quarta-feira, 27 de abril de 2016

Dez Milhas e Meia Maratona de Balneário Camboriú: aprendizados e alegrias

Adoro 10 milhas. Acho a distância perfeita. Respeito quem adora meia maratona, e como já falei, gosto muito de correr meia maratona, mas não gosto tanto de treinar para ela, porque os longos já são mais demorados, e nem sempre consigo treinar a contento no volume semanal. Dez milhas, que são aproximadamente 16km, são a prova ideal para quem gosta de fazer até 15km em treino longo, e ainda gosta de fazer tiros, como eu. Quando a prova vai ficar difícil, pode quebrar, acabou. Show. Fora que não precisa tanta suplementação nem preocupação com alimentação prévia. 
Pena que não é uma distância tradicional. Inclusive, a chamada para o povo se inscrever nas 10 milhas de São Paulo era: dê um passo adiante. A ideia era: quem corre 5km se aventurar nos 8km (5 milhas) para um dia correr 10km, e quem ainda não corre 21km, mas pretende, começar pelos 16km. O slogan se referia à prova como preparatória para o futuro, e não como um fim em si mesma. 
Eu só tinha corrido em São Paulo uma outra vez, também na prova de 10milhas, que foi na USP, e não gostei. Um calor horroroso, um percurso super estranho, sei lá, deu meio errado. Desta vez, quando vi que teria a prova, fiquei mega animada porque sairia do Ibirapuera. Ah, mas não era. Depois trocaram para o Pacaembu. Bom, já estava inscrita, já ia viajar, para mim não fazia tanta diferença, com exceção da paisagem. 
Prova padrão Ativo, sempre impecável. A largada foi pontual, cedão, 7h, mas ótimo porque não chega a ficar calor, água a cada 3km, dispersão boa na largada e na chegada, e eu sou assinante, então tinha a área vip, personalizei a camiseta...bem legal. A camiseta era bonita e fresquinha, mas a qualidade decaiu. Corri com ela para prestigiar, mas fiz uma gambiarra e dei um jeitinho de levantar as mangas e prender no top para ficar regata, com isso não fico aflita. 
Estava sozinha sozinha sozinha. É bom fazer essas provas de vez em quando, nas quais você assiste de fora as assessorias, equipes, amigos que vão fazer a prova juntos...você presta mais atenção nessas pessoas e na energia dos grupos. Bom para lembrar como é gostoso quando a gente também tem um grupo para tirar foto e comemorar, em vez de pedir para desconhecidos porque a selfie só pega seu rosto. Em compensação, o foco é bem maior, não tem outra distração. 
A surpresa foi quando peguei o número de peito e minha largada era no pelotão Quênia. Meu sonho, gente, sério. Tem gente que sonha ganhar a prova, eu só quero largar com quem ganha...Era pouca gente no pelotão, porque o pace para estar nele é forte, e acho que eles se basearam no meu melhor resultado nas provas da O2 para eu ir parar lá. Ou foi um engano. Kkkkkk. Eram poucas meninas e muitos homens, e na hora que largamos, bem na frente, foi um espetáculo. Uma gente rápida que te estimula! Claro que eu fui suuuper cavalo paraguaio, porque larguei voando, num pace impossível de manter, me animei atrás deles e com o fato de o primeiro km ser quase todo em declive. Vivi esse sonho, e dali em diante eram muitos elevados e passarelas, e tudo  o que tem subida nessa vida. Uma atrás da outra. 
Fui para fazer 1h30min de boa, quando comecei a subir já relaxei para ver o que dava, e no final consegui ainda dar uma apurada, fechei em 1h27'53", feliz demais porque assim como a largada era declive, a chegada...subidinha final. Melhor é chegar bem, inteira, e ter boa recuperação como tive.  E em uma prova com mais de 2500 inscritos, ficar em 6º da categoria e 36ª mulher, em São Paulo, está ótimo. Claro que se tivesse largado mais leve, teria sobrado mais para o final, dava para ganhar um tempinho ali com mais folga, mas fica o aprendizado. 
O melhor foi que fiquei focada a prova toda, corri direto (o que me custou cheirar água do copo, para variar), não estava pensando em quase nada, só em...continuar correndo. 
E no domingo seguinte, esse que passou,  Meia Maratona de Balneário Camboriú, em dupla com a Si, que vinha da Volta à Ilha punk com o grupo da assessoria dela em Blumenau. Então o compromisso era simples: dar o melhor de si que aquele momento permitisse e se divertir. 
Eu não peguei o kit, mas quem pegou para mim disse que estava bem confuso. A camiseta é minúscula, fica folgadinha no Arthur com seus seis anos. Este ano eram muitos inscritos, acho que vão ter que limitar, era gente demais o percurso todo. Água quente para mim na ida, posto sem água na volta para a Simone. Bem diferente do padrão Corre Brasil.
Que calor. De novo: que calor. Eu larguei, às 7h30min, e já estava calor. Quando cheguei na Praia Brava, depois de subir o morro da rainha, estava muuuuito calor, sem vento. Subi a rainha no meu esquema: correr até o terceiro poste, andar mais dois, voltar a correr. Não ia me matar porque tinham mais 3km depois. Estava focada de novo, e desta vez as fotos mostram isso, estou horrorosa em quase todas, mas na hora eu só pensava no que tinha que fazer, no plano traçado. Diogo Gamboa me disse para largar mais leve, me concentrei, e ainda tive que reduzir no primeiro km para não quebrar depois. 
Fiz em 55'30min, nada bom, mas digno para o momento e com aquela temperatura. Simone fez em um minuto a mais a volta, com mais calor, claro. Achamos que tínhamos feito uma prova digna pelas condições. Mas não foi só, ficamos em 5 º lugar das duplas femininas! Achei excelente! Bom para lembrar que o tempo é relativo, porque não eram 10km, eram 10,5km para cada, estava calor, e tinha o morro. Então, estava difícil para todo mundo, a comparação tem que ser feita nas mesmas condições. Fiquei super orgulhosa de nós. 
O melhor veio depois: Sublimaticas da Volta na minha casa, até a Karina veio, só faltou Amanda! Celebração entre sublimáticas, conversas e preparativos para o Treino Coletivo Mulheres que Correm, primeiro sorteio entre as inscritas, e muitos brindes entre nós, tacinhas se encontrando sempre!  
Como essa amizade maravilhosa começou? na corrida. Eu e Simone já éramos amigas, incentivei que ela corresse, hoje ela é minha musa, levei para o grupo inicial da Volta à Ilha, para o qual fui convidada inicialmente pelo Everton e fui me apegando, e formamos as sublimáticas, perfeitas nas nossas imperfeições que se completam. Sempre com a certeza de que juntas somos melhores. Sempre com planos. E justamente por isso pensamos no Treino Coletivo, porque toda mulher deveria ter o direito constitucional de experimentar a alegria de uma amizade na corrida, e celebrar aquele momento que é só seu que a corrida proporciona. 
Beijos, e esperamos vocês dia 21. 









Alegria de quem correu e descansou, sprint final de quem está terminando! Parceria sempre, e fugindo da dupla de trás

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Qual é a sua história?

Estava procurando no blog meus primeiros posts. Percebi que já me repeti, já inovei, já falei muito sobre mim...e algumas coisas nem lembrava direito, o que me fez perceber que escrevo no blog muito para mim mesma, para depois me lembrar não só dos fatos, esses até tenho mais ou  menos na cabeça, mas das sensações do dia e daquela prova. Porque cada prova traz uma sensação diferente,não é?
E essa sensação também é resultado do que você teve antes da prova, da semana, do humor, e não só do treino.  E engraçado que a memória trai a gente. Algumas coisas que achei incríveis na época, ou horríveis, agora me despertam outro sentimento. Ou sentimento nenhum, porque tudo visto sob perspectiva tem outra conotação. Problemões de uma época se transformam em incômodos em outra. Aliás, eu acho que só tenho incômodos, depois que a gente vê os paratletas se superando e achando tudo ótimo, só nos resta #gratidão e parar de reclamar porque estava chovendo no treino longo e entrou água no tênis novo.
A minha história na corrida quem acompanha o blog já conhece, não tem nada demais não, comecei quando estudava para concurso em Brasília, para relaxar, nem me imaginava em universo de provas de corrida de rua, parei, voltei a correr quando fui morar em Blumenau no ano seguinte, também sem pretensões, até que participei de uma prova e achei divertido o astral. Minha relação com a corrida é de relaxamento mental, e de compromisso comigo mesma. É algo só meu, mesmo quando corro com mais gente. Meu momento, como muita gente narrou na pesquisa.
Depois que o Arthur nasceu, voltei com vontade para a corrida, e descobri que ela mantém minha sanidade física e mental. Sou aquela mãe que foi correr de novo para perder os últimos quilos da gravidez e sair um pouco de casa e virei a corredora compulsiva, do tipo "medalha, medalha, medalha". Fiz amizades, conheci lugares, vivi experiências de frustração, decepção, superação, alegria, determinação...com a corrida descobri que sou capaz de muito mais do que imaginava.
Mas teve gente na pesquisa que já me deu a dica de que sua história pode ser especial, que não foi só colocar o tênis e correr porque o treinador disse que era uma boa.
Também percebi que tem gente que começou a correr por um motivo mas virou outro, porque alguma coisa interessante aconteceu pelo caminho. E teve quem começou a correr sem saber bem por que, mas tem histórias de vida relacionadas à corrida para contar, ou como a corrida mudou seu modo de ser e pensar. 
Fiquei muito curiosa para conhecer mais sobre as histórias dessas corredoras. 
Então, vou abrir um espaço para quem quiser contar para mim e para o pessoal que lê o blog, como já tinha comentado. 
Quem quiser compartilhar, e, quem sabe, estimular mais uma mulher a correr, manda um email para mim e conversaremos. Vamos publicar a história aqui, identificada ou não, você decide. Só vamos dar aquelas ajustadas básicas de formato e tom para blog. Talvez nem todas as histórias possam ser publicadas, mas vou adorar receber e depois ajudar a espalhar sua alegria. 
A partir de hoje, e até dia 15 de maio, estou aberta para receber essas histórias, e quem sabe depois alguma surpresa aparece...
Quem vem?



domingo, 10 de abril de 2016

Que tipo de corredoras somos?

Somos todas mulheres maravilhosas, que conseguimos trazer a corrida para nossas vidas, e o negócio é que, depois que começamos, a corrida entra na lista de prioridades,  pelo que percebi no questionário que mais de cem corredoras responderam. 
Fiz o Mountain Do da praia do Rosa no sábado passado, e realmente é uma das provas mais lindas que já corri. E como é padrão MD, é perfeita do início ao fim, com tratamento vip, exatamente o que merecemos. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a animação do locutor em todas as largadas, fosse 22,5km, 11,5km ou 5km. Pelo jeito, ele sabe que cada um tem seu desafio a cumprir, e nenhum é menor, é sempre do tamanho do seu sonho e do seu treino.
A mesma animação ele tinha para anunciar a chegada de cada um dos corredores, um troço impressionante. Pelas minhas fotos no facebook dá para ver a grandiosidade da natureza na prova. Três 3km de dunas, 5km de trilhas e o resto era de estradinhas e praia. Eu estava muito feliz,  querendo terminar com  dignidade, e deu super certo. Dia lindo, perfeito, e embora a largada tenha sido às 15h, não piora o calor, só melhora, e eu estava preparada para ele desta vez. Eu e e organização, que disponibiliza hidratação a cada 3km, em média. 
Fiz os 11,5km, para os quais me preparei, e terminei feliz demais, achei tudo tão lindo! Prova para ficar na memória, super recomendo. Tem que se preparar, não tem parte fácil, mas vale a pena cada km, porque também não é horrível, a trilha é "corrível" em boa parte dela. As dunas não são fáceis, mas treinando na areia você já tem ideia do que fazer. Imaginem, eu que não sou boa em provas de aventura para fins de rendimento, vou for fun, fiquei em 16º lugar entre as mulheres, foi um sucesso absoluto para mim.  
O que me moveu, de fato, foi a paisagem, o barulho do mar, o astral de verão. Ah, sim, nesta prova minha cabeça trabalhou totalmente a meu favor. 

Como a corrida entra na vida de cada uma de nós, e nos transforma? Vi meninas correndo no Rosa, com sangue nos olhos,  que há dois ou três anos nem imaginavam o que era correr 5km. Essa é a mágica. A descoberta de que podemos fazer o que quisermos a partir da corrida. Eu acredito que quem descobre que pode correr 5km, e depois 7km, e depois 10km, e depois decidir se quer correr mais ou mais rápido, percebe que pode também fazer as escolhas da sua vida, e ser mais feliz. Inclusive a escolha de manter tudo como está, mas não por falta de opção, e sim porque é a melhor opção. Se você escolheu correr, se dedicou, teve foco, e deu certo, isso vai funcionar para a sua vida como um todo. Que tal? 

Corrida é forma de empoderamento feminino, sim. Tem gente que não gosta dessa palavra, mas não é nada assustador nem necessariamente politizado ou revolucionário, é apenas uma forma de mostrar que podemos nos conhecer e tomar conta de nós, decidindo nosso destino. Vi mulheres correndo que tem filhos, são as que dedicam tanto de sua energia e de seu tempo a eles, e conseguem arrumar aquele tempinho só para si, aquele que faz voltar para casa mais feliz, com saudade, e cheia de amor, e, com isso, com mais vontade de ficar com os filhos e, assim, ser uma mãe melhor. 
Não conheço ninguém que tenha virado uma mãe pior porque foi correr. Ao contrário. Mãe feliz, filhos felizes. 

Vamos às estatísticas, então, para mostrar como isso é verdadeiro. Claro que foi um universo limitado, 114 respostas à pesquisa, entre Balneário Camboriú, Blumenau e Florianópolis, regra geral, sem critério científico de pesquisa, mas para uma avaliação média está valendo.
E, independentemente do tempo que correm, todas, 100%, disseram que sua vida mudou para melhor  depois que começaram a correr. Isso é lindo.
Das corredoras que responderam, 61% correm há mais de dois anos, 23% entre um ano e dois e o restante há menos de um ano. 65% das mulheres correm de 3 a 4 dias por semana, média boa.
Fiquei espantada com o índice de mulheres que correm sozinhas e sem planilha: 30%. Dessas, imagino que muitas já tenham tido planilha, e atualmente corram sem, por autoconhecimento e até economia. Mas outras, provavelmente, só saíram correndo por aí, e isso eu considero meio temerário. Correr sem um acompanhamento profissional é risco de lesão, e lesão é ficar sem correr, ou seja, ninguém quer. 
As revistas especializadas trazem planilhas bem interessantes e viáveis, e para quem já corre há certo tempo e já teve acompanhamento profissional, considero, na minha humilde opinião, suficientes para provas de distâncias mais curtas.Na hora de evoluir, a planilha faz toda a diferença. É o que já conhecemos: se você faz sempre tudo igual, como esperar resultados diferentes? 

Adorei especialmente os motivos que levaram as mulheres a correr, e os que as fizeram continuar. Para emagrecer foram 37,7%, menos do que imaginava, e para ter mais saúde e para mais condicionamento físico, foram 31% e 29%, respectivamente, o que é muito bom. Como 22% das mulheres começaram a correr por outros motivos, teve muita coisa legal: para parar de fumar, vontade de praticar corrida mas achava que não conseguiria (imagine só), para buscar um equilíbrio, relaxar física e emocionalmente, aliviar o stress (garantido), novos desafios (várias pessoas), e aquelas coisas que sempre deixam a gente emocionada: Desafio com amiga, ela iria vencer um câncer e a outra iria correr com ela. Depois vem o que fez continuar a correr, e a vida nova vem à tona: todas viciadas, viva!!! a expressão "amo correr" e a frase "não vivo sem" aparecem muito. E tem superação, desafios, bem estar, momento só seu (aprecio também). Quem começa não quer parar, e quer melhorar. Como na vida, né?
E quando acaba? 60% das mulheres se sentem felizes depois de correr. Como podia assinalar quantas respostas quisesse, os outros itens foram bem votados, e a sensação de superação e de dever cumprido foi de 53,5%, e 43% , respectivamente. 31,6% das mulheres se sentem livres depois. 

Quem corre passa por vários estágios, esta é a verdade. Tem gente que se sente bem correndo desde o primeiro km rodado sem andar, outras pessoas só depois que o treino termina, com o barato que dá, e levam bastante tempo até ter prazer no processo de correr em si. Cedo ou tarde, esse prazer vem para todas que persistem. Se não vier, realmente a corrida fica mais penosa, Isso não quer dizer que todos os treinos e provas são de alegria durante o percurso, mas aquela cara de loucura do final...ah, essa quase sempre vem, e compensa o sofrimento do durante, por isso a gente já se anima para a próxima. 
Apenas 7% das corredoras disseram se sentir cansadas depois de correr, não é o máximo?! Isso não quer dizer que a gente não se canse, mas esse não é o sentimento que predomina, certo?

Como todo mundo sabe, ninguém na minha família antes de mim correu para valer. Tenho primos que corriam há algum tempo, mas isso faz anos. Então ficava com a sensação de que todo mundo começa a correr por sua própria iniciativa, ou de pessoas da academia.E não foi o que veio na pesquisa! 22,8% das corredoras foram incentivadas pelos parceiros, achei muito legal. 26% por amiga, 16,7% pelo instrutor de academia ou treinador, e 9,6% pela família.e algumas já escreveram que foram pelo irmão ou pai que correm (do pai até sei de quem foi a resposta...). Apenas 2,6% foram por indicação médica, bom sinal. No final, 27% não tiveram incentivo direto.

Nas provas, 5km é a distância campeã, com 73,8%, até por ser a porta de entrada de quem entra nessa vida de provas de rua. Como também podia assinalar várias, 53,8% já chegaram aos 10km, e incríveis 40% já fizeram 21km. Se você considerar o tempo de corrida das mulheres, quem já corre há mais tempo, naturalmente acabou evoluindo para a distância considerada favorita pelas mulheres de muitos países, como os EUA. 30% das corredoras já fizeram outras distâncias, e aí estamos considerando maratonas, provas diferentes como 30km, ultra, etc.O objetivo não era aprofundar, mas mesmo quem já correu 10km, ou 12km, sabe que os esforços podem ser muito diferentes em uma prova de asfalto e uma de aventura, montanha, trilha, praia. Por isso insisto tanto em dizer que distâncias menores não significam, necessariamente, esforços menores, porque depende do terreno.


E em se tratando de terreno, o asfalto é o favorito: 74,6%, seguido de trilhas leves, com 29,8%.A esteira ficou só com 8,8%, e areia e trilha técnica também não foram muito votadas. Ou seja, a gente gosta de correr ao ar livre, e alguma dificuldade é bem vinda também.81% das corredoras tem apoio de família e amigos para sair para correr, o que fecha com o estímulo inicial para a vida de corredora. Do restante, 17,5% apoiam dependendo do treino ou prova. 57% das corredoras deixam de sair à noite ou outras atividades sociais por causa da corrida "às vezes", e 36% fazem isso frequentemente. Isso significa que a corrida nos deixa mais diurnas, certo? Alem disso, nós que não vivemos da corrida, temos as outras coisas todas para fazer, e tem noites em que a gente só consegue lembrar do longo da manhã...na pele.


Só 18,4% correm apenas por lazer, as demais querem desempenho, seja em treinos, em provas, ou em ambos. Bora evoluir!!! Mas respeito muito quem consegue treinar só pela alegria pessoal de cada treino.Das que tiveram que ficar sem correr por algum tempo, a maioria foi por lesão, mas também houve problemas familiares e gestação (embora tenha muita grávida que corra, mas também não foi meu caso).
Apenas 16,9% das mulheres gostam de correr sozinhas, ou seja, podemos afirmar que a corrida não é tão solitária quanto se diz. 60% gostam de treinos em grupo, e 46,5% gostam também de provas em equipe.

Nada menos do que 93% das mulheres que responderam gostariam de levar e/ou incentivar uma amiga para começar a correr. Claro, quando a gente ama alguma coisa, quer que as pessoas que a gente goste também sintam isso.57% gostariam de contar sua história na corrida. A oportunidade virá em breve, preparem-se!
E na pergunta que era decisiva para mim, para o blog, e para as sublimáticas: 75,4% das mulheres gostariam de um treino exclusivamente feminino, orientado. OBAAAAAAAA!! Então terão um treino feminino orientado, não só para si mesmas, mas para ter a oportunidade de levar uma amiga para começar a correr, porque ela também terá orientação para começar sem risco, e com muita alegria!!! Vamos espalhar nossa alegria de correr por Balneário Camboriú, mostrar como isso nos faz mais felizes, e, com isso, mais bonitas! Em breve trago as informações, breve mesmo, porque será logo, e teremos atividades e participações especiais. Nesta semana já virá o save the date!