sábado, 31 de agosto de 2013

Não é post, é drops...calendário do mês

Estou me esforçando, de verdade, e super consciente. Mas como é difícil ficar de fora das provas legais...mas que não fazem parte dos meus objetivos, estão fora da planilha.
Algumas são mais fáceis de resistir em termos de consciência. Tenho bem claro para mim o quanto uma prova de aventura judia do meu corpo e altera totalmente o treino da semana anterior e da semana seguinte. Então não vale a pena só pela alegria (bem efêmera, no meu caso) que dá.
Mas temos muita coisa legal chegando. É difícil estabelecer um calendário porque as revistas especializadas são comprometidas com seus patrocinadores, então uma tem as provas da O2, outra nem fala do Circuito Adidas, e assim vai.
Em Santa Catarina, semana que vem, no sábado, feriado, tem GP 20km, que pode ser individual, dupla ou quarteto, e passa pelas Praias de Taquaras, Estaleiro, Estaleirinho...deve ser linda, mas não fácil.
No dia 08 tem Track and Field em Joinville, de padrão já conhecido, percurso plano, e pelo que vi, os 10km não são duas voltas de 5km, tem percurso em parte diferente, bem mais legal.
Dia 15 tem uma meia maratona em São Jose, dia 22 tem a meia maratona de Blumenau, com distância alternativa de 5km e podendo fazer em dupla (gostei). No mesmo dia tem uma corrida pela paz em Floripa, com 10 e 5km.
Dia 29 tem aqui em Blumenau uma corrida nova,Corrida pelo Imposto Eficiente, com 9km e 4,5km, que parece ser uma boa opção, mas pelo que vi não tem premiação, e não cronometra por chip. Mas vale pela causa e pelo treino.
No mesmo dia é a maratona de Santa Catarina, que sai da passarela Nego Quiridu (é assim mesmo), e tem distâncias alternativas de 10km e 5km. Ano passado fiz os 10km, um vento horrível. Prova linda e bem organizada, mas se cair vento sul, tem uma parte horrível, e se cair vento nordeste, tem outra parte horrível...
A chegada foi super legal, vem vários atletas importantes e inclusive africanos, e o Adriano Bastos também estava, acho que chegou em segundo lugar.
Fora as travessias que voltaram!
Todas as provas que mencionei estão no site www.corridassc.com.br.
Com tudo isso,  fica difícil resistir à tentação...ainda mais com este frio que se recusa a nos deixar, dificultando os treinos na rua (para mim pelo menos). Muito empenho, tenho tido sinusite, passo frio na saída, calor no final, hidratação é diferente, pode chover...acabo treinando muito mais na esteira, e uma provinha é sempre mais legal para correr na rua, sentir se o treino está no caminho certo.
Fora a adrenalina que só vem em dia de prova, e as pessoas legais que a gente encontra e que sempre dão aquela animada.
Pretendo me esforçar para encaixar as provas que são mais adequadas ao meu treino, e me inscrever nessas, tentando brincar e não competir.
Ah, descobri agora que dia 12 tem corrida noturna de Blumenau de novo, com distância única de 5km, saindo do Parque Ramiro. Temos que divulgar, é muito legal! 
Inclusive, acho que é a oportunidade perfeita para os corredores de Blumenau que ainda não o fizeram, levarem os tênis que não usam mais para os  apoiadores do projeto Tenis Velho, Corredor Novo, vou pedir para estarem presentes para receber doações e entregar o numero para cadastro para concorrer ao sorteio do Noosa.
Você ja treinou hoje?  Aproveite para dar aquela olhada boa no armário, e lembrar que tem gente que quer tanto correr, que vai descalço porque não pode comprar um tênis...Será que não tem nenhum aí que não é mais aquilo tudo para voce?
Hoje é aniversário de Blumenau, parabéns à cidade que me recebeu e aos blumenauenses por esta cidade tão organizada, limpa e linda. E que apoia o esporte, sem dúvida!
Bora correr e ajudar quem precisa!!!!!




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Campanha de doação de tênis: Tênis velho, atleta novo – doe seu tenis antigo para um corredor


NOVO APOIADOR E POSTO DE COLETA: LOJA KORRER EM FLORIANÓPOLIS

(Rua Bocaíuva, 1973)

ALTERAÇÃO PARA DATA FINAL DE CADASTRO DOS NÚMEROS NO BLOG: 10 DE OUTUBRO, QUANDO TODOS SERÃO REUNIDOS NA ACADEMIA WELLNESS PARA CONTAGEM FINAL.

DATA DO SORTEIO SERÁ DIVULGADA NO DIA 10 DE OUTUBRO 

DATA DA ENTREGA DAS DOAÇÕES SERÁ DIVULGADA NO DIA 10 DE OUTUBRO

Regulamento


01.  Esta é uma campanha de doação de pares de tênis usados em bom estado para atletas, profissionais ou amadores, de baixa renda da cidade de Blumenau e região, de iniciativa do blog www.vidaeumacorrida.blogspot.com;
02.  As doações podem ser feitas por pessoas naturais ou jurídicas, que deverão se identificar no blog através do formulário próprio após a entrega dos produtos;
03.  As doações e cadastro no blog ocorrerão de 26 de agosto a 10 de outubro de 2013;
04.  Poderão ser doados, alem de tênis, roupas para prática de corrida e outros esportes, em bom estado de conservação e limpas;
05.  Ao final da campanha, será sorteado entre os números recebidos pelos doadores, o tênis Asics Gel Noosa Tri8, no valor de R$ 450,00, que poderá ser retirado na loja indicada no blog em até 30 dias após o sorteio;
06.  O ganhador do sorteio receberá também uma camiseta de corrida, cortesia de Taty’s Estetic Hair;
07.  Outros brindes poderão ser sorteados pelos apoiadores da campanha, o que será divulgado no blog;
08.  A data e local do sorteio serão divulgados no dia do término das doações, ocorrendo no prazo de quinze dias;
09.  5 postos de coleta em Blumenau:

  • Wellness Academia: Rua Sete de Setembro, 1574;
  • Taty’s Estetic Hair: Rua Angelo Dias, 200;
  •  Loja Sportlife: rua São Paulo, 1372;
  •  Pela ABTRI- Associação Blumenauense de Triathlon: Academia Acquasports - Rua Catharina Braun, 116 e loja  Krabu - Rua Curt Hering, 256;
10.  Poderão ser apresentados outros postos de coleta, inclusive em outras cidades, que serão informados no blog;
11.  O tênis a ser sorteado é oferecido  pelos apoiadores Wellness Academia, Taty’s Estetic Hair, Loja Sportlife, ABTRI e ainda Wish Energy Drink, que acreditam na campanha e no potencial de todos os jovens atletas;
12.  Para proceder à doação, o interessado deverá acessar o blog, conhecer o regulamento e fazer sua entrega em qualquer dos postos de coleta, onde receberá um número. Deverá informar no blog o número recebido para participar do sorteio, no formulário próprio;
13.  É entregue um número por doação;
14.  Não há limitação de doações, podendo cada pessoa fazer quantas doações quiser;
15.  Encerrada a campanha, todos os produtos recebidos serão entregues na Fundação Municipal de Desportos de Blumenau, para doação efetiva a atletas de menor renda e alunos da modalidade atletismo de Blumenau;
16.  A Fundação poderá destinar os produtos recebidos a entidades sem fins lucrativos que assistam jovens atletas ou estudantes, a seu critério;
17.  Encerrada a campanha, o blog divulgará a quantidade de produtos arrecadados e os apoiadores, e haverá a cobertura da entrega dos produtos.
18.  Não existe vinculação desta campanha a partidos políticos ou Administração Pública em nenhum nivel, e é uma campanha sem qualquer fim lucrativo.
19.  Dúvidas ou questões diversas que surgirem ao longo da campanha poderão ser trazidas ao site para resolução.

Blumenau, 26 de agosto de 2013.



Formulário para participar do sorteio

O lixo de alguém...

...pode ser o luxo de outra pessoa. Sempre acreditei nisso. No poder da energia circulante. A gente sempre tem alguma coisa que não usa mais (e que às vezes na verdade nunca usou muito) e que pode fazer outra pessoa bem feliz. Alias, eu já fui também a pessoa bem feliz.
Pensando nisso e conversando primeiro com meu marido, e depois com o Cesar da Fundação Municipal de Desportos de Blumenau, tivemos a ideia de encabeçar uma campanha de doação de tênis usados através do blog. Descobrimos que sim, existem muitos aspirantes a atletas, estudantes de atletismo, que não têm nenhum tenis para treinar. Nenhum. Outros tantos têm tênis do tamanho errado, tênis inadequados que podem até machucar.
Quando participei do aquathlon no Sesi, promovido pela ABTRI, percebi que a ideia tinha potencial, porque éramos poucos participantes, e todos doaram alguma peça de roupa ou tênis para os atletas da Fundação, ou seja, muita gente tem em casa alguma coisa que não precisa mais e que pode ser util por muitos quilômetros para outra pessoa.
Para dar uma dose a mais de incentivo, achei que poderia ser uma boa ideia sortear um par de tênis novos no final da campanha, entre os doadores.
Claro que nessa vida não se faz nada sozinho. Não tenho intenção de ganhar nada com a campanha além de leitores para blog, mas também não gostaria de ter gastos...e assim fui atrás de parcerias para viabilizar esse negocio.
Fui muito bem recebida por quase todas as pessoas que procurei para falar da campanha. Logo lembrei que o povo de Blumenau tem uma solidariedade intrínseca, reforçada pelas necessidades que as enchentes trouxeram.
Os meninos da academia Wellness, de treino funcional, logo toparam participar, até porque eles já ajudam um atleta, o Isaac. Obrigada, Maicon, Daniel e Franklin, por logo acreditar,  ceder espaço para receber as doações e pela ajuda para a compra do tenis novo.
O mesmo muito obrigada para a Taty, melhor cabelereira desta cidade (eu acho), que tambem receberá doações no salão Taty's e me ajudou para o tênis. De quebra vai doar junto para sorteio camiseta de corrida.
O Felipe Steiner, da Wish energy drink, energético delicioso, é parceiro de corrida e incentivador de boas ações. Mais uma contribuição para a compra do tênis. 
A Abtri já conhece as necessidades dos atletas, e, como eu já esperava, o Astério e os demais associados rapidamente toparam participar, e indicaram a academia Acquasports e a loja Krabu (aquela de coisas fofas) como locais de coleta das doações e também colaboradores na compra do tênis.
E por fim, graças à Taty, chegamos na SportLife, loja super legal que abriu há pouco tempo, especializada em suplementos e roupas esportivas. A Vanessa e o André também curtiram a ideia e, além de ajudar a comprar o tênis, estão recebendo as doações.
Ou seja, muita gente bacana que está esperando você levar seu tênis e/ou sua roupa de corrida que voce não usa mais, mas que está em bom estado de uso e pode fazer alguém muito feliz.
As doações começam hoje à tarde, e vão até dia 25 de setembro. Um mês para você dar aquela boa olhada no armário e dar uma limpada no tênis e lavada na roupa.
Sim, porque o lixo de um é o luxo de outro, mas o chulé é de cada um...por favor, tênis limpos gente!!
Esses maravilhosos apoiadores permitirão que seja sorteado um Asics Gel Noosa Tri8. Legal, né? E se o ganhador não gostar do tênis poderá trocar por outro, informaremos no momento adequado.
Quando você for fazer sua doação, receberá um número. Acesse o blog e clique para se cadastrar e informar seu numero para o sorteio no final da campanha. É um número por doação.
No final queremos organizar um dia bem legal para a entrega de tudo na Fundação e sorteio.
Além dos apoiadores, tive ainda outros colaboradores, sem os quais isso não sairia do mundo das ideias. O Péricles, que além de ter a ideia, me aturou falando sobre isso e foi me ajudando a operacionalizar, além de fazer os números. 
O Márcio, gênio da informática, que fez os links todos para cadastro, regulamento e inserção do número para sorteio.
E o Andrigo, que fez a arte, e foi me aturando para ir alterando aqui, acrescentando ali...
Pessoal, muito obrigada pelo que já fizeram!
Agora é contar com a solidariedade dos corredores de Blumenau.
Vamos lá?


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Some people have real problems...Bombinhas K42!!!

Geralmente, nas provas de aventura, quando chega o trecho crítico eu fico daquele jeito, me perguntando o que exatamente eu fui fazer ali. Minha vida é boa, gosto do asfalto, correr é uma delícia. Então, para que complicar a vida me metendo nesses troços de maluco?
Dessa vez, no K42, foi diferente. Comecei a me questionar antes. Na noite anterior, na verdade. Estávamos no restaurante, jantar de massas,  e eu vi um corredor bem conhecido em Blumenau, que corre geralmente só de sunga (agora um monte de gente já sabe quem é), e que é fera nessas provas de aventura, falando para outras pessoas que dividiam a mesa com ele: "nunca fizeram Desafrio? Ótimo, recomendo, tem que fazer". Na outra mesa, eu ouvia pessoas falando do mountain do, ansiosos pela nova prova, chamada de Fim do Mundo (tranquilo). E aí me dei conta: não é essa a minha tribo. 
Devo parecer uma patricinha no meio da galera do surf e do skate nessas provas. Basicamente, já não gosto nem de me sujar muito. Cair eu evito ao máximo. Me machucar, então, está fora de cogitação. Ou seja, por que eu insisto?
São dois motivos, já falei de ambos: o visual que geralmente acompanha essas provas, e o desafio de fazer algo diferente, mudar os estímulos do corpo.
K42 Bombinhas é considerada uma das provas mais difíceis do Brasil. Não tem quase nada de trecho moleza. Mesmo na rua, é no paralelepípedo, e em subida. Areia da praia, trilhas, trilhas, e mais trilhas, pedras, e muuuuita lama.
Muito bem organizada, dizem que nem sempre foi assim. Participei ano passado dos 12km, distância alternativa, e gostei tanto do visual que quis fazer os 42 em dupla este ano. Era para ser com a minha sister do coração, mas ela está se recuperando de uma lesão, e o meu par caiu no meu colo, apresentado por amigos queridos de Balneário Camboriú.
A organização do k42 é bem criteriosa e preocupada com a segurança. Após a inscrição, tem que preencher ficha medica, e o kit só é entregue mediante a entrega da ficha assinada.
A prova movimenta Bombinhas em pleno agosto. Acho que ainda não entenderam a dimensão do negócio, porque muitos restaurantes, cafés e bares permanecem fechados. Ora, a corrida é sábado, então as pessoas acabam passando todo o final de semana lá. Daria para explorar um pouco mais. A prefeita também acha, tanto que foi ao Congresso Técnico, achei muito legal.
Tinha muita gente este ano. No congresso técnico falaram que as vagas se esgotaram.
Largada organizada, sinalização dos trechos, staff, hidratação a cada 5km, com postos com isotonico e frutas no final do primeiro e do segundo trechos dos 42km. Transporte para o primeiro da dupla retornar à largada, e  para o segundo se deslocar até a transição. Massagem, medalha diferenciada conforme a prova (42 individual, dupla e 12km), e camiseta de finisher para os 42km, inclusive as duplas. Achei o máximo, é minha primeira camiseta de finisher.
A inscrição é cara, mas vem a camiseta, boa e linda este ano, uns brindes de patrocinadores, viseira, e uma bandana incrível, amei. Está incluído ainda o ingresso para a festa de encerramento que acontece após a premiação, com um coquetel simpático de comes e direito a uma bebida.Ah, e a gente ganha uma foto do foco radical!
Mas a prova é o demônio, então a gente merece tudo isso e muito mais.
Eu tive crise de sinusite na semana da prova. Espetáculo,   como na volta à ilha. Então, fui correr doente de novo, porque só piorei e tive tosse. Mas era suportável, senão eu não teria ido, não vou dar uma de mártir da corrida. Bem verdade que se não fosse em dupla eu pensaria muitas vezes, mas já tinha me comprometido. Falei com dr. Fábio, top mega master medico do esporte que salva a vida da gente, ele me passou a suplementação adequada, incluindo cafeína, e lá fui eu. 
Me disseram que o primeiro trecho era melhor, mais simples um pouco. Não é. São 5km tranquilos, na largada, e depois começam as trilhas. É subida ruim seguida de descida pior, estrada de terra, com muita lama. Depois, só subida, punk. Gosto de subir, doía tudo, mas não me importo. Mas os 2km de descida...eca. E choveu muito na semana passada.
No começo, acho bem legal quem passa feliz ao meu lado, saltitante pela terra enlameada, super seguro de si. Depois de um tempo, começo a ter raiva dessa gente toda, sinceramente. Deve ser inveja. E tem gente que passa rindo, dizendo que assim que é bom. E deve ser, senão o povo não ia, certo? (então o que estou fazendo ali mesmo?).
Lembrei várias vezes da minha parceira de corrida Giovana que diz que "quanto pior, melhor". 
Na verdade ,mais uma vez, senti falta de correr, porque aquilo não é correr.É outra coisa. É desafiar a natureza, ultrapassar limites, tudo isso, mas correr não é.
Não conseguia me divertir. Mais uma vez todo mundo que passei na subida me pegou na descida, e eu mantive o mesmo ritmo péssimo, cheia de insegurança (estou ficando repetitiva).
O problema, eu acho, é que não tinha vista. Meu trecho era só trilha fechada. No final do morro, a vista era para mais lama e mato. Subir o morro da praia mole e no final ver a Mole e a Galheta, me fazem esquecer o esforço. Ali não havia nada. 
Nos últimos 5km, praia. Gente, que felicidade. As pessoas caminhando, reclamando da areia, e eu engatei uma terceira e fui. Corri os 5km direto, não com velocidade, mas com ritmo, ultrapassei muuuuitas pessoas. Sem esforço, e com sorriso.
Não foi suficiente para recuperar todo o meu tempo de lerdeza, mas pelo menos me senti melhor.
A chegada é gostosa, na praia do Canto Grande. Dali, fui para a pousada, tomei banho, deu tempo até de secar o cabelo, e fui esperar o Gustavo, minha dupla, na chegada.
Ele chegou sofrido como eu, o que me deixou aliviada, porque não fui a única a passar trabalho. Meus amigos que "montaram" a dupla, o Caco e a Marcela, são show nessas provas, e ficaram em 2º lugar na dupla da categoria deles (que também era a nossa), muito legal, porque eles curtem e são super técnicos. E a Marcela não tem medo...(ah, a inveja branca).
Hoje, fui olhar as fotos do foco radical e...surpresa. Estou sorrindo na maioria. Doida de pedra mesmo. Olhando as fotos, fiquei pensando onde eu estava, porque não pode ser no mesmo lugar em que achei que corri. Mas era.
É que lá no fundo do coração, eu fiquei muito feliz em ter conseguido. Terminei em quase três horas, um tempo ruim, mas essas provas, pra mim, não são para tempo. São para  testar o limite e o potencial. Eu fui e, sem treino específico para a prova, terminei. Sem dores, sem cãibra, sem parar, muito focada na prova. E isso é importante, bem importante. Estou conseguindo ser mais generosa comigo e não me exigir tanto como corredora. Não era minha prova, era só um "recreio". E foi legal, diferente e realmente desafiador. 
Fazendo isso, me sinto preparada para outros desafios. Que venham!
E como é democrática essa tal de corrida.
Gente, parece que o final de semana vai ser de chuva. Aproveitem para dar uma boa olhada no armário, nos tenis e roupichas que não usam mais, mas que podem fazer um novo atleta muito feliz. E segunda acessem o blog, vamos movimentar e fazer circular a energia boa dos corredores solidários. 




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Eu, meu pai e a corrida

Já falei antes que não há tradição de prática de esportes na minha família. Nem falo de atletas, isso é algo impensável, mas mesmo atividades físicas não são exatamente prioridade para a maioria dos meus familiares.
Meus primos que moram no Rio sempre nadaram e alguns jogavam futebol. E tem um que faz windsurf. Meu irmão esporadicamente luta kung fu e faz tai chi. E é isso.
Eu fiz ballet para ter uma boa postura, e natação porque sou de Florianopolis, tinha que saber nadar e pela qualidade da respiração da natação. Ou seja, o objetivo não era manter a forma, muito menos competir. Aliás, eu saí da natação quando meus ombros ficaram muito largos na adolescência...
Isso explica a surpresa dos meus genitores e de todos os meus tios quando eu comecei a levar a sério a corrida. Tem gente que até hoje acha muito engraçado (sqn, como diz a juventude).
Minha amiga Vanessa tem o pai que corre. E corre muito. Acho o máximo, e sei que ela também acha, e valoriza à beça as corridas que eles fazem juntos. É um momento pai e filha inesquecível. 
Com o meu pai foi um processo muito interessante o de aproximação do mundo da corrida. Ele não tinha muita noção das corridas de rua, provas de corrida, etc. Na verdade ele não tinha noção nenhuma. Então nas primeiras provas ele só sabia por alto, achava 5km um monte, uma coisa meio Caetano, "correr do que, correr pra que?".
Ele é intelectual. Mega intelectual. Tem pós-doutorado, é muito respeitado no meio universitário, autor de vários livros, foi professor de muuuuita gente, super top  master blaster CDF. É uma baita responsabilidade ser filha dele.
Tenho a recordação de meu pai andar de bicicleta comigo quando eu era criança. Na praia, passeávamos bastante, ele numa barra circular, com o selim do Botafogo (sim, sim). Eu tinha caloi ceci, como todo mundo. Naquela época ele entrava no mar e dava umas braçadas, sem técnica, mas o suficiente para se virar e ficar comigo. Hoje em dia meu pai faz caminhadas, e já fico feliz.
Uma tarde meu pai foi lá em casa, estávamos só nós dois, ele viu os troféus e começou a fazer perguntas. Meu pai sempre se interessou por mim e por aquilo eu faço, pelas coisas e pessoas que me fazem bem. E ele é um interessado genuníno, ouve a resposta à pergunta com atenção, e depois vai se informar mais, se necessário.
Nesse dia, coitado, eu saquei minhas medalhas e fui contando a história de todas elas, como foi a corrida, como me senti, a alegria da superação, da conquista, como é difícil ganhar um troféu, e falei da importância dos treinos para poder fazer uma boa prova, para a gente melhorar. Foi aí que caiu a ficha, e ele viu como a corrida é importante para mim e para a minha felicidade. 
Dali em diante tudo mudou. Ele é um super incentivador, sempre perguntando sobre as minhas provas, passou a se interessar pelo assunto, ouve até um programa na CBN sobre corrida, depois vem conversar, quer saber dos meus tempos, qual é a próxima. Isso me deixou muito feliz, porque é mais uma coisa que posso compartilhar com o meu pai.
 A verdade é que depois de adultos, temos que ter interesses a compartilhar com o pai da gente, porque ainda não chegou minha vez de cuidar dele, e ele não precisa mais cuidar de mim. Sendo amigos, nos mantemos unidos. 
Agora só falta ele estar em alguma chegada de prova me esperando, ou estar comigo em alguma viagem para correr. Quem sabe? Há planos...
Na minha casa, o Arthur tem um pai que agora também corre, ele acha legal os pais correrem. E ele sabe que o papai vai ensinar a andar de bibcleta direitinho, vai jogar futebol e todas aquelas coisas legais que  os papais fazem bem melhor do que as mamães. Esses pais que me cercam não têm preço...Boa semana.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ah, as prioridades...

Não corri a maratona do Beto Carrero. Estranho, não? Tão estranho que até eu estava me procurando nas fotos do grupo, de tanta gente perguntando como eu tinha me saido, porque era óbvio que eu iria. Não vou dizer que foi fácil abrir mão da prova. Eu tinha equipe e tudo, a prova é astral total.
E ver o octeto em que eu estaria ficar em segundo lugar, é doído para a competitiva. Fiquei pensando se tinha feito uma boa escolha.
Ainda mais porque fui correr sábado às onze e meia da manhã, e estava um calor insuportável, a rua cheia de carros e caminhões, eu praticamente mastigava CO2...treino  sofrido, mas subi minha rua inteira correndo direto (quem conhece minha rua sabe que isso é um desafio e tanto). 
Mas o fato é que a prova do Beto Carrero, na forma de competição de verdade, não se encaixava nos meus projetos de corrida do momento. Correr 5km em velocidade, no sábado à noite, uma semana depois da track and field e duas semanas depois de uma meia maratona, definitivamente estava fora do razoável para as metas que eu tracei para o ano.
Além disso, a verdade é que não gostei do percurso ano passado, só queria ir pelo grupo. Correr à noite, para mim, tem que ser especial, na praia, ou com mega iluminação, porque sou super cegueta à noite. No percurso do Beto Carrero, além de ser noite, são muuuitas curvas, também não sou boa. Então eu tinha muito mais motivos para não ir do que para ir.
Uma das metas do ano, como falei antes, é participar de menos provas. Por diversas razões, mas acho que a principal é a ideia de aproveitar minhas janelas de oportunidades, não me desgastando em provas que não são prioritárias. E no meu caso o único jeito é não participar, porque, em geral, não sei brincar. 
Dificilmente consigo correr uma prova em ritmo de treino. Acabo me esforçando bastante, e, muitas vezes, até compensa, vem trofeu. Mas quando chega a prova-alvo, a que valia de verdade, não estou tão preparada, porque a cada prova, a semana anterior é diferenciada no treino, quebra totalmente o ritmo.
Seguir a planilha inclui o sábado e domingo. Na minha, sábado é terreno misto e domingo é bike. Se tem prova, não faço nenhum dos dois. E ainda prejudico o treino da segunda feira.
Semana passada falei da track and field e de frustrações. Pois então, na Sport Life deste mês tem uma reportagem exatamente sobre isso (acho que eles leram o blog hahahaha). Sobre como as corridas ruins podem fornecer munição para faze melhor da próxima vez.
Traz 14 drops entre o que pode dar errado e dicas para você se sentir menos miserável. Me identifiquei em vários itens. Por exemplo, eu tenho fama de terminar furiosa (sempre) uma prova. Não é totalmente verdade, mas em provas de velocidade eu preciso de um tempo no final para voltar a ser eu mesma, e para isso não consigo falar com ninguém, e não sou lá muito simpatica. E quando não termino como gostaria, demoro mais para me sentir bem. Quem conhece já espera passar meu, digamos, momento mala. A revista fala da importância de aceitar o consolo dos amigos, e de pensar que, se dessa vez não deu certo, na próxima pode dar (e isso vira o desafio).
Outro drop é mais triste: tem gente que por mais que se esforce, não consegue encontrar prazer algum na corrida. E a dica é procurar outra atividade. Lembrei de uma amiga querida, cujo marido adora correr, e ela, até hoje encara como um sacrifício necessário.
Importante também, na reportagem, refletir sobre o que deu errado, para tentar consertar para a próxima, lembrar das superações para ter certeza de que em algum momento voce foi capaz, traçar metas possiveis, pensar nos pontos positivos, conversar com o treinador e outras pessoas experientes, e o que eu mais gostei: domar o emocional. Recomendo a leitura, dá uma sacudida na gente.
A mesma revista tem uma boa reportagem sobre café da manhã e uns itens de consumo pra corrida...hum...
Na Runners, dicas para variar os treinos, estratégias de recuperação conforme a fase do treino,  receitas legais de lanches pós treino, e também uma reportagem sobre as barreiras mentais que impedem que a gente progrida na corrida: over trainning, sobrecarga emocional, excesso de foco.
As duas melhores reportagens da runners do mês: casais que correm (me imitaram também...), falando de como evitar que isso vire motivo de estresse em vez de companheirismo, e um programa para iniciantes totais, desde o início: levantar do sofá. Passa pela caminhada, trotes, treinos até poder chegar a 10km, para quem quiser. Muito interessante.
Em agosto te night run em Joinville dia 24, além de outras provas, e a querida k42. 
Em setembro há muitas provas, vale dar uma olhada no www.corridassc.com.br. Além das que estão la, tem Mountain Do Canela, que deve ser linda demais, quem foi adora.
E vá separando seus tênis que não usa mais, e roupas de exercício tambem. Semana que vem você sabera o que fazer com eles...bora treinar!!!