quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Acompanhar - uma experiência diferente

Domingo teve meia maratona de Pomerode. Corrida super tradicional da região, que junta corredores não só do estado, mas também do Paraná, de São Paulo...vi ônibus trazendo atletas, muito legal.
A prova tem ainda corrida rústica de 6km, então fica realmente muito democrática. 
A rústica de 6km em 2010 foi minha primeira prova de corrida pós nascimento do Arthur. Ele estava com febre, eu nem queria ir, mas de manhã cedo o Péricles foi vê-lo e disse que tinha baixado, acabei indo. De todo jeito, estava meio tensa e queria acabar logo, intuição de mãe. Sim, claro que ele continuava com um febrão, e quando liguei para o Péricles, ele já estava a caminho para me buscar e irmos ao pronto atendimento com o pequeno. Ele quis me poupar para eu correr...
Achei super organizada, a largada é separada para não dar tumulto,  na praça logo depois do portal da cidade,  lugar lindo que parece saido de conto de fadas, e não uma cidade real. 
Não fui em 2011 e voltei em 2012, acho cada vez mais organizado. O percurso dos 6km é meio cruel, tem subida, paralelepípedo e estrada de chão, para compensar a pouca distância, e só um posto de hidratação. Entendo, o foco é a meia, que vai pela estrada asfaltada rumo à BR 470, retorna, faz um desvio e a chegada é ao lado do teatro da cidade.
Tinha muita gente este ano, fiquei impressionada. A hidratação no final inclui chope, que também é distribuído em um dos postos de hidratação do caminho, super divertido, e alto astral. Tem bandinha alemã também animando o percurso, é uma prova diferente e bem regional, vale a pena. Fora que depois dá para ir ao zoo de Pomerode, que é lindo, agora tem o parque com dinossauros, e depois aquela paradinha na Torten Paradise para uma cuca...delícia!!
Este ano vivi uma experiência nova. Não estava na planilha fazer os 21km, e os 6km me deixam muito nervosa, fico louca louca. Assim, fui de bike, com a Camila, desde o posto na BR, até a chegada do pessoal. Assim eu treinei e acompanhei os corredores amigos. 
Não era a unica. Encontrei vários ciclistas de staff, inclusive treinadores como o Juliano Torquato, da T4 daqui de Blu acompanhando seus atletas.
É muito diferente olhar uma corrida de fora. Achei que fosse ter vontade de estar ali com  o pessoal, mas não tive. Fiquei feliz com minha evolução mental, consegui manter o foco e não ficar frustrada por não participar. Já me conscientizei (finalmente) de que não posso estar em tudo. Vários amigos de GP da semana passada estavam correndo, e acho legal se estava nos planos, mas para mim seria sacrificado e desnecessário.
E de bike você está no fresquinho, até venta, e eu via o povo sofrendo naquele calor. Sim, porque depois de dias e mais uma noite praticamente inteira de chuva, abriu aquele dia lindo de sol, com o vapor quente brotando do asfalto...hum...que quentinho...
Nos dois ultimos quilômetros, surpresa!! Dois morrinhos para terminar "bem", sendo que o segundo, no paralelepípedo. Ali, pelo menos, meu gel de carbo levado para entregar a atletas necessitados foi solicitado, por um amigo de um amigo. A chegada e animadíssima.
Vi que varias pessoas quebraram e não conseguiram alcançar as marcas pretendidas, mas é como eu digo quando estou nessas provas de sofrimento: estava ruim para mim, estava ruim para todo mundo, ninguém (salvo quenianos) se beneficia daquele bafo quente. Não acho que Pomerode seja a melhor prova para baixar tempo ou até estrear na distância. Taís, Paula, Michele, Bruna Lenzi, Carol, Mille, vocês foram ótimas, estava duro para todas, garanto, eu vi o sofrimento do povo pelo caminho.
Gostei da experiência, e foi ótimo para eu ver que essa meia maratona não vai me fazer feliz, e só faço essa distância na alegria da paisagem ou do recorde de tempo (vide Bela Vista).
Mas  não vou mentir, claro que é beeeeem mais legal correr! 
Mudando do saco para o tenis, sexta feira foi a entrega solene do Asics Noosa Tri para o Jefferson Erchmann, ganhador no sorteio da nossa campanha Tenis Velho, Corredor Novo. O Daniel e o Franklin, da Wellness, super apoiadora, fizeram as honras, registradas na foto. Espero que voce seja feliz por muitos km com esse tenis, Jefferson!!
A entrega dos tênis doados será dia 08 de novembro, no auditorio da Fundação, quando chegar mais perto anuncio, está todo mundo convidado desde já.
E para completar a semana, sexta-feira será o primeiro dia da nutri Kátia aqui no blog, feito com o maior carinho, venham visitar!!
beijo e bons treinos!!


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Estreia no Triathlon

Então foi isso, fiz minha primeira prova de triathlon!!! Isso não me torna triatleta, mas...dei muitos pulinhos!
A sensação é muito diferente do final de uma prova de corrida. E a pessoa descobre muitas coisas sobre si, inclusive músculos até então desconhecidos...
Uma coisa que confirmei é que sou uma corredora que nada e consegue pedalar. Descoberta dolorosa. 
Mas vamos começar pelo começo.
Estou treinando há alguns meses, sendo que a bike daquele meu jeito alternativo, e os treinos de corrida ficaram alterados. A natação é que não muda, porque não tem opção.
Fiz a inscrição para modalidade mountain bike, porque não estava segura na speed, e meu objetivo, quando me propus a fazer a prova (muito antes da inscrição, portanto), era terminar, e me sentindo bem.
O kit já é divertido, touca, garrafinha, camiseta, e cheio de numeros, para a bike, capacete, peito, e tatuagens removiveis para os braços, em vez de desenhar os números, como já vi muitas vezes.
Embora estivesse treinando e minha dieta também tenha se alterado por conta da prova, confesso que semana passada bateu um desespero. Estava trabalhando em Floripa, a semana toda com colegas em um hotel, sem meus amores por perto, treinando de forma bem mais, digamos, natural e improvisada.
A corrida: solta na rua, forte na praia, e vice-versa, no horário em que era possível, a distância que desse tempo. 
Natação no mar da Praia dos Ingleses, experiência altamente mal sucedida, correnteza, rebentação violenta, solidão, horrível; natação na praia da Daniela, meu mar do verão de toda uma vida, beeem melhor, água gelada, só eu na praia (não é força de expressão). Meu principal objetivo era usar a roupa de borracha para ver como me sentia, se me acostumava, e para isso foi bom. Foi bom para ver que tenho muito para aprender.
Levei muito tempo para colocar a roupa, eu suava no final, ofegante, e rindo da minha pessoa. Para tirar, nem de longe foi a velocidade necessária para uma transição real. E me deu certa aflição, uma angústia, aquilo me apertando, prendendo os movimentos. Acho que é questão de hábito, não vou desistir.
E a bike? Então. Não pedalei.
A dieta foi posta  à prova, e me saí bem, não cedi às inúmeras tentações dos inúmeros coffe break do evento que eu estava. Mas foi bem solitário, e comecei a me questionar se estava pronta, pensei em desistir, mas perguntei para o Everton, e ele disse que eu conseguiria. E se ele diz, eu acredito. Ele me treina e me acompanha e, sinceramente, às vezes sabe melhor do que eu se estou ou não preparada.
Sábado de manhã consegui pedalar, inclusive como meio de transporte, e assim fui eu para Balneário Camboriú, fazer um sprint ou short triathlon, no qual são 750m de natação, 20km de bike e 5km de corrida. Engraçado que falando separadamente é tudo pouquinho...vai fazer em seguida!
Ah, sim, nesse caso, a bike tinha o famoso e temido Morro da Rainha em Balneário, duas vezes para ter certeza de que a pessoa é doida mesmo para ter se metido nessa.
Aconteceu de novo: cheguei no local da largada no domingo (que tinha mudado para o horário de verão, me tiraram uma hora de sono, como se eu pudesse perder isso), na área de transição, e encontrei o pessoal gente boa do triathlon de Blumenau. E eu era a unica mulher. É sempre nessa hora que penso: "o que mesmo eu vim fazer aqui"?
Mas eles me receberam tão bem, de novo, me ajudaram e deram dicas preciosas (Robson, muito obrigada), fui mimada de verdade. E as namoradas e esposas lá, apoiando e fotografando, umas queridas.
Everton coach encheu os pneus, emprestou um negocinho para a garrafa de hidratação, me ajudou a preparar o garmin (gps) para a prova toda, é super legal, conta transição e tudo, me lembrou que valeu o investimento. 
Deixei tudo separado, capacete para cima com o que eu ia precisar dentro, numero mais afastado para depois, organizadinha mesmo para não me perder (muito).
Levei a roupa de borracha, mas na hora decidi não usar. O tempo que eu poderia ganhar nadando eu perderia tirando o negócio, e pagando mico.
A agua estava fria, mas não gelada, e muita gente foi direto com o macaquinho de triathlon (inclusive a elite, me inspirei, hahaha), então me senti mais segura indo assim também.
A largada feminina é separada, oba, e eu estava beeeem nervosa. Tentei concentrar nos mantras básicos: uma coisa de cada vez, agora vou nadar, o resto não importa. Mas não é fácil.
A natação foi péssima. Eu parecia uma pata meio choca, não acertei a respiração, fiquei angustiada, não chegava na primeira boia, aquela maldita, foi muito difícil, parecia outra pessoa, alguém que aprendeu a nadar ano passado. Nos últimos 500metros acertei o passo, ou braçada coordenada. Muito tarde. Eca. Achei meu tempo horrível, 21min, mas depois fui olhar melhor, e vi que nadei 970 metros. Nossa, na hora apavorei, porque confirmei que tinha nadado totalmente torta. Ontem recebi a feliz notícia de que realmente o percurso dava em torno de 1000 metros. Daí pelo menos o tempo que levei foi o meu normal da piscina, embora não tenha sido bonito de se ver.
A transição? É aquela hora em que a gente sai da água, atordoada pela natação, corre até a bike (qual? onde? cade? quem sou eu?), calça o tenis (porque não uso sapatilha), hidrata e come,  põe capacete e vai embora, subindo na bike depois do tapete. Beleza. Agora como foi para mim.
Eu sentei, sequei um pouco o pé, estou começando, afinal, engoli um waffer feito para treino de bike (ele era tão gostoso, mas na hora me embuchou), tomei meu suco de uva já preso na bike, e, "apenas" quase 5 minutos depois, já estava pedalando o meu trator.
Era isso que parecia minha MB no meio das lindas speed, contra relógio, etc e tal.
Ali consegui concentrar que era minha escolha, e que eu não competia com eles, e deu certo. Fui, sem pensar muito, ate chegar no morro. Na minha inocência, comecei pedalando, e fui indo, até ter vontade de chorar e lembrar que aquela era a primeira subida, e tinha mais uma, além da subida de volta. Assim, desci da magrela e a conduzi carinhosamente morro acima, trocando o lugar da dor, das coxas para as panturrilhas, que cantavam em alemão. Lembrei dos treinos no portal da saxônia.
Depois é descida, a primeira vez cautelosa, a segunda enlouquecida. Ah, que sensação de liberdade que dá a bike! Bom demais!!! A segunda subida não foi pior, porque me preparei psicologicamente desde a primeira. E, diferente do Felipe, Sukita e Zanichelli, não fui um dia antes conhecer o morro maldito, porque só ia me entristecer. Fui achando que seria tão péssimo e horrível, que até que subi confiante.
Tudo bem que uma hora perguntei para o fiscal se eu era a última, mas ele disse que não, iupiii!
Não deram 20km, deram quase 17km, e eu fiz no tempo que estava esperando, quase uma hora.
Nessa transição fui rápida, um minutinho só para trocar capacete pelo boné (meu cabelo estava um espetáculo), pegar um gel (de comer) e colocar o numero na cintura (vantagem de não ter que tirar sapatilha e botar tenis). E saí correndo. Mesmo. Rápido. Para ser sincera, eu estava com uma vontade louca de correr! Minhas pernas estavam bem, me sentia aquecida.
Dali em diante era piloto automático. O único pensamento foi: faltam só 5km de corrida. Não pensa. Corre. E depois disso só fui. Parecia que estava  trotando, mas não foi o que o garmin apontou  depois (na hora eu não olhava valocidade nem pace, só distancia e tempo acumulado). Fiquei entre 5'05" e 5'20" de pace, achei totalmente excelente. E ultrapassei váááárias pessoas, incrivel, inclusive homens!! 
Astério me acompanhou durante uma volta na corrida, pessoal dava força no retorno, e Sukita me buscou no final da terceira e última volta. Foi muito importante para mim, porque ali eu ja estava sentindo umas pontadas de dor na coxa, coisa diferente, e ele foi ali ao lado, dizendo que estava tudo certo, e que faltava pouco. 
Quando eu vi aquela chegada comecei a rir, um riso de alívio, de felicidade, de missão cumprida. E depois do riso, um choro bem gostoso, de emoção mesmo, de sensação de que eu posso (Sukita deu ombro, coitado, se ferrou).
Fiz em 1h47min, o máximo possível eram 2h. Não fui a última mesmo, e inclusive cheguei antes de trios de revezamento e de meninas de speed (graças à corrida). Mas para ir beeem, falta muito chão.
Não vou falar da organização do evento porque eu nunca tinha feito, não tenho parâmetros de comparação. Mas a contagem de tempo e posterior premiação deram problema, a coisa ficou bem enrolada. Hidratação só na corrida, e frutas e isotonico no final, acho que é assim que funciona.
Como tinham pouquíssimas meninas na categoria mountain bike, ainda descolei um trofeu, que fui buscar no final porque perdi a chamada da premiação. Tudo bem, estava tomando um solzinho com a familia, afinal levei todo mundo para lá.
De quebra conheci varias meninas que estavam estreando também, nervosas como eu, e conheci a Josi, que foi a primeira colocada de MB, e é leitora assídua do nosso bloguito. Linda ela, e com tres filhos, sendo os mais novos, gêmeos!!! Olha nós ali, ela é top!
Assim que cheguei, se me perguntassem se eu queria fazer outro, não saberia o que responder. A sensação de terminar é incrível, e naquela hora realmente me achei bem corajosa por decidir tentar, treinar e fazer acontecer. Mas ainda assim, é sofrido, e exige além de treino, concentração e organização, é muita coisa para pensar. 
Só que no final do dia eu já estava planejando minhas travessias para melhorar meu nado no mar na pressão (porque no mar da Daniela, treinando, só eu, é fácil), e pensando que bike é treino, treino, treino. E que mb foi bom para estrear, mas não quero mais ficar lá para o final, só assistindo me ultrapassarem.
Engraçado que nem dei (tanta) importância para meu cabelo medonho e o fato de ir pedalar encharcada de água salgada, e depois correr, tudo com a mesma roupa. Nem lembrei que eu achava meio eca. Nada importava. Tanto que não passei filtro solar (sim, feio, buu para mim), achei que ia derreter e não precisava, mas fiquei com marcas estranhas, inclusive do meu número no braço, bem feito.
O dia seguinte? Dolorida, cansada, meio moída, mas nada tão diferente do habitualmente sentido depois de meia maratona, por exemplo, k42...quero dizer, não é dor de lesão, nem de nada de errado, só o normal do esforço intenso. Até porque eu estava seguindo a dieta adequada, suplementação, e me esforcei para fazer tudo certo antes e depois para ter uma boa recuperação. 
Gostei da experiência.  Sei que nem tudo o que o esporte pode oferecer me pertence, exige uma dedicação que não posso nem estou disposta a empenhar por enquanto.
Agora pelo menos eu sei que eu posso, eu consigo. Tem que treinar. E bastante, ainda mais se quiser aumentar as distâncias, mas a parte do treino, sou obrigada a confessar, é a parte mais legal do show. Lembrei da Dani dizendo que dia de iron é dia de festa. Com as devidas proporções, foi minha festa realmente,repleta de convidados especiais.
E vamos aos avisos paroquiais: tem Balneário Night Run dia 02 à noite, uma prova muito legal na areia, dia 03 tem uma corrida da Unimed em Floripa com 16km, mas que pode ser feita em equipe, dia 16 tem corrida GP em BC e dia 24 é a meia maratona de Blumenau, confiram o calendário de provas nos links ali em cima.
E por fim, para o final de semana e a proxima, novidades: entrega do tênis Noosa ao ganhador do sorteio, e a estreia de uma participação especial: com coluna fixa no blog para informações e dicas nutricionais, uma profissional que entende do assunto e orienta varios atletas de Blumenau:  Kátia Kegel Dieckmann, que além de competente é uma pessoa muito querida. Aguardem...
Final de semana chegando, é treino longo!! Bons treinos e boa prova para quem vai para Pomerode domingo!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

We have a Winner!!

No sábado, final do dia, o Marcio Nunes, assessor especial para assuntos sérios de informatica deste blog (que é, portanto, muito chique), inseriu os numeros cadastrados da nossa campanha no sistema de sorteios on line, e tcham tcham tcham tchammmmm!!!
O sorteado foi o numero 62,  Jefferson Erchmann. Parabéns!!!!
Ele já foi avisado por email, eu precisava conferir o número, e agora é oficialmente o felizardo que vai levar o Gel Noosa Tri 8 que foi comprado na Korrer com um mega desconto, e com a preciosa colaboração dos parceiros Blue Wish, Wellness Treinamento Funcional, ABTRI, Acquasports, Krabu, Taty's Estetic Hair e Sportlife, cada um pagando uma cota.
Como esta semana estou trabalhando fora de Blumenau, vamos fazer a entrega solene semana que vem, postarei aqui.
Estamos contabilizando as doações para marcar também a entrega na Fundação semana que vem, estou ansiosa. Temos mais de 70 pares de tenis para doar, além de roupas. Feliz, bem feliz.
Aprendi muitas coisas nesse processo todo da campanha. E conheci melhor várias pessoas. Algumas passei a admirar muito, outras me causaram espanto...O mais importante foi perceber que a solidariedade está nas ações simples, mas ainda estamos pouco acostumados a nos desfazer das nossas coisas, e  a participar de ações solidarias que exijam algo diverso de entregar moedas num pedágio no semáforo sábado de manhã. Sair da zona de conforto é complicado.
Fiquei muito contente com a repercussão na midia, que inclusive me pareceu sinceramente surpresa com a iniciativa. Claro que a cobertura aconteceu graças à querida amiga Ana Paula Ruschel, que mostrou a ideia para pessoas legais como a Regina Almeida e o pessoal da CBN e da Radio Nereu, além do Santa. 
Meus parceiros se empenharam, e o pessoal do Grupo Blumenau Águas Abertas, de natação, também fez doações, muito bom.
Além de todos a quem sempre agradeço, esperei terminar a campanha para falar que sem o Péricles, meu marido e companheiro, isso não teria acontecido. A ideia inicial brotou de uma brainstorm nossa, falando do blog, de como eu compro tênis e abandono os velhos ainda usáveis, e que muita gente devia estar na mesma situação. E falamos dos atletas da Fundação, e a coisa toda foi sendo construída, até pensarmos em fazer um sorteio no final, e buscar parcerias. Obrigada, mor, sem voce nem teria blog, afinal de contas.
Como se fosse pouco para o final de semana, teve Track and Field em Balneário Camboriu. 
A estrutura, perfeita como sempre: camiseta linda, kit show, com meia, garrafinha, barrinhas, etc. Entrega organizada na loja, com personalização em caso de compras acima de certo valor (sempre personalizo, não sei o que acontece...).  Desta vez usufruí mais, porque pela primeira vez deixei Arthur no espaço kids, e ele adorou! As monitoras eram atenciosas e carinhosas, ele ficou todo feliz com sua camiseta que depois personalizou (mais uma para a coleção). 
Obrigada mais uma vez à Caixa Econômica, com seu lauto café da manhã pós-prova, além da cortesia de sempre. Luana do Prado, você sabe investir nos atletas!!
Saímos de Blumenau seis e meia da manhã, e em BC abriu um sol quente, daqueles que precede a chuva, eu não contava com isso. 
A gente sabe que o percurso tem que sair e voltar para o Shopping, e tal, mas desta vez a vista era bem ruinzinha. Sou (bem) acostumada à beiramar norte, e dessa vez...Ruas mal  pavimentadas, esburacadas, marginal da BR101, pouco espaço para correr em algumas ruas, idas e voltas, curvas, muitas curvas, e até aclives, que não são comuns nas provas sempre planas da "franquia". Não deram 10km nem no meu nem no gps de  ninguém, acho que era difícil medir. Deram menos uns bons metros, e os 5km, segundo o pessoal, tinha mais...ops. 
Não corri bem, de novo (reclamona, de novo). Eu e a TF, né? Mas tem coisas que eu pelo menos identifiquei: meu treino tem sido bem pesado por causa do triathlon, e não é mais focado só na corrida. Além disso, sei que gosto de largar bem, e também sei que isso só é possível aquecendo antes, e não deu tempo. Então basicamente saí muito rápido sem ter aquecido antes, quebrei lá pelo km 4 e depois tive que tentar recuperar o prejuízo.
Fiquei orgulhosa foi da Simone, e a ela, todos os louros: voltando ainda da lesão, treinando de boa, sem expectativas, foi, correu e me esperou ainda. Corremos juntas os últimos quilômetros, eu triste porque não conseguia acelerar mais, e ela mantendo um ritmo ótimo  para quem não estava preocupada com performance (sei, Tita, sei...). Tenho certeza de que ela poderia ter me deixado para trás se quisesse.
Fica o incentivo a quem tem que parar por um tempo: há volta, e volta forte!
Muitas meninas fortes correndo, mais um pódio feminino todo abaixo dos 40', uau, né? 
Fiquei em terceiro lugar da categoria, a Simone em segundo, com 48'28", e diferença de milésimos entre nós duas. 
Esta semana o treino é diferente, fora do meu ambiente e não posso facilitar. Tenho planilha para cumprir aqui em Floripa, entre as palestras e atividades de trabalho. O tempo não é muito, e as condições estão longe das ideais. Mas hoje paguei meus 12km com gosto, vendo o mar e com o vento (forte) da praia dos Ingleses no rosto. Delícia!!
Mais novidades esta semana, aguardem...












terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sim, acontece de dar errado...mas ainda assim chateia

Então, campanha dos tênis na reta final a mil, e a vida continua. Fui fazer a Corrida pela Paz em Floripa no domingo, estava marcada para aquele final de semana que deu enchente em Blumenau e choveu em toda parte, então adiaram para dia 06.
Fomos buscar o kit no sábado, era só de manhã, maior correria, e já não tinha camiseta do tamanho, porque muita gente tinha pego antes. 
Tinha uma premiação muito legal, notebook, bicicleta, final de semana em hotel, premiação por categoria, isso dá aquela valorizada, e atrai um pessoal bom, então nem me animei quanto a performance porque o objetivo era só treinar no sol gostoso, até planejei ir nadar depois (na praia, não na beiramar, só para deixar claro).
Largada dos 10km e dos 5km juntas, tudo bem, já estamos acostumados, mas da caminhada ao mesmo tempo? Não precisava...por mais que a organização peça para os caminhantes aguardarem mais atrás, nem todo mundo entende. Hidratação dos 2,5km so para quem já retornava dos 5km, para os de 10km só na metade mesmo. Tudo bem, mas não precisava, porque na chegada tinha água de sobra, não ia fazer tanta falta.
Mas isso é o de menos. O problema foi o final, e não o início.
Achei estranho que não tinha tapete leitor de chip no retorno dos 5km, nem em nenhum outro ponto de corte. Não que seja comum, mas era realmente muito fácil fazer a volta antes do retorno oficial e ninguém ter como aferir se voce efetivamente correu os 10km, já que só se marcava a largada e a chegada.
E aí é que está. Teve gente que realmente desistiu de correr 10km, apesar de inscrita, e voltou antes, de maneira que seu tempo na prova de 10km ficou suuuper baixo, tipo 26, 27 minutos, e a pessoa talvez não tenha corrido nem 5km!
O sistema do chiptiming ficou doidinho com tudo isso, e a classificação final, naturalmente, não funcionava, acabou ficando misturado também o pessoal de 5km e 10km, porque não foi feita a divisão de distâncias, ou o que quer que seja. A encrenca é que a premiação simplesmente não acontecia. 
Foi triste, porque da metade da prova em diante, percebi que  não tinha visto muitas meninas na minha frente (pelo retorno), então até me empolguei e dei uma acelerada, quando terminei fui me informar, e o rapaz me disse que eu tinha pódio, então decidi esperar. Ah, sim, e o Péricles foi buscar minha camiseta da prova, porque no regulamento dizia que para subir ao pódio tinha que estar com a camiseta. Eles recomendavam o uso durante a prova, mas eu não consegui, manga curta, gola justa demais, tamanho errado...
Para os pódios gerais até o tempo foi corrigido e foram entregues os prêmios e trofeus. E então, após a premiação masculina, pasmem: o organizador ou locutor que estava anunciando vem ao microfone dizer que o regulamento, na verdade, dizia que só podia ser premiado quem passasse o funil de chegada com a camiseta da prova, e disse ainda que o primeiro lugar masculino ia ter que devolver o premio. Hã? Vaia geral, fiasco. Ainda mais porque não havia como saber quem passou com a camiseta, não tinha filmagem nem fotos oficiais, ou seja, era só na base do dedo-duro.
Além de situações como a minha,  havia vários profissionais e mesmo amadores patrocinados, que são inclusive obrigados a utilizar a camiseta do patrocinador, e, na hora do pódio, colocaram a camiseta da prova por cima.
O senhor ao microfone acabou mudando de ideia e disse que "depois ia ver isso". Sei.
O pior ainda acho que não foi isso, foi a medição do percurso. Não dava 10km. E não era um desvio, uma diferença que é possível conforme você faz a curva (aliás, na beiramar é até difícil isso acontecer), mas uma diferença de mais de 500 metros!!
Eu corri menos de 9,5km. Ainda corri mais do que os outros, porque como ainda estava em 9km300m, mais ou menos, eu acelerei forte e achei que tinha um retorno, como na meia de Floripa, para fechar, e não fui para a chegada, fui para um portal, toda concentrada (toda otária, na verdade), então ainda tive que voltar, para pegar o funil. 
Eu fiz em 46'30", mas não tenho nem coragem de dizer que fiz meu melhor tempo em 10km, porque corri menos do que isso,  beeem menos. Posso dizer que foi meu melhor tempo em prova de 10km, se quiser disfarçar, mas não fiquei satisfeita. Fiquei decepcionada, porque era a corrida pela paz, e já estava todo mundo perdendo a paciência. Eu fiquei até onze e meia da manhã esperando, tomei o maior torrão nos ombros, e acabamos indo embora sem saber minha colocação.
Sei que acontecem problemas e falhas nas provas, mas tantas juntas, na mesma corrida, não tinha visto ainda. Descobri no site ontem que fiquei em terceiro lugar da categoria, vou descobrir agora como consigo pegar meu trofeu.
Valeu realmente pelo treino, porque quem foi para levar a sério se decepcionou. Imagina quem foi fazer sua primeira prova de dez km? Terminou achando que corre bem mais rápido do que imaginava (e aí vai se decepcionar nas próximas), ou também desanimou ao saber que não correu os planejados 10km, não sabendo qual é seu tempo nessa distância.
O melhor do final de semana, sem dúvida, foi conhecer a loja Korrer. Três andares de loja, com teste de pisada, ventilometria, espaço para massagem, para treino, variedade incrível de tênis, e profissionais em educação física atendendo, ou seja, não é como nas lojas grandes e multimarcas de esportes, nas quais o sujeito vende tênis, mas poderia estar vendendo parafuso, já que não conhece nenhum dos dois.  Vale a pena a visita. E não é jabá, mesmo que ele não fosse apoiador ia indicar, loja assim é difícil de encontrar.
Novidade no blog: à direita agora tem links de sites com calendários de provas. Coloquei vários, para tentar cobrir o máximo possível de organizadores. Eu sempre fico procurando em vários sites até achar a prova que quero. Então, em vez de ficar no google procurando data de prova, distância, etc, vem aqui no blog e clica nos links.
Esta semana ainda volto, muitas coisas acontecendo...
Até lá, vamos treinar, que o verão está chegando!!




segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CAMPANHA - RELEMBRANDO REGULAMENTO, DATAS E POSTOS - CADASTRE SEU NÚMERO!!


NOVO APOIADOR E POSTO DE COLETA: LOJA KORRER EM FLORIANÓPOLIS

(Rua Bocaíuva, 1973)

ALTERAÇÃO PARA DATA FINAL DE CADASTRO DOS NÚMEROS NO BLOG: 10 DE OUTUBRO, QUANDO TODOS SERÃO REUNIDOS NA ACADEMIA WELLNESS PARA CONTAGEM FINAL.

DATA DO SORTEIO SERÁ DIVULGADA NO DIA 10 DE OUTUBRO 

DATA DA ENTREGA DAS DOAÇÕES SERÁ DIVULGADA NO DIA 10 DE OUTUBRO

Regulamento


01.  Esta é uma campanha de doação de pares de tênis usados em bom estado para atletas, profissionais ou amadores, de baixa renda da cidade de Blumenau e região, de iniciativa do blog www.vidaeumacorrida.blogspot.com;
02.  As doações podem ser feitas por pessoas naturais ou jurídicas, que deverão se identificar no blog através do formulário próprio após a entrega dos produtos;
03.  As doações e cadastro no blog ocorrerão de 26 de agosto a 10 de outubro de 2013;
04.  Poderão ser doados, alem de tênis, roupas para prática de corrida e outros esportes, em bom estado de conservação e limpas;
05.  Ao final da campanha, será sorteado entre os números recebidos pelos doadores, o tênis Asics Gel Noosa Tri8, no valor de R$ 450,00, que poderá ser retirado na loja indicada no blog em até 30 dias após o sorteio;
06.  O ganhador do sorteio receberá também uma camiseta de corrida, cortesia de Taty’s Estetic Hair;
07.  Outros brindes poderão ser sorteados pelos apoiadores da campanha, o que será divulgado no blog;
08.  A data e local do sorteio serão divulgados no dia do término das doações, ocorrendo no prazo de quinze dias;
09.  5 postos de coleta em Blumenau:

  • Wellness Academia: Rua Sete de Setembro, 1574;
  • Taty’s Estetic Hair: Rua Angelo Dias, 200;
  •  Loja Sportlife: rua São Paulo, 1372;
  •  Pela ABTRI- Associação Blumenauense de Triathlon: Academia Acquasports - Rua Catharina Braun, 116 e loja  Krabu - Rua Curt Hering, 256;
10.  Poderão ser apresentados outros postos de coleta, inclusive em outras cidades, que serão informados no blog;
11.  O tênis a ser sorteado é oferecido  pelos apoiadores Wellness Academia, Taty’s Estetic Hair, Loja Sportlife, ABTRI e ainda Wish Energy Drink, que acreditam na campanha e no potencial de todos os jovens atletas;
12.  Para proceder à doação, o interessado deverá acessar o blog, conhecer o regulamento e fazer sua entrega em qualquer dos postos de coleta, onde receberá um número. Deverá informar no blog o número recebido para participar do sorteio, no formulário próprio;
13.  É entregue um número por doação;
14.  Não há limitação de doações, podendo cada pessoa fazer quantas doações quiser;
15.  Encerrada a campanha, todos os produtos recebidos serão entregues na Fundação Municipal de Desportos de Blumenau, para doação efetiva a atletas de menor renda e alunos da modalidade atletismo de Blumenau;
16.  A Fundação poderá destinar os produtos recebidos a entidades sem fins lucrativos que assistam jovens atletas ou estudantes, a seu critério;
17.  Encerrada a campanha, o blog divulgará a quantidade de produtos arrecadados e os apoiadores, e haverá a cobertura da entrega dos produtos.
18.  Não existe vinculação desta campanha a partidos políticos ou Administração Pública em nenhum nivel, e é uma campanha sem qualquer fim lucrativo.
19.  Dúvidas ou questões diversas que surgirem ao longo da campanha poderão ser trazidas ao site para resolução.

Blumenau, 26 de agosto de 2013.



Formulário para participar do sorteio

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Agora sim, é reta final...Tenis Velho, Corredor Novo

Até domingo ainda dá para doar os tênis nos postos de coleta ou para mim, se for em Floripa, porque estarei com números para entregar. Quem quiser pode me mandar um comentário aqui no blog com o email para combinarmos.
Amanhã vou conhecer a Loja Korrer do Denis Hardt e voltarei, se tudo der certo, com o nosso Noosa para o sorteio, postarei fotos. Vou também recolher o que ele tiver lá, e caso alguém tenha doado e não tenha recebido o numero, vou deixar números lá amanhã de manhã, para passar lá e pegar.
Atenção: só concorrem ao sorteio os números cadastrados aqui no blog, lá no post do regulamento!!!
Você tem até segunda feira para o cadastro do número, depois não vai mais estar no ar a opção.
Na semana que vem trago as informações sobre a entrega dos pares doados e o sorteio do tênis.
Então, ainda dá tempo de doar e de cadastrar seu número.
Tenho certeza de que voce vai se sentir muito bem em ter doado!
Sabe quando a gente compra tênis novo, e dá aquela vontade louca de correr para poder usar? É isso que vai sentir o atleta da Fundação quando ganhar o dele. Para esse atleta é novo, novíssimo. Tem preço? Acho que não...
Bons treinos e provas de final de semana!!!



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Domingo perfeito

Que belo domingo para o mundo das corridas e para os corredores. 
Teve a maratona de Berlim, com recorde quebrado pelo queniano Wilson Kpsang, com 2h03min23seg. É muito incrível, porque a maioria de nós quer correr a meia maratona, ou seja, metade da distância, para duas horas! Nesses momentos  fica muito claro que eles são eles, e nós...bom, nós somos os felizes que correm em busca de mais felicidade, o que também é muito válido.
Os cinco primeiros colocados são africanos e todos têm sobrenome que começa com a letra K. Vai ver que é isso que falta para nós...O Marilson ficou com o maravilhoso 6º lugar, o primeiro não africano na prova, com 2h09min24seg, um super feito. Ah, muito legal: os corredores do pelotão de elite  compartilham as suas garrafas de hidratação.
Daqui de Blu, quem também se superou foi a Sissa Vieira, que completou em Berlim sua primeira maratona, e pelas fotos terminou muito bem.
Dentre as mulheres em Berlim,  merece destaque  a alemã Irina, que ficou em terceiro lugar. Ela tem 41 anos!!! Uhu, isso me enche de esperanças. Sem delírios, claro, mas isso mostra que você pode ser competitiva por muito mais tempo do que imagina.
Enquanto isso, em Floripa rolava a maratona de Santa Catarina, que teve como campeão o Adriano Bastos, aquele que ganha direto a maratona da Disney. Acho que a coincidência de datas, para ele, foi interessante, porque no ano passado um queniano venceu essa mesma prova e, ao que me lembre, ele ficou em segundo lugar. Brasileiro no pódio é sempre uma alegria.
E o Rodrigo Sukita, nosso super parceiro de corridas, estava lá, também fechando sua primeira maratona, para 3h17min, baita tempo, é nosso novo herói!
Também estreou na maratona a Bruna Lenzi, que já papou o primeiro lugar da categoria, super linda!! A Carol, já escolada, ficou em terceiro da categoria dela (ah, ter mais de trinta aumenta a concorrência também). Além deles, vi que muita gente conseguiu se superar na distância, reduzindo tempo ou retornando a feitos anteriores.
A primeira colocada dos 10k foi a Simone Ponte Ferraz, minha ídola de Jaraguá do Sul, que tem uma assessoria esportiva e é uma baita profissional, além de ser uma querida. Ela fez para 39'29", o que nunca, nunquinha, seria para o meu bico. Estabeleceu o recorde da distância nessa prova, inclusive, o que me deixou bem mais tranquila por não ter ido... 
E minha sister Simone, retornando às pistas definitivamente após a lesão, sem compromisso, só pela alegria, já fez os dez km para menos de 50', eeeeee!!!
Como se fosse pouco, em Blu teve a corrida pelo imposto eficiente, e pessoas queridas, como a Angela Moreira da Costa, que sempre lê os posts aqui, se aventurou a correr 9km, e conseguiu (eu já sabia)! Superando os limites, muito bom!!!
Devo estar deixando de mencionar muita gente que também foi bem  no final de semana, mas esses são os que lembro agora, sorry. Parabéns a todos que saíram do sofá e foram em busca de algo melhor para seu corpo e sua mente.
E a essas alturas deve ter gente perguntando o que eu fiz, não é?  Pois então, como diz meu pai.
Eu não participei de prova alguma. Isso. No mantra "siga a planilha", não havia nada que se encaixasse. Mas não foi só isso, dessa vez. Sou atleta, sim, tenho meus objetivos e levo tudo a sério, mas...tem a vida familiar e social no meio. E o Arthur tinha festa de aniversario de amigos no sábado e no domingo à tarde, não tenho o direito de tirar isso dele por corridas que não sejam meu foco absoluto do momento. Além do mais, as mães são super unidas, e festa deles vira festança nossa (Bambinetes em ação). Também tinha festa de aniversário adulto no sábado à noite para o casal, dos librianos que amamos Giovana, Walter e Marcio. 
Com essa programação intensa, eu tinha que arrumar tempo e horário para treinar. 
Deve ser interessante a pessoa dormir cedão, acordar cedíssimo e sair para fazer o treino certinho da planilha no final de semana, e às vezes às dez da manhã já está tudo resolvido, e é sempre assim, disciplina espartana e possibilidades, mesmo com dificuldades (cada um tem as suas, eu sei). Isso não me pertence, eu tenho que adaptar.
No sábado, eu ia pedalar com a Grazi e depois fazer transição. Não rolou, porque o Arthur, meu despertador há quase quatro anos, dormiu até nove e meia, e isso não tem preço, ainda pela raridade com que acontece (as poucas vezes que me lembro foram em segunda, terça...nunca no sábado).
Como não tinha feito o treino de tiros da sexta, fui correr na academia enquanto eles pegavam almoço e compravam presentes. Feito. Deu tempo até de fazer umas coisinhas na musculação.
E veio o domingo. Eu não bebi no sábado (estranho, muito estranho, mas numa boa), então acordei domingo em horário decente e fui buscar o Arthur na casa da profe July (onde ele dormiu) de bike. Sim, fiz um caminho um pouquinho maior, para render, e quando cheguei estava lá ele, todo feliz, me esperando sentadinho na frente da casa, animadíssimo porque íamos voltar de bike. Isso também não tem preço. Não fiz os 30km do treino, como deveria, fiz 20km, sendo 8km com o Arthur na cadeirinha, ou seja, mais devagar, mas beeeem mais feliz.
Levei ele até o parque, encontramos o Péricles, e eu voltei correndo para casa, para completar o treino (transição). Deu certo. Fui para o terceiro aniversário do finde com a consciência tranquila.
Se me perguntarem se foi um bom treino, vou dizer que foi o treino perfeito para o domingo! Primeiro, porque foi o treino possível, e às vezes treino bom é o treino que dá para fazer, e não o planejado. Mas muito mais do que isso, pelo menos dessa vez, não sacrifiquei meu tempo com a família para treinar, e ainda assim treinei. Isso não tem mastercard que pague. Boa semana!