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Mostrando postagens de 2018

A corrida e a família: solitária ou solidária?

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Acho que post vai  parecer azedo. Vou começar com umas comparações, não me julguem. Mães dizem: vai acordar às 5h30 para correr? Sua louca. Mas quando alguém  diz: vou acordar às 6h para ir à missa, é lindo. Pareceria falta de respeito dizer outra coisa, não? Ah, mas é diferente. É religião. Discordo. É prioridade. Acordar para correr não exclui ir à missa. Pode ir à missa ou à igreja em outro horário também. Não precisa sempre ter cara de sacrifício. No caso da corrida, tem o sol no verão, tem as crianças que acordam depois...Tem gente que acorda às 5h30min para esperar o sol nascer. Para meditar. E tem quem nem foi dormir ainda às 5h30min. Cada um com as suas preferências. E prioridades.  Mas é muito nítido o tom de crítica ao meu anúncio de acordar cedo, que pode ser 6h30min, 7h, inclusive às 8h, que nem cedo é, mas é porque a crítica é ao fato de eu acordar exclusivamente para ir correr, mesmo que isso não afete em nada a rotina familiar. Por que? E mais. Será que isso acontece c…

Declaração de amor à corrida em Floripa

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Hoje é aniversário da minha cidade. Minha porque é minha favorita, porque foi onde cresci, me criei, estudei, trabalhei...no momento tudo no passado, porque não estou lá. É a cidade natal da minha mãe, dos meus irmãos, e meu pai já é cidadão honorário. Sim, Florianópolis. Eu não nasci em Floripa, na verdade. Meus pais faziam mestrado em São Paulo quando nasci, e com cinco meses de idade eu estava no pedacinho de terra perdido no mar. Me considero florianopolitana, e falando de corrida, fui olhar fotos e basicamente as mais bonitas são de provas em Floripa. Que coisa, né? E isso em prova no asfalto, na trilha, na areia...no verão, na primavera, no inverno...impressionante.  Cacupé...
A cidade não é exatamente plana, mas ela tem uma parte plana considerável para quem gosta de correr, que é a Beiramar norte. Nas praias do norte, tem muito lugar para correr, como Jurerê. Mas quer correr na areia? nossa, fartura então. Joaquina, Campeche, Moçambique e sua areia movediça, Daniela (com seu …

A persistência da (falta de) memória: Correr em São José dá sorte?

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Persistência da Memória é um quadro do Salvador Dali, que tem o relógio derretido. Amo. Tanto que tenho a tattoo no punho. Adoro olhar e lembrar que o tempo flui, derrete, sem controle, e nos sobra aproveitá-lo da melhor maneira. Inclusive na corrida. A gente planeja uma prova, treina para ela e, quando se dá conta, chegou o dia. E no dia seguinte, novos planos...como é fluido esse tal de tempo...

Demais, né?

Eu já corri em São José algumas vezes. Criaram a beira mar de São José, uma via super legal, com uma vista interessante, asfalto novo, com um centro multiuso. Ótimo. Mas não tem nem 5km ali sem precisar entrar na avenida da cidade, aquela cheia de carros e vida normal. Então o percurso não é todo super fofo. Fui olhar meus posts de outras provas em São José,  já falei do percurso, e percebi que é sempre o mesmo. O calor também é sempre o mesmo. E aí eu vou lá, reclamo do calor e do percurso (porque em todas as provas de 10km são duas voltas), e volto a fazer. Ô gente doida. A rea…

Afinal, aonde nós, corredores, queremos chegar? Estamos indo no caminho certo?

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Agora a pessoa endoidou, pensam vocês lendo o título. O excesso de endorfinas no cérebro depois da corrida tirou a moça do eixo.
Isso é alegria! Fim da meia de NY, em 2013, já com a calça quentinha por cima, e a manta. Detalhe dos óculos nada específicos. 

Nada, na verdade só quero dar uma viajada nos rumos da corrida junto com vocês.  Sábado passado eu estive em um curso sobre corrida (parte dele, pelo menos), ministrado pelo meu treinador Diogo Gamboa, que é O cara.  E além de ter aprendido várias coisas que eu já deveria saber por treinar com ele, mas que não sabia porque nos encontramos menos do que eu gostaria (culpa minha), fiquei sabendo de alguns dados estatísticos que ele apresentou, e algumas conclusões me chamaram a atenção. Por exemplo, nos 10km, o ranking de 1997 apresentava como primeiro lugar um corredor com tempo de 28'08. Não o compare conosco, que podemos fazer 5km nesse tempo. Compare com o primeiro do ranking de 2007 que fazia em 27'28 hahahaha. Mas o mais …

Apresento meu novo amor dos pés...Asics Dynaflyte 2

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Assim como o amor se multiplica em relação a pessoas, assim também aos tênis. Cada um à sua maneira, a gente vai conhecendo e se apaixonando (ou não), sem perder o amor pelo (s) outro(s). Comentei com o Denis, da Hardt Vida Esportiva, que fazia tempo que não calçava um Asics, fui mudando os modelos e desde o Noosa eu não experimentei mais nada. Eu adorava o Noosa Fast, com seu drop baixo e conforto, e depois tentei o Noosa Tri, mas não deu tão certo, era mais grandão e não me adaptei, até bolha me deu.  Então o Denis falou do Dynaflyte, que seria confortável como o Kayano mas mais leve. E me emprestou um para eu dar uma olhada, que virou um presente porque foi amor à primeira corrida. De fato, quando você calça, já sabe que será muito confortável. Não aperta nas laterais nem na frente, e na parte do calcanhar fica firme sem apertar, o pé não sobe e desce, sabe? Ultimamente tenho ficado com bolhas (até de sangue) na ponta do meu dedo médio do pé direito, que é bem maior do que o dedão…

Itens de Coragem. Ou criando memórias afetivas na corrida

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Memórias afetivas são aquelas que a gente tem de algo geralmente da infância, ou de alguma época há bastante tempo. É um cheiro, um gosto, um toque, uma situação, um momento, um abraço, algo que mexeu com as nossas emoções em um momento da vida, e aquilo fica na mente, esperando um estímulo para despertar. Não sou psicóloga, ficarei com a simplicidade da explicação.  Bom, muitas memórias afetivas estão relacionadas a comida. Minha avó fazia umas almôndegas sensacionais, minha outra avó fazia pizza, massa dela, que era boa até gelada, antes de ir dormir. Minha terceira avó (privilégio) fazia banana frita com canela e açúcar e comíamos no pão (sim, comíamos tudoooo). Claro que quando sinto cheiro de banana frita lembro disso. De uma maneira linda, mas tenho plena convicção de que não vou gostar agora como gostei naquela época. Mas tem sua importância, e faz afagos no coração. Lembro bem, meu pai fazia carinho nas minhas costas para eu dormir, à noite. Suas mãos sempre eram quentinhas, …

O que correr em 2018?

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É, people, fevereiro chegou. Agora não tem jeito, hora de programar de verdade as corridas do ano. Digo isso apesar de saber que muita gente já tem tudo planejado desde agosto do ano passado. Mas eu não sou uma dessas pessoas. Tenho sonhos, ideias, metas...mas micrometas para as grandes metas, e estratégias, eu estabeleço mais no início do ano, até porque é quando sabemos  as datas das provas desejadas (tirando as mega power que estão marcadas desde a edição do ano passado), e como vão ser os treinos. Além disso, pelo menos no meu caso, janeiro é base básica, então ainda estamos montando o calendário do ano. Claro que isso porque somos amadores. Os profissionais não são assim. Só que os profissionais correm bem menos provas do que nós, amadores, que somos os financiadores das provas de corrida no Brasil e mundo afora. Por isso eles (os profissa) têm que saber com antecedência, dependem de patrocínio e bons resultados para mais patrocínio e, tipo assim, ganhar a vida com atletismo, o …

Vamos falar de saúde e corrida? Osteoporose e estilo de vida, por Kátia Dieckmann

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Minha avó tinha osteoporose. Em uma época em que se sabia pouco sobre isso. O médico mandou e minha mãe triturava casa de ovo no liquidificador e colocava no mingau de aveia da vó. Treva. Ela nunca reclamou. Nunca reclamava. Isso acendeu uma luz forte dentro de mim: osteoporose na família. Ruim. Minha mãe não é a pessoa com ossos mais fortes do mundo. Já quebrou alguns, e geralmente uma costela por ano nos últimos dez anos. Sim. Costela calcifica meio sozinha, ela trinca e o corpo cuida de tudo. Todos somos um pouco Wolverine. No caso da minha mãe, tem osteopenia há bastante tempo (quando o corpo não produz um novo osso tão rapidamente quanto reabsorve o osso antigo), sabendo disso através de um exame chamado Densitometria Óssea, além de, no caso dela, ter essas fraturinhas. Em 2017 ela quebrou uma vértebra (ou duas). Teve que operar, foi colocado um cimento cirúrgico para segurar, uma técnica bem legal, pouco invasiva e de rápida (até demais) recuperação. Mas os exames apontaram que …