tsc), e parecia que não ia  correr por muuuito tempo, a perspectiva não era boa. Daí no domingo passado teve Blumenau 10k, e ela fez os 5km em 21 minutos, ganhando a prova. Fiquei  emocionada com um retorno tão triunfal aos pódios. Ela é minha inspiração, e não só minha. Corre muito, é top, e gosta de correr. E trabalha, tem tres filhos, marido, uma pessoa cheia de afazeres, que tem que fazer varios sacrifícios para poder treinar. Fizemos a Volta à Ilha juntas, e ela sempre se supera. Me da a certeza de que a Tita e a Giane vão voltar fortes.
A  prova Blumenau 10k é muito gostosa, a gente encontra todo mundo conhecido, este ano a camiseta estava bem melhor, oba, e a sacolinha era ótima também. 
Tem possibilidade de fazer 5km, então é ótima para iniciantes. Sai da frente do Shopping, percurso conhecido para quem é da cidade, predominantemente plano, com alguns aclives, vários postos de hidratação com água, e frutas no final. 
Premiação por categoria, que valorizo, não só por mim, mas pelo pessoal mais veterano que ainda corre muito, mas que tem dificuldade (natural)  de acompanhar os mais jovens. Além disso, muito mais gente sai feliz da premiação!
A nossa equipe inaugurou a tenda patrocinada pela Fórmula, com frutas, isotônico, foi muito legal, se sentir pertencendo a um grupo também faz parte de uma corrida agradável. 
Falando em objetivo, cheguei perto do meu...Fiz tudo certo, dormi o suficiente, comi direitinho como Nadia manda, hidratei, suplementei como dr. Fabio mandou, peguei água em todos os postos, então nem levei nada comigo para não atrapalhar,  e não posso reclamar. Mantive um bom pace e fui a primeira da minha categoria. Meu tempo foi um minuto a mais do que fiz ano passado, mas ainda assim foi bom, e não chegou a hora de me matar em uma prova. Nessa, em especial, não adiantaria muito para efeitos de premiação, porque as meninas estavam fortes, a primeira colocada fez em 40', show de bola.
Bom mesmo foi estar lá com a turma, Pericles correu bem os 5km, Monica estreando nas provas, e curtindo, clima de prova  é tudo de bom, o astral das pessoas, todos em função do esporte, da endorfina...que delícia que é. Cada um buscando sua conquista pessoal, e todas super validas.
Agora vamos treinar que semana que vem tem meia maratona de Floripa, eba!!!!