segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Voltando...

É, esse negócio de treinar  no modo férias não pode durar para sempre. Mas como é bom!
Passar um mês, praticamente, correndo só na rua, sem compromisso com tempo x distância, é outra vida! Uma vida de calor, perrengue...e muita satisfação. Por mais que esteja duro o treino, calor, umidade ou sol na cabeça, sempre tem com o que se distrair, uma paisagem, pessoas correndo ou pedalando, uma casa bonita pelo caminho, e, no meu caso, depois que eu vou, a ideia de que, em algum momento, é só voltar, sem pensar muito, e vou ter a praia me esperando. Como estímulo a mais, nada como correr o ultimo km já na areia da praia, para inspirar.
Claro que a qualidade do treino variou bastante. Precisou muito hidratar? pit stop no posto do meu caminho para um isotônico, sem estresse nem culpa. Porque dali para frente era mais fácil e feliz a corrida. Cansei de encontrar gente no posto que ainda estava no dia anterior, comprando a última cerveja da "noite"...Alternei com bike em alguns dias, com a cia do maridão, foi ótimo para o rendimento final. 
E nadar no mar? não tem comparação, delícia total. Mas claro que você depende do clima, do vento...depois das dez da manhã o mar muda, e eu estava na praia da Daniela, que em geral é tranquila, e dei sorte na maioria dos dias.
Isso também foi muito interessante, depender de fatores externos e se adaptar a eles. Se chover três dias sem parar, não dá para esperar  para ir correr, tem que correr com chuva, ué. E com isso lembrar que correr na chuva lava a alma e dá uma sensação de liberdade sem igual.
Engraçado que eu me peguei com saudades da esteira no ar condicionado algumas vezes. Mas o primeiro treino de esteira achei tão chato...não passava o tempo. E a dinâmica da corrida é outra, ajuste de velocidade...e claro, o privilegio de tomar um banho de mar depois do treino de corrida, não tem preço!
Isso me deprime um pouco ao pensar em  correr na rua em Blumenau...além da certeza de que não vai ter nem um ventinho...mas é o que temos.
Consegui fazer treinos muito bons, outros bem sofridos, mas todos com aprendizado ao final.
Na natação, vi como eu sou sem noção de espaço, vou nadando para o fundo, torta, mas não canso quase, então posso nadar bastante, é muito gostoso. 
Ah, fora a tacinha de vinho branco na volta, para abrir os trabalhos...hahaha! Claro, isso também fez parte do acerto de férias. Não fiquei off, mas meu compromisso era que o treino fosse prazeiroso, não vou fazer o Iron Man em maio, como o coach Everton, que treinou como louco.
A bike, só a mountain, quase sempre foi com o meu pequeno homenzinho na cadeirinha atrás, procurando corujas e fuscas pelo caminho. E cantando. Ainda assim, eu terminava exausta cada passeio que dávamos. E ele dizendo:"Nossa, mamãe, cansei!" Do que, meu filho? "De ficar aqui me segurando". Ótimo, não?
No quintal de casa, aqueles exercícios das revistas do tipo Boa Forma e Sport Life, triceps no banco, afundo, agachamento, apoio, e abdominais, muitos. 
Aliás, quem nunca fez uns abdominais e uns agachamentos meia horinha antes de ir à praia, para dar aquela desenhada? Eu faço, não vou negar. E dá certo desde que tenha já uma definição básica muscular...embora seja um tantinho de bobiça fazer isso.
Sendo assim, o resultado final desse período foi altamente positivo (não fui na nutri Nádia ainda, por isso tanta animação). 
Agora começa a pedreira. Como já sei que terei menos tempo para treinar este ano, cada treino tem que render ao máximo para compensar, e nem sempre vai ser do melhor jeito, vai ser do jeito possível. Correr na rua é melhor, claro, mas se só puder ao  meio dia, não vou me acabar, tenho a amiga esteira lá, fiel, junto com o programa Top Chef que me acompanha nessas horas.
 E meu velho dilema de fazer menos provas no ano está resolvido, porque não terei tempo para fazer provas que não sejam alvo, a não ser que sejam um ótimo treino. 
Estou terminando de montar meu calendário de provas este ano, e quero compensar a quantidade pela qualidade, com novos desafios...aiaiai.
Vamos dar a largada...todos prontos? bons treinos!!!

ah, sim,  foto abaixo...depois de muitos meses, finalmente tenho todas as minhas unhas dos dois pés!!! Não são pés bonitos, são pés de quem corre, mas pela primeira vez estou orgulhosa deles, por ter todas as unhinhas...mas graças à Letícia, super podóloga, claro. Agora é esperar pela próxima corrida mais, digamos, ousada, para ver o que acontece com elas.










segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Manias, rituais, mandingas...

Dia desses, já faz tempo, eu estava vendo o Rafael Nadal  jogar tênis e reparando em todo o ritual dele antes de cada jogada: sempre igual, ele desentala a cueca, põe as mexas de cabelo para trás das orelhas, uma de cada vez, e mexe no nariz. E então saca. Sempre, todas as vezes, tudo igualzinho. Eu achei tão engraçado...até me dar conta da quantidade de manias que euzinha tenho para fazer minhas atividades físicas. Uhu, sou igual ao Nadal!! hahahaha.
Vou testando tops de corrida e aí  tem o top de tiros de velocidade, o top de tiros longos, o top da aula de bike, o top de prova de corrida, curta e longa, top de dia de sol a pino, top de dia de chuva. A mesma coisa com os shorts e com as camisetas. Short ou é  todo justo (mas não muito curto porque é muita coxa) ou larguinho com o justo embaixo, ja acoplado porque também não consigo usar dois. Escuro, sempre. Caiseta: só sei correr de regada, não importa a temperatura externa. Se estiver frio, manguito, mas manga curta, jamais.
Tenho as meias de treino e meias de prova.
Cintos de hidratação? muitos foram comprados, só um é usado. O primeiro que comprei!!!! Nunca mais achei um tão bom, e o pior é que alguns me enganaram, já que não tem test drive, então eu compro e uso uma vez. Daí ele sobe para a minha cintura, e me aperta de uma maneira que não consigo mais pensar em outra coisa que não isso. 
Quando eu estava bem magrinha o cinto encaixava certinho nos ossinhos do quadril, e não mexia, podia usar quase todos, que alegria (havia beleza em muitas coisas quando eu fiquei bem magrinha, menos nas minhas olheiras e no meu humor).
Quando eu corro na rua, é pior. Tenho os sentidos e lados da rua para começar e terminar, e na praia só sei correr começando em determinado ponto e indo para uma certa direção. Simplesmente travo com a ideia de fazer um percurso que vá em outra direção. Se eu não sair com todos os meus equipamentos do jeito que eu gosto, fico toda atrapalhada o treino inteiro. E nem tudo tem muito sentido. Claro que não correr de camiseta preta debaixo do sol é o melhor a fazer, mas se eu for com uma regata mais justa que começar a subir e o cinto de hidratação roçar no meu corpo...arrepios só de pensar.
E descobri que faço isso nadando no mar...aiai. Só consigo nadar se começar indo em direção ao início da praia, minha direita. Tentei começar indo para o outro lado, e fiquei tonta, pode?
Acho que tenho um bocadinho  de TOC - transtorno obsessivo compulsivo dentro de mim. Nada diagnosticado, e jamais será investigado, mas realmente eu tenho umas manias...O que me salva é que de tempos em tempos eu mudo a mania, quem sabe isso já estimula outro lado do cérebro.  
Quanto aos equipamentos, o porta número, que tinha virado meu melhor amigo de infância nas provas, não conseguia mais viver sem ele, agora também me incomoda, e como acaba subindo, acho que me deixa barriguda. E lá vou eu para os alfinetes outra vez. Dois, nunca quatro...kkkkk.
Não uso camiseta da prova no dia da própria, acho que não da sorte. Mas isso nem preciso explicar muito porque quase todas são de manga curta...
Houve uma época que eu era inspetor bugiganga total (como diz o Daniel, professor da Simone), levando e usando todos os acessórios possíveis, sempre com ipod, meias de compressão, porta numero, boné, oculos escuros, enfim...eu levava muito tempo para ficar pronta. Agora simplifiquei, até porque no verão não consigo levar tudo, e nem quero mais, me deixa aflita. Estou no esquema "menos é mais", não quero que nada atrapalhe meus movimentos. Prefiro levar dinheiro e parar no posto, fazendo um treino meio matado, do que levar duas garrafinhas com água que inevitavelmente vai esquentar.
E o cabelo? Nenhum fio pode escorregar e ousar cair no meu rosto enquanto eu corro. Sempre usei boné, inclusive na chuva, justamente para ajudar a segurar o cabelo. Agora li uma reportagem dizendo que o boné segura o calor na cabeça, recomendando a viseira, que deixa respirar. Faz bastante sentido, então tenho usado minhas viseiras que ganhei, estou gostando, embora o cabelo não fique beeem como eu gostaria (mais uma coisa para aprender a deixar passar).
E o frequencímetro? Sem comentários. Aquela fita e eu não nos entendemos, já joguei fora xingando umas duas, durante a corrida, maior desperdício. Descobri um agora que mede a pulsação...pelo pulso!!! Uau, como ninguém pensou nisso antes? Vou ver se consigo um desses para mim.
Mas acho que o pior, para os outros, é meu momento fúria/isolamento pós-prova. O final de uma prova geralmente é tenso, principalmente em distâncias mais curtas, porque a ideia é dar aquele sprint para a chegada. Não consigo parar imediatamente, preciso continuar me movimentando após a linha de chegada, e simplesmente não consigo falar com ninguém. Não dá, sou o cão. E devo ficar com uma cara horrível, porque as pessoas tentam chegar perto, e quando me olham, praticamente fogem...estou tentando melhorar. Por enquanto, nas provas mais longas já não fico assim, e quando fico, é por pouco tempo, uns dois a três minutos, que vamos, então, chamar de desaquecimento. Quem me conhece já sabe e avisa aos outros quando eu atravesso a linha de chegada: "deixa ela, deixa ela, não fala nada" (né, Sukita?). Devo ser mesmo assustadora! Mas não é pessoal, é coisa minha. Estranha, mas minha.
Bom, para terminar, quando via aquele Daniel Meyer correndo, só de sunga e descalço, pensava que ele era livre, e dava até uma invejinha, porque esse estilo natural não é para mim. Mas hoje em dia já acho diferente: acho que é uma mania dele também, oras. Não consegue botar tênis no pé para correr, acha que não vai dar certo, tem pé chato, joanete, sei lá, mas não necessariamente é um prazer, pode só estar incorporado (não o conheço, e não tenho qualquer embasamento científico ou prático para esse meu devaneio). 
Coisas de virginiana? pode ser. Mas será que só eu tenho rituais e manias na corrida?
Beijos, bom treino, espero que possam correr na praia como eu!!



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

E por falar em comida...

Hoje não quero falar de corrida, quero falar de comida. Tem tudo a ver com exercício físico, porque quem não come não consegue treinar e nem terminar uma prova dura. 
Nos últimos dez anos minha relação com a comida tem se modificado muito. Continuamos nos dando muito bem (eu adoro comer), mas fiquei mais exigente. Na casa em que fui criada, sempre fizemos as refeições em casa, tendo empregada (outros tempos). Minha mãe cozinha maravilhosamente bem, mas ela odeia cozinhar. Mesmo. 
Já eu aprendi a gostar. Lembro da minha avó paterna, de todas as delicias que ela fazia e como eu ficava admirada. Ela fazia massa de pizza, e a gente comia a pizza gelada, maravilhosa (e não era depois de balada). Cozinhar é terapêutico para mim. 
Atualmente, meu maior luxo é poder fazer minha comida. Minha e da minha familia. Nem tudo o que eu faço é para todos de casa, porque eu como várias coisas consideradas esquisitas. E não sou cozinheira não, gosto do que é fácil, mesmo que dê um trabalhinho (atenção: trabalhoso é diferente de difícil). Não faço receita que prevê etapas. Não gosto de banho maria. Adoro forno. Não destrincho frango inteiro. Cada um com seu jeitinho. E há muuuito para aprender.
Uma coisa muito importante: tenho um cardápio mais light, voltado especificamente para minha dieta, com redução de calorias nas receitas, e o cardápio voltado para a qualidade do alimento, ou seja, não é propriamente light, mas é o mais saudável possível dentro das opções apresentadas. Complexo? não não.
Vejam o pão de queijo funcional, omeletes de claras, suflês sem carbo, muita quinoa, chia, farelo, linhaça, tudo isso bem dieta de marombeira estressadinha, seguindo a mestra Nádia. E ela me ensinou que o que mais interessa é ficar bem nutrida e pronta para o exercício, com tudo o que meu corpo precisa e que o sustenta adequadamente, não contando calorias loucamente. Ai entram a tapioca, panqueca de café da manhã...
Tenho criança em casa, e ele adora frutas, açaí, sucos,  tapioca, acha que omelete é o café da manhã perfeito...mas é criança, então também gosta de guloseima. Para isso e para meus deslizes tenho as receitas de "gordices", que são mais nutritivas e naturais. Na verdade, gosto de fazer porque aí sei exatamente o que leva. Pronto.
Depois que comecei a fazer hamburguer em casa, por exemplo, não consigo mais comer o industrializado. É um nada com gosto de sódio e tempero pronto. Para dizer a verdade, nem sei se acredito que tenha carne. O meu é com a carne de patinho moída duas vezes, cottage, cebola roxa, meus temperos...tenho até o molde. E asso no forno,  fica uma delicia, todo mundo adora, ate meu pai, meio fã de fast food. 
Meus bolos, muffins, são sempre com açúcar demerara, farinha de amêndoa, farelo de aveia, e atualmente, trocando a farinha de trigo por outras opções. Fica tudo mais leve, mais cheiroso no forno, mais gostoso de verdade. Quando vejo os bolinhos ana maria no supermercado, nem dá vontade de comprar. 
Meu amigo Rapha foi para São Francisco e disse que lá  o negócio é conhecer o fornecedor: nos produtos vem a informação de qual fazendeiro - local, sempre - mandou o trigo, o sal, os grãos...sensacional.
Isso não temos ainda, nem na feira dá para ter certeza. 
Semana passada, com a chuvinha, acabei me animando e fiz cookies, usando as castanhas, nozes e avelãs que sobraram do Natal, e já fiz muffins de banana e de mirtilo. Gente, os de mirtilo ficaram maravilhosos!!! Vou postar a receita, porque é delicioso demais! 
Algumas coisas eu comecei a fazer em casa e desanimei. Molho pesto, por exemplo. Compra montes de manjericão, nozes ou castanha, azeite, alho, queijo parmesão bom. E bate no processador. Bastante. Faz uma lambança danada, porque limpar aquele processador depois é dureza. Fica ótimo. Igual ao da Hemmer...que não leva conservante, é uma empresa daqui...então decidi que vale mais a pena comprar. 
Já molho de tomate, mesmo feito com os tomates em lata, é beeeem melhor o de casa do que comprado pronto. E com menos sódio.
Uma das metas para 2014 é fazer um curso com a Lidiane Barbosa para aprender a usar a biomassa de banana verde no lugar de outros ingredientes. E fazer meu próprio pão. Ganhei a máquina dos meus irmãos (leia-se irmão e cunhada), e tenho ficado revoltada com esses pães prontos, todos metidos a integrais e cheios de farinha branca, inchando a pessoa, e, no caso de alguns,  não estragam nunca. E sempre desconfio de comida que não estraga. 
Nossa aventura da semana foi o taco, tortilha de milho. Adoramos comida mexicana, faço bastante a carne apimentada, com feijao, e tal (chilli, mas sem bacon...), às vezes fazemos com frango, mais elaborado com pimentões coloridos, etc, e tudo vira recheio de rap 10, a salvação da lavoura. Mas é tortilha de trigo mesmo, e embora gostosa, não é a mesma coisa. E o taco pronto é uma pequena fortuna. E então fui pesquisar, adaptar...ficou bom. Não ficou igual, mas ainda vou aprimorar, foi a primeira vez, afinal.
Nada como uma semana em casa, com Arthur em férias, para ficar mais off no exercício físico (tinha que trabalhar, então o tempo fora de casa, pagando babá ou abusando de amigas, era para isso), e me dedicar mais à cozinha.
Além da questão da origem dos alimentos, tem o preço. Não sou pão-dura, pelo contrário. Mas meu almoço, geralmente, é composto de muita salada verde, grão, sementes, e frango grelhado ou peixe assado, principalmente em restaurante. E aí acho uma pequena fortuna pagar mais de R$ 30,00 o quilo da alface, que é o que acaba acontecendo. O quilo da alface tem o mesmo preço do quilo do camarão no restaurante...e mesmo pesando pouco, sempre chega nos 300gr. De folhas com frango. Bom, com R$ 20,00 eu compro salada na feira e frango para grelhar para mais de uma semana! 
E dá tempo de cozinhar a própria comida? Nem sempre, infelizmente. E eu não tenho ajuda externa, sou eu mesma fazendo, de maneira que tenho que eleger as prioridades. O jantar é a nossa refeição em família, então invisto nele, inclusive porque aí tenho a participação especial do Péricles. O almoço é mais simples, sem elaborações, e o que faço é usar um domingo para estocar comida. Grelhar frango é rapido, faço tudo e deixo guardado, vou usando. Quando faço hamburguer é muito, para deixar moldado no congelador e depois só assar. E assim vou me virando. Tem fases que me dá um desespero, não consigo fazer nem gelatina, é só ovo cozido e atum em lata para mim, e sanduiches, sopa e macarrão para o povo de casa. 
Também chamo a Gisele, que trabalha na casa da Simone, e ela passa o sabado cozinhando as receitas da dieta da nutricionista e eu congelo. Não é a mesma coisa. Mas é uma opção bem boa.
Fundamental uma consulta com nutricionista, acompanhamento. Para todo mundo. Ela te abre o mundo para os alimentos diferentes, dá ideias de receitas...
Cozinhar já virou uma forma de lazer, gosto de mexer a massa de um bolo, e penso no que posso fazer de gostoso para nós, sempre procurando receitas, adaptando, Arthur adora ajudar, mais uma atividade para fazer em família. Pesquiso muito, livros de culinária, internet, vou adaptando à dieta da nutri. 
E na hora de escolher, se não tiver jeito, entre treinar e cozinhar para a família...o coração vai apertar, mas normalmente vou ficar com eles, porque mulher é assim, seja por amor, seja por culpa.
Ah, e normalmente cozinhando a gente come menos, porque parece que vai se alimentando do cheirinho que sai e na hora de comer mesmo, já nem está com tanta fome. 
Estou trabalhando esta semana, e entro em férias de verdade semana que vem. Tenho uns planos para comidas...sempre que tiver vontade, porque tem que ser prazeiroso. 
Já os treinos serão intensificados, não há mais tempo a perder. Estou com umas ideias malucas de provas para o ano, descobri aquathlon e duathlon no site da Fetrisc, achei tããão legal...mais a Corrida da Ponta do Papagaio em fevereiro, e muitas outras. Alias, arrumando o armário achei mais camisetas de provas de 2013, da Unimed e do aniversário de São José. Mais duas. Foram muitas realmente. 
Agora sim, me organizarei. Sem preguiça. Ou vencendo a maldita.
Bom final de semana!!










sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Treinos da primeira semana de 2014!

Gente, feliz calor novo! Só dá para ficar feliz na praia ou no ar condicionado. Já é calor às 7 da manhã! E 
agora chove, como geralmente acontece nas tardes de verão, confirmando minha ideia de que é melhor garantir o treino pela manhã. 
Estou em Floripa, na praia da Daniela, oba, e para me movimentar daqui é necessário um estímulo muito forte. Sou da teoria de que entre os dias 26 de dezembro e 05 de janeiro a pessoa deve escolher um lugar e se estabelecer, não se deslocando muito. Eu vou no máximo até Santo Antonio de Lisboa de carro. Até Jurerê vou correndo ou de bike, eu, marido, filho...Acho que presto um serviço de utilidade pública sendo um carro a menos a transitar na ilha. Fora que dou as pedaladas, com peso extra.
A ideia era fazer um período off. Totalmente off eu não consigo. Sou doente mesmo. E só de pensar no trabalho que dá retomar o condicionamento físico perdido fico bem mais triste do que seguindo uns treininhos leves de verão. O Everton está mandando as planilhas. Eu não estou seguindo.
Estou fazendo o que é possível, o que nem sempre é o ideal, mas estou na teoria de que treino bom é treino feito. E eu, defensora de treinos de sofrimento, estou doida de saudades da esteira fresquinha da academia...aiaiai, prova de corrida não é na esteira. Nada que a gente não saiba. Mas uns tirinhos no ar condicionado vão tão bem...
Me sinto evoluída ("enquanto" atleta que respeita os períodos de descanso, de preparação, de base...) e não tenho inveja de quem está super caxias treinando forte nessa época. Nem me dá uma coceira, só um cansaço em pensar. Dei duro o ano todo, mereço uma folga. Do meu jeito, mas uma folga.   
Não estou conseguindo correr na areia da praia, muita gente desde cedo, não estou me programando direito. Mas ainda vai dar.
Ontem foi legal, corri 4km em direção a Jurerê e o Péricles me acompanhou de bike. Lá a gente trocou, pedalei uns 20min enquanto ele corria, e depois voltei correndo para casa. Foram 7km de corrida no total, com a variação da bike no meio, tipo um duathlon. Não tinha sol, mas a umidade com o calor...
Anteontem consegui correr 10km, finalmente. E depois eu levei mais de meia hora até parar de suar. Nossa, horrível. E sem comentários sobre a velocidade. 
Depois das corridas, faço uns exercícios localizados, coisa básica, como abdominais, afundo, triceps no banco, só para não ficar totalmente sem a parte da musculação. 
Também tenho nadado no mar. É o que dá mais alegria porque não tem calor. Mas a distância depende do mar. Ontem tinha muita onda, e aqui isso não é comum. Hoje estava perfeito. Eu vou paramentada, fazendo a familia passar vergonha: coloco touca, parte de cima do sunkini (o único dia em que coloquei a de baixo ficou a marca, sem comentários), oculos, protetor de ouvido e com garmin, para ter ideia principalmente do tempo que passa. Porque eu nado muito torto no mar, e estou em ritmo passeio. Miro um guarda-sol colorido ao longe e vou, respirando para a frente de vez em quando para garantir, mas ainda assim quando chego na frente do destino estou muuuuuito no fundo.Torto, torto.
Claro, pessoal do Blumenau Aguas Abertas,  que meu treino no mar é treininho, não tenho meta de nadar 4000m. Hoje, que foi top, foram 1600m, geralmente são 1000, e já fico toda faceira. E quando volto todo mundo acha que nadei até quase Jurere, fico super bem na foto, e é o único esporte que minha mãe gosta que eu pratique.
Tento fazer pelo menos duas modalidades por dia, ainda que tudo meia boca. São treinos meio safados, parando no posto de gasolina para comprar isotonico, pedalando até Jurere e dando uma passeadinha no calçadão antes de continuar...ou seja, o suficiente para manter um mínimo de atividade física e satisfação (e menos culpa), mas dentro do esquema "estou de recesso". E, sinceramente, com este calor que tem feito, se eu acordo depois das oito já nem calço os tenis porque não tem condição. Fora que todo dia parece sábado ou domingo, mas não é, pessoal!
Se estou feliz? em geral sim, até porque, como li no face da Helouse nutricionista, o corpo não tira férias, e botar tudo a perder agora não dá. E chegar na praia depois de ter dado uma corridinha, mesmo que não a dos sonhos é tão bom...melhor ainda é tomar água de coco e anunciar que vou nadar...delícia!!!
Estou contando isso tudo para quem estiver fazendo parecido se sentir bem e quem sabe me contar, para eu me sentir melhor ainda.
beijos, bom final de semana.