quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Viajar para correr e correr na nova casa

Antes, quando eu dizia que ia correr em casa, era em Floripa. Mesmo quando eu morava em Blumenau. Vejam, a cidade me recebeu muito bem, fui muito feliz e fiz amigos incríveis, na corrida e fora dela, durante o tempo em que morei em Blumenau. Mas era difícil considerar minha casa. Coisas de peixeira, sabe? O mar. Sem o mar eu fico perdida. Adorei morar em Brasília. Moraria novamente, cidade incrível, feita para virginianas, com suas quadras, números e lógica perfeita. Clima bom para a pele e para o cabelo. Tinha o lago Paranoá...mas não era o mar. Difícil considerar home um lugar sem o mar. 
Agora eu tenho o mar. Agora, correr em casa é correr em Balneário Camboriú. Aqui é minha casa. Mas também vale correr na Praia Brava, que é geograficamente em Itajaí, mas para mim, continuação de casa, vizinhança. Afinal, meus treinos são subir o morro da rainha, e, descendo, já é praia brava. Ali é extensão, e tenho corrido muito lá.
Como sabem, adoro viajar para correr. Sempre que planejo uma viagem, acabo dando uma olhadinha nas provas da região. E, se não sei bem para onde viajar, escolho pela prova do final de semana. 
Comecei a correr quando morava em Brasília. Sem orientação, sem planilha, para desestressar dos estudos e do fato de estar quase sempre sozinha. É seco? é. É calor? é. Mas eu não conhecia outra realidade, então não achava nada demais. Era ótimo passar o ano bronzeada, para dizer a verdade. Mas naquela época não era como agora, não havia tantas provas de corrida, nem eram tão divulgadas, e nem eu tão interessada. Então eu corria nas quadras, no parque da cidade, na esteira se não sobrasse opção. 
Pois eis que me dei conta de que nunca fiz uma prova em Brasília. Ótimo, porque ir para Brasília é bem mais fácil do que para Berlim, onde também nunca corri. Adoro passear na cidade, e ainda tenho hospedagem com uma amiga sensacional que fiz por lá, a carioca menos carioca que conheço, Maria Rosa. 
Fomos para comemorar meu aniversário, no final de semana anterior a ele. Sim, viajar no aniversário e correr no aniversário são sempre meus objetivos,e  se puder juntá-los, como no caso, tenho a comemoração perfeita.
Mas eu estranhei o clima e o ar, não vou negar. Muito tempo se passou desde que voltei de lá, mais de dez anos, e fui fazer o Circuito das Estações. Ao contrário do sul, lá larga às 8h, tarde considerando que às 7 e meia já está acima de 25°.Ninguém parecia se importar, só eu. Bem feito, haole.
Quis fazer uma prova tradicional porque a organização, quando a gente está viajando, é importante. Kit corretamente entregue, na Centauro, sem tumultos. Linda bandana, camiseta de qualidade. Ah, nem tudo é perfeito. Encomendei, como sempre faço, a personalização da camiseta, e na hora me escrevem o nome com I. Ah, pessoas, só quem já passou sabe como é chato esse negócio de errarem o nome da gente. E, no caso da camiseta, a gente informa na inscrição, então claro que não escrevi meu nome errado, eles que mandaram o transfer errado. E aí eu reclamei, até porque ela não me mostrou antes do decalque, e a mocinha disse: puxa, que droga. E foi isso. Ja fui mais estressada...
Mas a largada organizadíssima, muito espaço (Brasília é assim, tem espaço), e tudo aconteceu dentro do horário. Poucas tendas, não sei se por normas ou por opção.
As pessoas pensam que Brasília é uma cidade plana. É um planalto, e boa parte dela fica no plano. Mas vai lá correr no Eixo Monumental, onde ficam os ministérios e termina na praça dos Três Poderes (ou começa), e aí conversaremos sobre planície e planalto. Larguei, e mantendo um pace excelente, comecei uma subida sem perceber. Só notei quando me faltou o ar e eu achei que era a altitude cobrando seu preço. Até era, mas quando olhei para trás, vi a inclinação. Não é um morro, mas é uma subida, não íngreme, mas constante. De mais de 2km. 
Eu, que fui para fazer um tempo legal e ser feliz, mudei a meta para terminar a prova. Sem dignidade, só terminar. Porque quando acabei de subir e vi a ambulância, tive pensamentos sombrios.
Depois eram mais de 2km de descidinha, fazia a volta e, então, claro, a subidinha de volta. Mas aí eu estava mais preparada, não gastei energia desnecessariamente na descida anterior.
Nunca tinha visto tanta gente caminhando numa prova. Pensei que, por serem de lá, todos estariam acostumados. Talvez estejam, mas ainda assim foi necessário reduzir beeeem o ritmo. Quando eu passava alguém, sabia que a pessoa não me pegaria, ninguém conseguia melhorar o pace. Sendo assim, quando era ultrapassada, sabia que não pegaria. Não tem sombra, minha gente, só sol no lombo. E o suor evapora rápido pela secura. Eu, que estou acostumada a tomar pouca água em prova atualmente, tive que rever os conceitos e aceitar sempre que tinha. Se não fosse o gel que levei para tomar no km 5, não sei se teria terminado o percurso. 
Na descida de 2km final é que realmente percebi que terminaria a prova sem morrer. Aquela subida inicial me assustou, e demorei, mas  encaixei melhor a corrida. Acho que se eu morasse lá ainda faria as quatro estações do circuito, dá para melhorar muito o desempenho conhecendo o local. Não foi uma prova de tempo, mas depois do susto inicial, tive alegria. Tinha um sol lindo, estava onde queria, como queria. Correr ao lado do memorial JK, um dos meus lugares favoritos, foi bem especial. Consegui, apesar de não estar confortável, ver a paisagem que eu queria, que eu sonhei em ver. E isso é o que vale. 
Marido foi junto, me filmou, estava comigo no final, aquele final que a gente fica meio perdida quando não conhece ninguém, e na volta ainda assisti à maratona olímpica. Eta alegria total!!

 Essa é para quem acha que é tudo planinho...



Na volta, semana após o aniversário, corrida em casa, Circuito Brisas. Podem zoar, lá fui eu fazer prova feminina de novo. Não curto muito. Eu ganhei a inscrição, cortesia da Caixa, e as meninas da Gamboa iam, além de ser, bem, em casa. 
Organização da Corre Brasil, mimos no kit, botei no instagram. Mas a qualidade das camisetas deixa muito a desejar. A regata é péssima, não dá para usar. Uma pena.
Eu adoro mochilinha, nas provas da Ativo, ou O2, sempre tem, a gente usa tanto depois...valorizo. No Brisas não tinha. Mas legal pegar o kit no Brava Sushi, com uns agrados para as meninas, não cheguei a usar, mas paquitagem às vezes é legal, Mulheres que Correm sabem disso, e valorizamos!! Quem não quer ser bem tratada?!
Uma coisa que gostei é que não tinha pacer namorado, amigo, treinador, dessa vez. Pelo menos não tão descaradamente, o que torna tudo mais honesto. Mulheres disputando com mulheres, sem homens velozes dando ritmo.
A largada era meio apertada, e mesmo estando acostumada a correr na região, o percurso tem muita lajota, e como é praia, muita areia por cima, para desenvolver a velocidade é ruim. Ali é território conhecido, o que me facilita a vida, mas também para quase todas as outras, muitas locais correndo. Duas voltas de 5km, não é o meu favorito, mas fazer um percurso de 10km com o mesmo nível dos 5km é realmente difícil, não tem tanto espaço, vide prova da Unimed que virou de aventura para os 10km. 
Fui para fazer um bom tempo, baixar dos 50' e desencantar de vez, e me esforcei. Fez calor, não estava facinho, mas era uma prova gostosa, com gente conhecida, boa energia, sabem?
Então, acho que eu faria em menos de 50 minutos. E fiz, em menos de 48. Mas não eram 10km. Não posso mentir e dizer que fiz os 10km em 47'52" líquidos, porque eu fiz esse tempo, mas corri 9km700, aproximadamente. Parece bobagem, mas 300 metros é margem de erro do ibope, Correndo com pace de 5' por km, daria um minuto e trinta a mais. Mas nunca saberei quanto daria, fico meio louca da vida. A parte boa é que rolou um trofeu de categoria mesmo assim, terceiro lugar, e, o mais importante, a categoria era de dez anos,e  não de cinco, e isso faz muita diferença, considerando que era de 35-44, e estou na segunda metade dessa conta. 
Para mim, uma grande diferença entre correr fora e em casa é o peso, a pressão. Em casa, eu me sinto mais pressionada, sim, fico beeeem mais nervosa e quero ter um desempenho melhor. Viajando, faz parte do passeio, tudo é lucro. 
Fiquei super feliz porque o Diogo estava no final da primeira volta de 5km, me botou a maior pilha, e depois quando estava chegando também, veio junto, foi gritando,e  eu estava, sinceramente, quebrada, me deu um super cansaço nos 2 últimos km, não sobrou nada. E ele nem me deu bola kkkkk. Fico mega feliz quando o treinador acompanha, está lá na chegada, valoriza o empenho e o trabalho conjunto. 
Foi uma manhã deliciosa com o pessoal, e isso compensa a tal pressão. Ter amigos para abraçar no final da prova é muito bom!
Vamos em frente, que tenho mais assuntos para compartilhar! beijos e bons treinos!








quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Todas somos Divas. Algumas de nós, Venezianas

#Leanintogether é uma campanha americana para mulheres ajudarem  outras mulheres, como verdadeiras mentoras. O vídeo é incrível, e mulheres de destaque, como Serena Williams, Kerry Washington (a poderosa da série Scandall), Emma Watson (a sempre Hermione), entre outras, falam da importância que outras mulheres tiveram em suas vidas e foram essenciais para o seu sucesso. O link é http://leanin.org/together/women e sempre me emociono, porque é sobre as mulheres serem generosas umas com as outras. 
Isso é um start para falarmos de parceria, amizade verdadeira, e não essa mania de dizerem que mulheres competem entre si e que não são amigas de verdade. São várias pequenas coisas que acabam queimando nosso filme. 
Por exemplo, o fato de eu me arrumar para um encontro com amigas não significa necessariamente que estou querendo ser melhor ou mais bonita, ou mais arrumada, e sim que quero ficar bonita para elas e com elas. As fotos vão ficar mais incríveis. Esse negócio de mulheres serem rivais sempre é uma ótima estratégia para os homens, isso sim. 
Na verdade, temos é um jeito diferente de nos relacionarmos. Os homens também brigam e divergem, e competem, sobre temas, aliás, estranhíssimos e sem sentido, como tamanho (...) e times de futebol. Ok, Quando discordam muito entre si, brigam fisicamente, e assim resolvem a questão. Super paleolítico. Mulheres evitam conflito direto, e isso pode gerar rancor e mágoa, mas passa. Tudo passa. Mesmo quando a gente fala mal da outra, nem sempre isso quer dizer desamor ou inimizade, é só como nos relacionamos umas com as outras e com nossos sentimentos. Let it go é meu lema, meu e do Frozen,  acho muito oportuno. Gosto de ver as coisas em perspectiva, e problemões e divergências super importantes de dez anos atrás podem não significar nada agora, então deixa para lá.  Foca no bom.  
E na corrida tem  bom. Mulheres podem se ajudar muuuito na corrida. Podem se puxar, estimular, empurrar, dar toques de roupa, cabelo, preparação, chamar de linda, de poderosa, divar de verdade. 
Quando a gente se sente diva correndo, não necessariamente isso se apresenta fisicamente. Corro com cara de sofrimento muitas vezes, e não costumo ir gatinha (acho lindo quem vai), corro meio molamba. Me sinto diva por dentro, enquanto corro, com aquele sentimento de "eu posso". Um dos meus mantras quando estou correndo e está difícil, é: "correr é o que eu faço. O que me alegra. Bora"
Prova de equipe feminina é o momento realmente de se sentir Diva absoluta. E acontece o seguinte: se minha amiga está correndo mega bem, melhor para mim, que estou na mesma equipe que ela. Quanto melhor cada uma estiver, melhor para o grupo. E ponto. 
Como assim competição? Sim, se estivermos em uma prova de corrida individual, estamos competindo, mas correndo, e não pessoalmente. Competir é estabelecer referências de melhoria. E é saudável, eu acho, querer treinar e ter o mesmo resultado, ou semelhante, da outra. 
Divas Venezianas foi uma prova de revezamento feminina, organizada pela Ecofloripa, em Nova Veneza. Gostei do nome. 
Devo confessar a vocês que nunca tinha pensado em correr em Nova Veneza. Conheço a cidade desde muito pequena, minha avó ia bastante para lá, visitávamos parentes do meu avô postiço. A cidade é pequena e acaba sendo longe daqui e de Blumenau, fica perto de Criciuma, mais para o interior. É uma graça, pequena,  arrumadinha e com boa comida, mas  beeeeem rural, bucólico, para correr. Não me recordo de ter visto outra prova de corrida por lá. Não é um lugar de super trilhas, nem com mar, nem com cachoeiras, ou seja, não tinha muita noção do que encontraria como percurso, só imaginei que não seria dentro do centrinho da cidade.
Mas prova da Ecofloripa é chance de vaga para Volta à Ilha. Sabe aquele sonho que você tem, bem sonhado? é a Volta à Ilha, sempre. Cada ano, é o sonho que se renova no meu mundo da corrida. Pelo visual, pela dificuldade, e, principalmente, por ser entre amigas e em Floripa. 
Sendo assim, depois de muita conversa, eu, Simone, Grazi e Rita acabamos decidindo montar uma equipe veterana. Sim, isso significa que todas no grupo devem ter 40 anos no ano da prova. E todas temos. Pareceu a melhor estratégia, porque não tinha divisão por número de integrantes, nem todas as sublimáticas estão treinando, aliás, nem todas têm tanta vontade da Volta à Ilha, então não era justo ficar tentando impor uma participação. E, tendo as quatro mais de 40 ou 40, melhor já se inscrever nas veteranas e reduzir a concorrência.
Fomos as quatro, no sábado, no carro alugado, para Criciuma, para dividir um quarto de hotel e muitas experiências. A união já começa nos preparativos, nós temos treinado, porque a intenção sempre foi ir realmente bem na prova. Tivemos reunião (com vinho), papos no whatts, encontro (com vinho), e fomos estabelecendo algumas diretrizes, e na verdade tudo é desculpa para um bom papo e muita risada (e vinho). 
E vivemos, no domingo, a experiência de receber aquilo para o que treinamos, para o que lutamos e para o que sacrificamos dinheiro e tempo precioso com a família. O resultado correspondeu exatamente aos treinos e à dedicação: vitória. 
Mas, mais do que os treinos, que não foram coletivos, nossa sintonia deu o tom da prova e do seu resultado. Cumplicidade define. 
Cada uma sabia o potencial e a força da outra, e esperava nada mais, nada menos, do que isso. E sempre tendo muito claro que, se não desse, cada uma estava dando o seu melhor. Fomos para isso. Dar o melhor para o grupo. E esperar que fosse o suficiente.
No sábado, resolvemos conhecer o percurso de carro porque era possível, menos a trilha. Conseguimos nos perder no interior de Nova Veneza, mas foi excelente (não essa parte, claro), porque tivemos noção ao menos do tipo de terreno em que correríamos: estrada, chão, pedrinhas, asfalto com subidas...De noite, de carro, pareciam intermináveis os trechos, com uma paisagem indefinida de campo. Ficamos com a sensação de que seria duro. A Grazi, profissional da corrida, fez uma prévia dos tempos por trecho e o tempo geral para conclusão da prova. E ficamos com isso em mente.
Acordamos antes das 5h, 12 graus, chuva fina, resto da que caiu durante a noite, e partiu Nova Veneza. Nossa largada era às 7h, e fomos as primeiras a chegar, junto até com a organização da prova. Comemos nossas coisinhas pelo caminho, de café da manhã, cada uma com suas manias  e o que dá energia. Provas da Ecofloripa são caras, porque a inscrição não é barata, o kit é uma camiseta para cada e uma mochila (de qualidade duvidosa) para a equipe toda, ou seja, para a coordenadora, e não tem nada de hidratação, isso é sempre com o grupo. Então a gente paga sem saber muito bem se deveria ser aquilo tudo. Mas são provas com temas bem definidos e de paisagens variadas, ou seja, desafios diferentes em cada uma delas. Tem Volta à Ilha, tem Volta à Ilha de São Francisco do Sul (linda), tem Desafrio em Urubici, tem Praias e Trilhas (duríssima), tem Maratona Express (meu maior pesadelo, maratona de revezamento de 1km).
No pórtico o clima era legal, de manhã cedo é todo mundo mais relax, e não tinha aquela multidão de Volta à Ilha nem Desafrio, mais gostoso de conversar com as outras. Mas nós, as loucas, de olho nas concorrentes. 
A largada atrasou cinco minutos, e lá foram elas, Grazi largando para a trilha. Houve algum  problema de marcação do percurso na trilha, todas se perderam e foram para o caminho errado menos uma corredora...estranho...quando retomaram o caminho, haviam se unido as demais, no fim chegaram meio emboladas todas juntas.
Dali em diante era revezamento mesmo, e de dia a paisagem era bem melhor. O percurso continuava duro, e o visual muito parecido dos trechos realmente dava uma cansada. Prova de cabeça, porque a gente corria, corria, e estava sempre no mesmo lugar porque não mudava a paisagem.  Tinha trecho de estrada de chão com pedrinhas. Odeio pedrinhas, muito...pelo menos choveu e não subia poeira. Quase todos os postos de troca eram em frente a Igrejas, isso era simpático.
Os trechos eram curtos, até porque a prova toda era de 49km. Isso foi ótimo, não precisava levar montes de hidratação, gel, cintos, esses penduricalhos todos. No meu caso, eu só tomava água antes de correr e entre os dois trechos comi um gel para segurar. Um carro para todas, tranquilo.
Os carros acompanhavam o percurso, e era muito legal dar força para as corredoras, e sentir o entusiasmo das concorrentes também, todas eram corredoras, afinal, e a gente se diverte.
Alias, ver a Rita no final do percurso quase dançando para a gente, feliz, dando aquela puxada final para a troca, era muito bom. Amiga, que energia!! Nunca seria a mesma coisa sem ela. Que, diga-se, correu muuuuito. 
Estivemos em primeiro lugar geral por três trechos, praticamente. E isso significou correr com o carro da polícia acompanhando, muito chique. Na verdade, dá um nervoso. Kkkkkk. Decidimos que a Simone correria o penúltimo trecho, talvez fosse eu, mas a Si está em um momento incrível na corrida, rendendo muito, bem melhor com ela naquele momento.
Fizemos nosso melhor, e cumprimos o tempo estimado pela Grazi, e isso nos rendeu o segundo lugar geral e o primeiro lugar de veteranas, e a vaga para a Volta à Ilha.
Nessa prova, embora estivéssemos um pouco tensas, pela responsabilidade que nos impusemos, ficamos muito bem nas transições, conversando muito, trocando ideias, o estresse passou e deu lugar à alegria e ao entusiasmo de quem percebe que vai dar certo. Nos emocionamos em alguns momentos, terminando trechos, e quando a Simone entregou para a Rita fazer o último trecho, sabíamos que já tinha dado, e foi muito emocionante. Eu e a Si queríamos muito conseguir a vaga juntas para correr juntas, isso ainda não tinha acontecido. Foi sensacional conquistar a vaga correndo, e não por sorteio (eu adoraria ganhar por sorteio, queria a vaga, mas correndo é diferente), e éramos nós, as com mais de 40 e muita energia para queimar ainda. 
Chegamos com aquela mesa de frutas ainda quase intocável, isso é diferente.
A premiação foi adiantada, não sabíamos, e chegamos bem no horário marcado anteriormente, ou seja, só faltava a gente receber os trofeus. A cidade nos recepcionou muito bem, todos eram gentis, e na parte habitada dos trechos fomos sempre recebidas com sorrisos (às vezes surpresos).
Vários duvidaram da nossa qualidade de veteranas, e isso não tem preço!
Nossa última volta à ilha foi graças à Giovana que, sozinha, ficou em primeiro lugar na sua categoria em Urubici. Agora podemos retribuir com essa vaga para todas as Sublimáticas. 
E voltamos de mais uma prova com uma parceria que não se mede. Minha admiração total a Simone, Rita e Grazi. Obrigada pelo privilégio de correr com vocês e contar com a sua amizade. 
E que venha nosso treino no sábado, estamos ansiosas e esperando muita gente!!






 "Together women can do more, go further, and change the world"