Maratonista - Relato 1 - A estreante na distância. Com vocês, Sabine Weiler!!

Acho que estou mais ansiosa do que vocês por publicar os relatos incríveis que coletei...E espero muuuuitos comentários neste post, porque conheço um monte de gente que fez sua primeira maratona há pouco tempo. Alguns estão procurando a próxima, outros ainda estão na fase do "nunca mais", e outros realmente entendem que era algo para uma vez só. Qual é a sua?
Bom, a Sabine é formada em jornalismo pela Univali e pós graduada pela Furb em Novas Mídias, Rádio e TV. Começou na RBS TV de Blumenau e depois trabalhou em Lages e Florianópolis, ficando no grupo por 8 anos. Há 8 anos e meio (foi ela que entregou as datas, não façam contas que é feio) é jornalista da RICTV Record. Foi repórter e apresentadora na emissora em Floripa e, desde setembro de 2016 é a gerente de jornalismo, e também apresenta o programa Balanço Geral. Teve ainda uma experiência internacional em Bonn, na Alemana, em um estágio, e atuou na rádio portuguesa que transmitia programas para países da língua portuguesa na África (estou doida para perguntar para ela se pegou sotaque. Eu quando chego em portugal fico totalmente lusitana).




Olhem a foto. Quem for de Blumenau e região, vai logo perceber: "mas eu conheço ela". Sim, da TV! é uma linda, né? Mas aqui ela é corredora...
Eu fiz as mesmas perguntas para meus 4 entrevistados. Alguns seguiram para responder, outros deram uma incrementada para criar nova versão, e teve uma que foi mais além!
A Sabine é jornalista, seguiu o script...rs. Com toques pessoais, sim. Vamos lá!!

1. Aconteceu alguma situação especial que levou à decisão de correr uma maratona ou você considera uma evolução natural na sua corrida? 
Eu já corro desde 2009 e e já fiz várias provas de 5, 10, São Silvestre (6), Pampulha e 13 Meias Maratonas. Quando escolhi correr 21k para mim já era uma grande evolução. E foi uma grande conquista. Isso foi em junho de 2014. Desde lá me apaixonei pela meia maratona e sempre tinha como foco os 21k. Me dediquei à distância. Os treinos eram sempre para meia. E é uma distância que permite você adaptar o dia a dia com os treinos! (nota da entrevistadora: sou eu, por isso adoro meia!! Cabe na vida tão mais fácil!) Não pensava em fazer maratona, porque sempre ouvi falar do desgaste dos treinos, e de um certo sofrimento em fazer os 42k. Achava que não era para mim. Até que um certo dia eu fui desafiada - sem saber na hora -  pelo meu treinador Paulo Domingos, da Sprint Assessoria Esportiva. Ele me disse que eu tinha que realizar o meu sonho de fazer uma maratona. E eu na hora? Sonho? Mas que sonho? Eu realmente não tinha esse sonho... Só que aquilo começou a tomar conta dos meus pensamentos. E quando eu percebi, pouco tempo depois já estava pensando qual seria a maratona que eu iria fazer. Realmente as coisas mudam muito rapidamente e quem realmente gosta de correr, aceita desafios... E eu adoro desafios. Bom, o foco foi a Maratona de Buenos Aires, em outubro de 2016, mas alguns meses antes, a minha vida mudou um pouco e eu precisei deixar para 2017. E foi aí que decidi pela Maratona de Porto Alegre, por ouvir falar muito bem, e ser plano e em período frio. Hoje vejo que foi a minha melhor decisão. Cheguei na prova bem mais preparada, não só fisicamente, mas também psicologicamente.


2. Qual foi a melhor parte de correr a maratona?

Toda a maratona foi boa. Eu estava muito feliz por estar na prova. Estava bem preparada, treinada. Com uma cabeça boa para enfrentar os 42k. Clima perfeito - frio antes da largada. Dia lindo. Amigos na mesma prova. Percurso muito bom, e também por correr num lugar que eu não conhecia. Tudo isso me proporcionou um dia incrível, espetacular, maravilhoso! Inesquecível e com uma sensação até difícil de descrever. Emoção e coração a mil! 
Nota da entrevistadora: gente, adorei a felicidade dela!


3. Qual a pior parte?

Não tenho o que reclamar. Tive umas pequenas dores quase no fim da tarde- já esperadas - mas que não interferiram na prova e também não atrapalharam no psicológico! A felicidade foi maior em todos os momentos.
Estou achando que até descer escadas ela conseguiu...será?


4. A sensação depois de terminar a prova, foi a que esperava? E qual foi?

 Eu chorei muito. Eu já esperava, porque o desafio do meu treinador, virou meu sonho e na hora que cruzei a linha de chegada, eu estava realizando um grande sonho de atleta. E a chegada foi do jeito que eu imaginava. De braços abertos, com uma expressão que se dividia entre o sorriso e o choro! Logo depois encontrei uma amiga, Fabíola Gazoni, que foi comigo para Porto Alegre para estar ali, naquele momento, à minha espera, atrás da grade na chegada para me abraçar. E como cheguei com um tempo abaixo do que eu imaginava (por ser estreia) a emoção foi maior ainda. Eu só falava: Estou muito feliz, eu fiz melhor do que eu imaginava (Lágrimas me caem ainda ao lembrar deste momento)

Nota minha: fiquei super emocionada quando li isso, porque minha ideia era estar esperando a Simone chegar em Amsterdã, mas os horários eram totalmente diferentes da maratona e na meia, era impossível,  então ela e eu tivemos que nos contentar com estranhos com a manta térmica mesmo...Mas isso ficou entalado...

5. Qual a próxima meta, depois que se corre maratona? Mais uma?

Ao me inscrever para a maratona e passar pelos treinos, eu falava: Vou fazer uma maratona, mas não sei se farei a segunda. Talvez falava isso, pelo medo, pelo novo, pelo desconhecido. Mas ao se aproximar data do desafio 42k, eu já estava pensando na segunda. Será que é possível isso? Pensar na segunda, sem ter feito a primeira. Pois é, pra mim isso foi possível... porque eu não só pensei antes, como também durante a maratona em Porto Alegre. E assim que eu terminei a prova, eu tinha certeza que queria viver tudo aquilo de novo. Desde os treinamentos, que me fizeram muito bem, até a prova em si. Não achei um monstro, nem uma dificuldade para cumprir os treinos. Consegui cumprir à risca as orientações e as planilhas. E toda semana era uma sensação diferente, a medida que eu ficava sabendo dos novos desafios nos treinos. O melhor dia foi ver 30k na planilha. Dá pra imaginar a ansiedade de segunda até domingo? Foi incrível e foi nesse treino que eu vi que estava pronta para encarar os 42k.
Nota minha: Sabine está querendo me induzir...já vi tudo. 

Perguntei se tinha mais alguma coisa que ela queria contar, sobre tempos, outros desafios, algo legal da corrida na vida dela. 
O meu recorde eu consegui pertinho de casa, porque geralmente corro fora - adoro viajar para correr. (Olha Siiiiii, é das nossas!!!) Foi em setembro de 2016 na Meia Maratona do Bela Vista, em Gaspar. Fiz 1h49m. Foi um dia em que não tinha pretensão de fazer recorde. Mas já larguei muito bem, imprimi um ritmo bom e mantive a prova toda! Mas não foi a que mais me emocionei... Choro com facilidade ao me emocionar. E esse ano, a Meia Maratona de BC, em abril, me desmontou, no bom sentido! Fiz um bom tempo, pelo percurso com subida da Rainha, mas por estar chegando a maratona (40 dias antes) mexeu demais comigo. Cada vez acreditava mais, que tinha feito a escolha certa em correr 42km.
Nota minha: Já dei essa dica antes, baixar tempo é na meia do Bela Vista! Só não espere uma prova linda. Lindos somos nós corredores, não o caminho. 
 Minha distância favorita ainda é 21k! Mas quem sabe um dia posso dizer 42k ou que é difícil escolher entre as duas, já que cada uma tem seu encanto, sua paixão!
 No currículo tenho algumas provas de 5 e 10km, 6 x São Silvestre  - a primeira em 2009, foi a minha segunda prova de corrida. Outro desafio lançado pelo meu treinador Paulo Domingos. E eu fui acreditar lá que eu era capaz de correr tudo aquilo. E acho que a partir daí a minha paixão só aumentou pela corrida. Já fiz 13 Meia Maratonas - e acho que essa bagagem dos 21k foram fundamentais para o meu bom desempenho na prova e conseguir passar muito bem pelos treinos da maratona. Fiz 1 x a Volta da Pampulha e 1x 24Km na Maratona Internacional de São Paulo, esse ano, como preparação para a maratona. Outra prova que faço questão de citar, é a Wings For Life Brazil. Foram três vezes - a primeira em Floripa, quando começou a prova mundial e duas vezes em Brasília. Essa prova, eu digo que todo atleta um dia deve fazer, assim como a São Silvestre. A Wings For Life é diferente de todas as provas, já que a linha de chegada está atrás de você e você tem fugir de um carro - o catcher car.

Nota minha: meu sonho fazer Wings of Life. E Pampulha acho que deve ser muito legal também.

Adorei, Sabine, obrigada por dispor do teu tempo para compartilhar conosco essas sensações e emoções, muito mais do que os fatos. E tua experiência até chegar à maratona eu considero sinal de amadurecimento mesmo. Enfim, Corredor não tem história, tem fábulas!! Aguardem a próxima!!


Comentários

  1. Que relato maravilhoso, Andrea! Emocionei-me com as palavras da Sabine, principalmente por estar vivendo o desafio da preparação da primeira maratona. Assim como ela, tenho curtido cada minuto, cada treino (bom ou ruim), cada recomendação da nutri. Tenho preparado o corpo e também
    a mente para os tão sonhados 42,195Km. Estou feliz, ansiosa, com aquela sensação de borboletas na barriga... aquela que a gente sente quando está prestes a realizar um sonho, sabe? Ler teus posts essa semana tem sido um verdadeiro presente, Andrea. Curiosa para ler o próximo... Abraços

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    1. Vai ser lindo, Ana Paula!! Treino + confiança + alegria = sucesso!!

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  2. Relatos de maratonas sao sempre surpreendentes! Parabens pela dedicação...42 nao é pra qualquer pessoa nao! SPCity Marathon ano que vem?!

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    1. Ix, se foi para a Sabine eu passo para ela, mas se for para mim...ainda não estou nessa...aguarde os próximos relatos

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  3. Parabéns Sabine pela conquista dos insanos 42k.
    No seu relato é possivel perceber a sua determinação e disciplina nos treinos. Acredito que a prova começou, no primeiro dia da sua planilha.
    A nota da entrevistadora sobre o percurso da Meia do Bela, foi engraçada, rsrs, acho que foi por isso, que ainda não fiz essa prova.

    Bons km's

    Marcelo
    www.corramais.blogspot.com.br

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