segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Extra!! Posto de Coleta em Floripa

Final de semana super movimentado no mundo das provas de corrida - Maratona de SC, que ainda tinha 10km e 5km , Maratona de Berlim com recorde, e aqui em Blu ainda tinha a corrida pelo imposto eficiente.
Não fiz nenhuma delas. Treinei. Mas ainda assim tenho muito o que conversar....mas não hoje.
Antes disso, e  porque é beeeem mais importante, a notícia ótima da semana é que agora tenho um parceiro em Floripa para receber os tênis usados: a Loja Korrer, na Rua Bocaiúva, 1973 (esq. com a Travessa Abilio de Oliveira), recem-inaugurada, do querido Denis Hardt!!
Estou muito feliz, nós conversamos, ele vai apoiar nossa campanha, inclusive com um belo desconto no Gel Noosa Tri 8, que virá diretamente da loja para o sorteio!!
Assim, vamos continuar com as doações ainda esta semana, aqui nos postos já conhecidos e lá em Floripa na loja Korrer, ate sábado, quando vou retirar as doações com ele e já trago o par de tênis, para estabelecer o dia do sorteio na semana que vem, bem como a entrega solene das doações. 
Aproveitem para conhecer a loja, especializada no mundo da corrida.
E agora estou esperando meus amigos manezinhos (conterrâneos) limparem os tênis e fazerem suas doações!!
Boa semana a todos, ate amanhã!!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Até o Muttai...

Começou a correr usando tênis e roupas de corrida usados. Sabem quem é ele? Geoffrey Muttai é queniano, corredor, dono do recorde não registrado em maratona. Com tempo de 2h03min02seg (abaixo do recorde da época), ele venceu a maratona de Boston em 2011, mas "não valeu", porque o percurso da prova não é sancionado para efeitos de recorde por conta de ser num só sentido, em descida, blablabla. Desde então, embora ele já tenha vencido muita coisa, sonha em bater o recorde na maratona, que pertence a outro queniano (jura?).
E ele, o Geoffrey, segundo a reportagem da O2 deste mês, não tinha dinheiro para comprar tênis, e, pobre que era, sua diversão era correr, ficava feliz. Só que era bom. Com 17 anos, ele treinava de manhã e à tarde trabalhava no sistema penitenciário do Quenia., em um sistema muito louco em que instituições acolhem semiprofissionais, que em contrapartida cumprem com obrigações junto a tais entidades.
Em Blumenau tem muita gente talentosa no atletismo, e muitos jovens, quase crianças, com um baita potencial, que não precisa ser desperdiçado. São meninos e meninas que não podem comprar tênis de corrida, e chegam a correr descalços ou com sapatos normais, e ainda assim correm bem. Então imagina com o aparato adequado? Aquele tênis que voce pagou e não foi barato, mas que apesar de linnndo e moderno, não ficou bom no pé, apertou em cima, ficou esquisito, não serve para seus treinos...
E ontem, depois de ler a reportagem e conversando com o Jorge Theiss na Radio Nereu, pensei no seguinte: é possível que um tênis doado por um de vocês seja usado por um menino ou uma menina que, num futuro não tão longínquo, vire um atleta profissional e de alto nível!!! Achei tão legal esse meu pensamento, embora tenha me achado meio infantil agora que escrevi e li...
Enfim, seja ou não assim, o tempo está acabando.
Eu ia encerrar hoje o prazo de doações, ja adiado. Mas, por conta da entrevista na Radio Nereu, que foi muito divertida, fui recebida e tratada como uma princesa, agradeço muitíssimo ao Jota e sua equipe,  várias pessoas falaram que têm tênis para doar, tinham esquecido, não foram a nenhum dos postos de coleta, etc.
Então, ate sexta feira podem levar seus tênis aos postos de coleta, já que só vou recolher as doações na segunda feira.
E, para facilitar ainda mais quem tem tênis e não quer se movimentar muito, amanhã duas oportunidades extras de doação: de manhã, das 9 as 10h45min,  estarei na Academia Master, para aula de natação, e vou levar números para cadastro para o sorteio,  e a Grazi, professora de la e coordenadora do grupo de corrida, estará em diversos horários,  ela está recebendo doações para mim, e tem números para entregar também, porque ela é uma super amiga querida que está fazendo isso.
E à noite vou estar na Adhering para o evento de lançamento oficial do grupo de natação Blumenau Águas Abertas, e também vou recolher tênis de quem quiser entregar.
E não esqueçam de cadastrar o número recebido ali embaixo do regulamento.
Espero vocês amanhã, depois de treinar...










terça-feira, 24 de setembro de 2013

Saudade de um treino ruim!!

Então no sábado estava chovendo. Treino do dia: pedal e corrida de transição, leve, para ir acostumando a correr depois de pedalar. Lá fui eu, assim como outros tantos, para a academia que abre no sábado (eeeee!!!), pedalar com o pessoal. Só que não, porque quando eu cheguei eles já estavam terminando. 
Tudo bem, vida de mãe é assim mesmo. Camila prima ficou mais um pouco,  Andreas fez mais quarenta e cinco minutos comigo, o Everton deixou a música ligada, já foi animadinho. Dali, direto para a esteira, 3km.
Muito fácil, na verdade. Suei na bike, sim, fiz lá minhas montanhas, mas fui no bebedouro, enchi a garrafinha, fui para a esteira, liguei a tv num programinha legal de culinária (sempre), e quando terminei, juntei as coisas e vim tomar um banho quentinho em casa e esperar a enchente agarrada na família,  que é tudo o que nos resta ante a certeza da sua vinda. Uma tristeza.
Fácil demais esse treino. A vida real não é assim. Na vida real eu pedalo contra o vento, subo morro de verdade, tem carro e poluição, semáforo, insegurança. E correr na rua também tem outro sabor, a calçada e a rua não são exatamente um tapete, fora as buzininhas fofas dos motociclistas (um dia vou entender)...enfim, desconforto. 
Mas com esse clima tem sido difícil fazer aqueles treinos bons, fora totalmente da zona de conforto, subindo e descendo, passando em lugares estranhos, com pessoas com ritmo diferente, falando bobagem e se divertindo durante a corrida (essa parte é a do conforto). Com direito a chope no final! 
Como sinto falta desses treinos! E fisicamente a falta se faz notar nas provas, como essa de dez milhas. Tenho treinado muito mais na esteira do que na rua, seja pelo frio, chuva, tipo de treino, comodidade, preguiça de organizar as coisas para correr na rua, falta de coragem de enfrentar o trânsito...Isso tem um preço. No dia da prova, sol forte (em setembro, vejam bem), aclives, e eu sofri. Logo eu que adoro correr no verão. Sofri bem mais do que a meia maratona do Bela Vista debaixo de chuvinha fina. Voltei de São Paulo decidida a mudar isso. De terça em diante só choveu, com enchente e tudo...adiei um pouquinho a mudança, também não precisa ser treino terror, não vivo disso.
Mais uma vez o blumenauense  e os moradores da cidade foram postos à prova com as chuvas e a cheia do rio (assim como Rio do Sul e outras cidades). Vi pela terceira vez desde que moro aqui as pessoas erguendo seus móveis, as lojas retirando os estoques (prateleiras, armários, tudo), comprando toda a água do supermercado, o medo estampado no rosto de muita gente...A mim pareceu que foi a menos pior, porque houve muita informação, todos puderam se preparar. E como sempre, a solidariedade e determinação do povo de Blumenau prevaleceram, a ajuda vem da sociedade civil, e na segunda feira todo mundo arregaçando as mangas para voltar à vida normal, achando tudo muito natural. Porque não dá para esperar que alguém faça por nós.
E isso vale para a corrida, para a vida em geral. Estabelecer objetivos e metas, treinar, se esforçar, arrumar tempo, eleger prioridades, é o único jeito realmente eficaz de fazer acontecer. 
Mas...fazer o bem de vez em quando só alegra. Então, já achou seu tênis usado e fez sua doação?
O prazo termina amanhã!!
Os postos de coleta são Taty's Estetic Hair, Clinica Wellness, loja de artigos esportivos Sportlife, loja Krabu e Academia Acquasports, em todos eles há pessoas que receberão as doações e entregarão um número. Além deles, a minha amiga Graziela Rodolfo, da Academia Master, está também recolhendo os tênis para entregar, e ela também distribui numero. Obrigada, parceira!
Não esqueça de cadastrar o número aqui no blog (lá no post que tem o regulamento da campanha, tem um "clique aqui"), para concorrer ao Gel Noosa Tri. O sorteio é entre os números cadastrados.
São 162 alunos de atletismo da Fundação de Desportos. Mais de 2000 alunos atendidos em todas as modalidades oferecidas. Temos que garantir os tênis pelo menos para os alunos do atletismo, vamos lá!
E lá vem o sol, vamos treinar!!!








sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Dez Milhas!!

Quando eu corro meia maratona (o que não acontece muitas vezes), é lá pelo  km 16 que eu fico não exatamente cansada, mas me questionando, achando que 21km é muito (e para muitas pessoas nem é), que eu não precisava me meter nessa...dali em diante normalmente a tática é: não pensar, só correr.
Então, quando vejo provas de dez milhas, que são 16km e uns metros, fico super empolgada, mas aqui em Santa Catarina, que eu saiba, nunca tem. No ano retrasado, teve aquela que largava e chegava no Hotel Parador, linda prova,  em trilhas e praias.
Fui em busca do circuito dez milhas, tem da Mizuno e tem da O2. Por questões de data, consegui encaixar a da O2 de São Paulo com uma viagem em família de micro férias.
Demorou muito para aparecer no site o local de retirada dos kits e o percurso da prova. Para quem sai de outro estado para fazer, sempre dá uma certa aflição. 
A retirada dos kits era na loja Mundo Corrida, que estava toda em promoção, praticamente uma feira. Ótimo.
Essa prova tinha 10milhas, 5milhas e 2,5 milhas, super democrática.
A largada foi marcada para sete e meia de domingo passado. Pareceu cedo, mas depois descobri que era o melhor horário. 
Estava em São Paulo com Péricles e Arthur, e a viagem era voltada para ele, então no sábado anterior fiquei bem cansada: aeroporto, voo, passeio com o pequeno, colo, muito colo. Ficamos na casa de um casal de amigos, bem pertinho da USP, e a prova era na cidade universitária.
Domingo fomos para lá: multidão, mar de gente, típico das provas da O2 e das cidades maiores. Faz a Track and Field de Floripa parecer tranquila e vazia.
Dia lindo, céu limpíssimo azul, e no horário de saída de casa, temperatura agradavel, mas prometia calor.
Sistema à moda antiga, que sinceramente ainda acho o melhor: pega camiseta e número no sábado, e chip no domingo, tudo organizado, fila de acordo com o número, em dois minutos já estava na mão.
A lástima eram os banheiros. São os químicos, a gente tem que se acostumar. Acho que vou comprar aquele equipamento para mulher fazer xixi em pé, porque é muito tenso se concentrar para não encostar em nada. Uma fila ridícula para os banheiros, que não eram muitos, e sem qualquer organização. E prende a respiração antes de entrar.
Suplementada, alongada e chipada, fui para a entrada do meu pelotão. Eles só abrem bem próximo à largada, para não ficar a muvuca, e há controle de entrada nos pelotões. Uhu!!! Para quem não sabe, os pelotões são conforme o pace, ou tempo por km percorrido. No caso da O2, eles verificam os tempos de provas anteriores para e enquadrar no pelotão. Quem nunca fez prova O2, vai para o pelotão branco, o último.
Eu estava no azul, o seguinte ao quênia, muito bom.Resultado de dedicação em outras provas.
Engraçado que naqueles minutos que antecedem a largada, eu estava lá, no meio de uma multidão, e ao mesmo tempo me sentindo muito só, porque não tinha ninguém conhecido, e eu sabia que correria sozinha. Ainda bem que Péricles foi me levar na largada.
Largada rigorosamente no horário, e lá fui eu. Logo no primeiro km, subia uma ponte, descia, e subia a mesma ponte de volta. Ruim. Larguei rápido porque estava em pelotão da frente, e só nessas subidas achei que ia quebrar. Não concentrei o suficiente, a largada tem que ser lenta, ainda mais nessas provas, controle é importante, não dá para se deixar levar pela empolgação, porque são 16km!
Dali em diante, plano. E sol. Muuuuito sol e calor na cabeça. O bom é que a cidade universitária e arborizada, ou seja, varios trechos com sombras gostosas.
Hidratação farta, mas fez falta uma musiquinha...deu problema e acabei não usando o ipod, e sei la porque achei que teria música no caminho. Podia ter, já que o percurso era cheio de idas e voltas. Sim, a gente entrava numa rua, ia até o final dela, e voltava. Isso não curti.
Lá pelo km10, nova subida. Na verdade, um aclive, de mais ou menos um quilômetro. Dureza, é daquelas inclinações que parecem leves no início, mas como não termina nunca, vai cansando bem. E nisso já eram quase oito e meia, com calor de onze da manhã (para a exagerada aqui, pelo menos).
Engraçado que durante o percurso havia os orientadores, indicando o caminho e incentivando. Todos gordinhos. Eles incentivam e guiam, mas não correm.
Os percursos das distâncias eram diferentes, e isso foi ótimo. Só no último km que todos se encontravam, e havia muita gente andando, tinha que desviar.
Fui com a intenção de completar a prova em menos de 1h30min, porque não conhecia o percurso e não queria me matar, só sentir a distância e curtir a prova. E curti mesmo, gostei do caminho (apesar da repetição), embora eu tenha demorado para acertar a respiração e o pace por conta do início.
E vi que não era um bom dia para mim. Dia anterior cansativo, tinha comido carne vermelha no almoço, pesou. Semana de treino forte, mas o sábado foi de esbórnia. Tudo tem seu preço. Não me arrependo porque foi dia de diversão com meu filho, e essa era uma viagem de passeio com corrida incluída, e não o contrário. Só que na metade achei que nem daria para fazer o tempo que queria.
Mas deu. Nos ultimos km eu me animei de novo, porque eram só 16km, e não 21km!!! Com isso na cabeça, consegui manter um pace melhor e nos últimos 4km mirei e fui.
Terminei em 1h26min, está ótimo para a primeira prova de dez milhas. E gostei muito da distância, como imaginava, vou querer fazer outra dessas.
E para não deixar de falar da nossa campanha, agradeço muitíssimo à Regina e à TV Galega pelo espaço que deram para nós na terça feira, no programa Galega na Sociedade. Fomos eu e o Maicon da Wellness, e foi excelente poder falar do que estamos fazendo. De manhã tambem fui na radio CBN, com o João da Fundação, e tivemos um baita espaço. Obrigada à Ana Ruschel e à Oficina das Palavras, que estão acreditando no projeto de verdade!
Pretendo ir a Floripa para receber doações ou conseguir um posto de coleta, aviso aqui quando der certo.
Sabe o que falta? a sua doação!!! Tão simples, tantos postos de coleta...vamos lá!!
Final de semana de chuva por toda a parte. Partiu esteira!


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ainda dá tempo!

Nos últimos dias a campanha de doação de tênis tem aparecido na mídia, legal, né?
Estou super feliz, e atendendo a algumas solicitações especiais, decidi estender até dia 30 o prazo para as doações, como já está no Jornal de Santa Catarina (obrigada pelo espaço).
Não esqueçam de cadastrar o número recebido aqui no blog, no post do regulamento, para concorrer ao tênis Noosa Tri. O sorteio é entre os números que estiverem cadastrados!!!
Amanhã conto da corrida de dez milhas de São Paulo que fiz domingo, uhu!!




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Para gostar do novo, tem que aprender...

Quando eu estava na faculdade e durante minha carreira como advogada,  nunca gostei de direito administrativo. Achava chatíssimo. Quando resolvi fazer concurso, logo pensei na tristeza que seria estudar direito administrativo, e como eu demoraria para aprender, já que não tinha sido o meu forte na graduação.
Ledo engano. Comecei a estudar pelos livros certos, conversar com as pessoas que sabiam a matéria e sabiam conversar sobre a matéria, e me encantei. Não a ponto de querer trabalhar com isso, mas o suficiente para me motivar a estudar e fazer sempre uma boa pontuação nas provas.
Os meus professores de direito administrativo eram  competentes, claro, mas não rolou empatia. Nenhum deles conseguiu se conectar comigo. Diferentemente de direito civil. Tive a melhor professora do mundo, a Leilane, que além de ser excelente, me deixava feliz em ir para a aula. Ela me ensinou direito civil, me ensinou a ser professora, me ensinou ética...nossa, é uma professora de vida. E minha amiga. Isso fez toda a diferença no meu aprendizado. 
O que isso tem a ver com a corrida e com a atividade física em geral? Vou dizer.
Falando de mim, para não comprometer ninguém, concluí na época de estudo que não se gosta daquilo que não se sabe. Talvez seja um sistema de autoproteção, ou só um medo do novo.
E penso muito nisso quando se trata de uma atividade física.
Tenho escutado várias pessoas dizendo que até gostariam de fazer triathlon, mas "odeiam" nadar. E aí eu pergunto se a pessoa sabe nadar, e as respostas são bem variadas: "ah, eu não morro afogado"; "eu me viro"; "nadei quando era bem pequeno"; "morro de medo de água". Em resumo: não sabe. E natação não é exatamente facinho de aprender depois de adulto, é muita concentração exigida para coordenar movimentos de braços, pernas, cabeça, com a respiração correta. Parece-me bem mais simples dizer que não gosta. O assunto se encerra.
Quando fiz a travessia da ilha das cabras, e queria desistir antes da metade, foi pânico. O que me tirou o pânico foi a certeza de que sei nadar, e não ia desaprender naquela hora, a técnica ia me manter viva.
E assim podem ser outros esportes. Correr também tem sua técnica, e exige fôlego, que é óbvio que quem nunca correu não tem. É mais fácil do que os outros, sinceramente, mas ainda assim, exige um certo preparo. Quem andava de bicicleta quando era criança, vai poder fazer bike como esporte. É só praticar, não se esquece realmente. 
Não aguentar correr cinco minutos é normal se você nunca correu. Eu ficava altamente frustrada no inicio, quando corria dois minutos e andava um. Depois eram cinco por um, dez por dois, depois já contava por quilômetro, e um belo dia eu corri 3km direto sem andar. Foi a maior alegria. E nunca mais parei.
Só que tem gente que tenta isso por vários meses e não dá certo, ou não dá prazer nenhum, nem no final. Então parte para outra. Só não desiste de tentar uma atividade que te dê prazer.
Na revista Sport Life de março deste ano tem uma reportagem interessante que pretende apresentar o melhor esporte entre: corrida, bike, natação e tênis. Segundo a revista, são os esportes com maior número de praticantes no Brasil e todos são recomendados para a boa saúde.
Os critérios analisados foram flexibilidade, força muscular, reflexo, resistência muscular, resistência cardiorrespiratória, trabalhar o corpo como um todo, risco de lesão e gasto calórico.
O gasto financeiro não foi analisado, mas a conta é simples: a corrida é barata se voce não fizer questão de tênis tecnológicos nem de super suplementação por fora da alimentação. Natação é muuuuito barato se voce tiver onde nadar sem pagar, senão tem que pagar pelo menos o uso de uma piscina, mas não é nada absurdo. 
Já bike e tênis são esportes caros, a começar pelo material. E tênis é chique, eu acho lindos os torneios.
Enfim, tirando essa parte, a conclusão na reportagem foi a mesma da minha mãe, professora universitária doutora em literatura inglesa, do alto do seu conhecimento esportivo: natação é um esporte completo. Só não ganhou nos reflexos e gasto calórico. Mas para desenvolvimento do corpo, flexibilidade, resistência e risco de lesão...campeã. Na resistência muscular, todas tiveram notas semelhantes por serem atividades de maior duração. Na resistência cardiorrespiratoria, corrida, natação e bike ficaram bem próximos. 
No final das contas, a natação ainda é meio lúdica, porque voce pode até meditar no meio daquela respiração controlada. Eu fico meio louquinha, acho que a oxigenação do cérebro muda. E é muuuuito relaxante a piscina (no meu caso, morninha pelo menos) e aquele momento de só ouvir a respiração e as batidas de braços e pernas. Ah, sim, é meio solitário, mais do que todas as outras, porque conversar não é uma opção.
Não querendo influenciar a escolha de ninguém, imagina, mas eu, que sou de Florianópolis, acho impensável não saber nadar. É #exclusão. Todo mundo vai à praia, e aí, faz o que, fica só torrando? Borrifa água de garrafinha? Ô tristeza...
Então, por sobrevivência ou pelo exercício, nadar é importante. Para a mulher, tem a parte de lavar o cabelo, passar uns cremes para não ficar com cara de vassoura, mas a corrida não deixa o cabelo exatamente tratado, não é?
E por fim, para quem corre, é um ótimo complemento para os dias off de treino, ajuda no alongamento e relaxamento, mantendo condicionamento. São duas atividades que "casam" bem.
Se tem interesse, procure um lugar bom, e, principalmente, um bom professor, com quem voce se entenda, para aprender a nadar e a gostar. Eu não nado numa piscina semi olimpica sem cloro, e tudo aquilo. Mas tenho um professor que não troco por nenhuma estrutura espetacular.
Nunca tinha feito aula de bike, achava que não gostava (claro, não sabia também). Mas experimentei com a pessoa certa, o coach Everton, e viciei!!
Então, o negócio é experimentar. 
E vamos aos informes paroquiais: a meia maratona de Blumenau foi transferida para 24 de novembro, ultimo dia dos jogos abertos de Santa Catarina, que serão realizados aqui mesmo. No site da corre brasil tem tudo explicadinho.
E hoje, quinta dia 12,  tem corrida noturna de Blumenau, 5km, organizada pela Fundação de Desportos, sai do parque Ramiro às 20h, e as inscrições podem ser feitas na própria Fundação, inclusive até trinta minutos antes da largada. Trajeto tranquilo, plano, sem maiores pretensões, vale a pena participar. Primeira prova? ótima opção.
E já que vai correr, olha bem la no fundo do armário aquele tênis abandonadinho, e se quiser levar para doar para a nossa campanha, sempre tem algum apoiador por lá, e eu estarei também.
Boas corridas, e...boas braçadas!!