sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Parcerias

Ai, sumi, eu sei. Muito, muito trabalho. O tempo ficou escasso, virou luxo cumprir a planilha.Escrever acaba ficando para depois (tipo meia noite). Mas assunto temos.
Duas semanas depois, quero falar da prova da Ponta do Papagaio. Formamos um trio eclético: eu, Simone e Taty, proprietária do Salão Taty's Estetic Hair, minha cabelereira, amiga, uma das primeiras pessoas que conheci em Blumenau, porque nadávamos juntas. Ela agora está nas provas multisports de aventura total, mas como já tinhamos feito a Ponta do Papagaio em 2012, a primeira edição, em dupla (sim, aquela em que fomos a única dupla feminina da prova), quando soube que teria que ser um trio feminino, logo pensei nela e a Si concordou. Engraçado porque cada uma de nós corre ou já correu em outras equipes, reforçando que a corrida une.
Tudo muito bom porque a Simone gosta da trilha (já fiz, é linda e punk), eu e a Taty gostamos da praia. 
Infelizmente, a organização da Acorsj ainda é meio amadora. As informações demoram a aparecer no site, erros de português, ninguém sabe de nada, a inscrição é bem cara, e o kit é bem meia boca. Este ano tinha até pacote de lenço umedecido, o que é simpatico mas pouco relacionado ao negócio. Significava, no entanto, que havia patrocinador. Aliás, muitos, o que deveria ter barateado a inscrição.Mas não foi o que aconteceu. O que eles têm que gosto é premiação por categoria.
A entrega do kit foi apenas durante algumas horas do sábado anterior à prova.
O negócio é que a Praia da Pinheira, a Praia do Sonho e a Praia da Guarda são muito lindas. E, como a maioria das provas de praia, o astral é totalmente diferente das provas de asfalto, as pessoas que participam vão com outro espírito, não sei explicar bem, mas a gente chega lá e dá uma alegria. A ideia de correr tendo aquele visual de fundo motiva demais.
A estrutura estava ok, banheiros químicos, e diferentemente da primeira edição, hidratação farta ao longo de todo o percurso, e muitas frutas ao final. Já o isotônico terminou antes do trio concluir...
Ah, uma coisa que curti foi a turma de salva vidas recolhendo os copos de água vazios já ao longo da praia. Curti a iniciativa, bem entendido.
Sorte que a onda de mega calor já tinha acabado, e até choveu nos dias que antecederam a prova. Bom para correr na praia, na trilha nem tanto. Durante o primeiro trecho, o sol apareceu bem timidamente, e quando eu larguei até estava pingando um pouquinho. Mas é claaaaaro que abriu um baita sol no lombo. Não, não passei filtro solar, porque estava nubladaço, nem mormaço tinha antes. E lá veio aquele sol, aquele que precede a chuva. que não veio mais, a Taty também correu no maior calorão, porque a essas alturas ja passava das dez da manhã (horário real, não pelo horário de verão). 
Fomos com espírito for fun. Mesmo. De verdade, podem acreditar. Quando convidei a Taty, inclusive, já sabia que seria assim, porque ela é beeeeemmm mais relax do que eu e a Simone ( e do que a Clenir, e a Giovana, e a Giani...). Ela vai pela diversão e pelo treino. Foi a minha primeira prova do ano, e eu sinceramente não queria ir com obrigação alguma. E, sendo dessa maneira, tudo bem claro para as três, deu muito certo fazer prova em equipe, sem estresse nem cobranças. Chegamos bem, ninguem se matou, todas se divertiram, e de quebra, logo que chegamos, a equipe do Paulo Zulu tambem chegou,  acabamos conversando com ele na hidratação pós-prova e a Taty, que é caruda, pediu para ele tirar foto conosco, ao que ele prontamente atendeu porque é muito simpático.
Enfim, sucesso total!!!
Péssimo mesmo foi o momento de divulgação do resultado. Eles se enrolaram, e mais de uma hora e meia depois de concluirmos (e nós levamos quase três horas para concluir), ainda estavam lá montando o resultado dos que correram sozinhos os 30km, e quando a gente perguntava qual o problema, eles diziam que o sistema não reconheceu a mudança do horário (terminou o de verão naquela noite), então os tempos finais ficaram errados. Era só fazer a adequação em uma hora, não?
Na verdade era só ir embora, mas uma amiga (esperançosa) achava que tínhamos pego pódio, e aí a gente acabou ficando para tirar a dúvida. Não rolou, descobri depois de muito conversar sorridente com o senhorzinho da organização. 
Agora começa  o calendário de provas. E tem muita coisa legal por aí...ai tentação. Este ano, com o volume de trabalho, tenho que reservar mais do final de semana para family, ou seja, tenho que escolher muito bem.
Na Revista  O2 de fevereiro estão aqueles circuitos badalados: corridas da O2,  Circuito das Estações (que agora é Mizuno), provas noturnas, Série Delta, Golden Four, Mountain Do, fora as corridas regionais, tudo com datas, lembrando que este ano, por conta da copa do mundo e das eleições, as datas sofreram alterações, e teremos muitas provas no primeiro semestre, mas quase nada em julho.
É o momento de ler as metas e adequa-las às provas. Ainda não estou pronta para compartilhar com vocês minhas provas do ano porque acho que vou ter que mudar de ideia acerca de algumas. Devo fazer, como próxima, a do dia 15 de março, Corrida do Vale Europeu, 7km em estrada de chão, saindo de Gaspar, de uma cervejaria, a Das Bier. Mas nem me inscrevi, porque depende de alguns fatores.
Sugiro, além do www.corridassc.com.br, que tem link ao lado, dar uma olhadinha no www.sportsrun.com.br, e no facebook tem página da O2 com todas as provas deles, ótimo para planejar. E quem está podendo, vai no www.correrpelomundo.com.br ser feliz.
Ah, os organizadores da Meia Maratona de Balneario Camboriu  (Corre Brasil) também são da meia maratona de Pomerode e circuito Brisas, e montaram um combo  (A O2 também) para inscrição em todas as provas, com kit diferenciado, area de massagem, etc. A moda é fazer agradinhos ao corredor. Acho ótimo.
O calendário da Track and Field este ano está mais enxuto, não tem previsão para Balneário Camboriú, por exemplo. Não foi bom no ano passado, mas eu preferia que eles melhorassem a prova em vez de desistir dela.
Novos desafios, ou aprimoramento dos antigos, exige planejamento e cumprimento de planilha. Estou sofrendo porque a minha tem as três modalidades, mais musculação...tudo bem, hoje, por exemplo, depois de jantar com o Arthur, assistir Nemo (de novo) e coloca-lo para dormir, fui pedalar no rolo, no meio da sala, ar ligado, assistindo The Good Wife. Perfeito? Não. Treino cumprido? Simmmm!!! 
Então vamos seguindo. E você, já conseguiu organizar a rotina de treinos do ano?
Bom carnaval pra todo mundo!!!








segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O dia em que usei amarelo

Quem me conhece um pouco sabe que não uso amarelo. Fico estranha, na verdade amarela mesmo, acho que por causa do meu cabelo, sei lá. Não curto. Então, a expressão "amarelar", para mim, ainda carrega uma conotação ligada à cor propriamente dita. 
Pois no sábado aconteceu. Amarelei. Fiquei em dúvida sobre escrever sobre meu fiasco ou não, mas cheguei à conclusão de que devo compartilhar também as experiências mal sucedidas (ou, no caso, não sucedidas), porque senão parece a vida do facebook de beleza, sucesso, alegria permanentes, e isso, nós sabemos, não existe.
E foi assim: mais uma vez, me inscrevi em uma travessia, agora em Meia Praia, ao lado de Itapema, achando que ia ser uma boa. Paguei, confirmei, e montei o esquema familiar, conseguindo uma carona para ir. até lá.  
Fui até lá, peguei o kit (e a camiseta, regata, é fofa), me arrumei, andei até o ponto da largada...e fugi. Não larguei. 
Voltei andando, e depois correndo (não pela fuga, mas para agilizar, juro), para o local da chegada, peguei minhas coisas, botei o biquini, assisti à chegada dos primeiros colocados, e fui embora. Assim mesmo. Sério? Sério. Como?
Eu confesso que sempre tenho um pé atrás com os horários das largadas das travessias, acho muito tarde. A partir das nove da manhã o mar já começa a movimentar mais, largar nove e meia para que? Fora que já tem mais gente na praia, e, consequentemente, no mar.
Quando cheguei, olhei o mar e achei ele meio crespinho. Não curto. Gosto de estilo lagoa mesmo, confesso. Meu histórico de praia: fui criada no mar calmo, calmíssimo, da praia da Daniela. Não fui acostumada a furar ondas para chegar no fundo, pegar jacaré para voltar para a areia, e minha mãe entrava em pânico quando eu queria entrar no mar de Ipanema, por exemplo, de maneira que eu basicamente me molhava na beirada e voltava para minha canga. Praia Mole? linda de olhar. Joaquina? gelada demais, e eu só entrava quando estava com marolinhas. Basicamente uma cagona.
E a natação nisso tudo? Aprendi a nadar na piscina, igual a todo mundo, e não fui estimulada a nadar no mar como esporte. A ideia era não me afogar no mar, e realmente isso dificilmente aconteceria, especialmente no curto período de tempo que eu passava em mares mais agitados. Meus treinos de natação eram na piscina, e participar de competição não era exatamente estimulado pela família. No mar, eu nadava quando caía do caiaque, quando virávamos um bote emprestado, eu e meus primos, quando precisava ir rapidamente para o fundo encontrar alguém, e só. Nunca surfei, e minha relação com o mar sempre foi de muito respeito.
Voltando ao amarelo, eu olhei aquele mar e comecei a ficar tensa. Vi várias bandeiras vermelhas ao longo da orla, e a organização da travessia informando que a largada seria 1500 metros à frente, quase em Itapema, e o trajeto, uma linha reta no fundo. "Hum, eles também acham que a rebentação não está boa, e que tem correnteza, senão seria um triângulo", pensei eu.
Para completar, perto do momento da largada o organizador, com seu megafone, começou a dar instruções de como entrar na agua, qual lado, por qual lado sair, os cuidados a tomar, e eu pensando:"o que mesmo estou fazendo aqui?". Cheguei a ficar enjoada do estômago, do medo que me deu. Mais do que o medo de não conseguir nem chegar no fundo e na primeira boia para começar a nadar de verdade, o medo de depois ficar travada pensando na chegada. E o medo de voltar de caiaque? já tive sonhos horríveis com isso.
Mas não é só. A natação sempre foi meu lazer, meu relaxamento, minha leveza. Sempre busquei ter uma técnica razoável, uma velocidade decente, mas nada de preocupação com técnicas de performance.
E me vi, ali com aqueles nadadores excelentes que participam de travessias, e me peguei não querendo fazer feio...tsc tsc para mim. 
Meu pensamento é achar que vou ser a ultima!  E daí se eu for? Eles são todos melhores do que eu, realmente. Mas se a ideia é treinar no mar, me divertir, e me acostumar com a muvuca de natação para me preparar para provas de triathlon, qual o problema em ser lenta e não fazer um bom tempo final? 
Não tem nenhum problema. E é isso que fico repetindo para mim mesma, sem nenhum sucesso até agora. 
Na hora mesmo só pensava que não e para mim, que meu negócio é me manter na minha zona de conforto, que é a corrida, mesmo quando não é boa.
Descobri, nessa minha, digamos, desistência, que preciso treinar várias coisas, mas, especialmente, minha mente. Fui traída por ela.  Eu obviamente consigo nadar 1500 metros, considerando que nas aulas faço 1800, no minimo. Treinei o mês de janeiro todo, ainda que na Daniela, quase todos os dias, indo muuuito para o fundo, e inclusive em dias de correnteza mais forte, justamente para ficar mais segura. Mas a ideia da competição, e de me sair muito mal, me abalou, o que, juntando com o medo da rebentação e do mar em si, acabaram com qualquer chance de nadar naquele dia lindo de sol.
Em resumo, eu não soube brincar também na natação, e isso me entristeceu. Fiquei pensando que treino por treino posso fazer na Daniela mesmo, sem gastar dinheiro com inscrição. E que para melhorar técnica só na aula mesmo.
E é o que farei. Não sei ainda para que, se pretendo ser mais competitiva também na natação (ai, que chata, né?), ou se apenas quero ter certeza de que farei sempre o meu  melhor nessas travessias. E, finalmente, se eu voltar a me inscrever, não tenho nenhuma razão para fazê-lo em provas de mar mais agitado, já que em provas de triathlon o mar geralmente é calmo, até porque a largada é super cedo. 
Meu objetivo é perder a aflição de nadar no meio de um monte de gente me empurrando, jogando água, e não me cansar demais nas largadas, pulando ondas e correndo como foca atrapalhada até começar a nadar. Geralmente eu já começo a nadar sem fôlego, e pelo nervosismo de ser uma prova, começo mal, e só vou relaxar depois de uns 500m, quando a respiração encaixa, e os movimentos também. 
Claro que fiquei frustrada com o que aconteceu, e me senti meio idiota pagando a inscrição, fora o mico.
Como tudo, é um aprendizado. Vou ver o que consigo extrair disso e como posso melhorar. Mas até lá, o negócio é melhorar a técnica e manter a competitividade na corrida, nem que para isso eu não me inscreva em travessias...ate aprender. E enquanto isso, treinar o resto. Boa semana de treinos!!