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Mostrando postagens de 2017

Corri minha melhor meia maratona em Palma de Mallorca!! Final dos diarios de viagem

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Vamos ao que interesse que é a corrida. Largava primeiro a maratona e alguns minutos depois a meia, e bem depois os 10km. Com isso muita gente completava a meia junto com corredores de 10km. Havia divisão de baias, mas achei bem ruim, eram diferenças pequenas para os primeiros currais e o último curral era para quem completasse a meia em 1h40 para cima. Poxa, tem muita diferença completar em 1h50min (que era minha ideia) e 2h30min, para largar todo mundo junto. Consegui fazer os educativos e dar uma aquecida porque o espaço era enorme. 
Vejam quanta gente. Essa sou eu conversando com o brasileiro, e sabendo qual era a real da prova. Que não era plana...

Eu entrei na minha baia e fiquei lá, mas beeeem na frente. Paciência. Não consigo fazer fora da regra, e olha que a baia na nossa frente estava bem vazia. Gastei uns bons minutos andando até a largada, nem tinha notado que já tinha largado, na real. E dali em diante foi uma alegria sem fim. Os primeiros 12km são na orla, mar lindo lind…

Diários de Viagem 2: Palma de Mallorca Media Maratón - Pré

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A gente chegou e foi direto, com a malinha, buscar o kit. Tá, sou ansiosa. Queria pegar meu número de uma vez. Ele era lindo! Número de corpo, porque era enorme, tipo da volta à ilha. Uma coisa que adoro nas provas internacionais é o chip embutido no número. Com isso inclusive não tem esse negócio de um correr com o número e o outro com o chip, com uma inscrição só. Na hora que retira você testa o chip, teu nome aparece e a vida é boa. Mas o chip é pago, quem não tem o seu próprio, de casa (então, deve ter gente que tem seu próprio chip, me contem), deve comprar pagando 5 euros na hora de retirar O kit, como em geral nas provas fora do Brasil, era composto da camiseta (modelo unissex, ou seja enorme), número, sacola de plástico gigas e umas jujubinhas energéticas da Powerbar, patrocinadora. Eu confesso que gosto de kit de prova. Acho que dá para perceber pelo capricho dos nossos treinos Mulheres que Correm. Acho que mimar o corredor que paga inscrição é legal, dar produtos de qualida…

Diários de Viagem parte 1: por que Palma de Mallorca?

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Depois dessa série de entrevistas,  vou falar de mim de novo. Mas só porque o assunto é bom.   Há alguns anos eu procuro corridas bonitas pelo mundo, como todo mundo aqui sabe. Tá, não é bem verdade. Eu procuro corridas em todo lugar para onde eu viajo. Não faço maratonas, então não estou atrás das majors, mas as meias maratonas me interessam. Bom, até April Fools me interessou (corrida do dia da mentira), porque era o que tinha em Atlantic City. Não se assustem com o "parte 1". Tenho bastante para contar (falo muito, escrevo até menos), e é blog, não é post de instagram com todos os caracteres e "continua nos comentários", que não julgo quem faz, mas acho que foge da ideia de restringir e sintetizar. Aqui a gente vai embora. Livre. Eu leio muito as colunas espetáculo da Anne Dias no site da Ativo e na Revista O2. E jornalista é jornalista...entende da bagaça. Eu, portanto, só quero share experiences! Pois bem. Meu pai já pagou uma viagem para cada filho conhecer …

Encerrando da melhor maneira: aprendendo muito com a linda alma de Patrícia Kern Hardt

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Depois de lerem o que a Patrícia tem a nos ensinar, verão que não há muito mais o que dizer sobre ela. Pessoalmente, digo que o casal Patrícia e Denis Hardt é simplesmente sensacional, e eu tive muita sorte em conhecê-los. São generosos, resilientes, otimistas, acreditam na causa das Mulheres que Correm, e basicamente, se não fosse o Denis e as Lojas Hardt/Hardt Sports, os Treinos MQC nãos teriam sido o que foram até agora. Eu já tinha contato com o Denis quando soube que a Patrícia estava doente, mas acho que eu e ela só tínhamos nos visto algumas vezes. Passei a acompanhar a evolução rumo à cura conversando mais com ele, enquanto eu rezava, e pude perceber o quão forte ela é. Depois do tratamento nos encontramos e eu só confirmei o que já percebia, que, ainda por cima, há muita alegria no viver.  Então, sem mais delongas, vamos encerrar essa série de entrevistas com mais uma mulher incrível. Emocionem-se comigo. Com vocês, Patrícia Kern Hardt. 

Patrícia mostrando que corrida não é sol…

A história de quem passou de plateia a protagonista: Monica Paris, a que virou corredora depois do câncer

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O modo pelo qual conheci a Mônica mostra como o universo age de uma forma muito louca e que basta a gente estar aberto para conhecer as pessoas que realmente isso acontece. Há alguns anos organizei uma festa teoricamente surpresa para meu marido em casa, em Blumenau. Teoricamente porque ele percebeu, claro. E convidei a Carol, minha amiga irmã de Floripa, inclusive para dormir lá em casa. Ela perguntou se podia levar uma amiga de Joinville e claro que podia! E era a Mônica. Mas a Carol logo disse que elas ficariam em hotel. Ela chegou um pouco tímida, mas o povo lá era animado, a festa foi bem forte, e elas foram ficando, até o ponto que não era recomendável que saíssem para ir para o hotel. Resultado, dormiram ambas lá em casa. Nem conversamos tanto assim, mas eu a achei muito legal, com bom astral.  Pula para maio de 2016, e no mesmo treino que a Pri veio para voltar a correr, a Mônica também se inscreveu, porque mora em BC!!! Foi muito bom reencontrá-la e descobrir que ela corria, e…

A história de quem não desiste de correr: Siegrid Ane, uma guerreira!

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A história de hoje é diferente. Eu conheço pouco a Ane. Conheço, na verdade, por ela ser corredora da Wellness, então temos vários amigos e conhecidos em comum, e eu sempre a achei tão guerreira, empolgada nas provas de corrida de Blumenau, cheia de vida. Por isso me surpreendi quando soube que ela estava doente, com câncer de mama, esse infeliz. E eu soube porque ela não escondeu de ninguém. Ela mesma reconhece que também tinha problemas com a palavra "câncer" antes de acontecer com ela, e tudo mudou, porque acho que a mudança faz parte do processo, não é?  Qualquer doença ou dificuldade nos ensina muito sobre nós mesmos, e é sempre uma oportunidade de mudança, normalmente para melhor. Tem gente que não muda nada, é verdade, que não enxerga a oportunidade de autoconhecimento e de evolução, só pensa em se curar o mais rápido possível e voltar à vida exatamente como era antes. É uma forma de encarar as coisas e não se deixar vencer, e não estamos aqui para julgar, porque só qu…

A história de alguém fora do grupo de risco: de amiga de infância a coleguinha na corrida, com vocês a meiguice da Priscila Leite!

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Eu conheço a Pri há mais de trinta anos. Aiaiai...A gente fez catequese juntas e, portanto, a Primeira Comunhão. Ainda ontem. Como Florianópolis já foi bem menor, a gente era vizinha de rua e também as famílias têm casa na mesma praia...ah, sim, em Floripa, embora seja litoral, as pessoas têm casa de praia e casa na cidade (as que podem, sempre foi o sonho de todo mundo), e só vão para a praia no verão, ficando dois meses direto. Esse negócio de praia no inverno é coisa de haule.  Enfim. Não bastando isso, a Pri também fez faculdade de direito na UFSC, mas iniciou no semestre posterior ao meu (a turma de agosto, que eu morro de inveja, porque teve um semestre de pura felicidade depois de estudar para o vestibular). Apesar disso, ou talvez até por isso, nos encontramos sempre casualmente, incidentalmente, e nunca fomos tão próximas, embora sempre tenhamos mantido contato suficiente para saber o básico da vida uma da outra. Até que ela esteve doente e eu não soube.  2016, maio. Primeiro T…

Câncer e a Corrida - Histórias de Superação - Introdução

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Ninguém gosta de falar de câncer, né? Até hoje minha mãe cochicha a palavra, como se falando alto tivesse alguma possibilidade de contágio maior. É da geração dela, e da mãe dela, quando diziam "a doença", "aquela doença", e assim acho que toda família tem alguém que morreu de câncer e ninguém sabe explicar muito bem como, em que parte do corpo, estágio, tratamentos...na minha família tem uma bisavó que dizem que morreu de tristeza, mas a gente sabe que morreu de câncer.  Acho que uma das grandes evoluções foi falar em voz alta, porque não é vergonha nem maldição, é uma doença, e falar ajuda a procurar tratamento, ou pelo menos faz a pessoa saber o que se passa. Já matou muito, mas não precisa mais ser assim. Na minha família também temos casos bem sucedidos, como meu pai, que teve câncer de pulmão (dentro das estatísticas, ele fumou 40 anos - agora está há mais de 11 sem fumar, claro), meu tio e padrinho (um cara super saudável e que se cuida pacas), que teve no ri…