quarta-feira, 31 de julho de 2013

Dia de correr e a Track and Field

Eu não me considero uma pessoa teimosa, em geral. Teimoso é o meu irmão, foi o que sempre ouvi em casa. Sei e gosto de ceder para não perder o amigo (e para encerrar de uma vez uma discussão), e adoro mudar de ideia.
Mas alguma coisa nessas provas da Track and Field desperta um sentimento dentro de mim que me faz mal.
Pois é, todo mundo adora a prova Track and Field. Eu também, e recomendo, principalmente para iniciantes, porque o percurso é plano, o kit é ótimo, tem duas distâncias, hidratação, é super organizada, banheiro de shopping...tudo de bom, certo?
Sim, mas não para baixar tempo e ser competitiva. E eu insisto em tentar baixar o tempo e buscar uma colocação melhor. E isso faz com que eu  esqueça o efeito da corrida sobre mim: ser feliz. Desta vez, graças à Bruna Lenzi, eu consegui perceber como eu mesma me pressiono e me boicoto na prova.
Durmo mal na noite anterior, fico nervosa, e dá tudo errado: não consigo aquecer o suficiente para largar bem, não consigo largar na frente, e quem já fez a prova sabe como é a largada: muvuca. Total e completa.
Esta foi a primeira que fiz no Shopping Iguatemi desde que meu pai se mudou da região, então eu nunca tinha ido de carro, estacionado, etc. Só isso já me deixou tensa, o que é ridículo, considerando que na meia do Bela Vista, na outra semana, eu estacionei do lado de fora, aqueci basicamente correndo até a largada,  logo iniciaram a execução do hino nacional (lá tem isso, é bem fofo), e lá fomos nós! E eu achei super divertido.
Em Floripa estava frio, bem frio, corri de manguito e estava congelada nas pernas.
Levei um minuto para chegar no tapete de leitura do chip, por conta da galera toda, e do espaço pequeno para os currais por pace, devidamente  desrespeitados.
O kit, como sempre, um sucesso, camiseta linda de qualidade e com possibilidade de personalizar se fizesse compra acima de determinado valor, meias otimas, toalhinha, barrinha, e desconto na loja. Na chegada, supresa: além da água, frutas e do isotônico, lata de atum, adorei!
Já o desempenho...nessa de querer ultrapassar as pessoas logo depois da largada, tive que acelerar mais do que poderia no inicio da prova, e não tinha como manter o ritmo depois, ou seja, demorei para conseguir acertar a respiração e o passo. Sinceramente, acho que levou a prova toda...apesar disso, incrivelmente, mantive um pace médio em quase todos os km.
O dia estava lindo, sem vento, só o ar que estava gelado demais para mim. Alguem lembra de eu ter dito que correr no frio pode ser mais gostoso? Mentira minha, odeio frio. 
Estava dura a prova para mim. Distância certa, prova certa, suplementação e preparação certas. Mas então me lembrei de como temos isso, dias bons e ruins. Embora eu tenha pouquíssima experiência em meia maratona, me saí bem na última, por vários motivos, e um deles, certamente, foi estar em um dia bom. Além de  relaxada, sem compromisso e sem cobranças exageradas, com uma meta que eu sabia que era possível alcançar. 
Temos dias melhores e piores de corrida, principalmente quem gosta de competir. Aprendi a duras penas, com o Dr. Fábio me auxiliando, que não é possível estar sempre no ponto máximo de treinamento, e às vezes bem quando a gente quer, não é o dia ótimo.
E eu fui achando que seria uma janela de oportunidade, mas logo descobri que, na verdade, foi na semana passada, no Bela Vista. E tambem descobri que os 10km podem ser bem sofridos. Sim, porque na meia estava frio também, e chovendo. Então o que aconteceu? Vai saber...
Frio, desaquecida, meio dolorida e percebendo que não tinha chance de pódio  - resolvi contar as meninas na minha frente no retorno da segunda volta - , desanimei total e quase quebrei, mas fui salva por um anjo, desses que aparecem, um colega de tribunal, que me puxou direto até o final, sempre ajudando a forçar, e no final das contas, fiz meu melhor tempo de T&F, 47'34", mas não meu melhor tempo de 10km. 
Só que dessa vez, acho que finalmente consegui entender que não é nessa prova que farei meu melhor tempo. Muito menos um pódio geral, porque são meninas muuuuito fortes, e é sempre a Gabriela quem ganha com 40', ou seja, não é para o meu bico.
Mais uma vez, hora de repensar objetivos e metas (falei que adoro mudar de ideia). É dureza fazer 10km por tempo, e não por diversão apenas. É pior ainda para mim ir só pela diversão em determinadas provas, então algumas realmente não posso participar, se não sei brincar.
Ainda fiquei bem, em 3ª lugar da categoria, e, pelos tempos das demais, não adiantaria nada, para efeitos de colocação, baixar um minuto, que é um bocado de tempo em 10km. Ou seja, bem dentro do meu ser competititivo, não quero só baixar o tempo, quero que isso se traduza em melhor colocação nas provas. Blargh.
Adoro correr rápido, mas tenho que escolher a prova para não me decepcionar. E treinar. Treinar, treinar, treinar. E não esquecer de me divertir como fiz em tantas provas. 
Muitas provas legais vão acontecer no início do segundo semestre. Beto Carrero no sábado à noite (não vou fazer desta vez, mas recomendo, é muito astral, em equipe), corridas da esperança dia 04 em Floripa, dia 17 tem k42 Bombinhas, dia 24 night run Joinville e no Rio.
Esta semana já estão saindo as revistas especializadas do mês, vou começar a leitura para recomendar. Na Runners já vi que tem uma reportagem ótima sobre a Maratona de São Paulo, que é em outubro (mas as inscrições terminam rápido) e tem uma distância alternativa de 25km, bem diferente. Vamos lá, em frente, consciente e esperando esquentar!!!





quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sabe como é ser campeão de uma prova?

Não? Bom, eu também nunca cheguei em primeiro lugar em prova alguma. Cheguei em segundo lugar na primeira prova de aventura que fiz, em Jurerê, e achei o máximo. Já fui o primeiro lugar na minha categoria, e isso pode significar ser a décima colocada na prova, por exemplo.
Mas não é isso que define, necessariamente, a conquista de um atleta amador. O que nos define, para mim, é  o alcance das metas.
Já falei sobre a importância de se ter uma meta, nem que seja manter a forma, emagrecer, ou ter saúde (esta deveria estar embutida em todas). O que acontece é que, a partir do momento em que realmente você começa a correr, inevitavelmente acaba traçando metas: correr mais km, mais rápido, trilha, aventura...porque é assim que se evolui, até para quem tem o objetivo de emagrecer. Depois de um certo tempo, continuar correndo cinco km em 30 minutos, no mesmo ritmo, três vezes por semana, vai deixar de surtir o efeito desejado em termos de emagrecimento, porque o corpo realmente "se acostuma". E vai ficando cada vez mais sem graça também.
Na O2 deste mês, na coluna do Marcos Caetano ele trata da importância para o corredor de ter objetivos, e que podem ser bem modestos, como uma volta a mais no quarteirão. Eu digo que pode ser até ficar menos ofegante, ou cansado, ou dolorido, na próxima prova.
E eu tinha minha meta de fazer meia maratona em 1h50min este ano. Em Floripa foi um minuto a mais, e fiquei com isso entalado. Parece bobagem, mas para mim era importante, e um minuto numa prova de 10km é muita coisa para reduzir, mas numa meia maratona é mais fácil. E assim fui em busca do meu objetivo na meia maratona do Bela Vista, clube tradicional de Blumenau que fica em Gaspar (é, isso mesmo).
Depois vim a saber que várias pessoas estavam em busca de seus objetivos pessoais naquela prova, e alguns estavam estreando. Junto com a meia maratona, ocorre a Prova de Inverno com 6km, ótima distância para quem está acostumado a 5km, para quebrar a rotina, e também para quem vai fazer sua primeira prova.
Quanto à organização  tudo bem, a prova é tradicional  então já funciona sozinha, mas muita gente reclamou do valor da inscrição, considerando a estrutura da prova e o kit. De fato, não era barato. E era só a sacolinha e uma camiseta que até era bonita, mas de material beeeeem ruim. Ah, não tinha modelo feminino, de maneira que, novamente, vim para casa com uma camiseta para anão gordo: curta e larga. Sou feliz porque, mais uma vez, a Caixa Econômica acreditou em mim e patrocinou a inscrição, como de outros atletas correntistas.
Acho que, no caso dessa prova, o preço se compensa pela premiação em dinheiro, que atrai atletas profissionais, inclusive na prova de inverno, e pela premiação por categorias na meia maratona, que, como vivo dizendo, valoriza muito a prova e o desempenho por idade.
Mudaram o percurso, que ficou muito melhor, na minha opinião.
A crítica construtiva que faço é a mesma do ano passado: não tem tapete de largada com leitor do chip, ou seja, não há cômputo de tempo líquido, só o bruto, o que é uma injustiça. Eu não largo lá na frente, não tem pelotões, e e natural que o pessoal de 6km queira largar mais na frente. 
Acho que os últimos dias são inesquecíveis em termos de condições climáticas, certo? Pois é, começou a cair a temperatura, com a previsão de que todos vamos congelar, e para completar choveu. Muito.  Aqui em casa ja rolava o comentário básico (e com um tiquinho de sarcasmo) de que iriam cancelar a prova, que eu nem deveria acordar, que sou doida total, etc. Confesso que desta vez, bem dentro de mim, eu também estava pensando: qual é o meu problema? ir correr 21km no domingo cedo no frio e na chuva? Em Gaspar? Só que a vida do corredor é assim: o segredo é não pensar muito, só ir treinar e correr. Eu não faço muitas meias maratonas, continuo gostando mais de 10km, mas depois de inscrita, e com uma meta a cumprir, não dava para ficar em casa, depois eu ia me arrepender, e treinei para isso.
Simplesmente foi minha melhor meia maratona. Meu melhor tempo, meu melhor estado de espírito, cheguei feliz como poucas vezes. Em 1h47'28", abaixo do tempo previsto (líquido, né, porque o bruto deu quase 1h48'). Na verdade, eu me senti como se tivesse vencido a prova. Todos que conheço conseguiram baixar seus tempos, porque a verdade é que estava ótimo para correr. Incrível! Choveu, e por uns 4 km choveu forte, e eu fui de touca térmica para cobrir meu ouvido, e não coloquei boné (fica a lição, boné por cima fica feio, mas é melhor). Não estava todo aquele frio, só o suficiente para não dar calor durante a prova. Corri de calça, não estou acostumada, mas deu certo, a chuva batendo nas pernas é algo que me incomoda profundamente.
Postos de água em número suficiente, com água em copinhos, trânsito totalmente organizado para nos dar tranquilidade, e gente na frente de suas casas em pleno domingo chuvoso, aplaudindo os corredores. Fora o pessoal nos pontos de ônibus contando as mulheres e anunciando para cada uma que passava sua colocação na prova. 
Eu finalmente consegui até tomar água depois do gel de carboidrato sem caminhar, corri a prova toda. Viva coach  Everton e seu plano de suplementação durante a prova, e dr. Fábio pelo pré e pós, além da nutri Nadia pelo conjunto da obra.
Terminei a prova muito bem, e fiquei com o segundo lugar da categoria. Durante a prova eu me sentia tão bem que alguns acharam que eu poderia fazer em 1h45min. Mas o bom de a meia não ser meu forte, é que não tenho pressa, de maneira que é um objetivo de cada vez. Agora que sou uma sub 1h50min (EEEEEEEEE), posso pensar na próxima meta. 
Claro que o queniano veio para ganhar a prova e o da Tanzânia para ficar em segundo...mas isso não nos pertence mesmo, é so aplaudir, até porque essa é a profissão deles, e é um mercado difícil.
Os seis km estavam bem disputados, vieram atletas de outras cidades, a querida Simone de Jaraguá veio e papou o terceiro lugar, super merecido, ela é uma profissional em otima fase. Difícil para os amadores que sonhavam com pódio...
Como vi varios estreantes nas duas distâncias, mais uma vez pensei como e democrática essa tal de corrida. A superação está em toda parte, especialmente para aqueles que nunca sequer se imaginaram corredores, e agora têm sua primeira medalha, com orgulho de ter terminado. Nosso prefeito mais uma vez estava lá, correndo e dando o exemplo.
Na Runners deste mês tem uma reportagem enorme sobre as provas de 5km, dando dicas para o dia da prova, treinos, e mostrando como a prova pode ser útil inclusive para os mais experientes (e alguns, infelizmente, desdenham da distância). A matéria apresenta os diversos objetivos de quem corre 5km, eum deles é: se divertir! E é isso mesmo, ainda mais se voce tiver um grupo. Na mesma revista, um colunista traz estratégias para manter a motivação no inverno. Recomendo, e valorizo.
Uma delas é comprar roupa ou tênis novos para correr, e comigo sempre funciona. Falando nisso, na O2 estão novos modelos de tênis testados por eles...uma tentação só.
Domingo tem track and field em Floripa, prova favorita de muitos, eu adoro. Tem 10km e 5km, kit alegria total, e a inscrição acaba se pagando por ele.
Por fim, parabéns a todos que treinaram, e tiveram coragem de levantar da cama no domingo para ir correr e dar o seu melhor. Isso é determinação e superação. Vamos correr!











quinta-feira, 18 de julho de 2013

Exercicios e dietas

Queremos tudo. Eu, pelo menos, frequentemente chego a essa conclusão em relação a mim. Quero muita coisa: baixar meu tempo em provas de 10km, mas também ser um pouco melhor nas meias maratonas; aprender a descer uma trilha; fazer provas de aventura com menos medo; nadar bem; nadar bem no mar (não é a mesma coisa); aprender a pedalar (ja falei, só sei andar de bicicleta, e pedalar é outra coisa); fazer triathlon. Ufa.
É que eu acho que quem não quer muito, acaba é não indo atrás de quase nada. Quanto mais eu quero, mais eu consigo. Fato. O bom é inimigo do ótimo. Coisa de virginiana chata.
Enfim, eu também queria ser mais magra do que estou hoje (quem não quer?). Pois é, mas também quero ser forte, porque gosto mesmo é de correr provas curtas, e para prova curta precisa ter explosão, e para ter explosão, tem que estar com a musculatura forte.E o dr. Fábio Cardoso acha melhor estar forte para short triathlon. Siga o mestre.
Além disso, para ser magra, não adianta, tem que comer pouco. Tem quem pense que pode comer muito se também malhar e queimar muito. Não sei não...
Não é só escolher o que come, do tipo reeducação alimentar,  porque se fosse assim, sinceramente, eu já estaria mais magra. Tenho um misto de sorte com boa educação alimentar, de maneira que não sou fã de coisas mega calóricas em geral (não como batata frita e não gosto de mac donald's, por exemplo), não sou compulsiva (não preciso de uma caixa de bombons, um me basta), não tomo refrigerante há muitos anos, e não sinto falta...mas o que eu gosto, eu como. Não tanto quanto gostaria, mas como. 
Tenho intolerância à lactose, isso limita algumas escolhas, um probleminha na bílis...tudo tem que ser levado em conta.
Voltando à quantidade e qualidade, para emagrecer, o que tem funcionado de verdade, sem tomar remédio, é reduzir drasticamente os carboidratos, ingerindo maior quantidade de proteína. E, sem carboidratos, você fica com pouca energia para fazer exercícios pesados. Pelo menos eu fico. Fora as outras restrições da dieta relacionadas a vitaminas e minerais.
Em resumo, para emagrecer mais rápido, não dá para manter o treino como ele é planejado, porque voce simplesmente não consegue. E aí não se tem a mesma queima calórica. Não tenho nenhuma intenção de reduzir treino para poder comer bem pouquinho, não parece fazer sentido.
Que conta complicada!!! 
E claro que atleta tem fome. Eu não sinto aquela fome desesperada, mas não posso passar muito tempo sem comer, porque fico muuuuito estranha. Provavelmente mau-humorada.
Quem pratica atividade física regularmente, e de forma um pouco mais intensa, participa de provas, etc., precisa de uma alimentação que combine com isso, e mais, auxilie no desempenho e na recuperação. 
O que diz a minha nutricionista Nádia, que é linda e magra: não conte as calorias, analise os alimentos, coma o que te faz bem, melhora a imunidade, é antioxidante e antinflamatório, o resto é conseqüência.
Nas leituras das revistas especializadas, muuuitas informações. Até dieta paleolítica já vi! Como se o resto da vida da pessoa também fosse paleolítica...enfim. 
Na revista Contra Relógio deste mês tem uma reportagem interessante sobre comida e emagrecimento, falando justamente sobre a corrida motivada pela necessidade ou vontade de perder peso. A ideia é chegar em um ponto de consumo de oxigênio (que pode ser verificado em testes) em que a queima é de gordura, e não de carboidrato.
Na Runners (que este mês está ótima) a reportagem é sobre combinações adequadas para melhor absorção dos nutrientes. Muito do que está ali eu já sabia por estudos anteriores (porque sou metida), mas sempre se aprende.
Por exemplo, a absorção de ferro é favorecida pela ingestão de alimentos ricos em vitamina C concomitantemente, e inibida pela ingestão de alimentos ricos em cálcio. Na prática? estrogonofe não, carne ao molho de laranja, sim. Feijoada com laranja, na verdade, tem tudo a ver. E o clássico arroz, feijão e carne, com salada, são a refeição ideal.
Eu não sabia, mas zinco, super importante para sintese de proteinas e imunidade, combina com proteinas de origem animal, mas não com fibras. Incrivelmente, meu sanduíche de atum (zinco), nessa linha, deve ser feito no pão branco e não integral. Quem é que vai contar para a Nádia? 
Até aí, tudo bem. Mas tem umas coisas que não combinam  que são bem mais dificeis de evitar. No caso do ferro, também inibem a  sua absorção os alimentos com fibras e a proteína do ovo. E tem muita coisa com calcio alem de leite e derivados, como amêndoas, e a própria couve, que também está na lista dos alimentos com ferro. Deu nó no cérebro.
A mais legal é a do cálcio que não combina com cafeína...ah, ta, café com leite não pode. Mas aí fica dificil.
Pelo menos maçã não pode comer com semente de girassol. Eu não queria mesmo.
É bem interessante a reportagem, mas montar sozinho um cardápio com base naquilo é dificil.
Tem também a questão da dieta pelo índice glicêmico, que é bem inteligente, e antes de eu achar que seria uma viciadinha em corrida e afins, eu apliquei, e foi muito bom para a minha vida. Peso, disposição, pele, cabelo, unha, tudo melhora. Mas para quem é atleta, já não dá certo fazer tudo o que diz lá, também por causa das combinações.
Algo que uso até hoje e recomendo é comer uma proteína junto com um doce. Isso reduz o índice glicêmico do doce, e, com isso, demora mais para sentir fome novamente. Ja reparou que voce pode comer metade de uma nega maluca, e uma hora depois já está com fome? índice glicêmico. Se voce comer com um pedaço de queijo, como minha avó  fazia sem saber de nada disso, já será diferente. Quem fizer o teste me conta. Considerando que a nega maluca não contribui para a dieta...pelo menos vale como lanche completo. Mas também faço isso com fruta. Maçã  me dá fome, não adianta. Mas se eu comer maçã e tomar um iogurte, já e diferente.
Por fim, ainda na Runners, uma reportagem sobre a importância dos hormonios, e ao final, dicas alimentares para manter o equilíbrio hormonal. O resumo da ópera é que whey é bom, e zinco também. Açúcar péssimo, e gorduras, do bem, são importantíssimas para produção de testosterona. E a testosterona tem como função a absorção de proteínas e fortalecimento muscular.
Escolha sua linha e, se interessar, leia as reportagens completas. Vou postando outros assuntos abordados nas revistas deste mês.
Mas, antes de por em prática algo muito diferente,  procure um médico, endocrinologista ou do esporte, faça exames, e procure a nutricionista. E, principalmente, aprenda a se conhecer, e a prestar atenção nos sinais do corpo, para saber o que funciona melhor para voce. Não acredito em nada que digam que funciona para todo mundo da mesma maneira. 
E vamos em frente, porque domingo tem meia maratona do Bela Vista em Gaspar prova plana. Com boa alimentação e suplementação pré e pós prova!!







terça-feira, 9 de julho de 2013

Dia de estreia


Acho que por gostar de correr, mas também de nadar, e certamente influenciada pelo meio que me cerca, acabei estipulando como meta para este ano fazer uma prova de triathlon. Curta, que possa usar mountain bike, que é o que tenho, e porque esse negócio de passar dez horas, como no iron, não me pertence. Até eu ter feito a primeira travessia não estava muito certa desta meta, mas depois de duas, não tive dúvidas.
Acho muito importante ter metas, principalmente em relação a saúde, atividade física, etc. Acho que estimula. Pode ser emagrecer, na boa. Mas tem que pelo menos estipular um número de quilos, para a coisa ter graça. Mas claro, essa sou eu.
Eu também gosto de estabelecer planos para as metas. Planos para tudo, sou uma chata cheia de planos. Plano A, plano B...e opções. Gosto de ter também opções. Então a meta é participar de um triathlon, e o plano é, até la, estar mais segura na natação no mar, bem na corrida, e aprender a pedalar. Eu sei andar de bicicleta, mas não sei pedalar para competir.
Então, para alcançar minha meta, preciso começar a me preparar, porque não vou fazer prova nenhuma sem estar me sentindo segura de que terminarei. Viva, de preferência.
Participei de um Aquathlon no sábado. A ABTRI, associação blumenauense de triathlon, juntou os triatletas da cidade (que são em número respeitável) e pretendem divulgar o esporte, estimular novos atletas, e pequenas provas, pelo que entendi, farão parte disso.
No final do ano passado, quando teve a Copa do Sagu de triathlon, eu falei para o Astério, presidente da ABTRI, que estava pensando em experimentar, mas de leve, ou seja, não dava para começar com um olimpico e suas distâncias. Assusta demais. E sabia de outras pessoas na mesma situação.
Além de ótimo atleta, o Astério é empolgado também, para minha sorte, de maneira que  a Abtri organizou um treino com 500m de natação e 4km de corrida. Tão pouquinho, né? Vai correr depois de nadar então, e aí a gente conversa.
O que eu justamente queria testar era isso, a transição, correr molhada, ver meu nível de frescura na hora de calçar tenis depois de nadar, cabelo feio, e tal, e, principalmente, ver se eu gostava. Porque isso exige treino, muito treino, então eu acho que tem que curtir e achar super legal. 
Claro que o esquema era bom: piscina aquecida do SESI, corrida na pista externa. 
E la fomos nós, em baterias, dois por raia na piscina.
E eu ADOREI. Muito mais do que eu imaginava. Não liguei a minima para correr molhada com o sunkini por baixo do short e regata (porque ainda sou uma lady, não consegui sair correndo do jeito que estava, só calçando o tênis). Sequei os pés e botei meias, porque meus pés já se sacrificam muito por mim.
Tambem não liguei para o fato de ter sido a última a sair da piscina. Foi só uma volta de vantagem do último menino, e eu fiz os 500m em 10'54", meu melhor tempo nessa distância. Também não quis forçar demais na piscina para ter certeza de que daria conta de correr.
Além de mim, mais uma menina (é assim, são poucas por aqui), que nadava como um peixe, e saiu antes de mim da piscina, uns tres minutos...kkk.
Na corrida, fiquei surpresa com meu desempenho. As pernas travaram bem nos primeiros 2km, mas em compensação eu já estava aquecida, e consegui manter um ritmo bom, a média de pace foi 4'58", terminei a corrida em praticamente 20'. 
Agora, o melhor mesmo era o clima entre os atletas. Sei que para a maioria aquilo era uma moleza (vários foram fazer o gp winter no dia seguinte, que é prova de triathlon em Balneário Camboriú), mas havia outros estreantes, e nós fomos mais do que bem recebidos, ninguém esnoba, ninguém compete daquele jeito que a gente se sente mal por ser iniciante lerdo.Todos estavam incentivando os estreantes, apoiando durante a corrida, foi realmente incrível. 
Enfim, fui contaminada. Ou convertida. Todo mundo que ja pensou em fazer algo de triathlon deveria experimentar algo assim, com cara de treino educativo.
Continuo com minhas metas pessoais da corrida, é o que eu sei fazer direitinho, e tem mais provas no ano, treinos menos intensos, gosto de fazer prova, e triathlon não dá para ficar fazendo prova todos os meses (acho que não, pelo menos). 
Ontem fiz minha primeira aula de bike na vida (mesmo), fiquei com as pernas cansadas porque mudou o esforço, mas gostei bastante. Ta, era com o coach Everton, já ajuda...
E hoje de manhã nadei e depois fui correr (tudo ligeiro e cedo porque estou atolada de serviço), e já foi menos sacrificado... Só que não.  Estava chovendo, eu saí da aula de natação (45 minutos bem fortes), botei a roupa e fui correr molhada na chuva. Sozinha, sem mais ninguém achando divertido junto comigo. E pensando bem, estava frio. Foi muito engraçado ver a cara das pessoas encapotadas e com guarda-chuva,  que nem disfarçavam o olhar que dizia "que louca". Isso mesmo. E bem feliz, por que não?










quinta-feira, 4 de julho de 2013

Caindo na real

Quando eu fiz travessia (especialmente a segunda, que um dia eu conto como foi...), o que eu mais gostei foi também o que mais me apavorou: a sensação de perda do controle.
Quando a gente vai participar de uma prova de corrida no asfalto, a gente treina, programa, planeja a prova, o pace de largada, como vai desenvolver, dar aquele sprint, hidratação, etc. E salvo se no dia der uma zica, dor, noite mal dormida,  "caso fortuito ou força maior", normalmente se consegue terminar a prova conforme o planejado. E, se quebrar, sempre pode andar, parar, sentar, esperar...
No mar não tem nada disso. A gente planeja nadar peito só a cada 300m, ou olhar para a frente a cada 20 braçadas, nadar 2000 metros em 50 minutos e na hora depende...do mar. E isso dá um apavoro danado, porque é a sensação de impotência. E aí você está no meio do mar, a opção de parar não existe, descansar significa nadar de outro jeito, não dá para entrar em pânico. Mas também não dá para desistir.
Pois bem, eu também sinto  isso nas provas de aventura/trilha/loucura total. A diferença é que o sentimento não é o que eu mais gosto, é só o que mais me assusta. 
Mas ainda assim eu faço. Teimosa? não. É a necessidade que tenho de me ver colocada no meu devido lugar, de vez em quando. 
Correndo no asfalto, que é o que mais gosto e o que definitivamente faço melhor (o que não quer dizer tanto assim), já tive muitas conquistas, pessoais e gerais, com um número de pódios que nem eu acredito que consegui. E isso pode me deixar meio, vamos dizer, confiante demais, o que pode me fazer relaxar quanto a treinos, me superestimando, subestimando a concorrência, sei lá. Não chegou a acontecer, eu só tenho receio que aconteça, então me previno.
Como? me inscrevendo no Mountain Do, por exemplo.
Porque aí eu caio na real. E a real é a seguinte: eu sou horrível!!!
Pausa sobre o assunto "eu sou ruim de trilha" para falar da prova em questão.
Gente, Mountain Do é tudo de bom (louca né?). 
Eu fui buscar os kits de várias pessoas, e fui super bem atendida pelo pessoal. Me ajudaram a conferir e levaram até o carro. Tudo no  seu lugar, e com flexibilidade, tentando facilitar a vida do povo.
O kit é aquele sonho de sempre: a melhor camiseta, azul, linda, um boné bom, garrafinha gatorade (enorme), barrinha e a mochila (não sacolinha). Na chegada, ganha ainda a toalha. Na inscrição está incluído o almoço de premiação do domingo.
A largada super organizada, primeiro 42km e 22km, e 20 minutos depois, largada da "corrida Comemorativa", a minha, de 8km. Comemorativa? do que? 
É, nada é perfeito. A prova é de trilha e praia do mesmo jeito, só é mais curta. Pode chamar de rústica, de percurso alternativo, mas chamar de comemorativa dá a impressão de que vai ser não no  mato nem no asfalto, mas num tapete vermelho, plano...e não é. 
Quero dizer com isso que acho um pouco desrespeitoso com quem vai correr a menor distância. Claro, óbvio que há muito mais dificuldade em fazer 42km e 22km. Ninguém disse que não. Mas, por outro lado, quem faz 42km e 22km está (em tese) devidamente preparado para tanto. E quem faz 8km, muitas vezes está fazendo um esforço enorme nessa prova, que pode ser a sua primeira de aventura, de trilha, de praia. 
Sempre digo que exijo respeito às pequenas distâncias, porque corredor é corredor, não importa se de 5km ou ultra. Cada um na sua. E todos se esforçando.
E correr curta distância normalmente vem acompanhado da exigência da velocidade. Ninguém cobra pace baixinho de quem faz longa distância. De quem faz curta, sempre.
Então fica a dica. No clube Bela Vista, de Gaspar, a prova de 6km é chamada Prova de Inverno. Acho super elegante. 
Ainda sobre a organização padrão Mountain Do, tenho que falar do pós-prova. Toalhinha, e na tenda, quanto mimo: além das tradicionais barrinhas, salada de frutas, gatorade (à vontade, e não uma garrafinha regulada para cada), sucos batidos, espetinhos de frutas, uma graça, delícia, e açaí! Além disso, massagistas, vários. Parabéns, Kiko, por mais essa.
Sobre a prova em si, voltemos à minha pessoa.
Depois de ter chovido a semana toda, a noite de sexta para sábado foi de chuva a cântaros em Floripa. Minha mãe disse o tradicional:"tem certeza de que vai ter corrida depois dessa chuva?".
E realmente, quando o organizador da prova está no início da trilha para dizer para a gente tomar cuidado, é porque a coisa está feia.
Então, saía do Costão do Santinho, tudo lindo como sempre, até abriu um sol tímido (muito tímido, mas agora qualquer luzinha amarela já me alegra), descia a rua, corria aproximadamente 2km na praia, e começava a trilha.
A subida, para mim, é sempre melhor, tenho mais facilidade, até por conta das minhas pernas longas que me auxiliam, e porque tenho um mantra de subida. Estava difícil, mas com tênis de trilha, dava tudo certo. Aliás, sem tenis de trilha era suicídio. E chegar em cima do morro é sempre lindo quando tem praia por perto, adoro.
Mas a descida...ai.
Como sempre, todos que eu ultrapassei na subida me pegaram na descida. Porque eu sou medrosa. Tenho medo de cair, de me esfolar, de ir rolando, de me machucar, de pagar mico...de tudo. Então eu vou devagar, beeem devagar. E é sempre no meio da descida que eu penso: "por que eu vim mesmo?", e lembro de como eu gosto de correr, e aquilo está muuuito longe do que é correr.
Tinha um trecho em que todos desciam próximos, o que conseguia ajudava o seguinte, tinha que segurar nos galhos de árvores, um lodo, uma lama...e assim foi até terminar o interminável. Aproximadamente 4km. Ai, que linda a Giovana que diz "quanto pior, melhor".
E então, os 2km finais, nos quais eu parecia uma maluca correndo, ultrapassando quem dava. Na subida final, asfalto, ultrapassei pelo menos três meninas, o povo caminhava. Claro, se cansaram na trilha, eu não!! Péssimo.
Mas é assim, sigo aprendendo, e acho que já melhorei. E também já sei que tenho que ser ainda melhor na subida se vou continuar sendo esse troço na descida. E é isso, essa já foi.
Sábado vai acontecer aqui em Blu um pequeno Aquathlon, estou super animada porque botei muita pilha na ABTRI (associação blumenauense de triathlon) para que isso saísse. Obrigada, Astério! Serão 500m de natação na piscina do SESI, e 4km de corrida na pista. Para quem nunca fez experimentar, para quem já faz treinar e ajudar o iniciante.
Nunca fiz, nem sei direito o que vai ser de mim quando sair da piscina, por isso a curta distância é perfeita para iniciar. É possível que eu pague um mico, mas pelo menos vai ser entre amigos...
Dia 21 tem Meia Maratona do Bela Vista, prova boa, asfalto, praticamente plana, organizada, premiação por categorias!! E junto a Prova de Inverno de 6km. Thanks Caixa Econômica pela inscrição cortesia!!
Hoje exagerei no post, sorry pessoal, é que a semana está dura no trabalho, e escrever aqui me relaxa também.
Então vamos treinar. 
Ah, sim, em agosto tem K42 de Bombinhas, que este ano vou fazer em dupla!! Realmente, some people have real problems...