quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mais panqueca!!

Acho que na vida da família que gosta de fazer comida, mas ninguém é chef, e tem criança, sempre existem os curingas, para não dizer manias...
Aqui em casa é panqueca e omelete. Na dúvida, fazemos omelete. Com um pouquinho mais de tempo, e quando eu estou no comando, a chance de sair panqueca é grande. Para não ficar tudo igual, vou alterando as massas e os recheios.
Como não queria gluten nem muito carbo para o jantar de hoje, mas queria fazer algo que todos pudessem comer (o que significa tirar o whey da receita), fui adaptando.
Não é bem uma receita precisa porque fui fazendo e resolvendo...E a quantidade foi muita, para alimentar a família.
Há algum tempo descobri a farinha de grão de bico. Adoro grão de bico, homus, e tudo o mais, então achei que era o canal.
Grão de bico é tudo de bom. Alto teor de fibras boas, baixíssimo indice glicêmico, indicado para diabéticos porque não permite a rápida subida dos níveis de açúcar no sangue, é fonte de proteínas quando combinado com bons carboidratos, fonte de magnésio, e ainda precursor do triptofano, a fonte de alegria e bem estar.
Só não sabia onde usar. A Nádia deu algumas ideias, a Lidiane Barbosa outras, e assim fui inventando moda, e colocando em tudo quanto é massa que eu faço.
Vamos à aventura de hoje.

Ingredientes:
4 ovos (ta, podem ser mais claras, mas aqui em casa não funciona bem assim)
3 colheres de sopa de farelo de aveia
2 colheres de sopa de farinha de grão de bico
2 colheres sopa de leite
1 colher de chá de sal temperado com ervas (ou sal comum)
(achei que ficou muito líquida e coloquei uma colher de sopa de farinha de soja para encorpar, mas acho que se acrescentar mais uma colher de alguma das outras farinhas vai dar o mesmo resultado, só aproveitei para incrementar proteína).

Bater no mixer ou liquidificador.

Aquecer a panquequeira (que já falei que é uma ótima aquisição), e untar um pouquinho. Eu não uso óleo de coco para isso (dá gosto), prefiro aquecer a frigideira e depois só borrifar um azeite.
Colocar uma concha pequena de massa, girando para distribuir, em fogo médio para baixo. Fica bem líquida a massa, essa é assim mesmo, pode confiar que dá certo, só demora um pouquinho mais para cozinhar. 
Vai começar a soltar massa nas bordas. Se não rolar, uma passadinha da espátula ajuda.
Quando soltar a massa toda, virar, e já pode colocar recheio. Aqui foi cottage sem lactose (em algumas requeijão light mesmo), blanquet de peru e queijo minas lac free. Depois, orégano (aqui em casa tudo que é salgado leva orégano ou manjericão), e já da para dobrar a panqueca. Ela fica fina, tome cuidado, mas bem flexivel.
Depois de tirar do fogo, coloquei azeite com ervas (feito em casa, fica ótimo) por cima.
Fiquei pensando que deve ficar ótimo com frango refogado com alho poró, e um molho pesto por cima, ou frango com curry e uma cenoura ralada...
E a massa ficou leve, macia e molhadinha. Nem sempre as coisas dão tão certo, ta? fiquei mega feliz!! acho que se não colocar sal, e sim canela em pó, dá para fazer com banana e mel por cima...hummmm. 

Bom apetite!! 

domingo, 20 de abril de 2014

Correr vendo o mar...

Como é bom! Sou daquelas que precisa de um visual, ainda mais em prova longa. Sim, para mim, meia maratona é prova longa.
E a meia maratona de Balneário Camboriú não decepciona. Boa organização, largada rigorosamente pontual, e muita hidratação pelo percurso.
A camiseta estava linda este ano de novo, kit fofo, e essa moda agora da Gomes da Costa patrocinar os eventos é ótima para quem come atum praticamente todos os dias, ou seja, eu. Vem latinha com algum tipo no kit, e ainda tem a tal pescaria, com chance de ganhar mais alguma coisa. 
A previsão era de chuva, mas eu já não acredito mais. O tempo foi abrindo, e na largada  tinha um sol bem gostoso. Na verdade, com chuva a prova rende mais, mas realmente não é a mesma coisa.
Eu já tinha feito a prova duas vezes, sempre em dupla, e nas duas ocasiões fiquei com vontade de ter corrido tudo. Este ano achei que estava pronta para encarar o morro da rainha duas vezes, na ida e na volta. 
O percurso é muito legal, vai pela beiramar até o morro da rainha, sobe, desce, praia Brava, dá uma voltinha lá para dentro e retorna. A volta é interessante porque aparentemente você corre no plano direto, mas tem uns aclives meio sem fim.
Fiz uma boa largada, me concentrei para não ficar tentada a acelerar, e deu certo, consegui manter uma regularidade de ritmo, que era minha intenção.
Até o 6km, nem senti a prova, e só queria saber de olhar o mar. Fui para treinar, queria testar minha corrida no morro, mesmo que fosse uma extensão pequena, e clima de prova é bem mais legal para fazer 21km, não é?
Depois do km17 eu passei a sentir um cansaço. Não faltou perna, nem fôlego, foi mais o conjunto da obra mesmo. O Everton disse que é a fase de transição. Meus treinos longos são de até 15km, então dali em diante eu ainda me sinto forçando. Treino é tudo mesmo, porque ate o 15km eu estava ótima. Dali até o 17km era tipo fim da pilha. Do 17km em diante, é só para terminar. A sorte que encontrei uma menina para me dar ritmo, estava na minha frente e ela era bem constante, corria bem, grudei, coitada.
Cheguei sorrindo, o que não é comum, mas eu realmente estava muito feliz de ter terminado essa meia maratona com morro, sol e calor, que fiz para treinar, em 1h51'50". Só alegria!!
A dispersão eu não achei boa, porque tinha que sair logo da area,  eu preciso continuar correndo e andando, com aquele meu jeito furioso, e não tinha espaço!!
Mas tinha bastante fruta e isotônico, tudo muito bem organizado. é uma prova super família, e eu tive a minha comigo, foi ótimo.
Aliás, ótimo mesmo foi a super Rita com sua espumante com taças e tudo, essa nossa amiga é chique demais no pós prova!!!
Eu não entendo é a demora para a premiação. Mesmo tendo premiação por categoria (ótimo, é o que anima realmente, fico super feliz, parabéns), sendo tudo eletrônico pelo chip, não acho que precise levar taaaaanto tempo, nem todo mundo pode esperar, tanto que na hora falta um monte de gente para pegar o trofeu. 
Fiquei em segundo lugar na categoria, show de bola!! Claro que estou longe de ser a Clenir, que chega com sobra em uma prova de 21km. Foi bom perceber que me falta volume para as distâncias maiores que pretendo percorrer este ano, bora treinar.
E as panturrilhas sentiram na segunda feira as duas subidas. Lembrei da Rita e botei um saltinho nos pés, nossa, que diferença, para de doer, dica boa!
O negócio é que gosto de fazer prova, não adianta. Quando vejo os meninos treinando para o Iron, penso em quantas provas eles não podem fazer porque o foco é outro, e é tudo muito intenso. Acho que eles não se importam, senão não entrariam nessa. Mas eu sentiria falta. 
Mesmo com metas, eu gosto de fazer as provinhas intermediárias, clima de prova de corrida é bom demais.  Percebo que prova muito longa não é muito meu perfil também por isso. A não ser que esteja com muito tempo livre e muito em forma, normalmente a pessoa não faz 8 maratonas por ano. Mas pode fazer 10 provas de 10km, se quiser, e acho que 4 a 5 meia maratonas também é possível, se bem espaçadas.
Viciada é assim: medalha, medalha, medalha...
Espero que todos tenham tido um excelente Domingo de Páscoa, lembrando que é tempo de renascimento, então repense, mude o que quiser e puder, faça algo que faça diferença para você e para os outros. E corra!




quarta-feira, 9 de abril de 2014

Que treino faz você feliz?

Como eu postei no facebook  no domingo, enquanto eu fazia meu treino de corrida em Floripa, em um lindo dia de sol  (que privilégio, eu sei), comecei a lembrar das pessoas que conheço que estavam praticando algum esporte naquele momento, em treino ou em prova. E percebi que era muita gente!
Tinha triathlon (olimpico e long distance) em Caiobá, com alguns triatletas de Blu, inclusive a Camila fazendo sua (premiada) estreia oficial em uma prova de distância olímpica (1500 natação, 40km de pedal e 10km corrida); tinha triathlon em BH, o que descobri vendo o Robson la, papando um terceiro lugar na categoria; Mountain Do Fim do Mundo, no Ushuaia (sim, eu conheço gente que estava lá); uma colega juíza querida estava fazendo o 70.3 (meio iron) de Brasília; Manezinho e Sérgio correndo em Joinville no 10k...isso em provas!
Em Blumenau tinha uma turma subindo o Spitzkopft, um  parque ecológico lindo, com acesso por uma baita morreba, excelente treino forte; outra turma saiu do parque Ramiro para fazer cada um sua distância; o povo do triathlon que ficou tinha treino de bike em Pomerode ou por aí. 
Para completar, na própria beiramar norte encontrei vários conhecidos e amigos, e tinha gente com os filhos, andando de bike, de roller, correndo ao lado do filho de bike, muito show.
Fiquei pensando em como toda aquela gente se movimentando faz a energia boa circular. E também que cada um tem seus treinos favoritos, digamos assim. 
Eu, que tinha passado o sábado com meu gordinho na Vila Germânica, pintando casquinhas de ovos, o rosto dele, e fazendo a maior bagunça junto com os amigos da escola e as Bambinetes, fiquei off, e domingo era meu longuinho de 14km, solto. Ai, solto, que delícia. Significa que não tem compromisso com  o pace, mas com meu conforto. 
Era para ser um repeteco do treino do domingo anterior. Mas que diferença!
No domingo passado, eu estava em Blumenau, saí para correr mais de dez e meia da manhã, e não tinha sol, mas estava calor. Um calor úmido, como só Blumenau faz por você. E eu confesso que saí de casa animadinha, porque estava seca para correr. Queimei a largada, corri dois km e ja estava cheia de sede, e não encaixava a respiração. Tomei água e isotônico, e continuei, mas me sentia fazendo tiros de 2km, porque só vencia essa distância e já tinha que dar uma reduzida. O tempo final foi ótimo, porque mesmo reduzindo eu ainda mantinha uma média boa, mas eu sofri. Sofri e me enchi de líquido, ainda me sentia pesada, porque na verdade não era sede nem desidratação, era algo diferente, coisas do calor úmido. Só ficou bom no km 8, dali em diante curti. E choveu do km 9 ao 11, deu um super alivio no corpo. Terminei meus 14km, zerei o relógio e subi minha rua correndo, com vontade, só para dar uma última forçada. Foi legal, mas não me fez tão feliz, porque me senti travada. 
Naquele dia, meio que amaldiçoei o treino longo. E ainda fiquei pensando que ia ser uma tristeza quando chegar nos 16km, 18km, 24km...aiai. E desejei fazer tiros, e treinos progressivos de menor distância.
Então veio a planilha, com tiros de 2km. Hã? Por que alguém faria uma coisa dessas? Credo, eta coisa triste. Quando a gente já acha que não da mais, faltam, tipo, 800metros. Foi durissimo.
Tem gente que prefere os tiros, tem quem prefira os longos, e tem gente que não gosta de nenhum tipo, faz porque está na planilha, e no final vale a pena. 
Sempre pergunto para quem diz que começou a correr e não gostou: depois que acabou o treino, ou a prova, você se sentiu feliz? Se a resposta é negativa, ou seja, se nem durante, nem depois, aquilo te alegrou, sinceramente,  melhor procurar outro exercício.
Mas eis que chega o domingo, com novos 14km. Quanta diferença!
Claro que provavelmente eu estava em um dia melhor, o clima era melhor, a paisagem mais bonita, e tudo isso ajuda. Mas tenho certeza de que os tiros da semana ajudaram na resistência do domingo.  Também saí  dez e pouco da manhã. E me senti muito melhor durante a corrida. Saí menos afobada, e mesmo sem ter conseguido acelerar muito no final, mantive regularidade ao longo dos 15km (estava bom, eu fiz mais um). Resultado? No máximo 1 minuto a mais em relação à semana anterior (considerando que corri um km a mais, não da para comparar exatamente),  com uma sensação bem melhor. E o pensamento  de que, na verdade, estou gostando cada vez mais de correr distâncias um pouco maiores, porque só melhora a cada km (como diz o Everton, estou em fase de transição na minha corrida).
Quando terminei, voltando para a casa da minha mãe, senti aquela endorfina entrando, sabem como é?Tomou conta de mim enquanto eu ouvia Speed Of Sound do Coldplay, e eu me senti quase flutuar. 
E naqueles minutos finais eu tive, mais uma vez,  a certeza do quanto correr me faz feliz. beijos



sábado, 5 de abril de 2014

Comidinhas: "Pãomelete"

Acho que originariamente a receita é do blog da Mimis, mas eu peguei na revista contrarelógio. Várias pessoas já tinham mencionado.

Eu chamo assim porque não é beeeem um pão, falta uma certa textura, que só seria obtida com algum espessante ou uma farinha que desse liga, e a ideia é não ter nada disso. Mas fica uma delícia e é tão prático!

Vamos lá:
1 ovo (ou duas claras)
1 colher sopa farelo de aveia (ou farinha de quinoa, e na próxima vou tentar com farinha de grão de bico)
1 colher de sopa de iogurte desnatado (ou água, mas acho que não fica a mesma coisa)
1 colher café de fermento em pó
ervas - usei o sal light com ervas orgânicas que tenho, pouquinho, e mais um pouco de orégano

Misture os ingredientes com um garfo e coloque em uma pequena travessa, fica parecendo um mingau grosso.
Microondas na potência máxima por 2min20seg, mas depende do micro, claro. Não sou muito fã de microondas, mas esta receita é assim mesmo, e é para ser o mais fácil possível.
Depois de pronto, corte ao meio (na própria travessa), e leve cada metade para dourar na frigideira ou no forno elétrico, que então já deve estar aquecido, é só para dar uma corzinha e ficar um pouco crocante.
Fica fininho, e fiz sanduíche com peito de peru e cottage e um fio generoso de azeite bom.
É uma delícia e dá uma boa sustentada.
Pode colocar frango, queijos, o que quiser para rechear. Se estiver usando forno, pode colocar de volta já recheado para completar.
Nham nham!!!
Foto na página no face!

Bom sábado!!