quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Periodização da corrida - Guest Post by Grazi Evangelista

Olá
 Hoje quem vos escreve neste blog não é a Andrea. E sim, alguém tão apaixonada por corridas quanto ela: sou Graziela Evangelista, ou Grazi. Corro há cerca de 9 anos. Comecei para perder os 10kg que ganhei da minha última gravidez, e nunca mais parei. Hoje, participo muito pouco de provas, pois tenho como prioridade e como profissão/missão/inspiração de vida, através da Assessoria de Corrida Pace &Fun, de Blumenau, apresentar a corrida de rua às pessoas e observar, depois, orgulhosamente, a transformação na vida de cada uma delas. 
Sou amiga da Andrea há uns 5 anos. E sim, nos conhecemos através das corridas, antes de virarmos amigas, na época feliz dos meus 13 anos de Academia Master, Ela nadava, grávida, nos horários em que eu dava aula, e eu já conhecia ela de vista das provas. Um cumprimento seco, nada mais. Rs...Não nos bicávamos muito no início...rs...competitividade tola, eu que tenho fama de brava, sei lá. Depois, corremos inúmeras provas juntas, em equipe, ou solo querendo ultrapassar uma à outra...rs...Já passamos e conquistamos muita coisa neste mundo mágico da corrida. Hoje, mais maduras, mais light com tudo e todos na vida, estamos aqui: e eu escrevendo no blog dela. O que adorei e sou muito grata!
Bem, mas vim aqui falar também de corrida! (surpresa)...e mais um ano de corridas se inicia, não é?! E como é que se inicia um novo ano, um novo ciclo de treinamentos em corrida? Bem, a palavra chave é periodização. A ideia de que não se deve parar no fim do ano (ou reduzir) para não perder o que se ganhou em termos de condicionamento durante o ano ainda é muito praticada. Muitos emendam um ano no outro e seguem os treinamentos sem uma devida e necessária pausa ou redução de volume ou intensidade.
Chamamos este período de "pausa" de período transitório. Achamos que não, e entramos em desespero, mas uma semana de pausa ou adoção de atividades físicas mais recreativas não fará com que se perca condicionamento. A partir de duas semanas, muito discretamente, já se inicia este processo. Porém, nada de desespero! Em atletas com cerca de 6 meses de treinamento contínuo, o "tempo perdido" se recupera na mesma proporção de tempo parado! E claro, lembrando que cada indivíduo é único e possui suas particularidades. Passado o período transitório, a fase será do treinamento de base, feito com o intuito de preparar o atleta para um novo ano cheio de treinos e provas. 
Na fase do treinamento de base, que dura cerca de dois meses, há uma redução na intensidade do treinamento, e são frequentemente usados novos estímulos na corrida, como o trabalho de força e resistência muscular e cardiovascular, advindos de treinos em morros, rampas, escadarias, água da praia, areia...
Com um bom trabalho de base feito, podemos ir com mais confiança para o período competitivo! Quando, aí sim os treinos ganham intensidade (e, dependendo das provas algo, também volume), e exigem músculos fortes a fim de evitarmos as temidas lesões.
Claro que a periodização de um grupo de corrida pode não ocorrer simultaneamente. Afinal, cada atleta tem as suas provas alvo em determinado período do ano. Mas é muito importante conversar com o treinador para que sejam montadas as planilhas de treino respeitando as etapas de periodização, sua evolução e possíveis adaptações. Por isso, é fundamental ter contato, se não direto, constante com o seu treinador. Relatar como se sentiu com o ritmo estipulado naquele treino de ritmo; como foi o longo do fim de semana; se há dor durante o depois do treino; como vem sendo a recuperação pós treinamento...São detalhes que devem fazer parte da estratégia de periodização, em que uma conexão constante entre treinador e atleta é indispensável para o sucesso tão desejado neste mundo que amamos tanto que é o da corrida! Bora treinar!!







A Graziela Evangelista é formada em Educação Física e é uma das treinadoras na Pace &Fun. Já foi atleta de handebol, professora de natação, de bike...Corre como poucas pessoas que conheço, se entrega até o limite em uma prova. É uma baita parceira e sabe botar o povo para correr, com competência!
Acima, nós logo após a chegada da prova Divas Venezianas, que fizemos em quarteto e ficamos em primeiro lugar na categoria veteranas. 




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